sexta-feira, 29 de abril de 2005

ELEIÇÕES NA ESCOLA SECUNDÁRIA [parte III]



RESPOSTA A UMA PUTATIVA MÃE DE UMA ALUNA

Não tenho por hábito responder a cartas anónimas. Bastava, aliás, as pessoas assinarem os textos que escrevem para que, imediatamente, emergisse à superfície o verdadeiro sentido do texto que, em regra, nada tem a ver com o sentido que lhe quiseram dar com o anonimato. As cartas anónimas, onde estas mensagens se incluem obviamente, revelam, em regra, problemas e questões pessoais mal resolvidos. É, por isso, que a identidade do emissor é fundamental para se perceber a própria mensagem emitida. Aliás, refugiar-se no anonimato para agredir e ofender os outros revela muito da personalidade do agressor. E este é um caso paradigmático, uma vez que o autor do texto sobre as eleições na secundária, se bem que se faça passar por «um encarregado de educação sem dinheiro para explicações», é, em boa verdade, um professor da escola que, por falta de coragem para dar a cara (como é seu costume), tem por hábito refugiar-se no anonimato para, dessa forma cobarde, apedrejar a seu bel-prazer os seus colegas de profissão.
No entanto, vou abrir uma excepção para responder às perguntas da putativa mãe de uma aluna. Putativa porque, em boa verdade, não acredito minimamente que seja mãe de quem quer que seja (parece-me mais o putativo pai travestido de mãe). Mas se for, era fundamental para a própria educação da sua filha que a mãe desse o exemplo, assumindo as suas opiniões e as suas críticas. Esta é, na verdade, a única maneira de ensinarmos aos nossos filhos a importância da frontalidade e da verticalidade nas nossas relações com os outros.

*-Que fazem os membros deste órgão (conselho executivo)?

- Como o próprio nome indica, este órgão tem funções executivas. Ou seja, é o responsável pela gestão da Escola. Existem, na Escola mais dois órgãos, a Assembleia de Escola e o Conselho Pedagógico, sendo, o primeiro, um órgão meramente consultivo e, o segundo, responsável por parte pedagógica, ou seja, com tudo aquilo que tem a ver com o ensino e a aprendizagem.

*-Quem representa e quem é representado pela assembleia de escola?

- A Assembleia de Escola é um órgão meramente consultivo. A sua importância é, por isso, muito relativa. Aqui têm assento professores, alunos, pais, interesses económicos, culturais e sociais, etc. Ou seja, no fundo (e aí reside espírito para que foi criada), a Assembleia pretende reproduzir a própria comunidade onde a escola está inserida, o que, verdade seja dita, é uma pretensão demasiado pretensiosa, passe o pleonasmo.

*-Com que méritos?

- Para se pertencer à Assembleia de Escola não são necessários especiais predicados, tal como sucede em todas as assembleias eleitas deste país, sejam as Assembleias Municipais, as de Freguesia, as Câmaras Municipais, as direcções dos clubes ou dos bombeiros, etc. Os professores que pretendam pertencer à Assembleia de Escola ou ao Conselho Executivo fazem uma lista e candidatam-se. Ganha a lista que tiver mais votos, obviamente. É assim nas democracias.

*-Estarão à procura de promoção social?

Só uma pessoa que não conheça minimamente o funcionamento da Assembleia de Escola poderia, na verdade, fazer uma pergunta como esta. Com efeito, a Assembleia de Escola é mesmo dos órgãos que eu conheço onde os seus elementos têm menos visibilidade, até pelo facto de ser um órgão meramente consultivo. Quem quiser procurar promoção social deve procurar fazê-lo de outra forma, porque esta, na verdade, não é a mais adequada para esse efeito.

*-Terão dedicação exclusiva à escola? Serão profissionais de explicações? Estarão a resolver alguma situação particular ou pessoal?

