quinta-feira, 28 de abril de 2005

ELEIÇÕES NA ESCOLA SECUNDÁRIA [parte II]




Comentário «Eleições Escola Secundária»

O órgão directivo da escola tem funções mais administrativas do que pedagógicas.
Ora, os exames preparam-se com bons professores e não com presidentes dos conselhos directivos.
Por isso, devia dar graças a Deus por aqueles que, na sua opinião, são os melhores professores da escola não se candidatarem a cargos burocráticos. É um bom sinal. Significa que, para além de serem bons professores, gostam daquilo que fazem.
No entanto, o sucesso nos exames não depende apenas da qualidade dos professores. E até é fácil de perceber porquê. Se quiser estou à sua disposição ou de qualquer outra pessoa para lhe dar essa explicação. Vai ver que é muito fácil de perceber.

Santana-Maia Leonardo

13 Comments:

At 28 de abril de 2005 às 14:46, Anonymous Chico F. said...

Caro António:
Quem te vê agora...
Gostei daquela:...«devia dar graças a Deus...», mas para este peditório não dou um cêntimo, continuo fiel aos meus principios de juventude.
Gostava de ver aqui a tua explicação:...« sucesso nos exames não depende apenas da qualidade dos professores...»
Um abraço.
Do outro lado do mundo.

 
At 28 de abril de 2005 às 14:59, Anonymous Uma Mãe de uma Aluna said...

Srº Dr.Santana-Maia Leonardo:
Esperava respostas às perguntas que foram deixadas pelo encarregado de educação , como não respondeu a nenhuma deixo aqui as mesmas para uma resposta:
*-Que fazem os membros deste orgão?
*-Quem representa e quem é representado pela assembleia de escola?
*-Com que méritos?
*-Estarão à procura de promoção social?
*-Terão dedicação exclusiva à escola?
*-Serão profissionais de explicações?
*-Estarão a resolver alguma situação particular ou pessoal?

Uma Mãe de uma Aluna da Escola Secundária de Ponte de Sor

 
At 28 de abril de 2005 às 16:34, Anonymous Anónimo said...

O drº Santana Maia Leonardo, não é propriamente um exemplo de um bom professor.

Mas é um bom exemplo do ensino em Ponte de sor...

Ex-aluna de Drº Santana Maia, a Português 'ou algo parecido'

 
At 29 de abril de 2005 às 16:55, Anonymous Santana-Maia Leonardo said...

RESPOSTA A UMA PUTATIVA MÃE DE UMA ALUNA


Não tenho por hábito responder a cartas anónimas. Bastava, aliás, as pessoas assinarem os textos que escrevem para que, imediatamente, emergisse à superfície o verdadeiro sentido do texto que, em regra, nada tem a ver com o sentido que lhe quiseram dar com o anonimato. As cartas anónimas, onde estas mensagens se incluem obviamente, revelam, em regra, problemas e questões pessoais mal resolvidos. É, por isso, que a identidade do emissor é fundamental para se perceber a própria mensagem emitida. Aliás, refugiar-se no anonimato para agredir e ofender os outros revela muito da personalidade do agressor. E este é um caso paradigmático, uma vez que o autor do texto sobre as eleições na secundária, se bem que se faça passar por «um encarregado de educação sem dinheiro para explicações», é, em boa verdade, um professor da escola que, por falta de coragem para dar a cara (como é seu costume), tem por hábito refugiar-se no anonimato para, dessa forma cobarde, apedrejar a seu bel-prazer os seus colegas de profissão.
No entanto, vou abrir uma excepção para responder às perguntas da putativa mãe de uma aluna. Putativa porque, em boa verdade, não acredito minimamente que seja mãe de quem quer que seja (parece-me mais o putativo pai travestido de mãe). Mas se for, era fundamental para a própria educação da sua filha que a mãe desse o exemplo, assumindo as suas opiniões e as suas críticas. Esta é, na verdade, a única maneira de ensinarmos aos nossos filhos a importância da frontalidade e da verticalidade nas nossas relações com os outros.

*-Que fazem os membros deste órgão (conselho executivo)?

- Como o próprio nome indica, este órgão tem funções executivas. Ou seja, é o responsável pela gestão da Escola. Existem, na Escola mais dois órgãos, a Assembleia de Escola e o Conselho Pedagógico, sendo, o primeiro, um órgão meramente consultivo e, o segundo, responsável por parte pedagógica, ou seja, com tudo aquilo que tem a ver com o ensino e a aprendizagem.

