domingo, 2 de março de 2008

UMA MINISTRA POUCA INTELIGENTE



O principal problema da actual equipa do ministério da Educação não é de incompetência mas de gritante falta de inteligência. Qualquer pessoa minimamente inteligente sabe que não é com vinagre que se apanham moscas. Ou seja, para uma reforma ter sucesso, não basta legislar, é necessário, sobretudo, envolver e mobilizar, pelo menos, uma parte daqueles que a vão executar. Caso contrário, ainda produz resultados piores do que aqueles que pretende corrigir. É uma verdade de Lapalisse. Sem mobilizar e envolver os agentes da reforma, não há reforma.



Além disso, por muito maus que sejam os sindicatos (e os nossos são mesmo muito maus), é sempre preferível negociar com representantes sindicais do que com o povo amotinado nas ruas e sem ninguém que os represente. Esta é outra evidência. Só mesmo uma cabeça dura é que não consegue perceber isto.



REXISTIR

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9 Comments:

At 2 de março de 2008 às 19:50, Anonymous Luis Carvalho said...

No dia em que milhares e milhares de professores se manifestaram em Aveiro e Setúbal, a senhora ministra da educação foi a uma cerimónia pública com o major Valentão Loureiro.
O pândego teve a alarvidade de elogiar a ministra, de lhe gabar a coragem, como que a querer dizer:" és cá das minhas.
Também eu sou contestado e resisto!".
A cena digna dos bonecos do Contra-informação era melhor, mais divertida, do que a hipotética rábula.
Com esta gentalha a realidade consegue ser mais surrealista do que as suas vidinhas.
A ministra preferiu ignorar as manifestações, e o apelo de Cavaco para o consenso entre irmãos, respondendo com um arrogante e cobarde silêncio.
Para o governo socrista a opinião, a contestação, são direitos formais, mas não são factos para equacionar as soluções tomadas.
Uma vergonha

 
At 2 de março de 2008 às 22:25, Anonymous José said...

Ontem, as notícias dos telejornais da noite, foram as manifestações de professores, contra a ministra da Educação e ainda a grande manifestação do PCP, contra o Governo.

A RTP1, abriu, naturalmente, com estes acontecimentos a que dedicou alguns minutos.
No entanto, logo a seguir, dedicou quase outros tantos, a um acontecimento de grande alcance político, próprio para gastar longos minutos, como se pode ver por esta imagem, retirada do Correio na Manhã de hoje.
A ministra da Educação, quase todos os dias terá oportunidade de se ver na tv, ultimamente.
No outro dia, produziu uma pérola linguística, rara e digna de figurar no glossário de um próximo dicionário de rimas: "se considerarem, considerarão", foi a tirada, repetida, acerca das decisões dos tribunais sobre as horas gastas pelos professores, em aulas de substituição.

Agora, ao escolher esta companhia e recolher os elogios afadigados deste autarca, permanentemente na berlinda, pelos motivos mais dúbios, fica no retrato adequado: o dos malabaristas de evidências e do verbo virtuoso.
A RTP1, acolita, naturalmente.

 
At 2 de março de 2008 às 22:33, Anonymous T.C. said...

O autarca acusou os professores de estarem a manifestar-se por quererem chegar ao topo da carreira sem serem avaliados.
Obrigado Anãozinho!!! Só este cromo da bola poderia dar mais força aos professores.
Ó ladrão militar/corruptor de árbitros - Nós queremos ser avaliados!!! DDDDDAAAAAAHHHHHHHHHH

"Não entendemos nem aceitamos qualquer tentativa de afastar a nossa ministra da Educação" Albino Almeida.
Para que conste e porque muita gente não sabe, a CONFAP recebeu do Gabinete da Ministra da Educação duas tranches de 38.717,50 euros cada uma, no segundo semestre de 2006, conforme publicação no Diário da República N. 109 de 6/6/2007 (pág. 15720). Recebeu ainda mais 39.298,25 euros no primeiro semestre de 2007, conforme publicação no DR N. 201, de 18/10/2007 (Pág. 30115). Trata-se da única organização que recebe verbas directamente do Gabinete da Ministra. Com um salário destes, o que se pode esperar do sr. Albino Almeida? Mais de 150.000 euros por ano é muito dinheiro. O sr. Albino é apenas e só um assalariado do Ministério da Educação (por sinal, muito bem pago com os nossos impostos).»
No:PÚBLICO
Estes Srs. merecem muita credibilidade sim senhor!!!
São um exemplo!!!

 
At 2 de março de 2008 às 22:48, Anonymous Anónimo said...

Valentim Loureiro apoia Lurdes Rodrigues (coitada, realmente uma desgraça, quando vem, nunca vem só...)
Já por cá aquando do lançamento da primeira pedra para a nova escola o Taveira Pinto Lançou grandes elogios à Lurdes Rodrigues.
Os vigaristas são todos amigos da Lurdes Rodrigues, porque será?

 
At 2 de março de 2008 às 22:55, Anonymous P.G. said...