- Isso de dedicação exclusiva é muito relativa, porque, em boa verdade, ninguém tem dedicação exclusiva ao que quer que seja. Mesmo aqueles que, alegadamente, só têm uma profissão, quantas vezes não a sacrificam, dando prioridade a questões da sua vida familiar, pessoal ou outras.
Aquilo que se deve exigir a um profissional é que cumpra as suas obrigações. A partir daí, cada um é senhor da sua vida e deve poder fazer dela o que quiser. E falo, até por mim, que acumulando o ensino com outra profissão, o ano passado dei apenas 1 falta em todo o ano lectivo. Além disso, aceitei fazer parte da Assembleia de Escola, único cargo na escola que não concede qualquer redução no horário de um professor.
Esta é, aliás, uma das razões pelas quais muitos professores não querem fazer parte da Assembleia de Escola. Com efeito, da mesma forma que os trabalhadores, em regra, não aceitam fazer horas extraordinárias, sem que as mesmas lhes sejam pagas, é, pois, normal que haja professores que pensem da mesma forma.
Quanto ao facto de a maioria dos professores darem explicações ou terem outra actividade (profissão liberal, comércio, agricultura ou indústria), isso apenas acontece porque aquilo que lhes pagam na Escola não é suficiente para manterem um nível vida de razoável. É perfeitamente legítimo que um professor não queira viver uma vida inteira num quarto e a comer meias doses. Um professor também tem direito a querer que os seus filhos vão estudar para a universidade, querer passar um mês de férias na praia, a querer comprar um automóvel ou uma casa... Ora, não é apenas com o vencimento da escola que o consegue.
Este não é apenas um problema português. O mesmo se passa em toda a Europa. Daí a razão por que quase todos os professores (excepto aqueles que, por herança ou casamento, encaram o ensino mais com um hobby do que como uma profissão), quer em Portugal, quer no estrangeiro, quer no ensino básico e secundário, quer na Universidade, têm necessidade de encontrar outras fontes de rendimento.

*Por que razão a qualidade do professor não é, hoje, determinante no sucesso dos alunos nos exames nacionais?

- Há 30 anos, para além de o acesso ao ensino secundário ser extremamente selectivo (contam-se, pelos dedos das mãos os alunos de Ponte de Sor que frequentaram o ensino complementar, antes de 1974), um aluno de Letras do Ensino Complementar (hoje, Secundário) tinha apenas 19 horas de aulas por semana.
Nestes 30 anos, passámos de um ensino selectivo para a massificação do ensino e passámos de um horário de 19 horas de aulas por semana para horários de 40 horas. Esta mudança radical não foi, no entanto, acompanhada de uma mudança de comportamento e de atitudes por parte dos intervenientes no processo educativo, designadamente pais e professores.
Com efeito, apesar de as condições terem sido radicalmente alteradas, pais, professores e comentadores (basta ver aquilo que escrevem e o que exigem) continuam a ter por referência o tempo em que foram alunos, esquecendo-se que estamos a viver num tempo e em condições completamente diferentes.
Horários de 19 horas de aulas semanais pressupõem, necessariamente, uma grande intensidade de trabalho, com muitos trabalhos de casa, muitas leituras obrigatórias e muito estudo. Por sua vez, horários de 40 horas de aulas semanais pressupõem necessariamente que todo o trabalho se esgote dentro da sala de aula. Ou uma coisa ou outra. Agora defender horários de 40 horas de aulas semanais e querer que os alunos continuem a fazer trabalhos de casa como antigamente é criar um sistema perverso onde os mais desfavorecidos não têm a mínima hipótese de competir, uma vez que não se lhes dá tempo para fazerem por si aquilo que os outros só conseguem fazer à custa dos pais ou dos explicadores.
Além disso, há os dogmas próprios do nosso tempo que nos impedem de resolver a questão atacando o cerne do problema. Enquanto nós não aceitarmos que as pessoas são diferentes, têm capacidades diferentes e tempos diferentes de aprendizagem, nunca resolveremos o problema.
Misturar na mesma turma indivíduos com capacidades e objectivos muito diferentes é prejudicar toda a gente e não beneficiar ninguém. Os melhores sentem-se completamente desmotivados e acabam por trabalhar com rendimento reduzido, o que prejudica a prazo as suas próprias capacidades, impedindo-as de se desenvolverem. Por outro, os que têm mais dificuldades de aprendizagem acabam também por se desmotivar e se desinteressar porque não conseguem acompanhar o ritmo. Ora, para que alguém aprenda e evolua é necessário que a aprendizagem esteja adequada ao seu nível. Para uma pessoa melhorar o salto em altura, nem se pode pôr a fasquia tão baixa, ao ponto de não exigir qualquer esforço para a ultrapassar, nem tão alta, ao ponto de se ter a certeza, antes do salto, que é impossível consegui-lo.
No nosso ensino público (daí a razão do sucesso dos colégios particulares), não é possível fazer turmas de nível, ou seja, turmas em que todos estejam nas mesmas circunstâncias, o que geraria uma concorrência saudável e permitiria ao professor encontrar as estratégias adequadas.
Agora, quando as turmas são uma mescla de alunos com capacidades e objectivos tão diferentes, torna-se praticamente impossível conseguir o esperado sucesso.
Além disso, não me parece justo que se queira comparar as notas dos exames nacionais com as notas de escola, quando o Ministério da Educação exige aos professores que, na sua avaliação, avaliem competências e atitudes que, depois, não são avaliadas no exames finais, designadamente, a expressão oral, a participação, a assiduidade, os valores da cidadania, da solidariedade, etc..
É óbvio que os problemas do ensino não se esgotam nisto que acabo de dizer. Teríamos ainda de falar da educação e do acompanhamento dos filhos pelos pais (que também sofreu um mudança de 180º), na questão disciplinar, na formação dos professores, etc. etc. etc.
Espero, no entanto, que esta breve e sintética explicação sempre ajude a compreender que as coisas, no Ensino, não são tão fáceis como, à primeira vista, parecem.
Estou, no entanto, na disposição de debater com quem quiser e onde quiser estes ou outros assuntos. Mas cara a cara. Como pessoas.
Porque, na verdade, ninguém pode sentir grande consideração por aqueles que se escondem atrás do anonimato para atirar pedras aos outros.


