terça-feira, 20 de setembro de 2005

AUTÁRQUICAS 2005


Nas próximas duas/três semanas o ritmo das acções de rua e nos media a fim de conquistar a vontade das multidões, irá intensificar-se.
É assim que irão emergir das ruínas muitas propostas, algumas estranhas, outras veiculadas por candidatos que não se sabe se vão para a autarquia a que se candidatam ou se vão direitinhos para a cadeia.
Perdendo imediatamente o mandato depois de terem conquistado o poder nas urnas.
Isto revela bem a qualidade da Justiça que temos, e a dos magistrados também - sentados à manjedoura do orçamento de Estado pedindo sempre mais férias.
Mas há excepções a esta improdutividade, naturalmente.

Viveremos, pois, nos próximos dias essa agitação das almas em busca do controle das vontades.
É a luta pela conquista das multidões, que hoje são preponderantes na definição das maiorias sociológicas necessárias para capturar o poder.
Isto é tanto mais verdade quanto mais fraca é a influência das leis e das instituições, designadamente as judiciais, que parecem peças de decoração para enfeitar móveis antigos, em casas devolutas.
Tudo isto perde perante a natureza impulsiva das multidões, pelo fenómeno do homem-massa, alienado, massificado, que deixa de conseguir discernir e de separar o trigo do jóio.

Há como que uma lei mental que encaminha as massas num sentido ou noutro, mas que em qualquer caso faz desaparecer a personalidade individual de cada pessoa, que agora está ali, na praça pública, na rua, no sofá diante do televisor, tentando reencontrar-se consigo próprio.

Tudo para evidenciar um ponto que estará em destaque nos media nos próximos dias, e de que aqui nos ocuparemos amiúde, ou sempre que se justifique no terreno analítico.
É essa incursão pelo domínio da política, ou seja, pelo interior do comportamento humano que tentaremos acompanhar, perscrutando a influência de certas emoções, muita demagogia e populismo, lógicas discursivas corruptoras, enfim, é tudo isso que faz e desfaz a chamada psicologia das multidões a que nos referiremos.

Bem sabemos como meia dúzia de homens podem constituir uma dessas multidões psicológicas que votam num certo sentido, ao passo que um milhar de pessoas noutro canto - pode não se entender sobre nada. E o inverso também é verdade, consoante as ideias, as lideranças, os discursos mais inflamados que iluminados, e a acção de um conjunto de factores objectivos e subjectivos que, de um momento para o outro, pode ficar descontrolado.
É daqui de decorre a extrema incerteza dos resultados eleitorais, como os jogos de azar. Dado que as multidões que votam não são homogéneas, são antes compostas por desejos, vontades, objectivos diferentes, senão mesmo antagónicos, que faz com que o conflito na arena política seja tão natural como a fome e a sede.

Será, em suma, essa fome e essa sede que iremos espelhar aqui nestes próximos dias.
Revelando as várias dimensões do campo de análise e revelando também aqui as nossas opções e tendências, sem as querer impôr a ninguém, obviamente.

Mas na análise, na ciência, na literatura, na arte, na cultura lato sensu, onde quer que seja em que a visão do homem interfira para captar ou mudar a realidade, os valores, as normas e as análises nunca são completamente neutrais ou a-valorativas.
É técnica e humanamente impossível garantir essa proclamada neutralidade, como explicou o grande sociólogo da modernidade, Max Weber.


Portanto, aqui preparamos os nossos leitores para o se segue. E o que virá remete para a compreensão da tal lei psicológica da unidade mental das multidões, que votam e geram maiorias de poder no contexto das eleições autárquicas que estão na calha. Afinal, antecâmara dos resultados nas próximas legislativas.


Por exemplo, em Ponte de Sor essa contenda será difícil pelas razões consabidas.

Mas se esse jogo pode ser problemático no domínio dos resultados, é claro que no domínio dos valores e dos princípios (transparência, seriedade, confiança, coerência, competência) a opção é cristalina.

Isidro Rosa - CDU, ou Joaquim Lizardo - PPD/PSD, representam aquela escala de valores que urge recuperar, reforçar e pôr em prática no dia 9 de Outubro.

