domingo, 9 de outubro de 2005

INCERTEZA

Princípio da Incerteza de Heisenberg - Nobel da Física

Referia que era um Princípio estabelecido na mecânica quântica segundo o qual o produto das incertezas nas medidas do momentum e posição de uma partícula não pode ser inferior a um valor mínimo relacionado com a constante de Planck. Nesta formulação as partículas são descritas por uma função de onda. Um ondulação que vemos infra...

Ora esta relação dinâmica/ondulação também tem uma relação íntima com a realidade sociológica da nossa vida comum. Da vida política e social da nossa polis. Seja em Ponte de Sor, em Amarante, em Lisboa, em Abrantes ou em Felgueiras, em Gondomar ou até em Freixo de Espada à Cinta.

De um lado concorrem as boas práticas dos Srs. …
A saber: a Educação, a Verdade, a Segurança, os Equilíbrios Sociais, a Equidade nas Decisões, enfim, a Justiça na Esfera Política - para onde tudo converge; do outro lado da barricada - temos o risco, a incerteza, a competição visando o lucro pessoal (, que não reverte para o bem comum da comunidade), em suma, a capitalização e a empresarialização da vida Política.
É isto que temos de limitar, senão mesmo afastar.

É uma causa?
Se-lo-á, - certamente.
É um interesse?
Também.
Mas pelos melhores homens e pelas causas, valores e normas mais válidos e aceites pela Comunidade. Provavelmente, Heisenberg não terá pensado nesta aplicação do seu princípio da incerteza aplicado - agora - à realidade social do nosso tempo, quase um século volvido da sua descoberta.

Se olhar para a vida do Concelho de Ponte de Sor - o que vejo: uma dificuldade em que o radiotelegrafista compreende o que está em jogo.
Com as palavras, os sentimentos e os comportamentos a ziguezaguear no visor da política à portuguesa.

Decifrando.
Procuro significar o seguinte:
Parte do país está partido.
O PS - representa essa maior parte já fragmentada e Sócrates é, já, antecipadamente, o seu principal derrotado.
Marques Mendes, por seu turno, será, porventura, o seu principal vencedor - goste-se ou não dele.

Eis como vejo o actual equilíbrio de forças a um dia das eleições autárquicas. É como se o piloto nos informasse a partir dos céus que tudo estava numa escuridão total, sem saber se estava ou não a sobrevoar o mar. Eis o que sinto quando vejo Taveira Pinto, V. Loureiro, F. Felgueiras, A. F. Torres e conexos...
Um calafrio, um perceber que batemos todos no fundo - e que continuamos todos a afundar-nos sem freio.

Urge que alguém nos informe que a tempestade tem de parar - porque já atingiu partes sensíveis do país real. Será que o avião ainda tem combustível suficiente para parar a tempo em solo firme...


Zé da Ponte

3 Comments:

At 9 de outubro de 2005 às 15:16, Anonymous Anónimo said...

“Que razões há para que se elegerem não só os bons, senão os melhores; e ainda dos melhores os que forem ou o que for melhor?
A razão é porque o que se elege, não só é obrigado a procurar o bem público, senão o bem maior.
Por isso não se deve eleger nem o mau, nem o bom, senão o melhor. O mau não, porque este fará o mal; o bom também não, porque este fará menos bem; o melhor, sim, porque este fará o melhor.
Entre o bom e o melhor há a mesma diferença que entre o menos e o mais; e deste mais de bem que acresce sobre o menos de bem não deve privar a República, ou a Igreja, àquele que é obrigado a lhe procurar o seu maior bem. Há-de se pôr na balança o menos e o mais e assim se hão-de fazer as eleições. O melhor, o que pode servir mais será eleito; o que pode servir de menos, ainda que bom, será excluído.”
(...)
“Mas porque se perdem tantos?
Os menos maus perdem-se pelo que fazem, que estes são os menos maus; os piores perdem-se pelo que deixaram de fazer, que estes são os piores; por omissões, por negligência, por descuidos, por desatenções, por divertimentos, por vagares, por dilações, por eternidades. Eis aqui um pecado de que não fazem escrúpulo os governantes, e um pecado porque se perdem muitos. Mas percam-se eles embora, já que assim o querem; o mal é que se perdem a si e perdem a todos...”
(...)
“Porque deixam para o ano que vem o que se haviam comprometido a fazer no ano passado? Porque deixam para amanhã o que podiam fazer hoje? Porque deixam para depois o que podiam fazer agora? Porque deixam para logo o que haviam de fazer já?
Porque não há pena contra estes delinquentes, contra aqueles que frustam os restantes e, por omissões e vagares, são verdadeiros ladrões do tempo.”

Padre António Vieira

 
At 9 de outubro de 2005 às 15:52, Anonymous Anónimo said...

O País e o concelho a esta hora da tarde está em pleno dia de eleições. Nunca em Ponte de Sor a campanha política foi tão suja e tão cobarde, como esta. Por detrás dos partidos políticos, estão pessoas com responsabilidades políticas e sociais na vida da nossa comunidade, que não olharam os meios e os fins para atingir um único objectivo que é o poder, a qualquer preço. Desta forma tentando tirar do poder a quem o ocupa.
O povo irá decidir. Taveira Pinto certamente que irá continuar a ser o presidente de todos os pontessorenses. Isidro Rosa será eleito vereador, e Lizardo provavelmente também o será. Mas depois de tudo passado, chegará provavelmente a hora de se saber quem foi ou foram os responsáveis por esta campanha política suja e porca que nos manchou a todos, e em que o adjectivo corrupto serviu para sujar muita gente. A pergunta fica no ar? Quem foram ou são os responsáveis por isto que se viu neste último ano aqui na nossa cidade? E a que partidos pertencem?

 
At 9 de outubro de 2005 às 16:15, Blogger JoaquimMarquesMachoqueira said...

A história da aldeia que estava sem padre por ser muito exigente ? ( o padre devia conseguir chuva quando fosse necessária, e, que esta parasse quando fosse em excesso ), o que nenhum aceitava, dada a deficuldade do assunto, até ter aparecido um padre que pôs a seguinte condição: ele, padre, pediria que chovesse ou deixasse de chover quando todos estivesem de acordo, com o que tiveram de anuir, se queriam ter, como todos os demais, padre ou afim, lá estando porventura ainda hoje, esta história, dizia, repete-se a cada passo, desde a pessoa que entende que se os outros tiveram sol nas férias, ela talvez também o deva ter, mesmo em Outubro, até à pessoa que pensará que,dado o que está em jogo, p.e., nas eleições de hoje, talvez fosse melhor parar de chover, a fim de todos irem votar. E, é aqui que entra o padre, ou o S. Pedro, claro...

 

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