quinta-feira, 5 de abril de 2007

CONSULTE O RELATÓRIO DO OBSERVATÓRIO

DO ENSINO SUPERIOR, PARA VER QUE A "INDEPENDENTE"

NÃO FORMOU NENHUM ENGENHEIRO, EM 1996!...Clique no mapa para ler melhor

Relatório Integral

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16 Comments:

At 5 de abril de 2007 às 13:14, Anonymous Anónimo said...

Assim se explica o ódio que tem manifestado aos professores. Aqueles professores que não lhe permitiram fazer um percurso académico normal... POrque não terá o Senhor Primeiro Mi nistro um percurso académico normal?

 
At 5 de abril de 2007 às 13:14, Anonymous Anónimo said...

Assim se explica o ódio que tem manifestado aos professores. Aqueles professores que não lhe permitiram fazer um percurso académico normal... POrque não terá o Senhor Primeiro Mi nistro um percurso académico normal?

 
At 5 de abril de 2007 às 14:15, Anonymous Manuel Lopes Cardoso said...

Este PS está cheio de vigaristas...

 
At 5 de abril de 2007 às 14:21, Anonymous JER said...

COMEÇA A VALER A PENA SER MILITANTE DO PS

«Os prémios de desempenho vão ter um peso pouco significativo nas remunerações dos funcionários públicos. A garantia foi ontem dada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, aos deputados da Comissão de Trabalho do Parlamento. Confrontado com as ineficiências e perversões dos prémios de desempenho apontadas por um estudo da Sigma - programa financiado pela OCDE e União Europeia - divulgado pelo DN, Teixeira dos Santos disse que esse tipo de problemas apenas ocorre quando os prémios têm um peso elevado. E esse não vai ser o caso da administração pública portuguesa: "A estrutura de remuneração vai ser estável e a componente de prémio de desempenho vai representar entre 7% a 10%, no máximo, da remuneração", disse o ministro. »
[Diário de Notícias]

Está-se mesmo a ver quem vão ser os melhores funcionários públicos.

 
At 5 de abril de 2007 às 14:48, Anonymous António Godinho said...

Ontem ao ver atentamente a quadratura do círculo fiquei com a noção de que o processo de admissão à Ordem dos Engenheiros não foi totalmente explicado.
Algumas coisas ficaram por esclarecer e outras ficaram muito confusas.

Os títulos Engenheiro e Engenheiro Técnico são conferidos pela Ordem dos Engenheiros (OE) e pela Associação Nacional de Engenheiros Técnicos (ANET).

Na OE podem inscrever-se todos os licenciados de cursos reconhecidos pela Ordem.

Na ANET todos os bacharéis e licenciados pelos politécnicos.

No entanto qualquer licenciado de cursos não reconhecidos pela OE, pode candidatar-se através de um exame nacional. Segundo as regras que estão na página da OE (que eu conheço muito bem porque como pode ver pelo anexo fiz o exame este ano), o exame deve ser requerido até ao dia 10 de cada ano.

No exame dura o dia inteiro. Da parte da manhã efectua-se a parte específica, à escolha da pessoa que se candidatou. Da parte da tarde efectua-se a parte geral com uma pergunta de cada uma das outras áreas (excepto a que foi efectuada da parte da manhã).

As áreas do exame são as seguintes:

- Planeamento e Ordenamento do Território

- Vias de Comunicação

- Estruturas e Betão Armado

- Construções Civis

- Hidráulica, Hidrologia e Recursos Hídricos

- Geotecnia e Fundações


Para efectuarem o exame em Coimbra compareceram os alunos:

- Instituto Politécnico de Viseu, Castelo Branco, Leiria, Tomar, Guarda

- Instituto Superior de Engenharia de Coimbra

- Instituto Piaget de Viseu

- Universidade de Aveiro


Para efectuarem o exame em Lisboa compareceram os alunos:

- Instituto Politécnico de Beja, Portalegre, Setúbal, Autónomo

- Universidade do Algarve, Católica Portuguesa, Independente, Lusófona e Moderna


Para efectuarem o exame no Porto compareceram os alunos:

- Instituto Politécnico de Bragança, Viana do Castelo

- Instituto Piaget de Mirandela

- Instituto Superior de Engenharia do Porto

- Universidade Fernando Pessoa


O Eng. Téc. José Sócrates não se inscreve na OE porque não pode, para tal teria que efectuar o exame (e ser aprovado).