*-Quem representa e quem é representado pela assembleia de escola?

- A Assembleia de Escola é um órgão meramente consultivo. A sua importância é, por isso, muito relativa. Aqui têm assento professores, alunos, pais, interesses económicos, culturais e sociais, etc. Ou seja, no fundo (e aí reside espírito para que foi criada), a Assembleia pretende reproduzir a própria comunidade onde a escola está inserida, o que, verdade seja dita, é uma pretensão demasiado pretensiosa, passe o pleonasmo.

*-Com que méritos?

- Para se pertencer à Assembleia de Escola não são necessários especiais predicados, tal como sucede em todas as assembleias eleitas deste país, sejam as Assembleias Municipais, as de Freguesia, as Câmaras Municipais, as direcções dos clubes ou dos bombeiros, etc. Os professores que pretendam pertencer à Assembleia de Escola ou ao Conselho Executivo fazem uma lista e candidatam-se. Ganha a lista que tiver mais votos, obviamente. É assim nas democracias.

*-Estarão à procura de promoção social?

Só uma pessoa que não conheça minimamente o funcionamento da Assembleia de Escola poderia, na verdade, fazer uma pergunta como esta. Com efeito, a Assembleia de Escola é mesmo dos órgãos que eu conheço onde os seus elementos têm menos visibilidade, até pelo facto de ser um órgão meramente consultivo. Quem quiser procurar promoção social deve procurar fazê-lo de outra forma, porque esta, na verdade, não é a mais adequada para esse efeito.

*-Terão dedicação exclusiva à escola? Serão profissionais de explicações? Estarão a resolver alguma situação particular ou pessoal?

- Isso de dedicação exclusiva é muito relativa, porque, em boa verdade, ninguém tem dedicação exclusiva ao que quer que seja. Mesmo aqueles que, alegadamente, só têm uma profissão, quantas vezes não a sacrificam, dando prioridade a questões da sua vida familiar, pessoal ou outras.
Aquilo que se deve exigir a um profissional é que cumpra as suas obrigações. A partir daí, cada um é senhor da sua vida e deve poder fazer dela o que quiser. E falo, até por mim, que acumulando o ensino com outra profissão, o ano passado dei apenas 1 falta em todo o ano lectivo. Além disso, aceitei fazer parte da Assembleia de Escola, único cargo na escola que não concede qualquer redução no horário de um professor.
Esta é, aliás, uma das razões pelas quais muitos professores não querem fazer parte da Assembleia de Escola. Com efeito, da mesma forma que os trabalhadores, em regra, não aceitam fazer horas extraordinárias, sem que as mesmas lhes sejam pagas, é, pois, normal que haja professores que pensem da mesma forma.
Quanto ao facto de a maioria dos professores darem explicações ou terem outra actividade (profissão liberal, comércio, agricultura ou indústria), isso apenas acontece porque aquilo que lhes pagam na Escola não é suficiente para manterem um nível vida de razoável. É perfeitamente legítimo que um professor não queira viver uma vida inteira num quarto e a comer meias doses. Um professor também tem direito a querer que os seus filhos vão estudar para a universidade, querer passar um mês de férias na praia, a querer comprar um automóvel ou uma casa... Ora, não é apenas com o vencimento da escola que o consegue.
Este não é apenas um problema português. O mesmo se passa em toda a Europa. Daí a razão por que quase todos os professores (excepto aqueles que, por herança ou casamento, encaram o ensino mais com um hobby do que como uma profissão), quer em Portugal, quer no estrangeiro, quer no ensino básico e secundário, quer na Universidade, têm necessidade de encontrar outras fontes de rendimento.

*Por que razão a qualidade do professor não é, hoje, determinante no sucesso dos alunos nos exames nacionais?