Será essa alma colectiva que tentaremos aqui registar, tendo como ponto de partida as dinâmicas sociopolíticas das eleições autárquicas de 2005

24 Comments:

At 20 de setembro de 2005 às 15:16, Anonymous Anónimo said...

O PODER

Eu queria ter poder
Não só pr'a um amarelo
Ferrari, mas p'ra fazer
estas leis: pão com farelo;

Repovoar as aldeias;
As cartas de condução
Só para quem merecer;
Poder só para o são!

joaquim

 
At 20 de setembro de 2005 às 15:55, Anonymous Fernando Sobral said...

As autárquicas estão aí, logo após as primeiras três rotundas, e todos prometem o paraíso.
A maioria dos candidatos promete assaltar o céu e entregá-lo em forma de estacionamentos, lares para idosos, infantários e espaços verdes aos cidadãos se eles, bondosamente, votarem neles.
Muitos, já calejados, prometeram tantas vezes as mesmas coisas que compraram uma fotocopiadora industrial.
Cada vez com mais qualidade gráfica.
Neste tempo de pós-modernismo eleitoral já houve mesmo quem prometesse vídeo-vigilância nas zonas perigosas.
As frases já devem estar escolhidas, quando for lançado oficialmente o projecto: «Kant vela por si», «Faça Zapping pós-moderno» ou mesmo «A vídeo-vigilância é melhor que a PlayStation».

Muitos candidatos surgem entediados, como se tivessem de ter de se sujeitar a votações ou mesmo de ir a debates televisivos. Não entendem porque é que tendo sido iluminados pelo sol da cultura, ou mesmo do populismo, não ganham logo a lotaria da eleição.
A maioria dos candidatos autárquicos apresenta frases ocas e iogurtes fora de prazo como bandeiras de renovação.
Nisso ficam bem como medalhas nos casacos dos seus chefes nacionais. E é assim, de ideias ocas em ocas ideias que se alarga o buraco negro de Portugal.

 
At 20 de setembro de 2005 às 15:58, Anonymous Pedro Manuel said...

Eu sei que serve bem como muleta para a escrita e o raciocínio, e eu próprio já usei a palavra várias vezes. Mas eu teria cuidado com a ideia de que "o eleitorado alemão" "recusou", "rejeitou", "condenou", "aprovou", "escolheu", "receou", "desejou","sentiu", "desconfiou de" e"enviou uma mensagem a ". E nem pareceria necessário dizer porquê: o "eleitorado", como é óbvio, não existe.

Existem eleitores. E "recusam", "rejeitam", "condenam", "aprovam", "escolhem", "receiam", "desejam" e "sentem" coisas diferentes uns dos outros. Como a Sociologia não é uma batata, é natural que se formem grupos - umas vezes unidos por laços interpessoais e outras não - que sentem coisas semelhantes, por razões por vezes previsíveis. Mas um voto é só uma maneira de traduzir todos esses sentimentos, atitudes e preferências numa escolha altamente simplificada entre opções mutuamente exclusivas ou, pelo menos, ordenáveis. E uma distribuição de deputados obtida na base de uma qualquer regra de conversão de votos em mandatos é só uma maneira - entre muitas, todas insatisfatórias - de traduzir esses votos e todas as motivações que lhes subjazem num resultado agregado.
Nem mais, nem menos.

 
At 20 de setembro de 2005 às 20:01, Blogger JoaquimMarquesMachoqueira said...

O PODER

Eu queria ter poder
Não só p'ra um amarelo
Ferrari, mas p'ra fazer
estas leis: pão com farelo;

Aldeias repovoar;
A carta de condução
Só se mui bem aprovar;
O poder só para o são.

 
At 20 de setembro de 2005 às 22:17, Anonymous A VOZ said...

Comissões de protecção de menores paradas
PortugalDiário
03-03-2005 23:50
Cláudia Rosenbusch

EXCLUSIVO: A maior de Lisboa não trata dos processos recebidos depois de Outubro do ano passado. Outra «cessou funções» à espera de meios. Tragédia «Catarina» agitou o debate. Mas «nada mudou»

A maior comissão de protecção de menores (CPM) de Lisboa não está a tratar dos processos recebidos depois de Outubro do ano passado. Mais de uma centena de casos envolvendo menores em perigo estão sem acompanhamento porque os meios humanos não chegam.