 
At 5 de abril de 2007 às 14:48, Anonymous J.B. said...

nalisando os estatudos da Ordem dos Engenheiros, logo de início, no artigo 2º, tratando das suas atribuições, aparece o seguinte:

/2 – Na prossecução das suas atribuições, cabe à Ordem:

g) Proteger o título e a profissão de engenheiro, promovendo o procedimento judicial contra quem o use ou a exerça ilegalmente;
/
Parece-me que estamos, no caso do cidadão José Sócrates, perante uma situação óbvia em que utiliza o título de Engenheiro ilegalmente.

Vejamos, para comprovar o que digo, um pouco mais dos estatutos da Ordem:/
/

/*Artigo 4.º* Título de engenheiro/

/Para efeitos do presente Estatuto, designa-se por engenheiro o titular de licenciatura, ou equivalente legal, em curso de Engenharia, inscrito na Ordem como membro efectivo, e que se ocupa da aplicação das ciências e técnicas respeitantes aos diferentes ramos de engenharia nas actividades de investigação, concepção, estudo, projecto, fabrico, construção, produção, fiscalização e controlo de qualidade, incluindo a coordenação e gestão dessas actividades e outras com elas relacionadas./

Tendo em conta que José Sócrates não se encontra inscrito na Ordem dos Engenheiros, por nunca sequer se ter mostrado interessado em realizar o exame de admissão, parece-me óbvio que apenas resta àquele órgão, para manter a sua honra e a integridade do título que se propõe defender, proceder em conformidade com os seus estatutos.

Como estudante de engenharia (daqueles que têm que fazer as cadeiras para conseguir obter uma licenciatura) fico à espera de uma atitude íntegra e necessária por parte de quem tem o dever de pôr termo a este tipo de devaneios a que o Sr. Sócrates já nos tem vindo a habituar.

 
At 5 de abril de 2007 às 15:05, Blogger Pedro Manuel said...

Ao deixar avolumar um fogo cruzado de informações sobre o seu passado académico na UnI Sócrates tem vindo a deixar crescer um monstro na sua vida política.
O que é estranho, pois por regra Sócrates é prospectivo, antecipa-se à informação e só a deixa passar quando e como quer.
Na política tem sido, pois, o "dono" da informação, com algumas excepções grotescas debitadas pelo ministro da Economia, Manuel Pinho de par com uns secretários de Estado da Energia que ninguém sabe quem são e pesam pouco na opinião pública.

Ora, Sócrates em matéria de background académico, tanto mais numa universidade que só dá péssimos exemplos pedagógicos e científicos para a sociedade - tem vindo a não saber lidar com a situação tal como se impunha. E o que se impunha, até para ver o seu nome desligado dum antro de negócios de origem duvidosa que terá, porventura, mais a ver com casos de polícia do que de produção de conhecimento, deveria já ter feito um comunicado esclarecendo em 3 minutos as condições em que se licenciou na UnI fechando, assim, a possibilidade de mais notícias sobre ele, em particular neste conturbado momento da instituição.

Para os menos atentos as pessoas até poderão pensar que uma questão leva à outra, i.é, que o actual PM também contribuíu para aquela desordem académica e lta entre gangs que se vive na UnI.
Tudo porque ainda não falou, não esclareceu...
Até ao momento têm sido os assessores que o têm feito por ele, e, ao que se sabe, da pior forma...

Sócrates, de facto, tem mesmo de falar sob pena de a sua vida política cair no pântano semelhante à Ota, outra questão que ele terá de rever urgentemente. Desta vez, por se tratar mesmo dum pântano... que, quanto muito, poderá servir para criar sapos, arroz e gibóias...

Sócrates tem de perceber uma coisa simples: há um princípio da acção histórica que comanda a vida das pessoas.
Dos artista, do operário, do funcionário público e também do governante.
Sócrates não está sózinho na sociedade, não a telecomanda em absoluto, antes a sociedade já está constituída.
Mesmo que fale agora, o PM já deu um mau sinal à sociedade, dele ficou a imagem d'alguém que esconde algo, está inseguro, é um gato com o rabo de fora. E isso é, obviamente, o que mais interesse à oposição que há meses vegeta no caixote do lixo tentando aí encontrar propostas alternativas a esta governação.
Pois até Marcelo de Sousa já começou a fazer campanha para ajudar Marques Mendes nesta cruzada anti-socratina.