Santana-Maia Leonardo

47 Comments:

At 29 de abril de 2005 às 22:53, Anonymous Anónimo said...

O Doutor Santana Maia continua a enganar-se...
Aprecio a sua resposta, mas nesta terra onde se tiram esqueletos dos armários, por tudo e por nada é preciso falar com máscaras!
Todos as têm. Já o ouvi falar no Eléctrico e na Câmara.
Pena é que use o método de sempre. Agrida os seus pares na praça pública!

- conheço-o de Coimbra! E se bem me lembro...

 
At 29 de abril de 2005 às 22:57, Anonymous Anónimo said...

AS CAIXAS DOS CORREIOS DA PONTE DE SOR EXPLICAM TUDO!
NÃO SE ESCONDA ATRÁS DA MÁSCARA DA ESCOLA ONDE TRABALHA! NEM ENVOLVA OS SEUS COLEGAS NISTO!

 
At 29 de abril de 2005 às 22:59, Anonymous Anónimo said...

AS CAIXAS DOS CORREIOS DA PONTE DE SOR EXPLICAM TUDO!
NÃO SE ESCONDA ATRÁS DA MÁSCARA DA ESCOLA ONDE TRABALHA! NEM ENVOLVA OS SEUS COLEGAS NISTO!

 
At 29 de abril de 2005 às 23:09, Anonymous Anónimo said...

Será o Senhor o promotor deste Blog?
Pelo que se pode ler sobro os conflitos da terra com o Pinto.
isto não tem nada a ver com a escola é mas é politicas.Também tenho um filho na Escola e ainda é pior o que para aqui vem dizer.

 
At 30 de abril de 2005 às 01:15, Anonymous Anónimo said...

Estão esclarecidos? É que o dr.Santana-Maia sabe tudo!!! Está acima de tudo e de todos... o charmoso, o engatatão, o perito em ensino!!!!

 
At 30 de abril de 2005 às 11:56, Anonymous Anónimo said...

Dá Deus nozes a quem não tem dentes...
Envergonhe-se.

 
At 30 de abril de 2005 às 21:17, Anonymous David said...

Sempre fui contra o anonimato... Acho que as criticas podem ser muito mais produtivas se forem feitas cara a cara...

Certamente que o destinatário dará mais valor às criticas "com cara"... Mesmo que não concorde com elas... E estas criticas têm muitas mais oportunidades de darem frutos...

