quinta-feira, 21 de julho de 2005

VAMOS TODOS PARTICIPAR...

Constâncio à presidencia

Portugal precisa de dois candidatos de superior qualidade que levem a disputa eleitoral até ao dia da votação e garantam dez anos de excelência. Cavaco Silva é um. O outro só pode ser Vítor Constâncio.
Passado o tempo dos militares (com Spínola, Costa Gomes e Ramalho Eanes), passado o tempo dos «advogados» (com Mário Soares e Jorge Sampaio), Portugal precisa agora de entrar no tempo dos «economistas».

Para os partidos de direita, e em especial o PSD, as próximas eleições presidenciais são decisivas. A derrota mergulhará a direita numa profunda depressão. Uma vitória significará, menos de um ano após uma traumática derrota, o levantar da cabeça e o início do caminho de volta ao poder.

Cavaco Silva é, neste sentido, o candidato certo no momento certo. Em si transporta prestígio e respeito, experiência e maturidade, autoridade e sentido de Estado, conhecimento da política e domínio da agenda fundamental do país: a economia. Cavaco Silva, tendo atravessado o deserto, não só conservou intacta a sua base de apoio como conquistou apoios à esquerda. Face a Cavaco, nenhum outro candidato de direita se poderá erguer e, mesmo à esquerda, a alternativa parece difícil.

Vitorino saiu de cena, Guterres ainda não está pronto. Freitas do Amaral é apenas um entretém noticioso, Manuel Alegre é uma solução à PCP. E até o sempre candidato Mário Soares seria um absurdo no plano do auto respeito pessoal, uma caricatura no plano político e uma alucinação no plano do PS.

A verdade é que, tal como a direita, o PS julga decisivas as próximas presidenciais. O desgaste do Governo será muito acentuado e Sócrates sairá muito diminuído se o PS não tiver candidato à altura de Cavaco, capaz de pôr em causa uma vitória aparentemente certa da direita.

Vítor Constâncio é, desta forma, o verdadeiro candidato do PS. Pois possui todos os atributos de Cavaco Silva: prestígio, respeito, experiência, maturidade, autoridade, sentido de Estado, domínio da economia.

E com estes dois candidatos, quem quer que seja o eleito, Portugal ficará a ganhar.


Eduardo Moura