sexta-feira, 25 de fevereiro de 2005

ONDE É QUE NÓS JÁ VIMOS IGUAL? [ parte II ]



O primeiro ministro indigitado de Portugal não pode manter dúvidas relativamente ao seu percurso académico, nomeadamente a obtenção de licenciatura em Engenharia Civil enquanto secretário de Estado.


Sócrates deve explicar:
2. Em que anos frequentou a Universidade Independente - desde que data até que data?
3. Quais as disciplinas do seu bacharelato em Engenharia Civil pelo Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) a que a Universidade Independente concedeu equivalência e em que data?
4. Quais as disciplinas da licenciatura em Engenharia Civil (da Universidade Independente) que a Universidade Independente requereu que frequentasse e concluísse?
5. As notas e datas de avaliação nas disciplinas - frequências, exames escritos, exames orais e trabalhos - que teve de concluír na Universidade Independente?
6. A nota de licenciatura na Universidade Independente (e a nota do bacharelato do ISEC)
7. Nome exacto do curso de "pós-graduação em Engenharia Sanitária na Escola Nacional de Saúde Pública", sua duração e ano de realização.
em caso negativo, esclarecer se já apresentou e foi aprovada a sua dissertação de mestrado; ou se, pelo menos, já concluíu todas as cadeiras da parte curricular desse mestrado.
Como já aqui na caixa de comentários alguém disse, nas escolas os exames são públicos - é por causa disso que as provas orais devem ser realizados de porta aberta, tal como têm de ser publicadas as notas de avaliação dos alunos.
Poranto, não faz sentido que a Universidade Independente invoque a "reserva da intimidade da vida privada" como argumento de recusa de informação sobre as equivalências concedidas, os exames, suas notas e as datas em que se realizaram.
A Comissão de Acesso aos Dados Pessoais terá de se pronunciar sobre a legalidade da decisão da Universidade Independente em recusar o acesso ao registo académico completo de José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, primeiro ministro indigitado da República Portuguesa.
E se existir suspeita de irregularidade ou ilegalidade na concessão de equivalências pela Universidade Independente entre as disciplinas do bacharelato em Engenharia Civil do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra e a licenciatura em Engenharia Civil da Universidade Independente, e sobre a própria obtenção da licenciatura, a Inspecção Geral da Ciência, Inovação e Ensino Superior não pode deixar de averiguar.
Não é justificável que o primeiro ministro de Portugal omita, e recuse, o seu registo académico ao povo.
Não pode dar-se ao registo académico o mesmo estatuto que à orientação sexual.
O registo académico é relevante para o exercício das funções de primeiro ministro que este assume em representação do povo.
Não pertence à sua vida íntima, nem é segredo de Estado.
O acesso ao registo académico (equivalências, notas, datas) do primeiro ministro de Portugal não pode ser regulado por normas morais diferentes do que a ficha militar do presidente George W. Bush.
O estado de graça pós-eleitoral não isenta ninguém do cumprimento da lei e da obrigação política de transparência.
E quem não deve, não tem de temer.
Antonio Balbino Caldeira

10 Comments:

At 25 de fevereiro de 2005 às 12:29, Anonymous ANARCA said...

"Doutores há muitos, mas Senhores há poucos"

Já diz o povo e cada vez é mais verdade.

 
At 25 de fevereiro de 2005 às 13:07, Anonymous DE DIREITA said...

O HOMEM É MESMO ENGENHEIRO OU FOI NOME QUE LHE PRATARAM?

 
At 25 de fevereiro de 2005 às 13:42, Blogger Antonio Balbino Caldeira said...

Obrigado pelo seu link. Havemos de conseguir esclarecer as dúvidas sobre o percurso académico de Sócrates.

 
At 25 de fevereiro de 2005 às 13:48, Anonymous Maria João A. said...

Todos nós sabemos o que nos espera com o PS, no poder.
Ainda não esquecemos as trapalhadas do Mário Soares e do Guterres.
Com este ainda vai ser pior, o chefe de gabinete já se sabe quem é o Luís Patrão, o tal da fundação com o Vara.
Com esta dos cursos já está tudo à mostra.
Os socialistas são uma corja, veja-se o que o Taveira Pinto, Carita e outros estão a fazer em Ponte de Sor.
Os políticos tem de ser sérios e não só parecer...