 
At 1 de maio de 2005 às 06:40, Anonymous Anónimo said...

Afinal sempre parece que eu tenho alguma razão com a introdução que fiz à minha resposta (é favor lê-la outra vez).
Senão vejamos:
1. Por um lado, o senhor anónimo que andou comigo em Coimbra acabou por revelar muito do seu carácter na sua resposta. Diz ele que é preciso falar com máscaras porque «nesta terra há muita gente a tirar esqueletos dos armários» (as palavras são suas). E a melhor prova disso é ele próprio que aproveitou logo para tirar «uns esqueletos do armário». Se o meu querido amigo não se identifica para que ninguém tire «esqueletos do armário» a seu respeito, comece também por dar o exemplo quando fala dos outros.
2. Por outro lado, a putativa mãe exigiu que eu respondesse às perguntas que colocou. Porque, na minha ingenuidade, acreditei verdadeiramente que quisesse que lhe respondesse, respondi. Moral da história: eu tenho a mania que sei tudo, que estou acima de todos, que sou um perito em educação... Ora, eu limitei-me a responder. Não foi isso que me pediram? Pelos vistos, não foi.
Em todo o caso, agradeço os vossos comentários e os vossos desabafos. Se isso vos faz mais felizes, eu também fico feliz por isso. Felizmente, já estou tão habituado a que digam mal de mim que até já fico desconfiado quando dizem bem...
Que sejam tão felizes quanto eu é o que, sinceramente, mais desejo.
Um amigo ao vosso dispor
Santana-Maia Leonardo

 
At 1 de maio de 2005 às 12:28, Anonymous Anónimo said...

Decreto-Lei n.º 115-A/98, de 4 de Maio
(Com a nova redacção dada pela Lei n.º 24/99, de 22 de Abril)
CAPÍTULO II
Órgãos
SECÇÃO I
Assembleia
Artigo 8º
Assembleia
1- A assembleia é o órgão responsável pela definição das linhas orientadoras da
actividade da escola, com respeito pelos princípios consagrados na Constituição da
República e na Lei de Bases do Sistema Educativo.
2- A assembleia é o órgão de participação e representação da comunidade
educativa, devendo estar salvaguardada na sua composição a participação de
representantes dos docentes, dos pais e encarregados de educação, dos alunos, do
pessoal não docente e da autarquia local.
3- Por opção da escola, a inserir no respectivo regulamento interno, a assembleia
pode ainda integrar representantes das actividades de carácter cultural, artístico,
científico, ambiental e económico da respectiva área, com relevo para o projecto
educativo da escola.
grande cromo, nem sabe ler a legislação ....então a assembleia de escola é consultiva ehhhhhhhh

 
At 1 de maio de 2005 às 17:13, Anonymous Anónimo said...

Este agora deve ser um entendido na matéria. Até cita de cor os artigos dos decretos-lei. Que sumidade! É de gente desta que o país precisa. Gente que sabe ler e copiar um texto sem raciocinar. Ó Zé, se o Pinto te descobre ainda te convida para assessor. É com gente como tu que anda sempre com os decretos-lei na ponta da língua que o país vai para a frente...

 
At 1 de maio de 2005 às 17:27, Anonymous Anónimo said...

Ó pá, deixa-te disso. Até parece mal andares a citar de cor artigos de decretos-lei. Isso até fica mal numa pessoa inteligente como tu. Se queres ir para o conselho executivo ou para a assembelia de escola, faz como o professor Andrade... Faz uma lista e candidada-te. Não esperes é ter muitos votos... Mas depois sempre podes vir aqui para o blogue dizer mal dos estúpidos dos teus colegas que não votam numa pessoa que sabe leis de cor...

 
At 1 de maio de 2005 às 19:05, Anonymous Anónimo said...

O Santana Maia fez muito bem em chamar os bois pelo nome. Toda a gente sabe quem tu és, até pela maneira como citas os decretos. Tu és daqueles que mesmo quando pões a máscara ela te está sempre a cair. É o que faz Ponte de Sor ser uma terra pequena onde todos se conhecem. Tu és daqueles que escusas de fechar no armário porque o teu esqueleto está sempre a saltar de lá. Ganha juízo, pá, ou assume-te.