Tratando-se de «casos muitos graves», e aqui cabem quase exclusivamente os abusos sexuais, a comissão limita-se a «tomar diligências sumárias», não tendo possibilidade de fazer o respectivo acompanhamento, referiu ao PortugalDiário a presidente da CPM Lisboa-Centro, Carla Amaral.

«Recebemos os processos, mas não os distribuímos», adianta a mesma responsável, acrescentando que os escassos meios existentes são canalizados para os mais de 500 processos anteriores a Outubro de 2004.

Na carta que enviou à Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Perigo (CNPCJP), e a que o PortugalDiário teve acesso, a presidente da CPM Lisboa-Centro não esconde a indignação: «Tendo em conta que as funções que desempenhamos são da maior importância e gravidade, que podem e devem alterar situações que envolvem crianças em perigo, a base da nossa sociedade, não achamos admissível a inexistência de meios humanos suficientes para trabalhar esses casos».

Mais adiante, acrescenta: «enquanto profissionais competentes não podemos, em consciência, deixar de sublinhar esta situação, bem como de assumir a insuficiência de meios, nomeadamente humanos, que nos impedem de intervir nos casos sinalizados e ainda não distribuídos».

A Comissão Nacional «nunca solucionou o problema e nem sequer falou connosco», queixa-se Carla Amaral.

A maior entre as quatro comissões instaladas em Lisboa, abrange 14 freguesias, de Alvalade à Sé, passando pela Graça e Anjos, estando a sede no Intendente, uma zona especialmente problemática.

Sete técnicos acompanham mais de 500 processos, sendo que «apenas dois estão em exclusividade. Outro está a 70% e quatro a 20%, isto é, apenas se deslocam à comissão um dia por semana». Do absentismo escolar aos casos mais graves de agressões e abusos sexuais, quase tudo passa pelas comissões.

Sem «pelo menos, mais cinco técnicos em exclusividade» a comissão não pode retomar o normal funcionamento e, se por enquanto ainda não pensam em encerrar as portas, «se essa for a única solução. . . ».

Depois da morte da Catarina «nada mudou» nas comissões

Perante a falta de recursos, a CPM de Ponte de Sor tomou uma posição drástica: em carta enviada à Comissão Nacional anunciou a «cessação provisória» das funções, desde o passado dia 25 de Janeiro. Contactada pelo PortugalDiário a presidente, Ana Maria Ribeiro, confirmou a cessação de funções, mas remeteu explicações para a Comissão Nacional.

Ciente dos problemas que as comissões enfrentam, a presidente da CNPCJP, Dulce Rocha, entende que «não há perspectiva» de os serviços, incluindo os ministérios, disponibilizarem mais meios humanos. «Devemos caminhar para outras soluções», nomeadamente a dinamização da sociedade civil, incluindo «associações de pais, desportivas e privadas», diz.

Além de não conseguirem apreciar novos casos, estas comissões «não conseguem fazer o acompanhamento dos processos mais antigos», refere o procurador Maia Neto, membro da CNPCJP, para quem a solução deverá passar, por exemplo, pelo preenchimento dos lugares vagos com professores. «Muitos têm horário zero, que sejam então integrados nas comissões», sugere.

Já lá vai mais de um ano desde que a CPM de Gaia entregou a pequena «Catarina» ao pai e madrasta que poucos dias depois a espancaram até à morte. Desde esse dia muito se debateu sobre o papel das comissões e as suas carências. Mas a presidente da CPM de Lisboa não tem ilusões:

«Nada mudou».

 
At 20 de setembro de 2005 às 22:31, Anonymous A VOZ said...

http://www.hadra.net/music/photos/synergia/mainpage.php

Vejam este site. A vergonha de Ponte de Sor! O Presidente da Câmara não quer desenvolver Montargil para existirem estas festas de drogados conhecidas internacionalmente. Montargil-Foros do Mocho são a capital dos ácidos. CONFIRMEM!

 
At 20 de setembro de 2005 às 22:32, Anonymous Anónimo said...

O artigo do Santana Maia no Primeira Linha desta semana é o máximo:
«A COLHEITA DO PRESIDENTE DA CÂMARA».
Leiam-no no blogue da JSD: http://www.jsdpontedesor.blogspot.com/
A PONTODOSOR devia publicar aqui o artigo. Assenta como uma luva no PINTO.

