quinta-feira, 28 de julho de 2005


Rui Pimentel/Visão

2 Comments:

At 28 de julho de 2005 às 09:50, Anonymous JUM said...

A TEIMOSIA PROVOCA O "OTISMO"






Que Sócrates é um teimoso e tem mau feitio já toda a gente sabe, o que não se sabia era que iria relacionar-se com os portugueses impondo essas más características pessoais, é o que está fazendo nos projectos da OTA e do; Sócrates parece não entender que quem não explica tais investimento arrogando-se a decidir porque a sua convicção íntima basta, está a fazer o mesmo que faria qualquer "déspota esclarecido". O otismo de que Sócrates parece sofrer está a impedi-lo de perceber que se arrisca a entrar numa queda irreversível que o conduzirá à derrota e ao esquecimento político. E o pior é que no seu partido estão a esquecer que há mais PS para além de Sócrates.

 
At 28 de julho de 2005 às 09:51, Anonymous Eduardo Moura said...

Ota sim, porque sim!

Fernando Pinto, António Vitorino, Campos e Cunha e mais umas largas dezenas de pessoas conscienciosas duvidam seriamente da oportunidade da Ota e do TGV. Em resposta a estas dúvidas, o ministro Manuel Pinho veio defender a bondade dos projectos com veemência mas sem argumentos.
Pois não basta dizer que estes projectos não vão contra o rigor das contas públicas e que são «absolutamente compatíveis» com estas. Não basta dramatizar uma inferioridade de Portugal face a Espanha e afirmar «Não vamos ficar ao lado de um país que dentro de anos vai ficar com dez mil quilómetros de comboio de alta velocidade e nós aqui a discutir umas poucas centenas de quilómetros. Não queremos condenar o nosso país a um papel periférico e isolado no Ocidente da Europa».

O debate sobre a Ota e o TGV não se resolve com argumentos de fé, como os expressados por Manuel Pinho, mas com argumentos de facto. Portugal está farto de fernandos primeiros e afonsos quintos que puxam da autoridade para fazer vencer os seus desejos e arrastar o país para duvidosas campanhas, quase sempre temerárias e ruinosas.

Os projectos da Ota e do TGV ou são projectos nacionais ou são projectos de um Governo necessariamente passageiro. Ou são projectos participados pelos vários níveis da sociedade civil ou são projectos autoritários. Ou são projectos economicamente fundamentados e financeiramente apoiados ou são lastro para as contas públicas.

Por isso, ou Manuel Pinho responde às perguntas ou então não pode haver Ota e TGV.

Porque o que todos os portugueses, e não só os especialistas, querem saber são respostas simples a perguntas simples. Quem vai ficar com os 1,25 mil milhões de euros dos terrenos da Portela? Quais as implicações de ter um aeroporto a 40 Km da capital, quanto custa o transporte para casa, quanto tempo demora, como é afectado o tráfego Lisboa-Porto e Lisboa-Faro?

Porque é que não pode haver dois aeroportos? Quanto vai custar a cada contribuinte e ao longo de quanto tempo o aeroporto da Ota?

E perguntas do mesmo género devem ser respondidas sobre o TGV

 

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