 
At 1 de maio de 2005 às 20:04, Anonymous Anónimo said...

Afinal isto é cantinho para insultos indirectos... No entanto, pela leitura dos vários posts parece que todos se conhecem... É que, no meio do anonimato, sempre deixam cair uns nomes, que, mesmo se fictícios, dão que pensar...Mas se o dr. Santana-Maia sabe quem é, e coragem já vimos que não lhe falta, diga...

 
At 2 de maio de 2005 às 09:51, Anonymous Anónimo said...

Mas que moralidade tem o senhor santana maia, para vir dar lições de moral a quem quer que seja. Ele que dizia aos alunos que tinha ido para o ensino, porque era a profissão em que menos se trabalhava e que até era bem remunerada. Há problemas na escola? Pois então uma grande parte deles deve-se a professores como o santana maia. Digam-me lá que tempo tem este senhor que em tempos era presidente do EFC, director da ponte, e advogado. Que tempo tem este senhor para preparar uma aula, ou prestar um minuto de atenção a um aluno com dificuldades... E depois ainda tem a pouca vergonha de dizer que as boas notas dos alunos não se devem aos professores. Pois não, com professores como ele temos o ensino que temos. Ganhe vergonha na cara, e não queira ser mais esperto do que os outros. E já agora reforme-se e dê lugar a quem precisa de trabalhar para comer...

 
At 2 de maio de 2005 às 11:27, Anonymous Ana Tapadas said...

É com tristeza que vejo o que se vai passando.
Tal como o meu colega Santana Maia, sou incapaz de escrever sem assinar. Dele tenho, de facto, divergências: de opinião e de postura. Dessa opinião fiz tese perante alguns colegas - desculpa António!
Não me interessa a vida política desta terra. Só nessa condição cá fixei residência.
Já participei de eleições passadas. Magoei e fui magoada. O centro da minha vida afastou-se daí.
Já dei explicações. Também não sou a professora modelo que procuram!
Já manifestei o meu apoio à lista que tem intenção de se candidatar ao C. Executivo: a da Conceição Matos.
Caros colegas, precisamos de equílíbrio e não que os nossos assunto profissionais andem nestes espaços.
Tenhamos profissionalismo!

 
At 2 de maio de 2005 às 12:05, Anonymous Anónimo said...

Hoje, a meritocracia parece ser apenas uma outra versão da desigualdade que caracteriza todas as sociedades

 
At 2 de maio de 2005 às 12:08, Anonymous Anónimo said...

Sob a capa do anonimato uma pessoa pode ofender quem quiser sem poder ser chamada à responsabilidade pelas mentiras e canalhices que diz. Se há coisas que me revoltam, é colocarem-me na boca aquilo que eu não disse.
Quanto ao ser ou não bom professor, essa é uma discussão em que não entro, porque dependerá sempre dos olhos que nos avaliam. Uns achar-me-ão bom professor, outros não. Mal de quem consegue agradar a todos. Agora o que ninguém pode dizer é que não sou bom professor porque não me esforço. Porque isso, pura e simplesmente, é mentira. Nem do ponto de vista científico, nem do ponto de vista da assiduidade, nem do ponto de vista da participação, temo qualquer comparação com os meus colegas. Sou professor, porque gosto. E se não sou melhor professor é apenas porque não sou capaz e não por falta de empenho.

Santana-Maia Leonardo

 
At 2 de maio de 2005 às 12:30, Anonymous Anónimo said...

Uma semana tem 168 horas. O horário de trabalho é de 35 horas. Ou seja, ainda sobram 133 horas.
E 133 horas bem aproveitadas dá para fazer muita coisa. Agora também é verdade que o tempo não é igual para todos. Há pessoas que numa hora produzem mais do que outros numa semana... A isso chama-se produtividade.
Quando afirmo que o resultado dos exames não depende APENAS da qualidade dos professores, não falo por mim, porque, nesse caso, teria de ser considerado um bom professor, em virtude dos resultados alcançados pelas minhas turmas. Só que tenho a perfeita consciência de que isso se deveu muito mais à sorte das turmas que me foram distribuídas do que a mértito meu.

