sexta-feira, 20 de julho de 2007

FUNDAÇÃO ANTÓNIO PRATES [O que falta acabar]

FUNCIONA NUM EDIFÍCIO

NÃO ACABADO

DEPOIS DE

10 ANOS DE OBRAS
Projecto do Arq. Walfredo Sangareau de La Cavaleria
Clique na imagem para ver melhor
e compare no local que falta fazer


...valeria a pena prestar atenção à grande ambição do projecto, com os ateliers para artistas, o núcleo museológico industrial, o auditório, a biblioteca e os computadores, etc - e também o calor, o ar condicionado, a inadequação das opções arquitectónicas, etc.
Alexandre Pomar


A intervenção arquitectónica de W. Sangareau cumpre com a encomenda, mas traz consigo problemas futuros, pois ignora o clima do Alto Alentejo, apostando nas instalações de ar condicionado em tempos de energia cada vez mais cara.
José Luís Profirío
Actual
Expresso



N.R.: A Fundação António Prates, como é hábito das instituições de Ponte de Sôr, não tem página na internet, mas criou hoje um blogue: Fundação António Prates.

Etiquetas: ,

24 Comments:

At 20 de julho de 2007 às 15:15, Anonymous Anónimo said...

Reforçando o que venho lendo neste blog, permite-me colocar algumas duvidas a quem me souber responder porque ate hoje ninguém mas ninguém na nossa autarquia ou noutro lado me souberam esclarecer.
Porque razão nao foi alinhada a Avenida, o imóvel em questão e um barracão normal sem expressão arquitectónica que poderia ser reconstruído mais atrás, em contrapartida qual a razão que levou o Presisente a estragar a Ponte, o derrube do moinho na estrada da Barroqueira também foi destruído mas ai há uma razão quem la mora?.
Que Empresa e aquela que recuperou o mamarracho, que quem conheceu e quem conhece, sabe que aquelas obras demoravam no máximo 2 anos, eles levaram 10 e ainda andam em obras.
O miolo só mamarracho esta praticamente como era, que arquitectura de interiores e aquela
toda mal distribuída.
Claro nem todos os arquitectos podem ser Sizas, Soutos ou Neymeyers.
Aquele jardim continua a obra desta vereação calçada e pouco verde(o presidente e do benfica mas não e preciso ser fanático).
Também nem todos podem ser Gonçalo Ribeiro Telles.
Alguém tem estudos sobre os gastos energéticos do edifio, numa época em que e primordial.
Que projectistas foram estes que só no fim viram que necessitavam de vidros térmicos no edifício(mudaram os vidros 3 vezes)
Sou natural dai, vivo em Oeiras há 30 anos, e pus-me a comparar por exemplo o Parque dos Poetas com o novo Jardim ai, este aqui foi desenhado por Arquitectos esse ai ninguém sabe o que e, comparei a colecção do sr Prates e a colecção do SR MANUEL BRITO em Algés não há comparações.
Aqui foi recuperado um palacete do Marques de Pombal mas este aqui recuperado por quem sabe, bem dimensionado em todos os aspectos.
Não sei se essas obras ai não teriam sido feitas por brasileiros amigos de alguém no município como o tal que já fugiu para o Brasil.
Nada me espanta quando a RTL e corrida pelo Litle Dictador porque não se vergou a sua verborreia e lá foi colocada a seita brasileira.
Pobre terra entregue a tal gente.

 
At 20 de julho de 2007 às 15:24, Anonymous Anónimo said...

Basta ver estas duas fotografias, a colocação dos aparelhos de ar condicionado não podia estar mais errada tanto no piso térrio como na "mesanine", os primeiros barracões vindo dos cadeirões para a estação, não sofreram obras, não tem janelas, não tem segurança,(qualquer dia umas obras fogem pelas janelas que não estão lá) a iluminação é uns tubos com projectores de construção civil amarrados às traves de madeira, onde está o anfiteatro deve ter fugido.
Os Jardins de água nas traseiras deixaram de funcionar no primeiro dia, porque rebentaram os tubos, a instalação eléctrica teve um incêndio antes da inauguração. O critico do Jornal Expresso, Alexandre Pomar fala em grandes deficiências e tem toda a razão.
Conterrâneos esta demorou 10 anos a ser construída e não está acabada!

