segunda-feira, 7 de novembro de 2005

LE PORTUGAIS


Avec son marteau-piqueur
Il creuse le sillon de la route de demain
Il y met du cœur
Le soleil et le gel sont écrits sur ses mains
Le Portugais dans son ciré tout rouge
Qui ressemble à un épouvantail
As-tu vu l'étrange laboureur des prairies de béton
Et des champs de rocailles


Il faut en faire des voyages
Il faut en faire du chemin
Ce n'est plus dans son village
Qu'on peut gagner son pain
Loin de son toit, de sa ville
A 500 lieux vers le nord
Le soir dans un bidonville
Le Portugais s'endort

Il est arrivé à la gare d'Austerlitz
Voilà deux ans déjà
Il n'a qu'un idée : gagner beaucoup d'argent
Et retourner là-bas
Le Portugais dans son ciré tout rouge
Qui ressemble à un épouvantail
Il ne te voit pas
Il est sur le chemin qui mène au Portugal


Mélina Mercouri

10 Comments:

At 7 de novembro de 2005 às 12:24, Anonymous Anónimo said...

La France a connu une onzième soirée d'émeutes dans la nuit du dimanche 6 au lundi 7 novembre, au cours de laquelle 36 policiers ont été blessés lors de heurts de plus en plus violents. Plus de 1 400 véhicules ont été brûlés. Jamais, depuis le début des agitations, le bilan n'avait été aussi lourd. A cela s'ajoute des attaques contre des écoles, des bâtiments publics. Près de 400 personnes ont été arrêtées. Les violences continuent de s'amplifier dans l'intérieur du pays où elles sont désormais plus nombreuses qu'en région parisienne.

Pour la première fois depuis le 27 octobre, deux policiers ont été blessés par des tirs de pistolets à grenaille et de fusils de chasse, en région parisienne, et ont dû être hospitalisés. Les faits se sont déroulés à la cité de la Grande Borne à Grigny (Essonne). Le ministre de l'intérieur Nicolas Sarkozy leur a rendu visite dès dimanche soir à l'hôpital d'Evry.

"L'ONDE DE CHOC"


M. Sarkozy s'est également rendu à la cité des Tarterêts à Corbeil-Essonnes ainsi qu'à la direction départementale de la sécurité publique de Seine-Saint-Denis, où il a souhaité que "l'ordre républicain revienne dans tous les quartiers". "Sinon, a-t-il dit, ce sera soit l'ordre des bandes, soit l'ordre des mafias, soit un autre ordre".


Mais les violences ne sont plus cantonnées en région parisienne, bien au contraire. "La vague et l'onde de choc" de la région parisienne a gagné la province, désormais plus touchée que les banlieues de Paris, a commenté, lundi, un haut responsable de la police. Le directeur général de la police nationale (DGPN), Michel Gaudin, a précisé, lundi, que la région parisienne avec 426 véhicules incendiés, dont 18 à Paris (741 la nuit précédente, dont 36 à Paris) a été moins touchée que la province où 982 véhicules ont été brûlés (554 la nuit précédente).
274 communes ont été touchées (211 la nuit précédente), a déclaré M. Gaudin qui a annoncé que 36 policiers avaient été blessés (21 la nuit précédente). Les villes les plus touchées en province, selon le DGPN, sont Marseille, Saint-Etienne, Toulouse et Lille, et dans une moindre mesure Strasbourg et Nantes. Mais de petites communes ont été aussi gagnées par les violences.

"PRIORITÉ ABSOLUE"


M. Gaudin a affirmé que les émeutiers ont fait preuve de "volonté anti-institutionnelle", précisant que trois écoles, deux mairies annexes et trois postes de police (Perpignan, Clermont-Ferrand et Nîmes) ont été détruits ou fortement endommagés par le feu. Pour la première fois, deux églises ont été attaquées : celle de Saint-Edouard à Lens (Pas-de-Calais) et le presbytère de l'île de Thau à Sète (Hérault).