 
At 20 de setembro de 2005 às 22:45, Anonymous A VOZ said...

http://www.quest4goa.com/modules.php?op=modload&name=Sections&file=index&req=viewarticle&artid=77&page=1

http://www.quest4goa.com/modules.php?op=modload&name=Sections&file=index&req=viewarticle&artid=75&page=1


Isto são provas mais que suficientes!!!

 
At 20 de setembro de 2005 às 23:37, Anonymous Anónimo said...

Ó Zé da Ponte publica aqui no teu blogue o artigo do Santana Maia que está o máximo. O gajo de vez em quando até diz umas coisas acertadas.

 
At 20 de setembro de 2005 às 23:42, Anonymous Anónimo said...

O Santana Maia quando começa a acertar na muge é que não se candidata... Ó Zé o que estás à espera para publicar aqui o artigo do Santana Maia? Vai buscá-lo ao blogue da JSD. Despacha-te!

 
At 21 de setembro de 2005 às 01:14, Anonymous Anónimo said...

A COLHEITA DO PRESIDENTE DA CÂMARA
O Partido Socialista anda agora a tentar convencer-nos de que as eleições autárquicas não devem ter uma leitura nacional, uma vez que são eleições diferentes das legislativas.

(O Partido Socialista, para quem já esteja esquecido, é o partido daquele primeiro-ministro que, há quatro anos, deu à sola quando o PS perdeu as últimas eleições autárquicas.)
É óbvio que as próximas eleições autárquicas vão continuar a ter, como sempre tiveram, uma leitura nacional, como, aliás, tem acontecido em todas as eleições (legislativas, autárquicas e europeias) e até nos referendos. Sem esquecer que estas eleições vão ser as únicas eleições nos próximos 4 anos (não vai haver outras, à excepção das presidenciais) em que os portugueses se poderão manifestar sobre a falta de legitimidade de um Governo que venceu as eleições com base numa mentira: «se ganhar as eleições comprometo-me a não aumentar os impostos, porque isso seria um erro». (Lembram-se de quem repetia, nas últimas legislativas, esta frase todos os dias e a toda a hora?)

Ora, a mentira tem um preço que deve ser pago já nestas eleições, sob pena de os mentirosos se julgarem impunes.
Além disso, é bom que os presidentes de Câmara não permaneçam muito tempo nos seus cargos. Os presidentes de Câmara são como os frutos: se ficarem muito tempo na árvore acabam por apodrecer. Por isso, é higiénico substituí-los, antes que apodreçam. Ou seja, antes que se julguem os donos do concelho, que comecem a confundir-se com a própria Câmara e que usem o dinheiro dos contribuintes como se fosse seu.

Como dizia Lord Acton, «todo o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente». Por isso, se gostamos muito do nosso presidente da Câmara devemos evitar que seja reeleito mais do que duas vezes para que não se estrague. As reeleições sucessivas dos presidentes da Câmara têm levado a que indivíduos adoráveis, humildes e trabalhadores se transformem, com o passar dos anos, em autênticos déspotas que usam o seu poder de uma forma absolutamente sanguinária e arbitrária, perseguindo todos aqueles que têm a ousadia de discordar ou de criticá-los.

E fiquem descansados que, se o presidente da Câmara perder as eleições, o mundo não vai acabar. Obras? Todos fazem. Empregos? Todos dão. Desde que haja dinheiro, bem entendido. Sem dinheiro é que é difícil fazer obras e dar emprego. E com a chegada dos fundos comunitários, dinheiro foi coisa que nunca faltou. Pena que nem sempre seja bem gasto. Mas isso também já era pedir muito.
No entanto, nem só de obra feita vive o homem. Mais importante do que as obras é cada um de nós sentir, em cada momento, que é um homem livre. Livre para pensar, livre para criticar e livre para fazer.

E a única forma de se viver em Liberdade na nossa terra é nunca permitirmos que alguém se sinta senhor do nosso voto ou dono do nosso concelho. E, para isso, só há um antídoto seguro: nunca deixar que um presidente apodreça na árvore.

