quarta-feira, 23 de fevereiro de 2005

MOTORAVIA JÁ VOOU... [ parte IV ]



Motorávia vai investir 11 M€ no Brasil
A empresa portuguesa Motorávia, fabricante de avionetas e helicópteros, vai investir 11 milhões de euros (M€), na construção de uma unidade no Estado de Alagoas, escreve hoje o jornal Tribuna de Alagoas.
O projecto da fabricante portuguesa insere-se na criação de um pólo industrial aeronáutico nesse estado da região Nordeste do Brasil, nos próximos cinco anos."Está tudo acertado com os parceiros brasileiros para iniciar as obras neste começo de ano", disse o responsável pela Motorávia, João Folgado, em declarações ao jornal.
Um dos parceiros do empreendimento é o Governo do Estado de Alagoas, que vai construir todas as infra-estruturas necessárias para instalação da empresa portuguesa nos arredores da capital, Maceió."Se tudo correr bem, vamos iniciar as actividades industriais em Setembro ou Outubro de 2005", avançou o responsável da Motorávia.
Na primeira fase do projecto, a empresa portuguesa vai fabricar avionetas de até quatro lugares, com a criação de 100 empregos directos.A segunda etapa do projecto prevê a instalação de até 12 fabricantes de peças e componentes para a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), a quarta maior fabricante mundial de aviões, com sede no Estado de São Paulo.Recentemente, a Embraer venceu o concurso público para aquisição da empresa portuguesa OGMA.
João Folgado avançou que várias empresas europeias e brasileiras estão interessadas em abrir unidades em Alagoas.

"Para a escolha de Alagoas contou, logicamente, o entendimento com o governo local, a localização geográfica de Alagoas no mercado mundial, seja para a África, os Estados Unidos, a América Central e outros pontos, além de um clima agradável e uma gente simpática", disse João Folgado.
O engenheiro Ancelmo Duarte, representante da Motorávia no Brasil, afirmou ao jornal que serão construídos cerca de dezasseis edifícios no pólo aeronáutico de Alagoas.
Seis edifícios serão utilizados pela Motorávia e os dez restantes para as demais empresas, numa área total de 300 mil metros e 28 mil metros de área construída.

8 Comments:

At 23 de fevereiro de 2005 às 12:56, Anonymous Anónimo said...

Afinal esta empresa fechou em Ponte de Sôr ou não ? É que fiquei sem perceber....

Se fechou que aconteceu as instalações e terrenos adquiridos na maior parte com dinheiros de subsidios ?

Onde estão os jornalistas da nossa terra? não investigam?

"A palavra ''progresso'' não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes - Albert Einstein "

 
At 23 de fevereiro de 2005 às 15:48, Anonymous Pedro Manuel said...

Coitados...
Como só receberam uns cêntimos (aos milhões), vão dar um chuto no cú do bugalheira.
Pobres rapazes estes e os que estão na Câmara Municipal de Ponte de Sor, agora nem um milagre da "irmã Lúcia" os safa...

Assim vai o Concelho de Ponte de Sor...

 
At 23 de fevereiro de 2005 às 15:59, Anonymous João Carlos Andrade said...

O desenvolvimento do concelho de Ponte de Sor não é real.
Toda a gente sabia, os dados do Instituto Nacional de Estatística e da Segurança Social, já o provaram.
Só que para alguns pensantes cá da cidade estes dados são uma cabala contra o presidente da câmara municipal.
O concelho de ponte de sor é o único concelho do distrito de portalegre em que a rede pública de ensino pré-escolar não está completa.
Como é que se pode ter desenvolvimento se não há educação?
Como já disse um dos comentadores deste post's:
..."A palavra ''progresso'' não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes - Albert Einstein "

 
At 25 de fevereiro de 2005 às 22:12, Anonymous Anónimo said...

A criação de um polo de industria aeronautica em Ponte de Sor não passa de uma falácia.
A Motorávia, NUNCA produziu nenhum avião em Portugal. Julgo que a criação desta fabrica em P de S teve unicamente o objectivo de absorver verbas de algum programa Europeu. Nomeadamente a compra de terreno a um preço simbólico. Fala-se em um escuco por m2.
A Dinair produz aviões, mas tem dificuldade em mão de obra pois os salários pagos são muito baixos. Vão buscar pessoas ao centro de emprego, para cursos de formação profissional, findo os quais os formandos abandonam a empresa.
O maior projecto para construção de aviões em Portugal, vai ser instalado em Évora.
A. Santos

 
At 27 de fevereiro de 2005 às 16:38, Anonymous Anónimo said...

http://www.observatorio.uevora.pt/Arquivo/Novembro/01.htm

 
At 1 de março de 2005 às 11:29, Anonymous Anónimo said...

Sr. João Carlos, no meio de tantos dados algum deles deve estar mal...é que os censos de 2001 revelam que a Ponte de Sor foi o unico concelho do Distrito de Portalegre que evoluiu económica e populacionalmente desde 1991! Obviamente que nao se pode ter tudo, nem pedir tudo,e que a rede escolar seja a unica falha deste concelho.Porque so for. eu durmo mais descansado.

 
At 1 de março de 2005 às 16:50, Anonymous Anónimo said...

Perspectiva da "Maden Parquie"
Fábrica de aviões arranca no próximo ano em Évora.
Fonte: Diário do Sul, 10-11-2004

O investimento francês da Geci Internacional em Évora deverá arrancar no próximo ano. Trata-se de uma fábrica de aviões ligeiros que irá gerar 650 novos postos de trabalho. Representante dos investidores franceses, José Elias Freitas, director executivo do "Maden Parque", diz que se trata de uma "oportunidade histórica" para Portugal e para o Alentejo.