Face à cette situation, le président Jacques Chirac a annoncé dimanche que la "priorité absolue" était le "rétablissement de la sécurité et de l'ordre public". Le gouvernement a annoncé un renforcement des mesures de sécurité pour tenter d'enrayer la propagation des violences. "Nous ne pouvons accepter aucune zone de non-droit", a dit aussi le premier ministre Dominique de Villepin. Pour sortir de cette crise, Dominique de Villepin a promis de présenter lundi, lors d'une intervention sur TF1 à 20 heures, des "propositions concrètes". Mais "c'est chaque soir de plus en plus violent", a déclaré un commissaire de police de la banlieue parisienne lundi au quotidien populaire Le Parisien.

Une organisation islamique a édicté une "fatwa" condamnant les violences en France "avec la plus grande fermeté". L'Union des organisations islamiques de France (UOIF) a appelé les jeunes musulmans à "calmer leur colère".

Depuis le début des violences, 4 700 véhicules ont été brûlés et 1 220 personnes

in:Le Monde

 
At 7 de novembro de 2005 às 14:57, Anonymous Anónimo said...

Coisificação do homem
Coisificação do homem
©Vanderli Medeiros

Nascemos cheios de esperanças,
O mundo, pelo nosso olhar de criança,
é grande, um gigante a ser conquistado,
que por nós será em breve domado;

Há o primeiro contato com conflitos da adolescência,
Sonhos, amores juvenis assalta-nos com insistência.
As primeiras decepções e dores, a exigir-nos penitência;
percepção de que há no mundo muita crueldade,
que ele não é feito só de amores, há desumanidade...

Que entre a terra, o céu, e o mar,
há mais mistérios e enigmas a desvendar;
que a felicidade é composta apenas de minutos fatídicos
a nos condenar, posteriormente, a tormentos oníricos.

Até o dia em que morre de vez em nós, num segundo,
o olhar de criança com o qual contemplávamos o mundo,
a nostalgia toma conta do ser, irremediavelmente, é doloroso...
Amanhecer para um novo dia, se torna cada vez mais penoso...

Morre o amor, a fé nos seres, ‘coisifica’ o homem,
humaniza-se e glorifica-se o vil metal ($)
morrerá o homem, eterno é o metal que nos consome...
Tolo bicho homem, verme da terra e p’ra ela voltará!

E, contemplamos o planeta cheio de seres alienados;
Destituídos de alma, correndo atrás do vil metal, bitolados.
Numa letargia louca, insana, demente, factual e desigual.
Nas ruas, muita gente aglomerada,
entregues a solidão,
abandonados...



Barra do Garças – MT – 11/07/04
http://geocities.yahoo.com.br/vanderlimedeiros/index.html
VanderliMedeiros
Publicado no Recanto das Letras em 20/06/2005

 
At 7 de novembro de 2005 às 15:17, Anonymous Anónimo said...

TEMOS PODER

Temos poder
P'ra acabar
Com explorar,
Com corromper.

Não ao temer:
O inimigo
É o amigo,
A combater.

Chefe, patrão
É infeliz
Também. E diz:
Basta, vilão.

A produção
Sem dor fazer,
Sem te doer.
Libertação!

Joaquim

 
At 7 de novembro de 2005 às 16:05, Anonymous MANUEL said...