 
At 20 de julho de 2007 às 16:35, Anonymous Anónimo said...

Jose Francisco ne vale a pena ter segurança porque ninguem rouba lixo.
Essa dos aparelhos e verddae, eque o arquitecto d aobra deve ser brasileiro ou entao liceciado na UNI, pq numa obra destas o ar condicionado tem d eser estudao ate para climatizacao da sobras de arte mas ai nao faz problema pq tba o lixo nao s estraga.
O jardim segue as belezas d atreta como as rodtundas o novo jardim, o palmeiral
etc.
Sapateiros armados em arquitectos ou teriam sido ajudados pelo tal brasuca que deu ao slide depois de ter gozado com o execuutivo camarario?
Sao mesmo bobos foi o Brasuca, a prof de natacao por acaso brasuca tb , e a seita e o pates, todoa a gente lhes conta ou vemde o conto do vigario, a motoravia, o belga dos avioes.
EhEhEh

 
At 20 de julho de 2007 às 17:17, Anonymous Anónimo said...

Gostaria de fazer uma sugestao aos senhores do poder local
Diz o vaidoso do mereceiro de arte que vai por a nossa cidade no mapa da cultura, sr, prates nao diga baoseiras pq ninguem vem ca ver o seu armazem agranel.
Portanto um asugestao s eo sr prates tem direito a ter o nome num edificio camarario, sr Presidente taveira de o nome do CARLO BOLEU abiblioreca, pq d efacto esse ate pos o nome da nossa cidade no maa, foi quando n ex Gulbenkian ( o senhor e ke mudou o nome s ecalhar para nao destoar o nome de um verddaeiro colecionador d eum fals0) o sr Gulbenkian agradece.
vinham grande sexposicoes e faziam-se ja transacoes para varias parte sdo pais.
Quando o sr correu com ele a mesma bibiloteca servia para lavar o ego das tias do crochet e deoutras como a Prof Ligia e os seus macrames e outras ninherias para nao falar na funcionaria que la puseram que duvido que saiba ler e escrever tal a bagunça que por la vai.
Sr Presidente a biblioteca nao srve so para ler os jpornais, que o senhor deixa ir para la.

 
At 20 de julho de 2007 às 21:56, Blogger miguel said...

isto sim, foi um desperdicio e uma má gestão de dinheiros.... onde até a própria arracha do solo ser uma obra de arte... talvez o dinheiro investido na fundação permitisse uma requalificação hurbana e paisagistica de toda a avenida da liberdade onde se insere a própria fundação, todo o antigo perimetro de feiras e mercados (o qual contem uma arquitectura algo nua).......

 
At 20 de julho de 2007 às 23:54, Blogger O Semeador ao Pó das Obras said...

O senhor arquitecto contratado e pago pela Câmara para fazer o projecto cujo o nome é: Walfredo Sangareau de La Cavaleria, fez uma grande m... de projecto que demorou 10 anos a ser construída e que não está acabada.Entretanto a Câmara Municipal de Ponte de Sôr/Município de Ponte de Sôr, já encomendou a um arquitecto da cidade de Ponte de Sôr, outro projecto, para a obra continuar/reiniciar ou fazer de novo, mais dinheiro a ser gasto, nisto cada vez mais se pode dizer que o "Rei Pinto vai nu", esta é a cena do primeiro acto da farsa "O rei vai nu", certamente inspirada no conto "The Emperor's New Clothes" (Keiserens nye Klæder, no original dinamarquês), publicado em 1837 por Hans Christian Andersen no seu livro "Contos de Fadas". Na procissão popular, o monarca seguia impante debaixo do pálio dos meios obedientes. Mas, apesar das palmas frenéticas para a beleza resplandecente da túnica do rei, houve de dizer a verdade crua: a túnica era uma ilusão de hipnose colectiva: afinal, o rei passeava-se nu e sem qualquer pudor das suas vergonhas, assim acontece na nossa cidade.