Santana-Maia Leonardo, in Primeira Linha

 
At 21 de setembro de 2005 às 09:46, Anonymous Francisco Serra said...

Tantas perguntas
Acham que vale a pena o risco da CDU na câmara?
O que fez a CDU em Avis? E em tantos outros lados, Evora, Beja, Nisa, Monforte?
Qual foi a obra do Sr Zé Amante, espantar a CABLESA para Castelo Branco.
E o resto deixou alguma coisa que se visse, o edificio da Camara?
Qual foi a batalha do Isidro nos Foros, verão que terá uma surpresa desagradavel na sua terra.
Qual foi resultado do Zé Felisberto nos Foros, para alem do esquema dos empregos temporários para todos?
Qual foi o resultado do Amável em Montargil? - rigorosamente nada
O do Vale de Açor, como fornecedor da câmara, nem podia concorrer, alias como tantos daquela lista do PS, mas isso será com os tribunais.
Quando é que sabemos a verdadeira opinião do Isidro, e não a dos Amante, pai e filho, sim porque a entrevista à PONTE, foi previamente enviada por escrito. E a entrevista ao Publico, que ainda irá sair, também foi ao Sr Ze Amante. Esclarecedor, não é?
Toda a gente da CDU sabe que o Isidro irá desistir, para dar o lugar ao J P Amante.
Apesar de tudo a democracia ainda é, dos piores, o menos mau dos regimes. Eu que ajudei o Pinto a ser Presidente, também agora o ajudarei a não ser. O único que se aproveitava da equipa, o Prof. Margalho foi o que tiraram. PS nunca mais.
A CDU já mudou de cores, eliminou o vermelho, repararam? Mas recordem-se das expulsões recentes dos militantes que queriam reformas à ortodoxia marxista da CDU.

 
At 21 de setembro de 2005 às 09:48, Anonymous Anónimo said...

Ontem ouvi dizer que os candidatos do PSD às eleições autárquicas em Ponte de Sor tiveram uma reunião com o Sr. Presidente da Câmara, Taveira Pinto, para chegarem a um entendimento "tipo bloco central" para conseguirem ganhar à CDU. Pergunto: Será que o Lizardo se vai deixar "Comprar" a troco de uma qualquer promessa do Sr. Presidente?
Caro amigo, se for verdade, estás politicamente acabado e como homem não irás ficar nada bem visto.
O Dr. António Gomes nas eleições anteriores candidatou-se pela CDU e depois "vendeu-se ao pinto" e agora onde está?
As promessas do Taveira Pinto não passam disso mesmo "promessas". Cuidado Lizardo.....

 
At 21 de setembro de 2005 às 11:59, Anonymous Anónimo said...

O António passados estes anos todos ainda está mas é mamado do Pinto lhe ter ganho as eleições... E depois não ia para Viseu... Ou agora foi para Abrantes...

 
At 21 de setembro de 2005 às 12:43, Anonymous Anónimo said...

Exmo Sr.Francisco Serra

Far-lhe-ía bem ler a Alegoria da Caverna, de Platão. Eu conto-lha resumidamente: com esse relato, Platão quer demonstrar a aprendizagem de raciocínio e percepção próprias, ao invés do acto de pensar apenas sobre o que querem que pensemos.
Os homens que não queriam sair da caverna, são os que não estão dispostos a pensar, porque já estão acomodados à sua vida medíocre, sem pensamento crítico sobre o que os outros nos mostram, dizem ou fazem, acreditando que essa é a verdade.
Platão convida-nos a sair da caverna para ver a realidade e deixarmos de ser submissos, por isso, aí, só dependerá de cada um conseguir acordar para essa nova realidade e aprender a pensar.

Falar sobre o que a CDU faz ou fez nos municípios que refere, seríam muitos megabites de texto, por isso vou poupa-lo, desafiando-o a descobrir por sí mesmo.