Santana-Maia Leonardo

 
At 2 de maio de 2005 às 15:15, Anonymous Anónimo said...

Ao contrário da professora Ana Maria Tapadas, considero que a discussão pública, seja deste ou de outros assuntos, é sempre importante, desde que se faça com elevação e seriedade. Toda a gente sabe distinguir, seja neste espaço, seja na mesa do café, o debate de ideias do insulto e das ofensas pessoais. O professor santana maia, pelo menos, teve a coragem de dar a cara e vir aqui debater conosco questões que são importantes. Só é pena que os outros tenham preferido recorrer à agressão verbal em vez de debater as ideias.

 
At 2 de maio de 2005 às 16:37, Anonymous Uma Mãe de uma Aluna said...

Exmo Senhor Dr. Santana Maia:
Afirma V.Exa.:

«... responder às perguntas da putativa mãe de uma aluna. Putativa porque, em boa verdade, não acredito minimamente que seja mãe de quem quer que seja (parece-me mais o putativo pai travestido de mãe). Mas se for, era fundamental para a própria educação da sua filha que a mãe desse o exemplo, assumindo as suas opiniões e as suas críticas...»

Considerei muito antes de lhe responder, em 1º lugar por muita consideração à sua mãe, pessoa que sempre aprendi a respeitar e por ser um exemplo para muitos dos pontessorenses.

Já V.Exa.pela sua resposta, não me merece o mesmo respeito.
Agradeço a sua resposta sobre as questões que lhe coloquei.

Quanto ao meu anonimato, é um direito que me assiste, mas desde já o informo que não revela problemas ou questões pessoais mal resolvidas, muito menos com V.Exa..

Não sou professora da escola em causa, nem nunca fui aluna, só a minha filha o é.

Uma Mãe de uma Aluna da Escola Secundária de Ponte de Sor

 
At 2 de maio de 2005 às 17:08, Anonymous MANUEL said...

A nossa comunicação social descobriu uma nova heroína da classe trabalhadora, uma jovem bióloga, com mestrado e tudo, que decidiu escrever um livro. Um livro sobre a sua experiência "laboral" como ...stripper. À hora do cada vez mais soporífero Marcelo a SIC passou ontem uma extensa reportagem sobre a "senhora". Das muitas leituras que se poderiam fazer sobre o caso realça uma sobre a qualidade do nosso ensino, ou é tão bom, e somos tão cultos, que até as strippers tem formação superior ou... então que um mero canudo, e um mestrado, já não garantem à partida mais que um emprego de ...stripper.

A brincar, a brincar a coisa dá um excelente retrato, do país, e de uma geração.

 
At 2 de maio de 2005 às 22:09, Anonymous Anónimo said...

Ganda, Leonardo, parece que mexeste num ninho de vespas... A tua escola deve ser fresca. Se te vires à rasca, é só dizeres que a gente vai a aí abaixo dar-te uma mãozinha. A mãezinha também é fresca. Não se quer identificar mas fica toda ofendida por tu não acreditares nela. A gente também não acedita. Sabemos lá se é mãe ou se é pai? Só acreditamos se ela nos mostrar a pachacha. A gaja ou o gajo ou nem uma coisa nem outra acha que escrever cartas anónimas é um direito. Ouve lá, ó mãezinha, tu podes fazer o que quiseres, espetar galgas, roubar ou levar nas nalgas... Agora daí até ser um direito vai um grande passo. E sabes porquê, mãezinha? Porque existe o dever das pessoas serem responsáveis pelos seus actos e palvras. Cá para mim cheira-me mais que tu és uma filha da mãe do que a mãe da filha.
Um abração cá da malta. Aparece para a gente descascar nesses pindéricos.
A gente só não assina esta merda porque não sabe como se faz.

 
At 2 de maio de 2005 às 23:00, Anonymous Anónimo said...

Com tanta novela, jogos de futebol e reality shows não precisávamos disto...Tem de concordar, Dr. Santana-Maia, parece que pegou fogo ao circo...Cuidado, não se queime!!!!!!
Peço desculpa, mas também não sei como se assina...

 
At 3 de maio de 2005 às 00:58, Anonymous Anónimo said...