- Há 30 anos, para além de o acesso ao ensino secundário ser extremamente selectivo (contam-se, pelos dedos das mãos os alunos de Ponte de Sor que frequentaram o ensino complementar, antes de 1974), um aluno de Letras do Ensino Complementar (hoje, Secundário) tinha apenas 19 horas de aulas por semana.
Nestes 30 anos, passámos de um ensino selectivo para a massificação do ensino e passámos de um horário de 19 horas de aulas por semana para horários de 40 horas. Esta mudança radical não foi, no entanto, acompanhada de uma mudança de comportamento e de atitudes por parte dos intervenientes no processo educativo, designadamente pais e professores.
Com efeito, apesar de as condições terem sido radicalmente alteradas, pais, professores e comentadores (basta ver aquilo que escrevem e o que exigem) continuam a ter por referência o tempo em que foram alunos, esquecendo-se que estamos a viver num tempo e em condições completamente diferentes.
Horários de 19 horas de aulas semanais pressupõem, necessariamente, uma grande intensidade de trabalho, com muitos trabalhos de casa, muitas leituras obrigatórias e muito estudo. Por sua vez, horários de 40 horas de aulas semanais pressupõem necessariamente que todo o trabalho se esgote dentro da sala de aula. Ou uma coisa ou outra. Agora defender horários de 40 horas de aulas semanais e querer que os alunos continuem a fazer trabalhos de casa como antigamente é criar um sistema perverso onde os mais desfavorecidos não têm a mínima hipótese de competir, uma vez que não se lhes dá tempo para fazerem por si aquilo que os outros só conseguem fazer à custa dos pais ou dos explicadores.
Além disso, há os dogmas próprios do nosso tempo que nos impedem de resolver a questão atacando o cerne do problema. Enquanto nós não aceitarmos que as pessoas são diferentes, têm capacidades diferentes e tempos diferentes de aprendizagem, nunca resolveremos o problema.
Misturar na mesma turma indivíduos com capacidades e objectivos muito diferentes é prejudicar toda a gente e não beneficiar ninguém. Os melhores sentem-se completamente desmotivados e acabam por trabalhar com rendimento reduzido, o que prejudica a prazo as suas próprias capacidades, impedindo-as de se desenvolverem. Por outro, os que têm mais dificuldades de aprendizagem acabam também por se desmotivar e se desinteressar porque não conseguem acompanhar o ritmo. Ora, para que alguém aprenda e evolua é necessário que a aprendizagem esteja adequada ao seu nível. Para uma pessoa melhorar o salto em altura, nem se pode pôr a fasquia tão baixa, ao ponto de não exigir qualquer esforço para a ultrapassar, nem tão alta, ao ponto de se ter a certeza, antes do salto, que é impossível consegui-lo.
No nosso ensino público (daí a razão do sucesso dos colégios particulares), não é possível fazer turmas de nível, ou seja, turmas em que todos estejam nas mesmas circunstâncias, o que geraria uma concorrência saudável e permitiria ao professor encontrar as estratégias adequadas.
Agora, quando as turmas são uma mescla de alunos com capacidades e objectivos tão diferentes, torna-se praticamente impossível conseguir o esperado sucesso.
Além disso, não me parece justo que se queira comparar as notas dos exames nacionais com as notas de escola, quando o Ministério da Educação exige aos professores que, na sua avaliação, avaliem competências e atitudes que, depois, não são avaliadas no exames finais, designadamente, a expressão oral, a participação, a assiduidade, os valores da cidadania, da solidariedade, etc..
É óbvio que os problemas do ensino não se esgotam nisto que acabo de dizer. Teríamos ainda de falar da educação e do acompanhamento dos filhos pelos pais (que também sofreu um mudança de 180º), na questão disciplinar, na formação dos professores, etc. etc. etc.
Espero, no entanto, que esta breve e sintética explicação sempre ajude a compreender que as coisas, no Ensino, não são tão fáceis como, à primeira vista, parecem.
Estou, no entanto, na disposição de debater com quem quiser e onde quiser estes ou outros assuntos. Mas cara a cara. Como pessoas.
Porque, na verdade, ninguém pode sentir grande consideração por aqueles que se escondem atrás do anonimato para atirar pedras aos outros.


Santana-Maia Leonardo

 
At 29 de abril de 2005 às 22:01, Anonymous Anónimo said...

O doutor Santana Maia continua a enganar-se...
Aprecio a sua resposta, mas nesta terra onde se tiram esqueletos dos armários, por tudo e por nada é preciso falar com máscaras! Todos as têm. Já o ouvi no Eléctrico e na Câmara...
Pena que use os métodos de sempre! Agrida os seus pares...

 
At 2 de maio de 2005 às 23:33, Anonymous Anónimo said...