Em suma, Sócrates terá de partilhar com os 10 milhões de tugas a sua subjectividade, terá de desabafar com os portugueses como se estes fossem, doravante, o verdadeiro Freud e ele o paciente.
Daí a dificuldade do PM, habituado que está a fazer de psiquiatra e nós de doentes.

Mas feliz ou infelizmente, o caudal de informação cruzado sobre Sócrates gerou uma pressão tal que ele agora vê-se mesmo obrigado a falar - seguindo as regras que já não são as dele, mas as da opinião pública, e é isso que visivelmente o transtorna.

Hoje o PM está confrontado com um novo campo de acção, um terreno que parece estar minado, daí a urgência com que deve falar ao País para esclarecer as dúvidas e tirar as minas do terreno que percorre.
Se o fizer com clareza, rigor e de forma convincente - verá o seu nome desligado daquela instituição mafiosa chamada Uni, tira os argumentos à oposição e terá, o que é essencial, mais tempo para pensar nas políticas públicas para Portugal.

Se fosse colaborador de um PM era precisamente isto que lhe diria, e não me armaria em "chico esperto" a ligar para a RR para ameaçar pessoas com a credibilidade e o prestígio do Francisco Sarsfield Cabral - que apesar de fazer o favor de ser uma pessoa amiga - é um homem sério e um grande economista e um bom jornalista.

 
At 5 de abril de 2007 às 17:22, Anonymous I. said...

Penso que toda a gente já percebeu que o Sr. Sócrates "comprou" uma licenciatura em Engenharia Civil.

Com o seu comportamento mostra que é um mentiroso.
Mostra que nem é engenheiro, nem é honesto.
Mostra que é um engenheiro da mula ruça e um vaidoso.
Se apresentar a demissão do cargo de PM mostra que ainda poderá ser no futuro merecedor de alguma credibilidade.

Se não o fizer mostra que é um vigarista.

Pois é, Sr. José, lá pela Finlândia não reparou que os finlandeses enriqueceram porque estudaram e trabalharam muito e não por forjarem licenciaturas?

O seu modelo não é seguramente a Finlândia mas sim qualquer República das Bananas

 
At 5 de abril de 2007 às 17:25, Anonymous Anónimo said...

Genial!!! Agora percebo porque é que querem fazer um aeroporto na Ota, afinal não é por interesses financeiros como disse o Sócrates mas sim por incompetência, ele pensa que é Licenciado e por isso não percebe nada de engenharia!

 
At 5 de abril de 2007 às 21:09, Anonymous JOSÉ said...

«em vez de imaginar teorias da conspiração inverosímeis ou de espalhar suspeitas sobre as motivações deste jornal [ o Público ], era mais sensato ter esclarecido tudo desde a primeira hora.
Para não permitir que restassem quaisquer dúvidas. E para evitar muitas horas perdidas ao telefone, designadamente para todas as pessoas do Público ou ligadas ao Público com quem falou desde que chegaram ao seu gabinete, as perguntas do jornalista Ricardo Dias Felner.»
- Editorial de José Manuel Fernandes, no Público de 5.4.2007.

Como é sabido e Francisco Pinto Balsemão realçou num editorial no Expresso que então dirigia, em Agosto de 1974, a propósito do caso Watergate, o problema que se colocava à sociedade americana, era nessa altura, o da liberdade de a imprensa relatar factos conhecidos que poderiam apontar para outros, desconhecidos.
Suspeitas?
Sim, claro. Legítimas?
Pois sim, também.
Quem exerce cargos públicos está à mercê do escrutínio permanente do público, para além das instituições vocacionadas para o efeito e não deve admirar-se disso nem tentar controlar e abafar a informação que não lhe agrada, para além do admissível.
O que José Sócrates, actual primeiro ministro de Portugal tentou fazer com o Público, agora abertamente denunciado pelo seu director, é muito simples e releva da táctica velha e revelha: encobrir, desvalorizar, controlar e gerir os estragos de imagem.
Tudo, menos apresentar a verdade que todos podem conhecer.