 
At 21 de julho de 2007 às 02:31, Anonymous Anónimo said...

Com este nome cheira-me a mais um brasileiro como o Geacometti que se pirou depois d eter abrasado o dinheiro na especie de aerodromo em que se esqueceu das medidas.
De facto olhando para a pocariad etrabalho aue foi feita na recuperaçao do edificio, por favor.
Esse senhor aqruitecto usa cores tao aberrantes deve pensar que e um TAVEIRA A CONTRUIR AS Ampreiras , Olais ou Chelas, ele nao sabe que aquelas cores estao fora ?
Que raio d earq. usa cores daquelas no Alentejo?, nunca estudou arquitectura e Urbanismo, aorenda com arquitectos ou sera que como o brasuca que se pirou da Ponte tb nao e arq??
De uma volta pelos edifiicos recuperados para exposicoes de arte.

 
At 21 de julho de 2007 às 13:23, Anonymous Anónimo said...

quanto as cores, durante 10 anos que aquela merda demorou a ser construida, obviamente que as tendencias da moda mudaram algumas 50 vezes. Quanto à ideia de por o arquitecto da camara a mexer naquela merda, pior vai ficar de certeza. esse arquitecto e uma nodoa

 
At 21 de julho de 2007 às 15:32, Blogger Zé da Ponte said...

Saudamos a iniciativa de criar um blogue, apesar de não haver página, pode ser com o tempo seja criada. Com esta iniciativa da Fundação António Prates ficamos pelo menos a par das iniciativas da mesma. Já agora era bom colocar no blogue o horário em que se pode visitar as instalações

 
At 21 de julho de 2007 às 16:54, Anonymous Anónimo said...

Alguém me pode informar, qual é o custo total desta obra de recuperação?

 
At 22 de julho de 2007 às 02:16, Anonymous Anónimo said...

zé da ponte:

quando é que pões aqui aquela fotocopia do jornal semanário económico, em que a câmara de ponte de sor está na lista das melhores do país em termos de contas públicas. és um gajo que tás em cima do acontecimento e estranho muito não teres posto isso aqui, é uma noticia da semana passada.

O taveira mandou espalhar isso por todos os cantos e cafes de ponte de sor, por isso é facil de encontrar.

sabemos que estás fora daqui, mas podes pedir a um destes imbecis que tá aqui todos os dias para te mandar uma foto daquilo, pá.

 
At 22 de julho de 2007 às 03:03, Anonymous Anónimo said...

O Salazar também deixou os cofres cheios de ouro e um país na miséria e de gente ignorante, como tu.
O que interessa a Camara ter muito dinheiro se não faz obras, basta olhar pela cidade e ver o desleixo que paira sobre ela.

 
At 22 de julho de 2007 às 11:11, Blogger miguel said...

ignorantes são todos vós... que nem um simples pseudónimo utilizam já quando se diregem à minha pessoa, ou fazem referencia a quem se dirigem... só por ai se vê quem é o verdadeiro ignorante.. e já agora se sou assim tão ignorante prq continuam a responder??? talvez voçês o ainda sejam mais do que eu então!!!

o engraçado dos ignorantes talvez voçê foi uma pessoa k se aproveitou deles para proveito próprio...... ñ sei... vive na obscuridão do anonimato.....

 
At 22 de julho de 2007 às 12:59, Anonymous Anónimo said...

Fui ver o blog da fundaça e reparei as criancas apesar de nos pagarmos as utopias do prates ainda ede pagar para frequentarem a treta??
Sera que o prates vai fazer serigrafias dos desenhis dos putos?
Srs isso e exploraçao trabalho infantil

 
At 22 de julho de 2007 às 12:59, Anonymous Anónimo said...

