domingo, 15 de abril de 2012

TRIUNFO DOS PORCOS

Meteram um desgraçado, desempregado, com curso superior, e sem abrigo, numa pocilga.

Porque assim, teria abrigo e alimento, melhor do que num vão de escada, melhor do que nada.



Para espanto dos porcos, o sem-abrigo (por mais que tentasse), não conseguia suportar o cheiro, os grunhidos, os prazeres, as piadas, a ética, os valores, os ideais, o carácter, e a personalidade, dos porcos.
E o sem-abrigo definhava a olhos vistos.

Os porcos começaram a olhá-lo de lado, com desconfiança.


Quem era aquele sem-abrigo, mal-agradecido e mal-educado, que punha em causa o bom gosto e os valores da porcaria?

Reuniu-se a porca corporação em porca assembleia.


Porcos chefes,
porcos secretários,
porcos assessores,
porcos lambe-botas,
porcos accionistas,
toda a porcaria
presidida pelo porco presidente.


Depois de muito vinho e muito arroto, decidiram democraticamente, e por unanimidade:

- tendo em conta o irrepreensível estilo de vida dos porcos,
- tendo em vista a saúde do sem-abrigo,
- e nos termos da porca lei:
que o sem-abrigo iria de volta para o olho da rua, sem abrigo, por motivo de inadaptação.


Moral da história 1
- A pocilga é o paraíso, a utopia.

Moral da história 2
- Quem não se adapta à pocilga não é boa rês.

Moral da história 3
- O regime laboral do PS/PSD/CDS é o regime dos porcos.

M.

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9 Comments:

At 15 de abril de 2012 às 18:52, Anonymous Anónimo said...

Os porcos conseguem ter mais dignidade que os porcos dos dePUTAdos da Assembleia da República.

 
At 16 de abril de 2012 às 13:19, Anonymous Anónimo said...

A Segurança Social pode evoluir para um sistema misto público/privado, disse neste sábado o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares.
«É importante podermos introduzir mudanças que garantam uma base pública do sistema de Segurança Social, que a base essencial seja pública, mas que ao mesmo tempo seja dada liberdade de escolha, nomeadamente às novas gerações». Liberdade de poder descontar-se para o sistema público ou para outros sistemas como mutualistas ou privados, explicou. E isso, para Pedro Mota Soares, significa «introduzir limites nas contribuições mas, acima de tudo, introduzir limites nas pensões que são pagas pelo Estado».
Este governo continua a por em prática a sua agenda neo-liberal de destruição da Escola Pública, do Serviço Nacional de Saúde e agora da Segurança social.
Há muito que os grandes grupos económicos se babam pelos dinheiros da Segurança Social e há muito que a desculpa da insustentabilidade do sistema é utilizado para promover a sua destruição.
Em todos os governos este assunto é levantado, aumenta-se a idade da reforma, diminuem-se as prestações sociais e todos garantem que dessa forma a sustentabilidade está garantida para as próximas décadas, até chegar o governo seguinte e tudo voltar ao principio.
Agora é a solução é criar um limite máximo para as pensões pagas pelo estado para reduzir a despesas. como se isso não faça reduzir também as contribuições e com isso as receitas dessa mesma Segurança Social.
Esse dinheiro passa a ir para os Privados que podem garantir o pagamento daquilo que o estado não pode.
Ninguém questiona que os mesmos descontos no Estado não cheguem para pagar as pensões mas nas mãos dos privados dêem enormes lucros. É que, mesmo nas mãos do Estado a Segurança Social acaba sempre com lucros o que para o neo-liberalismo é um horror. Milhares de milhões que podiam colocar nos seus bolsos a serem utilizados para o bem comum.

 
At 16 de abril de 2012 às 15:48, Anonymous Anónimo said...

É obvio que os politicos neofacistas constatando que o Estado, num futuro próximo, não lhe consegue assegurar as pensões de reforma/aposentação ao nivel das actuais, estão já a pensar numa solução para ultrapassar este obstáculo que passa por, quando sairem do governo, vão direitinho a uma empresa que ajudaram a criar, onde lhes espera um bom plano de pensões, com beneficios fiscais altamente escandalosos para essa mesma empresa que, para não fugir à regra, há-de ter como administratores todos os os politicos neofascista que passaram pelo governo.

Não esperem melhor dos ditadores do proletariado que enriqueceram imediatamente após o 25 de abril. No concelho à bons exemplos disto.

O repórter das pernanchas

 
At 18 de abril de 2012 às 08:47, Anonymous Anónimo said...

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At 18 de abril de 2012 às 13:13, Anonymous Anónimo said...

Não posso comprar mas sugeria que levassem para lá os Nés. Pensando bem, se calhar prejudicava-lhes o negócio e como as casas para eles cresce a bom ritmo, não prejudiquemos tão ilustres trabalhadores e bons contribuintes para a sustentabilidade nacional...

 
At 18 de abril de 2012 às 18:28, Anonymous Jorge said...

Além dos "Nés" devem levar as famílias "Taveira Pinto & apaniguados".
Eram uns bons vezinhos para uns e outros...

 
At 18 de abril de 2012 às 21:27, Anonymous Anónimo said...

sim no pós 25 de abril quem enriqueceu foram os alvegas que trataram de arranjar forja legal para passar terras para seu nome. os santana maia, os Gois os matos silva... enfim foi com um advogado matreiro tudo se conseguia... até o pai do marco dos seguros fez das suas... tudo valeu. e pergunto de que partido são??? PS, PSD...

 
At 19 de abril de 2012 às 11:30, Anonymous Anónimo said...

É conhecida a anedota da singular noção de causalidade daquele investigador que cortou as patas a uma rã e lhe disse: "Salta!"; e que, como a rã não saltasse, concluiu que, quando se cortam as patas às rãs, elas deixam de ouvir.

Ocorreu-me essa história ao saber do estudo que sustenta mais uma nova redução das indemnizações por despedimento que o ministro Álvaro (quem haveria de ser?) anunciou que levará à Concertação Social, estudo que conclui que... nos países desenvolvidos indemnizar trabalhadores despedidos não é obrigatório. Assim, acabam-se com as indemnizações por despedimento e, zás!, passamos a "país desenvolvido". E poder-se-ia ainda aumentar também os salários para os níveis praticados nos países desenvolvidos e então é que ficaríamos tão desenvolvidos, ou mais, que os países desenvolvidos. A ideia, no entanto, não ocorreu ao ministro Álvaro, como não lhe ocorreu a ideia de se demitir, pois nos países desenvolvidos ninguém salta da blogosfera para ministro...

A mesma provinciana lógica causal foi recentemente invocada pelo secretário de Estado da Saúde para justificar uma nova cruzada antitabagista: nos países desenvolvidos - mais um esforço, portugueses, se quereis ser nova-iorquinos! - é proibido fumar na rua, no automóvel, na própria casa de cada um.

E, já agora, por que não restaurar também a pena de morte, seguindo esse exemplo extremo de país desenvolvido que são os Estados Unidos?

MAP

 
At 20 de abril de 2012 às 01:43, Anonymous Anónimo said...

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