 
At 25 de fevereiro de 2005 às 14:25, Blogger Zé da Galinha said...

JÁ O GRANDE VIEIRA AFIRMAVA NO ANO DE 1655:

Sermão do Mandato,
do Padre António Vieira
Concorrendo no mesmo dia o da Encarnação. Ano de 1655.

Pregado na Misericórdia de Lisboa, às 11 da manhã.

«Sciens quia a Deo exivit, et ad Deum vadit: Cum dilexisset suos, in finem dilexit eos ( 1 ).

§I

No ano presente concorrem e se ajuntam no mesmo dia os dois maiores mistérios e os dois maiores dias: o dia da Encarnação do Verbo e o dia da partida do mesmo Verbo Encarnado. O que dizem os dias e o que declaram as noites. A competição do Amor divino consigo mesmo e a justa dos gigantes. Argumento do sermão: foi maior o amor de Cristo no dia da Encarnação ou no dia da partida?

Grande dia! Grande amor! Depois que o Eterno se fez temporal, também o amor divino tem dias. O evangelista S. João querendo-nos declarar a grandeza e grandezas do mesmo amor neste dia, a primeira coisa que ponderou, com tão alto juízo como o seu, foi ser um dia antes de outro dia: Ante diem festum Paschae (2). Tanto pode acrescentar quilates ao amor a reflexão ou circunstância dos dias! E que farei eu? Dois dias hei de combinar também hoje, mas não o dia de antes com o dia de depois, senão o dia de depois com o dia de antes; e não livremente ou por eleição própria e minha, senão por obrigação forçosa dos mesmos dias. Assim como depois de longo círculo de anos se encontram e ajuntam dois planetas a fazer uma conjunção magna, assim no ano presente concorrem e se ajuntam hoje no mesmo dia os dois maiores mistérios e os dois maiores dias: o dia da Encarnação do Verbo, e o dia da partida do mesmo Verbo encarnado. O dia da Encarnação do Verbo: Sciens quia a Deo exivit (3) - que foi o princípio com seu amor para com os homens: cum dilexisset suos (4) - e a partida do mesmo Verbo encarnado: Et ad Deum vadit (5) - que foi o fim sem fim do mesmo amor: In finem dilexit eos ( 6 ) .

0 real profeta Davi, antevendo em espírito estes dois dias, diz que o dia de hoje fala com o dia da Encarnação, e o dia da Encarnação com o dia de hoje, e que ambos se entendem entre si, e se respondem um ao outro: Dies diei eructat verbum (7). Assim explica este famoso texto Santo Agostinho (8 ) . E se perguntarmos que é o que falam estes dias, que devem de ser coisas muito dignas de se ouvir e saber, responde o mesmo Davi que as noites dos mesmos dias nos dirão e declararão o que eles falam: Dies diei eructat Verbum, et nox nocti indicat scientiam (9). Pois as noites, que são escuras, nos hão de declarar o que dizem os dias? Sim. Porque os mistérios do dia de hoje, e do dia da Encarnação, ambos se celebraram nas noites dos mesmos dias. Tanto silêncio e reverência era devido à majestade de tão divinos mistérios! Os do dia da Encarnação de noite: Cum quietum silentium contineret omnia, et nox in suo cursu medium iter haberet ( 10) -e os do dia de hoje também de noite: Et coena facta ( 11 ) . As luzes a que se há de ver toda esta famosa representação são as da fé; os lugares, um cenáculo grande em Jerusalém, e uma casa humilde, mas real, em Nazaré. E a questão ou problema, qual será? Se foi maior o amor de Cristo no dia da Encarnação ou no dia de hoje.