Fui ver o blog da fundaça e reparei as criancas apesar de nos pagarmos as utopias do prates ainda ede pagar para frequentarem a treta??
Sera que o prates vai fazer serigrafias dos desenhis dos putos?
Srs isso e exploraçao trabalho infantil

 
At 22 de julho de 2007 às 13:07, Anonymous Anónimo said...

Como aqui já foi comentado "O Rei Pinto vai nu", as broncas da gestão deste senhor e dos seus correlegionários são tantas, que fica na história pela pior gestão municipal do concelho. O caos urbanístico é uma podridão, todos nós conhecemos montes de obras que foram feitas em trocas de favores, o processo desta fundação nunca foi transparente, pois ainda hoje não se conhece os termos do protocolo existente entre o município e a fundação, a gestão dos espaços verde do concelho é um fiasco, a política de apoio às associações e clubes, é do tipo és da cor mamas não és da cor não mamas subsidio, a cultura e a educação é para rir todos os dias com vontade de chorar, há escolas sem aquecimento há anos, o problema do abastecimento de água de qualidade da rede pública prolonga-se por anos, os investimentos municipais de milhões de euros, só servem para alimentar a política do betão e o enriquecimento dos "patos bravos", o social resume-se à distribuição de cabazes de natal, a transparência da gestão municipal não se faz, as actas do município, não se conhecem, a politica de simplificação administrativa o "simplex" ainda cá não chegou, o município continua a ser o único sem página na internet dos 15 do distrito de Portalegre, etc, etc,

 
At 22 de julho de 2007 às 14:12, Anonymous Anónimo said...

A obra do regime do senhor dr.Taveira
Pinto, afinal é mais uma vigarice deste mentiroso compulsivo, arrogante, mal educado que se vai enchendo à nossa custa.
Dez anos de construção, milhões de euros gastos, até hoje não se sabe quanto foi gasto, o senhor dr. Taveira Pinto fala em três milhões, mas esse número não bate certo com as várias contas de gerência municipais, apresentadas por ele à Assembleia Municipal de Ponte de Sor.
Afinal o elefante cor de rosa que é a fundação António Prates, ainda não está concluída, ainda é necessário gastar mais dinheiro do orçamento em novo projecto encomendado a gabinetes fora da Câmara Municipal, em obras de construção civil e em acabamentos de tecnologia, para que a mesma seja dada como concluída, dez anos depois do seu inicio.
É esta a grande gestão do senhor dr. Taveira Pinto, à custa dos nossos impostos, na cidade do distrito com imposto sobe os imóveis mais caro, com taxas exorbitantes para tudo, assim é fácil governar de cofres cheios, explorando quem trabalha e paga os impostos e fornecendo serviços que deixam muito a desejar a quem os paga.

 
At 22 de julho de 2007 às 14:24, Anonymous Anónimo said...

a fundação antoni prates que tja tive o prazer de visitar é feia tem umas cores demodés parece um parque infantil com quadros, tem uma coleção de faz de conta com alguns sonantes, ningume consegue explicsr nada, porque quem lá estava não sabia rsponder a nada, está numa arteria de ponte de sor que é horrivel e penso que não vai acrescentar nada a p+onte d sor a não ser à vaidade do presidente da camara e do sr prtae que é um verdadeia sobrevevivnte e oportunista

 
At 22 de julho de 2007 às 20:41, Blogger Zé da Ponte said...

A Fundação António Prates já divulgou o seu horário de verão e contactos no blogue:

Horário de Verão
Terça a Sexta-feira
10h00-18h00
Sábado e Domingo
14h00-20h00
Encerrado às Segundas-feiras e Feriados

Contactos
Fundação António Prates
Av. da Liberdade, 64-F
7400-218 Ponte de Sor
Portugal
Tel.: + 351 242 291 040
Fax: + 351 242 291 046
E-mail: fundacaoprates@mail.telepac.pt
Blog:
fundacaoantonioprates.blogspot.com

 
At 22 de julho de 2007 às 21:01, Anonymous Anónimo said...