Anda por aí muita gente 'animada' com o que se passa em França, uns nostálgicos do Maio de 68, outros entusiasmados porque já sonham com o regresso de algumas ideologias, outros ainda porque sim. Infelizmente, não há grandes motivos para festejos, duvido que haja soluções rápidas e o pior está muito provavelmente por vir. Durante anos, 'educaram-se' jovens para as estatísticas, criaram-se autênticas hordas de analfabetos funcionais, e a muitos deu-se até um canudo.
Foi bonito enquanto o estado social funcionou, e se pôde viver à custa dos paizinhos, ou enquanto havia trabalho pouco qualificado (e ainda não deslocalizado).
Com o tempo os jovenzinhos ficaram mais exigentes, já não era qualquer trabalho que lhes servia, ao mesmo tempo que os seus pais iam ficando desempregados ou reformados.
Nunca houve qualquer esforço de integrar estes jovens, de minorias ou não, na sociedade, como nunca houve qualquer esforço de lhes mostrar que eram parte da sociedade. Já nasceram 'urbanos', e nunca souberam o quer era verdadeiramente uma família, conceito aliás 'demodé', desenraízados não tem nem cultura nem ideologia e, face à inacapacidade do 'estado' de lhes dar aquilo que davam por garantido, viram-se agora contra ele, já que se 'eles' não tem os outros também não devem ter.
Um problema bicudo, que não se resolve do dia para a noite.
Cá, obviamente, não se passa nada, mas, não me admirava que um destes dias, ainda vissemos algumas luminárias justificar a Ota e o TGV com a necessidade precisamente de evitar o que se passa na França...

 
At 7 de novembro de 2005 às 16:35, Anonymous UM MEMBRO DA L.U.A.R said...

As fotos deste artigo mostra-nos como viviam os emigrantes portugueses nos «bidonvilles» de Paris.
Era assim que os muito civilizados franceses nos tratavam...
Para eles os portugueses representavam uns "escravos" prontos para todo o trabalho, que eles não queriam fazer!
Hoje estão a pagar um pouco do que fizeram ao longo de anos a todos os emigrantes...

 
At 7 de novembro de 2005 às 21:39, Blogger JoaquimMarquesMachoqueira said...

Mas, olhe que também há emigrantes cá...
Quanto aos sistemas, eles são feitos por pessoas...
E, quantos às coisas, como podem elas ter culpa?

 
At 8 de novembro de 2005 às 12:59, Anonymous Anónimo said...

1 - Efectiva e realmente todas as desgraças têm origem numa só: pensar-se e divulgar-se que o sofrimento, a dor é inevitável. Ora, a dor só é inevitável para os injustos, e, mesmo para estes só até pagarem a injustiça.

2 – Sem dúvida alguma, não só para a reprodução o homem necessita imprescindivelmente da mulher e a mulher do homem, os quais ficam ou já estavam sem dúvida unidos ao se reproduzirem conjuntamente, mas também para uma melhor vida, de mais prazer e alegria.

3 – Estando o problema não só no dinheiro, no trabalho pago e no estado, mas também na ganância e na estupidez/ignorância humanas, temos de acabar tanto com uns como com as outras.

4 – O que temos a fazer é fazermos bem, desfrutando do bem feito, sem nos preocuparmos com mais nada, porque não há mais nada.

5 – Claro que os espíritos maus são, têm de ser destrutíveis.

 
At 8 de novembro de 2005 às 13:23, Anonymous Manuel Azinhal said...

De pé, ó vítimas da fome?