Os modelos de entrevistas por escrito são formas de trabalho adoptadas tambem pelos grandes jornais nacionais. Conhecendo de longe o Jornal A Ponte, com um reduzido quadro de pessoal capaz de responder às necessidades jornalísticas do momento, não vejo qualquer problema no método de trabalho que refere quer ao nível de seriedade, quer em termos de ética profissional. Outros jornais do nosso burgo nem a esse trabalho se deram...
Posso referir ainda, para o ajudar a pensar melhor que a entrevista de que fala, é feita ao candidato Isidro Rosa, sendo por isso da sua responsabilidade o conteúdo das respostas. Naturalmente e caso não tenha pensado com isenção, como n.º2 da lista à CM, fiz uma leitura interessada do seu conteúdo. De facto, sendo por vezes difícil de articular disponibilidades, há uma forma de trabalho exemplar dentro do meu partido e da CDU e que faz confusão a muito boa gente: o trabalho de equipa.

"E a entrevista ao Publico, que ainda irá sair, também foi ao Sr Ze Amante. Esclarecedor, não é?"
Esclareça-se o sr. Anda muito equivocado...

Como membro da CC do PCP, da coordenadora da CDU de Ponte de Sor e da Organização Regional de Portalegre, posso garantir-lhe que nunca foi abordada qualquer desistencia. Além disso, conhecendo tambem o Isidro, ambos sabemos que levará o mandato até ao fim. Mas se pensar mais um pouco, depreenderá que saíndo o 1º da lista, entrará o 2º,saindo o 2º, entrará o 3º e por aí fora... por isso é que as listas que concorrem a orgãos de poder ou de associações e colectividades prevêem candidatos suplentes.

Talvez já esteja cansado de tanto pensar, mas faça mais um esforço: a CDU utilizou sempre o azul ou o verde como cores-base.

"Ortodoxia marxista"? da CDU? - que grande contrariedade filosófica! Leia a Alegoria da Caverna, não se esqueça! E, já agora a resolução do último congresso do PCP...

João Pedro Amante

 
At 21 de setembro de 2005 às 12:50, Anonymous Anónimo said...

Isto está a aquecer, tá!

Mas o que é esperam do Lizardo e do PSD? Foi o Pinto que o empregou nas Águas do Norte Alentejano...
Desconfio que seja mais um lacaio!
Na entrevista que ele deu ao jornal da Ponte já se notava um bocado essa colagem.

"Caro amigo, se for verdade, estás politicamente acabado e como homem não irás ficar nada bem visto."

 
At 21 de setembro de 2005 às 14:55, Anonymous Anónimo said...

O PRESIDENTE

Eu só queria um presidente
Que desenvolvesse o concelho
Todo, que unisse o utente
P'ra connosco cuidar do "fedelho".

Mas, quem há-de ser o presidente?
A qual vamos a bolsa dar?
Qual não é Judas reincidente?
Qual irá com todos nós marcar?

 
At 21 de setembro de 2005 às 15:26, Anonymous Anónimo said...

O PS e o José Sócrates não estiveram já no Governo e não voltaram para lá. Por que razão a CDU não pode também voltar à presideência da Câmara? Até porque os comunistas mais fanáticos e mais perigosos já estão todos no Partido Socialista. Por isso, é que a obra socialista não é mais do que a continuação dos projectos do José Amante. Regressar ao passado é votar no PS. Quem quiser mudar vota na CDU, no PSD ou no PP.

 
At 21 de setembro de 2005 às 15:36, Anonymous Anónimo said...

É pena que o Dr Santana Maia se tenha afastado da vida política de Ponte de Sor porque, como todos os seus defeitos, é dos poucos que não tem medo da chamar os bois pelo nome. E além disso é uma pessoa séria e correcta, o que infelizmente não abunda por aqui.

 
At 21 de setembro de 2005 às 16:19, Anonymous Anónimo said...

Simpático, educado, íntegro...

 
At 21 de setembro de 2005 às 17:33, Anonymous Maria José said...

E Deus disse:"Que cresça a erva, que a erva dê semente, e que da semente cresçam árvores e dêem frutos".

E Deus povoou a Terra com alfaces e couves-flor, espinafres, Milho e vegetais verdes de todas as espécies, para que o Homem e a Mulher pudessem viver longas e saudáveis vidas.