Afinal o horário lá apareceu hoje dia 22 de Julho:
"Fundação António Prates
Horário de Verão
Terça a Sexta-feira
10h00-18h00
Sábado e Domingo
14h00-20h00
Encerrado às Segundas-feiras e Feriados"

"Museu de Arte Contemporânea de Elvas:
Horário de Verão
- terça-feira das 16 às 20 horas;

- de quarta a domingo das 10 às 13 e das 16 às 20 horas;

- encerrando nas segundas-feiras todo o dia e nas terças de manhã."

 
At 22 de julho de 2007 às 21:14, Anonymous Anónimo said...

Eis uma das muitas publicidade do MACE:

Veja o com outros olhos...
Museu de Arte Contemporânea de Elvas em Julho e Agosto
Visitas Guiadas:
Quarta a sábado 11h e 18h; domingo 11h
Horário do Museu
Terça-feira 16-20
Quarta-feira a domingo 10-13h e 18-20h
encerrado à segunda-feira

As visitas guiadas realizam-se exclusivamente por marcação
Marque já a sua visita!
Visite-nos...esperamos por si!
Visitas sujeitas a confirmação
na Recepção do Museu e através do 268 637 150 ou
museu.arte.contemporanea@cm-elvas.pt
Marque já a sua visita!
Visite-nos...esperamos por si!
Rua da Cadeia s/n 7350-146 Elvas www.cm-elvas.pt/mace

 
At 24 de julho de 2007 às 21:30, Anonymous Anónimo said...

Museus
Alentejo no roteiro das artes

O Alentejo tem espaços museológicos novos em folha, inaugurados já este mês. O Museu de Arte Contemporânea de Elvas foi o primeiro a abrir – no dia 6 – e menos de uma semana depois era inaugurada a Fundação António Prates, em Ponte de Sor, com valioso acervo. Reabriu o Museu de Sines e estão na calha um projecto em Mora e outro em Elvas. Menos sorte têm os Agrícola de Montemor-o-Novo e da Fotografia, em Elvas, onde, de acordo com os proprietários, a luta pela sobrevivência das colecções é diária.

“Só não vendo porque tenho muita pena e pelos anos que demorei a construir isto tudo”, confessa ao CM Isidoro Jeremias, dono do Museu Agrícola de Montemor-o-Novo, espaço aberto ao público desde Agosto de 2001 e cuja maior parte da colecção é composta por tractores, alfaias, quadros e fotografias de época. “Tenho aqui gente que diz que o valor desta colecção noutros países seria de interesse público. Nunca vi em parte alguma tamanho número de peças relacionadas com a vida no campo desde os finais do séc. XIX até aos nossos dias”, acrescenta.

Isidoro Jeremias diz que não recebe um tostão de apoios ou subsídios, nem por parte da autarquia nem de qualquer ministério. Um diferendo antigo ainda não lhe permitiu licenciar o espaço como museu. “Gasto milhares na manutenção do espaço. Vou tendo visitas de estudo e excursões de todo o País que vão dando para o gasto”, sublinha.

Outro caso complicado é o do Museu da Fotografia de Elvas, propriedade de João Carpinteiro, antigo presidente da Câmara da cidade da raia. O ex-autarca diz que há dias em que nem uma pessoa recebe. Até à data, a média deste mês é de dois a três visitantes por dia.

“Sustento o espólio com o subsídio atribuído pela autarquia mas a situação é dramática. O que me vale são três pessoas que trabalham comigo em regime de voluntariado. Não consigo sustentar um vencimento a um empregado. Já estive prestes a fechar a porta”, queixa-se João Carpinteiro, acrescentando que está em conversações com a Câmara Municipal de Elvas e com o Ministério da Cultura a fim de rever a situação “dramática” em que o seu espaço se encontra.

“Prevejo um futuro negro”, remata o responsável que atribui culpas à diminuição do turismo, nomeadamente espanhol, na raia alentejana.

