quarta-feira, 19 de outubro de 2005

ALARGAR A CIDADANIA É O SENTIDO DO MEU COMBATE


A candidatura de Manuel Alegre não se apresenta contra ninguém.
É um projecto próprio, para servir Portugal, alargar a cidadania e restituir aos portugueses a confiança numa democracia mais participada e solidária.
Não tem o apoio de nenhum partido.
Essa é a sua diferença e a garantia da sua independência. E também a razão do impacto que tem suscitado.
Mas não basta uma corrente de simpatia.
É necessário o apoio concreto das pessoas que nela se reconhecem, quer através de contributo financeiro para a conta bancária da candidatura divulgada neste site, quer através do envio de elementos para propor a candidatura e para estabelecer contacto com a coordenação nacional ou os núcleos já existentes em cada distrito.
A existência desta candidatura é em si mesma uma vitória da cidadania. Mas precisa da iniciativa e participação activa das cidadãs e cidadãos que nela vêem um novo motivo de esperança.
É possível mudar a política.
A República não tem donos. E a liberdade constrói-se com mulheres e homens livres.

4 Comments:

At 19 de outubro de 2005 às 10:38, Blogger O PONTESSORENSE said...

MAIS UMA DOS GRANDES DEMOCRATAS DO PARTIDO SOCIALISTA

O IMBECIL DO JORGE COELHO NO SEU MELHOR:

"Os apoiantes de Manuel Alegre foram proibidos pelo PS de usarem instalações ou meios do partido para apoiarem a candidatura presidencial do poeta e deputado de Coimbra.

O aviso foi feito na terça-feira à noite por Jorge Coelho na sequência de uma reunião da Comissão Política Nacional, em que o agora ex-coordenador autárquico do partido apelou à «responsabilidade e aos valores éticos» dos militantes do PS para esta questão.

«Devem respeitar aquilo que são as decisão dos órgãos do partido e fazer com que meios ou instalações do PS só podem e devem ser usadas para apoiar a candidatura que o PS decidiu nos órgãos próprios apoiar», acrescentou Coelho, numa referência à candidatura de Mário Soares.

O Coordenador da Comissão Permanente do PS reiterou ainda que nenhum dos apoiantes de Manuel Alegre irá ter qualquer processo, isto depois de Helena Roseta ter desafiado o partido a usar os seus «mecanismos estatutários» após alguns membros da Comissão Política se terem mostrado contra o facto de apoiantes de Alegre estarem nessas reuniões.

Em declarações aos jornalistas, Jorge Coelho, que reforçou que o apoio a Mário Soares foi decidido na Comissão Nacional do PS, não quis classificar como são vistos os apoiantes de Alegre dentro do partido, apenas dizendo que são essas pessoas têm de encontrar a melhor forma de se enquadrar no partido.

Durante a reunião da Comissão Política, Capoulas Santos sem se referir a Helena Roseta em particular, tinha considerado «inadmissível, do ponto de vista ético, que elementos que não apoiem a candidatura do partido assistam às suas reuniões para a definição da estratégia dessa candidatura».

A bastonária da Ordem dos Arquitectos acabaria por abandonar a reunião a meio da intervenção de José Lello que aludiu ao facto de os apoiantes de Alegre poderem «parasitar as estruturas do partido, como as suas sedes» para desenvolverem acções de campanha contra Mário Soares."

É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE DECEDI AGORA IR APOIAR A CANDIDATURA DO MANUEL ALEGRE A PRESIDENTE DA REPÚBLICA.

 
At 19 de outubro de 2005 às 10:41, Anonymous Anónimo said...

Mais de meia centena de personalidades dos meios artístico, literário e universitário apoiam Manuel Alegre nas próximas eleições presidenciais. Porque o poeta, dirigente histórico dos socialistas portugueses, é "a voz clara e rigorosa de que o País precisa contra os interesses instalados e os clientelismos".

Os escritores Eduardo Prado Coelho, Hélia Correia, Mário Cláudio, Jacinto Lucas Pires e Pedro Tamen, o arquitecto Manuel Vicente, o escultor Francisco Simões, os editores Manuel Alberto Valente e João Rodrigues e os músicos Paulo de Carvalho e Jorge Palma são alguns dos subscritores deste manifesto, a que o DN teve acesso.

"Na candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República encontramos o espírito de renovação da democracia e a abertura à cidadania de que Portugal neste momento tanto necessita. A coragem, a frontalidade, a determinação e o combate em prol da liberdade que marcam o trajecto de Manuel Alegre parecem-nos qualidades essenciais neste momento de crise e de crispação democrática", referem os apoiantes do candidato.