Como divulgam as notícias, depois de dias e dias de púdica ocultação, os tumultos em França alastram no território, crescem de intensidade e aumentam de violência.
São já doze dias e doze noites consecutivas, e os partidários da estratégia de assobiar para o lado estão já pouco esperançados: aquilo não passa só por se fingir não ver.
O tom geral dos comentários mediáticos, porém, é o que resulta da aplicação mecânica das velhas grelhas ideológicas que estão na cabeça dos comentadores.
Por vezes com entusiasmo indisfarçável, lá os vemos invariavelmente entrar em considerações sociológicas que reproduzem mais palavra menos palavra os esquemas míticos dos explorados revoltados, em luta contra as injustiças da sociedade: no brilhozinho dos olhos vemos reluzir a imagem do operário sem pão e sem trabalho, que se ergue em desespero, com a prole faminta no tugúrio insalubre.
Não desprezando as abordagens sociológicas, cumpre observar que nada está mais afastado da realidade do que esta visão de vulgata.
Em primeiro lugar, os protagonistas destes acontecimentos não são explorados por quem quer que seja: da sociedade em que estão inseridos eles apenas receberam, e não foi pouco, e nunca contribuíram com coisíssima nenhuma. Na verdade, nunca trabalharam ou fizeram fosse o que fosse de útil para os outros.
Em segundo lugar, eles não são revoltados, nem estão em luta contra qualquer injustiça. Se os inquirirmos a sério sobre os motivos das suas acções a maioria ri-se, encolhe os ombros e não sabe responder, um bom número declara simplesmente que não tem nada para fazer e está nisso para se divertir, e só muito poucos, já versados nos discursos de quem pergunta, dirá, para fazer jeito, umas banalidades vagamente contestárias, da salada islamo/revolucionária.
Não são vítimas da fome. Na realidade eles nunca tiveram fome: são mais vítimas da abundância. São gente de barriga cheia, que reivindica tudo e quer mais.
Não são desempregados em estado de necessidade: a última coisa que eles quererão é um emprego.
Estas distorções de imagem já tinham sido notórias em Portugal quando não há muito tempo uns bandos de jovens tinham espalhado o caos na praia de Carcavelos. Os mesmos comentadores não repararam que esses jovens não eram pobrezinhos e infelizes, roubando por imperativo das carências próprias, contrariando a bondade dos seus princípios e da sua natureza; na realidade, eram bandos de jovens que se divertiam nessa tarde na praia, símbolo maior do lazer nessa época balnear, e que à noite poderiam ser encontrados nas discotecas, para começar a dormir de manhã e a seguir ir dar uma volta aos centros comerciais, essas catedrais do consumo. Eles não pedem pão, exigem roupas de marca. Não roubam por precisar, mas para se distrair. Não reivindicam emprego, porque não querem trabalhar.
O problema parece-me a mim mais grave do que os analistas que ouço permitem perceber.
A raiz está numa sociedade em que se espalhou a convicção generalizada e consensualmente aceite de que todos têm direito a tudo, e a que não se reconhece o direito de exigir nada. Na ideia feita certeza de que não é legítimo exigir padrões de comportamento, regras, valores. A falta de integração existe; mas existirá sempre enquanto não se ousar sair do caldeirão ideológico do relativismo e indiferentismo moral, do hedonismo e do materialismo existenciais, da renúncia ética do Estado.

 
At 8 de novembro de 2005 às 14:10, Anonymous Anónimo said...

Só um terrorista\ignorante... pensará que Bin Laden é um diabo terrorista, sem sentido algum de justiça.
Pode também muito bem acontecer que seja a Al Qaeda que está por detrás da actual violência em França, à medida portanto do seu "pecado", menor do que o Americano, o Inglês, o Espanhol...
Quanto ao Português, ao Italiano, ao Alemão e a Outros, logo se verá se já está pago ou não...

 
At 8 de novembro de 2005 às 15:04, Anonymous António Mateus said...

Os Neros de Paris

Malabaristas da palavra, que cada vez mais decidem os verbos e as vírgulas das nossas existências. Animais mediáticos empalhados, sem Mundos, que peroram e opinam sobre tudo. Como se a vida real fosse um tripé de câmara que qualquer um alça do chão e leva a tiracolo.
Castigo carregava apelido e arma de quem vestia assim o Mundo que se escalavrava à sua volta. Treze anos de uma vida que só era curta na metragem da idade, onde as palmadas do parto pareceram ter virado moda.

«Castigo» de nome próprio e apelido. Porque mais não era preciso, quando a vida a isso se resume. Nome botado pela mãe, negra de Manjacaze, ao vislumbrar ali, recém-chegado ao Mundo, o fruto de marrabentas, laçadas ao cair da noite, com o mais dengoso dos mulungos da aldeia.

O Dendém mais parecia isso mesmo. Fruto de uma palmeira. De tão pernilongo que se espigara em homem, abençoado com o dom da palavra. Qual pastor de vontades que todos molusculava, subtraindo-lhes o verbo e o passo próprios.