Na zona as opiniões são unânimes quando se fala na necessidade da existência de uma “lufada de ar fresco” que não faça estes dois espaços fechar as suas portas.

MINISTRA DESCONHECE CASOS EM CRISE

A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, desconhece em concreto a situação dos museus em crise no Alentejo. Durante a inauguração da Fundação António Prates, apoiada pelo Executivo tal como o Museu de Elvas, a tutelar da pasta disse não poder responder sobre estas unidades, por não conhecer a situação, mas referiu que, “além de tutelar museus, o Ministério tem uma política relativamente à museologia”. Assim, à parte das 25 unidades integralmente subsidiadas pelo Ministério da Cultura, há outras que envolvem museus públicos, das autarquias e privados. “A esses museus damos apoio através de projectos concretos”, referiu.

MECENATO É SUSTENTO DE ESPAÇOS

Muitos museus funcionam e mantém-se abertos graças ao mecenato. A condição de mecenas está prevista na lei portuguesa, dando, inclusivamente, benefícios fiscais a quem o pratique. De acordo com o Ministério da Cultura, o estatuto de mecenas é atribuído a “pessoas singulares ou colectivas que apoiem, através da concessão de donativos, entidades públicas ou privadas que exerçam acções relevantes para o desenvolvimento da cultura portuguesa”. De entre os benefícios concedidos aos benfeitores da cultura estão a redução do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (IRC) e das Pessoas Singulares (IRS).

APONTAMENTOS

MORA

A vila de Mora quer criar, através de uma fundação, um acervo de fotografia municipal e fotojornalismo na antiga estação ferroviária da localidade, em parceria com a associação cultural Estação Imagem, recentemente criada.

ELVAS

A Câmara Municipal de Elvas anunciou recentemente a intenção de criar um museu rural e etnográfico dedicado à realidade agrícola da região no início do séc. XX, quando a sociedade portuguesa era essencialmente rural.

SINES

O Museu de Sines reabriu ao público, na Capela da Misericórdia no dia 17, mas já em 2009 vai mudar de instalações para o Castelo de Sines depois de as obras de adaptação do edifício para fins museológicos.

SANTIAGO

A exposição ‘No Caminho sob as Estrelas’, até final de Outubro na Igreja Matriz de Santiago do Cacém, é uma das actuais coqueluches culturais do Alentejo com 120 obras relacionadas com a tradição dos caminhos de Santiago.

ÉVORA

O Museu de Évora tem o seu espaço original em remodelação há vários anos, estando o núcleo museológico da cidade no Convento de Santa Clara, em situação provisória, mas as obras ainda vão demorar alguns meses.

AGRÍCOLA

Agrícola. Isidoro Jeremias teve pessoas dispostas a pagar 2,5 milhões de euros pelo seu espólio.

MILHÕES

A Fundação António Prates tem a colecção de Ponte de Sor avaliada entre oito e dez milhões de euros.

FOTOS

O Museu da Fotografia de Elvas está aberto desde 2003 e já foi avaliado em um milhão de euros.

MUSEU DO RELÓGIO É CASO DE SUCESSO

Um espaço com uma situação completamente oposta é o Museu do Relógio, em Serpa. Tanto é que o museu está mesmo em crescimento e o seu responsável prepara a expansão do espaço para Évora, onde será criado o Museu Ibérico do Relógio.

“Estamos a crescer e quando encontrarmos um espaço condigno em Évora concretizaremos este sonho”, disse ao CM António Tavares d’Almeida, director e fundador do Museu do Relógio, um caso raro de sucesso.

Único na Pensínsula Ibérica e um dos cinco existentes no Mundo, o Museu do Relógio é também o único museu auto-suficiente do País. Tudo porque, quando a crise ameaçou o espaço e todas as portas “se fecharam”, o dono, António Tavares d’Almeida, encontrou a solução: “Comecei a ver que as reparações e as parcerias poderiam ser a chave para ultrapassar a crise”, explicou, considerando a sua situação um pouco “anti-sistema” pelo facto de não pensar em subsídios.