Noutras eleições, os signatários manifestaram diversas tendências políticas. Entre eles incluem-se desde tradicionais apoiantes da CDU, como o escritor Mário de Carvalho e o cantor Fausto, a simpatizantes do Bloco de Esquerda, como o escritor Rui Zink, passando por personalidades que já foram conotadas com a extrema-esquerda, como o cantor Francisco Fanhais e o professor universitário Luís Moita. Outros são eleitores do PS - como Prado Coelho, que integrou a lista socialista nas recentes autárquicas em Lisboa.

"Estamos convictos de que esta candidatura é a única que pode unir Portugal em torno da ideia de uma participação cívica que se quer ampliada, porque a força da democracia reside na igualdade de oportunidades, na abertura e novos espaços de diálogo e de transformação e na regeneração dos cargos de poder", lê-se no manifesto, também assinado pelo ex-dirigente do PCP Carlos Brito, pelo actor Diogo Dória, pela cantora Xana, pela escritora Inês Pedrosa e pelo editor Nelson de Matos.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, Manuel Freire, os professores universitários Carlos Reis, Clara Crabbé Rocha, José Rebelo, Maria Augusta Babo e Ivette Centeno, os escritores Fernando Pinto do Amaral, Helder Macedo, José Manuel Mendes, Mafalda Ivo Cruz, Nuno Júdice, Mário Zambujal e Teresa Rita Lopes, e os músicos Flak (dos Rádio Macau) e Pedro Barroso também apoiam Alegre.

"Personalidade cosmopolita, de cultura, Manuel Alegre tem sido também sempre um empenhado homem de acção, uma voz firme contra a injustiça e as derivas autoritárias", salientam os subscritores do manifesto. Este candidato, sublinham, "é um homem de valores e de valor no qual os portugueses podem, para lá de todas as diferenças, rever-se".

Outro apoio a Manuel Alegre foi ontem expresso, nas páginas do Público, pelo Marquês de Fronteira, D. Fernando Mascarenhas, que elogia o poeta por não estar "refém de nenhum aparelho partidário" e ser "capaz de dizer as verdades, doa a quem doer".

No Diário de Notícias de hoje.

 
At 19 de outubro de 2005 às 16:55, Anonymous Um Socialista, Repúblicano, Laico said...

1. Julgo-me ser pessoa (e adulto) de bem;
2. Nem agora, nem nunca, prescindirei de qualquer parcela dos meus direitos de cidadania;
3. Não uso, nem nunca usei, quaisquer meios afectos ao Partido Socialista.
Mais, entendo que os meios do Partido Socialista deveriam ser usados para as acções políticas do PS e nunca para financiar quaisquer candidaturas à Presidência da República;
4. Apoio e defendo a Declaração de Princípios e os Estatutos do Partido Socialista;
5. Recuso-me a aceitar ser chamado a atenção para os meus valores éticos.
Sobre este último ponto relembro que os valores éticos e de lealdade aos princípios e ideologia do Partido Socialista existem desde sempre, inclusive desde o tempo em que quem os invoca hoje, ainda militava noutras ideologias. (Trinta anos de militância no Partido Socialista podem comprová-lo)
Feita a declaração de interesses, resta esclarecer que, não só sou apoiante activo da candidatura presidencial de Manuel Alegre, como igualmente me sinto honrado em ser um dos seus subscritores.

Também a mim não me calam

 
At 20 de outubro de 2005 às 14:21, Anonymous Fernando Sobral said...

A tese do PS é simples: um por todos e todos por Mário Soares. Quem não estiver de acordo tem duas democráticas soluções: ou entra nas sedes do PS calado ou deixa de lá entrar. O síndrome jacobino do PS regressou como um fantasma: promete assombrar todos os que, dentro do partido, a começar por Alegre, têm ideias diferentes.
Contra a «grande ameaça» que é Cavaco os socialistas cerram fileiras atrás de Soares. Quem quiser desertar sabe o que o espera. Não será abatido por fugir, como nas grandes batalhas da história. Será amordaçado devido aos valores mais elevados que despontam. Não está em causa o PS decidir apoiar Soares. Ou recusar o apoio a Alegre. Está na forma como os socialistas acabaram por descobrir que o aparente herdeiro do futuro do PS é Mário Soares. E sobre isso não há discussão, dúvidas ou questões. O PS tornou-se o partido do «black-out» político. Só fala quem está mandatado para isso. Como princípio de unicidade partidária é um doce. Como conceito de unidade da agremiação é um café estragado. Partido do diálogo, o PS recusa-se a falar com as suas sensibilidades. Alegre pode não ser melhor candidato que Soares. Mas o PS lá sabe as mordaças que está a hipotecar para o futuro.

 

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