Desta vez- sabe-se lá porquê! – alguns (e mesmo assim, só alguns!) dos jornalistas portugueses não alinharam na manobra.
Fosse outro o envolvido, por exemplo Mário Soares, e outro galo cantaria, e que disso não fique qualquer dúvida, porque os exemplos são vários e elucidativos.
Assim…

Em 1972, dois dias depois de os assaltantes de Watergate terem tentado colocar escutas na sede dos Democratas e terem sido presos por isso, o porta voz Ronald Ziegler( Press Secretary, o equivalente ao nosso verificador de sarjetas jornalísticas, Santos Silva), desvalorizava o acontecimento relatado, como sendo uma “tentativa de assalto de terceira categoria”, não sem avisar que alguns poderiam tentar alargar o âmbito do assunto para além daquilo que ele verdadeiramente era”…

O encobrimento no caso Watergate, começou logo ao segundo dia.
Em 23 de Junho, uma semana depois do assalto, Nixon deu ordens a um colaborador para que a CIA bloqueasse a investigação já em curso pelo FBI.
Nesse mesmo dia, os colaboradores directos Haldeman e Ehrlichman encontraram-se com o então director da CIA Richard Helms e ainda Vernon Walters ( conhecido dos portugueses…) .
Como é que Nixon tentou encobrir, logo aí?
Tentando convencer a CIA a investigar no México, afastando por isso, o cerne da investigação da própria Casa Branca.
Em Agosto, numa conferência de imprensa, Nixon afirma peremptoriamente que um colaborador, Howard Dean, tinha feito uma investigação rigorosa e concluído que ninguém da Administração estava envolvido.

Descobriu-se depois que Dean nunca tinha feito tal investigação.
Em 7 de Novembro Nixon é reeleito, numa avalanche de votos.
Mas o maldito Watergate, instigado pelo Washington Post, continua.
No ano seguinte, 1973, durante o julgamento pelo assalto, Howard Hunt, assume a culpa e declara que não havia “superiores” metidos no assunto.

O caso parecia encerrado, mas o jornal Washington Post, não largava a presa da verdade que parecia fugir entre os dedos.
Com ajuda de um informador encoberto ( Mark “deep throat” Felt, agente qualificado do FBI), os jornalistas descobrem outras pistas e outros órgãos informativos entram no assunto.
A revista Time descobre que um advogado, Donald Segretti, tinha sido contratado pela Casa Branca para sabotar a campanha presidencial democrata.
Em Fevereiro, ecoando a insatisfação do juiz Sirica, em prol da descoberta da verdade total, o Congresso vota( por 77-0) a constituição de uma Comissão de Inquérito, para investigar Watergate.
Sam Ervin é nomeado presidente da Comissão.

A partir daqui, o esforço de encobrimento descontrola-se, porque as revelações comprometedoras acontecem em catadupa.
Colocados perante o dever de responder com verdade e sob juramento que implica a prática de crime grave, se tal não acontecer, os intervenientes do caso começam a quebrar.

Perante o depoimento daqueles que lhe são próximos e que contraria abertamente as versões anteriores, oficiais, do caso, Nixon resolve agir, para salvar as aparências e demite colaboradores directos: Haldeman e Ehrlichman e Dean.

Em 17 de Maio de 1973, perante as pressões das revelações, Nixon admite finalmente que houve tentativas de encobrimento dentro da própria Casa Branca, negando mesmo assim, o seu envolvimento directo. Apesar de desmentido em directo, pelo colaborador John Dean que o acusou de saber de tudo, desde o início, Nixon continua a não se dar por achado, e em 27 de Junho imputou a Dean o planeamento de toda a tramóia contras os democratas.

A seguir, em 16 de Julho de 1973, aconteceu a revelação que veio tramar Nixon: Alexnader Butterfield, um colaborador da Casa Branca, conta à Comissão de Inquérito que Nixon costumava gravar todas as conversas que mantinha no gabinete oval.

Evidentemente, Ervin requer oficialmente a entrega das fitas gravadas. Nixon recusa e reafirma em 15 de Agosto: “não só não estava a par do encobrimento, como nem sabia que havia qualquer coisa a encobrir”.

Em 29 de Agosto, o juiz Sirica obriga à entrega de nove fitas. Nixon tenta apresentar “sumários” das conversas e em Outubro um tribunal obriga à entrega das fitas.

Nesse mês de Outubro acontece algo inédito e extraordinário, nos EUA: A pedido da revista Time, num primeiro editorial em 50 anos de existência, o New York Times, o Detroit News e o National Review, pedem a resignação do presidente, o que é aproveitado pelos democratas que iniciam diligências para o processo de destituição.

Em Março de 1974, o grande júri do Watergate acusa sete antigos colaboradores de Nixon, por obstrução à justiça.

As transcrições das gravações, acrescentadas às iniciais, revelam novidades de vulto: Nixon afinal sabia algo do que se passava.