Neste momento uma equipa de seis pessoas em permanência trabalha no local onde são reparados, em média, 500 relógios por ano. No espaço está também em regime permanente uma colecção de 1700 peças, todas mecânicas, oriundas de todo o Mundo e datadas desde o século XVII até aos nossos dias.

A história do Museu do Relógio começou quando, há mais de 30 anos, António Tavares d’Almeida herdou uma série de relógios avariados.

Além de relógios, a vertente museológica põe à disposição dos visitantes 500 livros temáticos, produção própria – é possível mandar fazer um relógio – e, até, um clube de amigos. Desde a abertura já recebeu para cima de 300 mil visitas.

FUNDAÇÃO DE GALERISTA EM ANTIGA FÁBRICA

A antiga Fábrica de Descasque de Arroz de Ponte de Sor foi transformada para albergar a Fundação António Prates, galerista e coleccionador ligado à arte há mais de 20 anos. É intenção do detentor deste acervo, avaliado entre oito e dez milhões de euros, colocar a cidade do Norte Alentejano no mapa da arte contemporânea.

Correio da Manhã
Páginas Centrais
24/Jul/2007

 
At 25 de julho de 2007 às 15:03, Anonymous Anónimo said...

Ontem, o Ministério da Cultura assinou mais um protocolo com privados.
O BES vai gerir um fundo de 83 milhões de euros para projectos audiovisuais. O objectivo é apoiar empresas desta área que possam projectar a imagem de Portugal, tornar-se sustentáveis, criar emprego...
No fundo, tudo questões económicas. Porque sabe que quando se fala em economia, finanças e lucro os agentes culturais se arrepiam, o secretário de Estado da Cultura veio logo dizer que nem todos os filmes ou produções apoiadas precisam de ter salas cheias. Podem receber apoios simplesmente pela qualidade ou importância.
No entanto, o princípio está lançado. Ter um banco a orientar o dinheiro que vem dos cofres do Estado é uma garantia de boa gestão. E é no mínimo curioso que tenha sido um Governo socialista - tradicionalmente os mais generosos no assistencialismo à cultura - a iniciar este caminho.
Este é também mais um prenúncio de uma mudança de que há muito a cultura necessita: a entrada dos privados nesta área. Numa altura de cortes orçamentais, em que o pão é sempre mais prioritário do que o circo, é importante que os privados assumam esta responsabilidade.
Editorial DN

Coloquei aqui toda a parte do Editorial do DN de ontem, porque foi o único local onde encontrei a noticia. Li aqui que o Ministério da Cultura tinha dado a escolha dos artistas do circo da. Digo isto porque quando alguém compara a cultura a um circo faz-me pensar que ele poderá ser o palhaço da companhia. Mas isso não importa, porque custa-me entender que seja um Banco privado a gerir o dinheiro do estado. Sempre ouvi dizer que o objectivo do trabalho dos privados é produzir lucro e quando se trata da Banca de produzir muito lucro. Como disse custa-me a entender que seja um banco privado a gerir a cultura neste país. Será que ainda vamos acabar por ver o Ministério da Cultura transferido para a Sede do BES, o das Finanças para a do BCP, dos Negócios Estrangeiros para o BPI, da Economia para o Santander, para acabar com o a Associação Nacional de Bancos a mudar-se para S. Bento. Afinal é o PIB desta gente que sustenta o liberalismo em que vivemos para os enriquecer. Com isto também a cultura passa a ser só um negócio, é dado mais um passo no controlo daquilo a que temos o direito de ter acesso. Também a cultura terá de passar pelo crivo dos senhores deste mundo novo que querem instituir.

 
At 3 de abril de 2008 às 13:29, Anonymous Anónimo said...

O sr Prates é o maior vigarista das artes plasticas,vão ter noticias minhas muito em breve pois este sr tem que ser desmascarado.

 

Enviar um comentário

<< Home