Se há pessoas tão interessadas em conhecer as competências dos orgãos de gestão e administração das escolas devem ser esclarecidas que as respectivas competências se encontram legisladas. Por exemplo ler: Decreto-Lei nº 115-A/98 e outros afins. Se alguém tem suprema responsabilidade não é a "Putativa Mãe de Uma Aluna", nem as pessoas que dão a cara pelas escolas. De esclarecer também que se não houver quem o faça voluntariamente apresentando-se a votação em listas próprias, os orgãos executivos serão nomeados superiormente. XAU, boa noite e "levem a vida numa boa", parem de criar guerrinhas... gentinha complicada... Maria Positiva

 
At 2 de maio de 2005 às 23:43, Anonymous Anónimo said...

Ah... não se esqueçam que muitas das manifestações verbais aqui representadas não representam mais que falta de valores morais e até mentais... Deixem de se preocupar com a vida dos vizinhos, quando na vida tiverem algum problema sério de doença, perda de pessoas queridas, coisas que puderam fazer e não fizeram e sobre isso reflectirem, verão o tempo que desperdiçaram com ataques de mesquinhez... " Frequentemente nos outros não apontamos mais que a imagem que reflectimos no espelho". Chamem-me o que quiserem mas pensem no que vos digo e façam um esforço pela vida, a verdadeira vida . Novamente e sempre "Maria Positiva"

 
At 2 de maio de 2005 às 23:57, Anonymous Anónimo said...

Hoje estou mesmo inspirada... já agora, quando se têm dúvidas antes de duvidarmos dos outros, seja em que matéria for, devemos esforçar-nos por adquirir conhecimentos sobre os assuntos, conhecermos por nós próprios, saber formular opinião sobre o que queremos falar ou escrever...se o fizermos e mostrarmos aos nossos filhos que o fazemos estaremos a fornecer-lhes bases de trabalho, bases de obtenção de conhecimento, valores morais e a mostrar-lhes a verdadeira essência do conceito do que é o verdadeiro ser humano...
Novamente " Maria Positiva" E já agora usem uma técnica essencial, todos os dias reflictam pelo menos 5 minutos acerca das vossas acções, dediquem-se a ler alguns livros, aconselho-vos um autor muito bom DEEPAK CHOPRA e um livro muito importante de nome Canja de Galinha para a alma... Experimentem... vão sentir-se melhor.

 
At 3 de maio de 2005 às 10:48, Anonymous José Rafael said...

Já repararam que isto tudo é uma guerrinha de duas facções do PSD, apoiada uma pelo Presidente da Câmara Taveira Pinto.
Mais uma vez o ex-MRPP Santana Maia dá uma mãozinha ao Taveira Pinto.

 
At 5 de maio de 2005 às 10:50, Anonymous Anónimo said...

já fui presidente da associação de estudantes da escola secundária, a seguir á minha casa e á faculdade é provavelmente o sítio que mais conheço.Sinceramente deixa-me um bocado indignado como a forma que o assunto tem sido referido no blog.A escola não pretende ser um ninho de cobras nem de ajuste de contas, a escola é um sítio para ensinar e formar civicamente.È também um espaço de cultura e sobretudo de humanismo intelectual.Parece-me vergonhoso que se façam ofensas pessoais e enraivadas a um professor que quer queramos quer não tem uma extrema importantancia no equilibrio institucional e pessoal que pretende ser esse estabelecimento de ensino.
Pr favor moderem-se! Todos ficam a ganhar!!

martin

 
At 12 de maio de 2005 às 22:02, Anonymous João Carlos said...

mrpp DEFENDIDO POR UM MENINO MORALISTA DA ERVIDEIRA!

 
At 29 de novembro de 2008 às 11:55, Anonymous Anónimo said...

a escola secundaria nao presta porque armam-se muito e a escola azul nao tem pachorra para a escola amarela. a escola amarela nao vale um peido furado. so cheira a merda essa escola. tao porca que ela é que os alunos que passaram para a ecola amarela porque a merda os atraiu. xo por ser melhor oh maior ela para mim nao vale nada. e as cachopas que estao la armam- se em maiores. os professores nao valem nada. explicam mas n ensinam nada. essa escola e uma merda. essa escola amarela de ponte de sor nao vale nada e uma merda e os alunos que estao la sao os cagalhoes ambulantes. porcos de merda.

 
At 29 de novembro de 2008 às 11:58, Anonymous Anónimo said...

a escola amarela nao presta!
os alunos que estao la sao umas caganitas amarelas. porcos porcos porcos porcos porcos. nao prestem para nada

 

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