Dendém viu-lhe os lábios carnudos, vermelhos e já a beijava antes de os tocar. E quando ela parou, para respirar, já ele se lhe semeara, no castigo que lhe nasceu bebé. Luas depois, quando as mangas se avermelhavam nas árvores, atraindo a catraiada.

Ela nunca mais se desinchou. Mesmo depois do parto. Como se a vida nela tivesse engravidado para sempre os males do Mundo. Castigo de que o menino foi primeiro rebento e fruto. E assim baptizado.

Quando a guerra civil se daninhou campos adentro, raros foram os que não lhe deram o flanco ou os braços. E os meninos, esses, nem precisaram de fantasiar as cruzadas da nossa infância porque a delas, nunca o foi.

Fantasia ou infância. Esquecidos que ficámos, nós, adultos, de lhes guardar abrigo, dos nossos pesadelos.
Castigo pegou em armas de balas a sério. E a sério as foi premindo.

Subtraindo-se aos poucos, como se cada uma lhe roubasse, ao partir, um pedaço de humanismo.
Menino-soldado. Assim o baptizaram. A ele e a milhares de outros como ele.

Que de uma ou de outra parte sempre existiram. Disparando balas de chumbo ou botões das nossas fábricas. Tornando o nosso Mundo mais rentável. Mais confortável. E porque não? Se esta é a lógica da vida. De uma sociedade onde tudo se verga, cada vez mais, ao saldo contabilístico. Esmague-se o que se esmagar. Desumanize-se e evapore-se a memória.

A sombra recortada pelas árvores antigas, no brilho da ignorância imberbe, reduz-se vergando-as primeiro e decepando-as depois.

E o Mundo vai-se transformando num imenso estádio de Dendéns. Malabaristas da palavra, que cada vez mais decidem os verbos e as vírgulas das nossas existências. Animais mediáticos empalhados, sem Mundos, que peroram e opinam sobre tudo. Como se a vida real fosse um tripé de câmara que qualquer um alça do chão e leva a tiracolo.

Castigo aparece, brevemente, nos noticiários. Como um personagem de um teatro estranho que se passa algures, longe, fruto de uma barbárie distante, preferivelmente de outra raça ou credo. Como se as armas em que ele pega não nos varassem a nós também. Não as disparássemos nós também. Ao virarmos a cara. Ao não pararmos e pensarmos para onde vamos todos.

E lá vamos nós, discutir a idade dos nossos candidatos a presidentes. Se um parece mais hirto na televisão do que o outro. Se as olheiras de um estão mais bem maquilhadas do que o outro e quantos e quais jogadores de futebol, cantores e «artistas de tv e rádio» apoiam os diversos campos.

Ninguém sabe – ou se parece preocupar – que tipo de sociedade ou de Homem cada um defende ou propõe defender no país, porque num Mundo sem projecto, que interessa o essencial? Num mundo de «sound-bites» televisivos, o que interessa a coerência e os valores humanos, se isso não faz notícia?

E lá vão politólogos, assessores e outros actores. Peritos dessa arte de vender cenários, existências virtuais, que hoje se pintam de verde e amanhã de outra cor qualquer. Dominar os nossos media, a nossa janela para o Mundo, que cada vez mais nos deprime. A que cada vez mais viramos as costas, porque o Mundo não pode ser só aquilo. Para bem da nossa sanidade individual e colectiva.

Sorte tem, afinal, o Castigo. Que vive lá longe e que por isso mesmo, por essa distância, pouco espaço mediático nos merece. Como se assim se evaporasse virtualmente dos nossos olhos. Como se não existisse. Porque, dentro de nós, ele e os outros como ele não existem. Não nos tocam.

Transformando-nos em seres autistas. Sem Mundo. E, cada vez mais, incapazes de o entender.

Até ao dia em que na periferia visual do nosso umbiguismo os Neros de Paris incendiaram os bairros da nossa indiferença e nos deixaram perplexos.

Reduzidos à nossa ignorância. Seres que demos Mundos ao Mundo e dele, cada vez menos entendemos.

 

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