Dr Santana Maia força!Veja bem o que foi fazer... Conseguiu fazer deste post o mais participativo de todos. Parece que o senhor ainda é uma pedra no sapato de muita gente. Nao sabia que o feudo da Camara Municipal se alastrava tambem ate a escola secundaria.Acredido em si! Abraço

 
At 3 de maio de 2005 às 10:21, Blogger Manuel P. said...

Os Meninos Ricos Pitam Paredes no seu melhor.
Está tudo dito.
Pobre escola a nossa.

 
At 3 de maio de 2005 às 10:49, Anonymous José Rafael said...

Já repararam que isto tudo é uma guerrinha de duas facções do PSD, apoiada uma pelo Presidente da Câmara Taveira Pinto.
Mais uma vez o ex-MRPP Santana Maia dá uma mãozinha ao Taveira Pinto.

 
At 3 de maio de 2005 às 11:01, Anonymous Anónimo said...

Ó Tonho, não há dúvida de que és o gajo mais importante desta terra. Ajudaste a pintar umas paredes com 16 anos e ainda se lembram disso... És o maior.

 
At 3 de maio de 2005 às 12:14, Anonymous Anónimo said...

Algumas pessoas desta terra felizmente ainda tem memória...
A meritocracia parece ser apenas uma outra versão da desigualdade que caracteriza todas as sociedades

 
At 3 de maio de 2005 às 12:25, Anonymous Anónimo said...

O que as pessoas têm não é memória. O que as pessoas tem é esqueletos nos armários...E inveja. Muita inveja. Obviamente.

 
At 3 de maio de 2005 às 12:53, Anonymous Anónimo said...

Professor santana, você é o máximo. Só você consegue transformar um assunto de merda na coisa mais importante deste mundo para tanta gente. Consigo ninguém consegue ficar indiferente. Você mexe com as pessoas. E quando as pessoas se mexem, esta terra não fica tão parada. Mais dois ou três como você, e o cabeçalho desta gente começava a trabalhar. Porque o problema da nossa terra é o raciocínio da maioria dos pontesorenses só pegar de empurrão...

 
At 3 de maio de 2005 às 12:57, Anonymous Gracinda said...

Pois é em Ponte de Sor ainda há muita gente que não esquece o que os senhores da terra fazem todos os dias...
O Tonho Santana Maia devia não esquecer o passado nem o passado recente, este está cheio de esqueletos...

 
At 3 de maio de 2005 às 12:59, Anonymous Anónimo said...

Então e as casinhas da luz vermelha?????

 
At 3 de maio de 2005 às 13:08, Anonymous Anónimo said...

Esta das duas facções do psd em luta na escola é o máximo. O psd nem tem gente suficiente para fazer uma facção quanto mais duas... Há cada anormal... É só fantasias de natal.

 
At 3 de maio de 2005 às 13:14, Anonymous Anónimo said...

Olhe que há gente suficiente para uma lista para as eleições da Câmara Municipal.
Só o PS de Ponte de Sor é que anda dividido entre os apoiantes do Pinto e os verdadeiros socialistas

 
At 3 de maio de 2005 às 13:17, Anonymous Anónimo said...

Então e as casinhas da luz vermelha?????

Botem a boca no trombone, JÁ...

 
At 3 de maio de 2005 às 13:22, Anonymous Anónimo said...

Não sei por que motivo insistem em que este assunto tem a ver com guerras na escola. Mas guerras para quê? Para ir para a Assembleia? Deixem-me rir... Mas em que é que pertencer à Assembleia contribue para a felicidade de alguém?!!!
Isto só acontece porque há um Sr. que se acha importante na terra e, sempre que se lhe apaga o protagonismo, faz o que for preciso para vir à ribalta. Por outras palavras, faz o mesmo que aqueles que aparecem nas revistas do "jet-set" ou nos "reality shows" fazem... dizem umas bocas susceptíveis de escandalizar e, depois, dão-lhe corda... Afinal, nesta terra, nem há grande coisa para fazer... Assim, divertimo-nos todos...

 
At 3 de maio de 2005 às 14:40, Anonymous Gracinda said...

"...daí a razão do sucesso dos colégios particulares..."
Tonho ainda pensas que o "tempo volta para trás"?
O teu "La Salle" já fechou em 1975...