Na sua prelecção de hoje, e por muitas voltas que tentemos dar à coisa e se istos ou aquilos, a verdade é que Marcelo Rebelo de Sousa apontou várias coisas de forma clara:

* A Ministra semeou os ventos que anda a colher, quando «destratou e desautorizou» os professores em busca do apoio dos «paizinhos» e outros sectores da sociedade. Os termos assinalados são as expressões usadas por MRS e não por mim.

* Os resultados que se procuram agora apresentar poderiam ter sido muito melhores se, desde o início, a Ministra tivesse tentado ter os professores do seu lado e neste momento estão «todos» contra ela. Eu retiraria o «todos» porque ainda há por aí vários «ingénuos», uns quantos «adesivos» e uma mão-cheia de «crentes» nas virtudes da purga como método de gestão.

* O próprio Presidente da República pediu serenidade a «todos» os elementos em presença, o que inclui a Ministra. Para MRS, nem de propósito conselheiro de Estado por escolha Pessoal de Cavaco Silva, pela primeira vez o presidente não expressou apoio à Ministra ou englobou-a claramente nos destinatários do recado. Marcelo aproveitou igualmente para se demarcar da Ministra, realçando que MLR definiu prioridades correctas, mas depois avançou mal por elas, perdendo uma oportunidade «única».

* José Sócrates não deixará cair MLR, mantendo-a até ao fim no Governo, o que terá custos eleitorais em 2009 (coisa que, por exemplo, o intelectual vital parece não compreender). Por mim, até gosto mais desta opção, pois com esta equipa ministerial temos insatisfação garantida até ao fim, por muito que se esforcem no sentido de nos fazer sentir «confortáveis». E o que me interessa é a amudança das políticas e não das caras.

* Lateralmente, Marcelo Rebelo de Sousa repescou ainda as inauditas declarações de Valter Lemos a propósito do desempenho de Ana Benavente como Secretária de um Ministério que teve como titular, entre outros, o actual Ministro dos Assuntos Parlamentares, colega de governo do supracitado VL.

Para mim é acessório estarmos a tentar expurgar partes menos positivas (a eventual agressividade dos professores no Prós e Contras que «incomodou» Marcelo, acabou por ser pelo próprio justificada) do que, em boa verdade foi mais uma bela obra de demolição em prime-time.

 
At 3 de março de 2008 às 12:53, Anonymous Anónimo said...

Se a RTP é acólita, o que dizer dos canais privados... pelo menos a RTP é o único canal que abre o noticiário com o assunto.

 
At 3 de março de 2008 às 20:13, Blogger Templo do Giraldo said...

http://templodogiraldo.blogspot.com/


Passem por aqui.

SAUDAÇÕES

 
At 3 de março de 2008 às 22:16, Anonymous Anónimo said...

A AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES

Como se pode avaliar professores, quando o Estado sistematicamente os "deseducou" durante 30 anos? Como se pode avaliar professores, quando o ethos do "sistema de ensino" foi durante 30 anos conservar e fazer progredir na escola qualquer aluno que lá entrasse? Como se pode avaliar professores, se a ortodoxia pedagógica durante 30 anos lhes tirou pouco a pouco a mais leve sombra de autoridade e prestígio? Como se pode avaliar professores, se a disciplina e a hierarquia se dissolveram? Como se pode avaliar professores, se ninguém se entende sobre o que devem ser os curricula e os programas? Como se pode avaliar professores se a própria sociedade não tem um modelo do "homem" ou da "mulher" que se deve "formar" ou "instruir"?

Sobretudo, como se pode avaliar professores, se o "bom professor" muda necessariamente em cada época e cada cultura? O ensino de Eton ou de Harrow (grego, latim, desporto e obediência) chegou para fundar o Império Britânico e para governar a Inglaterra e o mundo. Em França, o ensino público, universal e obrigatório (grego, latim e o culto patriótico da língua, da literatura e da história) chegou para unificar, republicanizar e secularizar o país. Mas quem é, ao certo, essa criatura democrática, "aberta", tolerante, saudável, "qualificada", competitiva e sexualmente livre que se pretende (ou não se pretende?) agora produzir? E precisamente de que maneira se consegue produzir esse monstro? Por que método? Com que meios? Para que fins? A isso o Estado não responde.

O exercício que em Portugal por estúpida ironia se chama "reformas do ensino" leva sempre ao mesmo resultado: à progressão geométrica da perplexidade e da ignorância. E não custa compreender porquê. Desde os primeiros dias do regime (de facto, desde o "marcelismo") que o Estado proclamou e garantiu uma patente falsidade: que a "educação" era a base e o motor do desenvolvimento e da igualdade (ou, se quiserem, da promoção social). Não é. Como se provou pelo interminável desastre que veio a seguir. Mas nem essa melancólica realidade demoveu cada novo governo de mexer e remexer no "sistema", sem uma ideia clara ou um propósito fixo, imitando isto ou imitando aquilo, como se "aperfeiçoar" a mentira a tornasse verdade. Basta olhar para o "esquema" da avaliação de professores para perceber em que extremos de arbítrio, de injustiça e de intriga irá inevitavelmente acabar, se por pura loucura o aprovarem. Mas loucura não falta.

Vasco Pulido Valente

 
At 4 de março de 2008 às 14:29, Anonymous Anónimo said...

Isto é um país de gente doida.

 

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