E Satanás criou o McDonald's e a promoção de dois BigMacs por cinco euros.
E Satanás disse ao Homem: - "Queres as batatas fritas com quê?"
E o Homem disse: - "Na promoção, com Coca-Cola, ketchup e mostarda".
E o Homem engordou cinco quilos.
E Deus criou o iogurte saudável, para que a Mulher pudesse manter a forma esbelta de que o Homem tanto gostava.
E Satanás criou o chocolate. E a Mulher engordou cinco quilos.
E Deus disse: -"Experimentem a minha salada".
E Satanás criou os pratos de bacalhau com natas e marisco.
E a mulher engordou dez quilos.
E Deus disse: - "Enviei-vos bons e saudáveis vegetais e o azeite para que possais cozinhar de forma saudável".
E Satanás inventou a gordura saturada, a galinha frita e o Peixe frito com muito óleo. O Homem ganhou 10 quilos e os níveis de colesterol bateram no tecto.
E Deus criou sapatos de corrida e o Homem perdeu os quilos extras.
E Satanás criou a televisão por cabo com controlo remoto para que o homem não tivesse de se levantar para mudar de canal.
E o Homem ganhou mais vinte quilos.
E Deus disse:- "Estás a passar dos limites, Demónio".
E o Homem teve um ataque cardíaco.
E Deus criou a intervenção cirúrgica cardíaca.
E Satanás criou o sistema de saúde português.
Mas Deus salvou o homem dando-lhe uma nova oportunidade.
Aí Satanás criou o Partido Socialista.
E o Homem acabou por eleger o Taveira Pinto.
E Deus disse: -"Bom, agora é que lixaste tudo!"

 
At 21 de setembro de 2005 às 17:34, Blogger O PONTESSORENSE said...

Por um prego, perdeu-se a ferradura;

Por uma ferradura, perdeu-se o cavalo;

Por um cavalo, perdeu-se o cavaleiro;

Por um cavaleiro, perdeu-se a batalha;

Por uma batalha, perdeu-se o reino!


Na ciência, como na vida, como refere J.G., a sequência de acontecimentos pode ter um ponto crítico capaz de ampliar as pequenas alterações. Mas o caos significa que tais efeitos de passagem estão por todo o lado, desde a micro à macro-política. É a esse efeito articulado de perturbações sociais e políticas que demos o nome de caologia, a ciência do caos. E o tempo - é o principal dos sistemas. É também o mais velho de todos. O desafio maior das nossas vidas é compreender a lógica do fio do tempo. Essa eternidade da qual não passamos duma partícula: uma gotícola, microscópica, cinza, poeira, invisível, memória de futuro. Os nossos descendentes percorrerão o mesmo trajecto, e os filhos deles também - nessa tal linha do tempo que não se vê, mas está lá.
Está lá..., sempre

 
At 21 de setembro de 2005 às 17:39, Anonymous Miguel Veiga said...

É sobretudo nos momentos eleitorais, em que tudo se confunde, as pessoas simulam e dissimulam num jogo de máscaras, temperado com uma teia de sombras, que nos interrogamos acerca da nossa verdadeira arte e poder. Como desaparece a nossa personalidade no meio desse turbilhão de máscaras, em que os efeitos de sugestão e de contágio nos transformam em seres alienados, massificados, em carroçarias sem motor, em caixas craneanas sem cérebros.
Em todas essas situações e atitudes, perguntamo-nos se a mente nos está a dar uma mera imagem, uma impostura, a projecção de um desejo ou um filho real e genuíno.
Esta é a batalha pela autenticidade do ser e do ter.
A afirmação do homem que hoje (ainda) não existe.
Temos de o gerar.
Temos de o fazer vir ao mundo. Temos de o educar.
Ecce homo novo...
Não o de F. Nietsche, mas o meu...

 
At 21 de setembro de 2005 às 17:41, Anonymous Anónimo said...

Se queres convencer alguém da tua verdade, não a expliques ou demonstres - afirma-a. E ela será tanto mais convincente quanto mais força puseres na afirmação. A afirmação é compacta, a demonstração é cheia de buracos. Uma pedra não tem intervalos para os ratos se intervalarem nela. Se queres ser chefe e denominador e senhor, berra o teu sim ou o teu não e deixa aos fracos o talvez. E terás ocupado o baldio das almas humanas em que elas não sabem que semear. E serás histórico, se fores grande, mesmo no crime. Porque o homem é míope de sua natureza e só vê acima do tamanho do boi.

Vergílio Ferreira

 

Enviar um comentário

<< Home