Em 5 de Agosto de 1974, Nixon, forçado pela iminente divulgação das conversas gravadas, admite finalmente o que nunca admitira e sempre negou: que sabia do que se passava, logo no dia 23 de Junho de 1972 e tentou abafar o caso, através de encobrimento criminoso.

Foi à tv nacional e comunicou à Nação a sua resignação.
Nunca se arrependeu.
Hunter Thompson, da revista Rolling Stone, achava que Nixon era a encarnação do diabo… mas batia com a mão no peito e dizia, “senhor, senhor”…

Para bom entendedor…

Nota complementar: O noticiário da SIC sobre o caso das habilitações académicas de José Sócrates, aparentemente da responsabilidade de Ricardo Costa, é um caso notável de manipulação.

Citando o jornal Público que hoje refere em primeira página, "não há registo de diplomados em Engenharia pela Independente no ano do curso de Sócrates", Ricardo Costa, tempera o ácido da notícia com um facto não verificado e adiantado na "explicação do Governo".
Para além do insólito que representa o facto de ser o governo que "explica" factos que competem a José Sócrates enquanto cidadão explicar, numa confusão de quem não percebe a distinção entre funções, Ricardo Costa, aparentemente, não procurou saber um facto simples: a ausência de registo de diplomados em engenharia, pela UnI, no ano de 1996, abrange também os casos de transferências?

A resposta a essa questão que o Público tenta esclarecer, e de algum modo esclarece, escrevendo que nos demais registos de outras licenciaturas que não a de engenharia, há inclusão dessas transferências, contrariando a lógica da "explicação do governo" ,foi completamente obliterada por Ricardo Costa, o "inoxidável" que deveria ter mais um pouco de vergonha no jornalismo que vai fazendo e menos prosápia quando fala em público.

Sendo a questão simples e tendo algumas horas de novidade, o que é que impediu o inoxidável da SIC, de apurar o facto e noticiar com o rigor exigível a quem costuma dar lições de jornalismo avulsas?

Aparentemente, nada.
Com alguma probabilidade, tudo.
As informações relativas ao caso Watergate foram extraídas integralmente de uma única font:
A revista Time, de 19.8.1974. A qual ainda traz um artigo sem assinatura, sobre o Portugal de Marcelo Caetano, com o título "sonhos desagradáveis", para se referir ao fim da primavera marcelista, tentando explicar as razões para tal. "ninguém de fora da clique dirigente sabe exactamente qual a razão do congelamento da primavera caetanista, mas a congelação começou logo que os liberais começaram a pedir maiores liberdades cívicas e a questionar o empenho de 500 anos, de Portugal às colónias africanas.
Portugal gasta 35% a 40% do seu orçamento para combater os "insurgents" em Angola e Moçambique e Guiné portuguesa; através de uma mobilização de quatro anos, manda para as guerras africanas os seus jovens mais promissores", escrevia a Time que então comprei livremente num quiosque.
Mesmo com censura...

 
At 5 de abril de 2007 às 23:01, Anonymous José Maria Martins said...

Sócrates e o Ministro do Ensino Superior

Perante a turbulência, as dúvidas e as suspeitas que pairam no ar sobre a licenciatura de José Sócrates e a conduta da Universidade Independente, o normal seria que fosse nomeada uma comissão independente, para investigar tudo na Universidade Independente.

Hoje mesmo se dizia que José Sócrates não falaria até o Ministério do Ensino Superior apurar tudo e decidir se encerra ou não a Universdade Independente. Só falaria 2ª Feira.

Creio que não a vai encerrar. Tantos lá tiraram os cursos, incluindo José Sócrates. Que diria aos seus homólogos José Sócrates se a Universidade onde recebeu a licenciatura fosse encerrada?


Mas , de repente, o Ministro Mariano Gago faz sair notícias em que antes de haver investigação já está a dizer que " os diplomas da Universidade Independente não podem ser descredibilizados"!!!! Mesmo se tiverem sido obtidos de forma ilegal irregular?

Então o Ministro já está em condições de dizer o que se passou? Como foram os diplomas obtidos?

Mariano Gago já está a proteger os "diplomas"?


Que inspecção e com que independência se fará ?

Os alunos são vitimas ?

E que alunos?

Quem tem o dever de esclarecer tudo é a Policia Judiciária nomeando-se um procurador especial e fazendo-se uma investigação imparcial e isenta, sem que reste a minima dúvida que houve bloqueios, que houve pressões.