Posto, pois, um dia defronte do outro dia, e um mistério à vista de outro mistério, e um amor competindo com outro amor, é certo que nunca o amor divino se viu em mais glorioso teatro, pois sai a competir consigo mesmo. Nas outras comparações do amor divino com o amor dos homens, ou seja com o amor dos irmãos, ou com o amor dos pais, ou com o amor dos filhos, ou com o amor dos esposos, ou com o amor dos amigos - que deve ser o maior de todos ainda que saia vencedor o amor de Cristo, sempre fica agravado na vitória, porque entra afrontado na competência. Só hoje, se vencer, será vencedor glorioso, porque tem competidor igual, e se vencerá a si mesmo. Quando Davi saiu a desafio com o gigante, mediu-lhe o gigante com os olhos a estatura, e, posto que não duvidava da vitória, na desigualdade de tão inferior combatente teve por injuriosa a batalha. Do mesmo modo, e com mais verdade, Cristo. Quando o seu amor se compara com outro amor, compete o gigante com Davi; mas quando se compara o amor de Cristo com o amor do mesmo Cristo, como fazemos hoje, é competir o gigante com o gigante. Assim o disse ou cantou o mesmo Davi: Exultavit ut gigas ad currendam viam ( 12 ) . Entrou Cristo na estacada como gigante. E que fez? Justou consigo mesmo. A primeira carreira foi do céu para a terra: A summo caelo egressio ejus ( 13 ); a segunda carreira foi da terra para o céu: Et occursus ejus usque ad summum ejus (14): e neste encontro se cerrou a justa, e se quebraram as lanças um e outro amor. É em verso de Davi o mesmo que diz a prosa do nosso Evangelho. A primeira carreira: A summo caelo egressio ejus - foi no dia da Encarnação, quando o Verbo saiu do Padre: a Deo exivit; a segunda carreira: Et occursus ejus usque ad summum ejus - foi no dia de hoje, quando o mesmo Verbo tornou para o Padre: Et ad Deum vadit. Na primeira carreira, amor: Cum dilexisset suos ( 15 ); e na segunda também amor: In finem dilexit eos ( 16) . O dilexisset e o dilexit distingue os dias: o dilexisset declara um amor, e o dilexit outro; mas nem juntos, nem divididos sinalam a vitória, nem resolvem qual foi maior. Esta famosa decisão entre os maiores combatentes que jamais se viram, havemos de ver hoje. Assistir-nos-á com a graça quem foi presente em um e outro dia, e quem teve a maior parte em um e outro mistério, que foi a Mãe do mesmo amor: Mater pulchrae dilectionis (17). Mas como invocaremos seu favor e patrocínio? Com as mesmas palavras com que também hoje a invocou o anjo: Ave gratia plena.
...»

 
At 25 de fevereiro de 2005 às 14:59, Anonymous Maria José said...

É fartar, vilanagem!
Já se sabia... que ia ser assim

 
At 26 de fevereiro de 2005 às 22:04, Anonymous Anónimo said...

Mau perder...falta de espírito democrático...DEsenterrando ossos e espinhas...BLOGOLIXEIRA!!!!!!!!!!
helas!

 
At 28 de fevereiro de 2005 às 15:06, Anonymous Maria da Conceição said...

A(O) menina(o) "helas!" é que deve ter mau perder, deve ser daqueles que nunca viu a sua equipa ganhar nada desde que nasceu...
Quando se questiona o poder seja ele de direita ou de esquerda, vêm sempre uns apaniguados defender "a dama", mas sem poder de argumentação.
Deve ser o seu caso de menina(o) mal comportado que devia ter bebido mais chá...
Tenha um poouco de senso.
Como aqui já alguem comentou:
«Doutores há muitos, mas Senhores há poucos»

 
At 28 de fevereiro de 2005 às 16:24, Anonymous Francisco Silva said...

Pois é "ONDE É QUE NÓS JÁ VIMOS IGUAL?"
Cá no distrito de Portalegre, há pelo menos dois casos um na cidade de Portalegre com o Presidente da Região de Turismo da S. Mamede e deputado eleito nas eleições do dia 20 de Fevereiro CEIA DA SILVA e outro na cidade de Ponte de Sor, com o Dentista Taveira Pinto, Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor...

Será isto também mentira?

 
At 28 de fevereiro de 2005 às 18:17, Anonymous Anónimo said...

Não se preocupem pois agora com o PS no poder, tudo vai ser abafado.
Até arranjaram uma "namorada" (funcionaria do PS) à pressa para o seu lider!
Portugal vai no bom caminho, vai.......
A. Soares

 

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