A construção da fábrica de aviões Skylander, em Évora, deverá começar já no próximo ano. É esta a convicção de José Elias de Freitas, director executivo do "Maden Parque" (Parque de Ciência e Tecnologia de Almada/Setúbal), entidade que colocou as regiões de Lisboa e do Alentejo na "short list" de potenciais localizações.

Conforme o "Diário do Sul" avançou em Agosto, trata-se de um projecto promovido pelos franceses da Geci Internacional que envolverá um investimento de 80 milhões de euros e a criação de 650 postos de trabalho. Na fábrica de Évora será construído o Skylander, um avião bimotor com turbo-propulsor e de grande versatilidade que aterra em qualquer tipo de pista, podendo transportar 3,3 toneladas de mercadorias ou 19 passageiros, número até ao qual é dispensável o serviço de assistência de bordo.

Num artigo de opinião no "Jornal de Negócios", José Elias de Freitas considera que este avião foi "escrutinado" pela comunidade aeronáutica portuguesa.

"O avião Skylander vai ser construído em Portugal porque o Fórum Madan Parque Aeronáutica o seleccionou, o examinou ponderadamente e porque, na altura, procedeu a uma escolha criteriosa e o recomendou às entidades oficiais com base na visão estratégica dos seus peritos nacionais", refere este responsável, acrescentando que entre os especialistas envolvidos no "dossier" estava o general Santos Coelho, entretanto falecido.

Oportunidade Histórica

A existência de um avião com marca portuguesa constitui uma "oportunidade histórica para Portugal e para o Alentejo", sublinha José Elias de Freitas, recordando que a localização da fábrica resultou de uma "escolha dos promotores, aconselhados pelas magníficas condições aeronáuticas do clima alentejano". Esta unidade estará activa por cinquenta anos e irá gerar um valor acrescentado de quatro biliões de euros em 20 anos.

Recentemente surgiram notícias sobre alegadas dúvidas que a Agência Portuguesa para o Investimento (API), liderada por Miguel Cadilhe, estaria a colocar à concretização deste projecto por ter "dúvidas sobre a capacidade financeira e comercial do produtor".

Segundo José Elias Ferreira, as condições industriais e financeiras impostas para haver apoios por parte do Estado "são exigentes, mas são saudáveis e virtuosas" uma vez que colocam os promotores do investimento "perante as condições que nenhum construtor aeronáutico pode desvelar e porque optimizam a participação da indústria portuguesa no projecto".

De acordo com o presidente do conselho de administração da companhia aeronáutica Geci Internacional, Serge Bitboul, o objectivo da empresa é realizar o primeiro voo em 2006 e a certificação e primeiras entregas no ano seguinte.

Para além de Tarbes, nos Pirinéus franceses, também as cidades de Beja e Covilhã estiveram na corrida para a instalação da fábrica de aviões. A visita de responsáveis da empresa a Évora acabou por ser determinante na escolha da cidade. Os investidores "ficaram encantados" com a existência em Évora de uma Universidade, de uma Academia Aeronáutica e de uma grande disponibilidade de utilização da pista do aeródromo.

Candidatura praticamente concluída

A candidatura da fábrica de aviões Skylander de Évora aos apoios estatais, cujo processo de elaboração está a ser acompanhado pela Agência Portuguesa para o Investimento (API), deverá ser entregue ainda este mês ou, o mais tarde, no princípio de Dezembro, avançou ao "Diário do Sul" o Presidente da Câmara Municipal de Évora.

José Ernesto Oliveira reuniu na passada semana com os investidores franceses, que fizeram uma nova visita à cidade, tendo acertado mais alguns detalhes de um projecto que, caso tudo corra como previsto, poderá começar a ganhar forma dentro de pouco tempo.

"O responsável da empresa Geci reconhece que há condições para, ainda este ano,abrirem escritório em Évora e começar a construção da fábrica no próximo ano para que o primeiro avião possa estar no ar em finais de 2006", revela o autarca, segundo o qual falta apenas "luz verde" do Governo Português.

"Existe um entusiasmo e empenhamento total dos investidores franceses, agora já secundados por outros investidores nacionais e estrangeiros, que encaram este projecto de forma auspiciosa", conclui o Presidente da Câmara de Évora.

Luís Maneta
http://www.observatorio.uevora.pt/Arquivo/Novembro/01.htm

 
At 1 de março de 2005 às 16:57, Anonymous João Carlos Andrade said...

Exmo Senhor Anónimo
Os dados não estão mal...
O Sr. Anónimo é que não deve saber como foram feitos os censos de 2001...
«Ponte de Sor foi unico concelho do Distrito de Portalegre que evoluiu económica e populacionalmente desde 1991! »
Será verdade?
Ou é que os dados agora divulgados provam que se voltou para trás?
A fonte é a mesma INE!
«Obviamente que nao se pode ter tudo, nem pedir tudo,e que a rede escolar seja a unica falha deste concelho.»
Sr. Anómimo a Rede Escolar ao contrário do que o senhor pensa, tambem voltou para trás.
Porque será que houve um retrocesso, é capaz de explicar?
Não durma tão descansado porque o que se passa no Concelho de Ponte de Sor, governado pelo Taveira Pinto e companhia não deixa os habitantes deste concelho nada descansados...

 

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