 
At 3 de maio de 2005 às 15:28, Anonymous Maria Luis said...

Isto vai lindo vai...
Vamos lá ver se alguem conta mais alguma coisa sobre as:

AS CASINHAS DA LUZ VERMELHA!!!!!!!!

Não confundir sobre o posto da GNR!

É mesmo isso que está a pensar...

 
At 3 de maio de 2005 às 16:44, Anonymous João Manuel said...

Esta história das casas da luz vermelha, CASAS DE PUTAS, ainda vai fazer correr muitas letras...

 
At 3 de maio de 2005 às 17:14, Anonymous Anónimo said...

Isto não tem a ver com problemas pessoais mas com problemas sexuais... Mas afinal qual é o teu problema? O gajo meteu-te os palitos ou não te pagou?... Isso tem bom remédio. Para a próxima pede-lhe o dinheiro adiantado.

 
At 3 de maio de 2005 às 18:02, Anonymous Anónimo said...

Caríssimos colaboradores e leitores deste blogue

Nada tenho nada contra este blogue. Mas inicialmente pensei que se tratasse de um espaço de debate sério em que as pessoas usassem o anonimato apenas por receio de sofrer represálias a nível político.
Afinal, tratasse antes de um espaço de exorcização de recalcamentos e traumas de toda a ordem, onde se recorre ao anonimato apenas para se poder vomitar, com total irresponsabilidade, todo o fel que vai na alma.
O erro terá sido meu.
Agradeço, no entanto, os vossos comentários, na medida em que me ajudaram a conhecer melhor o ser humano.
No entanto, este não é o espaço de debate onde me revejo. Por esse motivo, decidi deixar de consultar este blogue a partir de agora.

Atenciosamente

Santana-Maia Leonardo

 
At 3 de maio de 2005 às 18:56, Anonymous Maria Positiva said...

Parece que o Dec-Lei que ontem referi, serviu de leitura para alguém... ainda bem... Só espero que leiam o resto que referi e tentem melhorar o espírito, bem precisam.


O meu ego fica realmente muito elevado, hoje.

Xau

Ah, e já agora... não me liguem a nada de caris político nem religioso pois são dois temas que não me interessam nas acepções que aqui surgem...

 
At 3 de maio de 2005 às 19:13, Anonymous Maria Positiva said...

Partindo do princípio que os comentários que aqui surgem são aqui colocados por homens, será caso para dizer:Ó senhores vão para casa ajudar as vossas esposas, aprendam a coser meias, dediquem-se a ser HOMENS... ganhem vergonha nessas caras que camuflam seres vazios e inócuos...

 
At 4 de maio de 2005 às 15:52, Anonymous Gracinda said...

Pois é Tonho, vieste para aquí amardo ao pingarelho e depois levas respostas de que não gostas.
Quem não te conheça que te compre.

 
At 5 de maio de 2005 às 10:45, Anonymous Anónimo said...

já fui presidente da associação de estudantes da escola secundária, a seguir á minha casa e á faculdade é provavelmente o sítio que mais conheço.Sinceramente deixa-me um bocado indignada como a forma que o assunto tem sido referido no blog.A escola não pretende ser um ninho de cobras nem de ajuste de contas, a escola é um sítio para ensinar e formar civicamente.È também um espaço de cultura e sobretudo de humanismo intelectual.Parece-me vergonhoso que se façam ofensas pessoais e enraivadas a um professor que quer queramos quer não tem uma extrema importantancia no equilibrio institucional e pessoal que pretende ser esse estabelecimento de ensino.
POr favor moderem-se! Todos ficam a ganhar!!

 
At 18 de março de 2009 às 10:10, Anonymous Anónimo said...

eu sei ke es t

 
At 1 de abril de 2009 às 19:57, Anonymous ANA MARTINS said...

Eu Ana Martins,mãe de um aluno desta escola, li sem querer a vossa troca de galhardetes e estou seriamente preocupada. A quem estou a confiar o meu filho e os seus conhecimentos escolares? Será que ele está seguro enquanto pessoa e aluno? Não era suposto a escola ser uma "fonte" de conhecimentos? Desculpem a minha intromissão...

 

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