Numa situação delicada como esta , o Governo deve ter todas as cautelas, para não parecer que está a proteger alguém, que por sua vez tem todos os cordelinhos na mão.

Estranho o sepulcral silêncio do Bloco de Esquerda! Estará entretido com os problemas na Câmara de Salvaterra de Magos? Ou deixou de ser Oposição?

Como estranho que tenham sido presos Rui Verde e Lima Carvalho. Foi tudo muito rápido a partir do momento em que Luis Arouca deixou de poder ser Reitor. Tudo muito estranho.

Quo Vadis Portugal?

 
At 5 de abril de 2007 às 23:41, Anonymous CAA said...

"não chegou a tempo" em forma legal...
Diário da República n.º 68, Série I de 2007-04-05
Portaria n.º 401/2007, D.R. n.º 68, Série I de 2007-04-05
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Aprova o Regulamento dos Regimes de Mudança de Curso, Transferência e Reingresso no Ensino Superior.
.

 
At 6 de abril de 2007 às 00:03, Anonymous O ANARCA said...

por acaso já vi algures uma boca dessas...se esta treta da licenciatura tivesse sido com o Santana já tinha caído o Carmo e talvez eventualmente a Trindade....

e também pá...caramba ....até o Alberto João se licenciou numa universidade a sério pá...... fónix.....

 
At 6 de abril de 2007 às 14:01, Anonymous Anónimo said...

AS PRESSÕES DE UMA LICENCIATURA

«Graças a um artigo publicado no Expresso, no sábado passado, o atribulado currículo académico do primeiro-ministro transformou-se também num caso de liberdade de imprensa. Depois das inexplicáveis "falhas" de uma misteriosa licenciatura, ficou-se a saber que, ao longo das últimas semanas, os assessores do primeiro-ministro (quando não o próprio investido da sua superior autoridade) têm acompanhado ao milímetro o trabalho das redacções, tentando esforçadamente acabar com aquilo que o ministro Santos Silva considera o "jornalismo de sarjeta". Pelo que se percebe, a reportagem do PÚBLICO, que dava conta das "falhas" que mancham as habilitações universitárias do aluno José Sócrates, foi precedida e acompanhada por sucessivos telefonemas do gabinete do primeiro-ministro, recheados de avisos e de conselhos e de uma ou outra ameaça. Ricardo Costa, director da SIC-Notícias, confirma que a redacção da SIC foi gentilmente alertada, pelo gabinete do eng. Sócrates, para a infundada notícia que o PÚBLICO preparava. E para que não se pense que este é um caso isolado que obrigou a procedimentos excepcionais, o mesmo Ricardo Costa conta que, um dia, a propósito de umas férias sumptuosas do primeiro-ministro, este lhe falou "furibundo" com a intromissão da estação de televisão na sua esfera privada. »
In:Público

Constança Cunha e Sá escreve sobre as pressões do Governo sobre a comunicação social.

 
At 6 de abril de 2007 às 14:03, Anonymous JER said...

LICENCIATURA DE SÓCRATES: CADA CAVADELA UMA MINHOCA?

«A justificação dada ontem ao PÚBLICO pelo Ministério do Ensino Superior para explicar por que razão, em 1996, não surge no relatório do Observatório para a Ciência e Ensino Superior (OCES) qualquer licenciado no curso de Engenharia Civil da UnI, que José Sócrates afirma ter concluído nesse ano, é contrariada pelos próprios dados desse estudo.

O Ministério do Ensino Superior alegara que tal se devia ao facto de o relatório Diplomados (1993-2002) não contabilizar os alunos licenciados que haviam sido transferidos de outros estabelecimentos de ensino: ou seja, de acordo com esta explicação, apenas seriam indicados os alunos que haviam iniciado e concluído os seus cursos no mesmo estabelecimento de ensino.»
No:Público


Enquanto Sócrates vai gerindo o silêncio a sua licenciatura suscita cada vez mais dúvidas.

Sugira-se a Sócrates que mantenha o silêncio, talvez venha a ser um excelente argumento para os carros alegóricos do próximo Carnaval.

 
At 6 de abril de 2007 às 14:54, Anonymous s. said...

É muito angustiante o Relatório de Avaliação Externa da Licenciatura de Engenharia Civil da defunta Universidade Independente. Lê-se, e saí-se com a impressão de que apenas podia produzir Engenheiros de Papelão e Políticos de Pacotilha.
País aziago.

 

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