quarta-feira, 6 de abril de 2011

É SÓ IMAGEM!



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terça-feira, 1 de junho de 2010

MAIS, DOS MESMOS...

Segundo o Eurostat, o desemprego continuou a subir em Portugal durante o mês de Abril, tendo atingido um novo máximo de 10,8 por cento, depois de ter sido de 10,4 por cento em Janeiro e Fevereiro e de 10,6 por cento em Março.


Não contente com os máximos históricos que o descalabro por si criado vai batendo sucessivamente, e não obstante o ritmo de crescimento do desemprego em Portugal ser muito superior ao da restante União Europeia, após ter escolhido o momento actual como o mais apropriado para cortar na protecção social ao desemprego e arrefecer a economia com o aumento da carga fiscal, o Governo decidiu completar a sua obra com um empurrão ainda mais vigoroso aos números hoje conhecidos celebrando o Dia Mundial da Criança com o anúncio do encerramento de 500 escolas do primeiro ciclo.

Ao largo, o inatacado imaculado Passos Coelho exulta em silêncio patriótico pelo trabalho que lhe é poupado.

O Estado está a encolher sem manchar o seu nome com um pingo sequer das litradas de sangue derramado.


Filipe

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sábado, 22 de maio de 2010

ATÉ QUANDO?

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quarta-feira, 5 de maio de 2010

DE BURACO EM BURACO ...

Um dos mitos da política portuguesa chama-se obra feita.
A acreditar na lenda, ninguém ficará na história se não deixar o seu nome ligado a um fontanário, a um pavilhão ou a uma via rápida.
É a obra que pode ser tocada pelos comuns mortais que faz um político.
Antigamente as estátuas louvavam esta concepção da história.
Hoje são as obras de regime.
É esse o drama de José Sócrates: ainda não teve tempo para colocar a primeira pedra na sua obra de regime.
O seu sonho, acredita-se, é terminar a sua comissão de serviço no leme do sítio e ser recordado. Através da ponte José Sócrates, do aeroporto José Sócrates, ou da carruagem José Sócrates do TGV para Madrid.
Em vez de olhar para a crise e perceber que esta é uma época destinada ao bom senso, Sócrates dorme a sonhar com a obra que deixará.
É impossível que não escute a voz sensata de um grupo de ex-ministros das Finanças deste país, de diferentes sensibilidades políticas, angustiados com o autismo esclarecido de Sócrates.
Cavaco Silva vai ouvir as suas preocupações feitas de razões sólidas.
Sócrates, como sempre, coloca algodão nos ouvidos, finge que não é nada com ele e continua em frente, rumo ao abismo.
Todo o seu mundo vive hoje de equívocos: a Grécia não está salva e Portugal não está a salvo.
O próprio euro poderá não sobreviver à enxurrada.
Grouxo Marx dizia: A política é a arte de procurar sarilhos, descobri-los em todo o lado, diagnosticá-los incorrectamente e aplicar os remédios errados.
É este o marxismo de obras desfeitas que Sócrates quer aplicar ao País.

F.S.

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

AUTOFAGIA


Portugal é, neste momento, um inocente Bambi perdido num território de caça grossa.
Está desarmado contra atiradores furtivos. E os seus dirigentes, entre iludirem o óbvio e pedirem clemência aos céus, continuam a gerir o País como se nada pudesse ser feito.
Os olhos enternecedores de Bambi não o salvarão num mundo que busca alvos para adormecer os seus pecados.
Na sua autofagia, o sistema nascido da revolução financeira dos anos 80 que liquidou a indústria tradicional europeia, procura um novo paradigma para o futuro. E ele está a despontar noutros territórios.

Esta desorientação exige vítimas, chamem-se Goldman Sachs ou Portugal, mas a atenção está virada para outro lado.
A versão americana do capitalismo está em forte convulsão e um novo modelo, onde o Estado é determinante, desenvolve-se na China, na Índia ou mesmo no Brasil.
Será esse o paradigma que se busca?
Os políticos portugueses, claro, são incapazes de discutir um modelo de futuro para o País, quando mais pensarem sobre isso.
Mas deveriam.
Num dos livros determinantes do século XX, Berlim Alexanderplatz de Alfred Doblin, Franz Biberkopf sai da prisão e sofre um choque: a Alemanha, ainda a pagar as dívidas da I Guerra Mundial, tenta sobreviver no meio da corrupção política e da recessão económica e começa a colocar-se nos braços de quem promete segurança, Hitler.
Biberkopf sente que ficará mais seguro se regressar à prisão.

O Rossio ainda não é a Alexanderplatz, mas o resto do cenário está montado.
Então perguntar-se-á: quem matou Bambi?


F.S.

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terça-feira, 6 de abril de 2010




T. M. S.

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terça-feira, 30 de março de 2010

SERÁ QUE VAI FICAR POR AQUI ?

9,2% ou 9,3%...

que diferença faz???
Apenas 250 milhões de euros...

Uma bagatela.

Os ordenados de 150 Ruis Pedros Soares, apenas.
Pfff...

Que é isso?


J.T.

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

JUSTIÇA ? FALTA DE VERGONHA? [II]

Era previsível, mas ainda assim a desfaçatez já vai nisto:

"Ao que o PÚBLICO apurou, a notificação tem como destinatários o director do semanário, José António Saraiva, e as jornalistas Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita.
O objectivo é impedir o "Sol" de publicar, em papel ou online, ou sob qualquer outra forma, citações, transcrições e quaisquer matérias relacionadas com as escutas telefónicas que digam respeito ao requerente Rui Soares.
Trata-se de Rui Pedro Soares, o administrador executivo da PT referido nas escutas telefónicas obtidas a partir do processo Face Oculta publicadas pelo "Sol" na passada sexta-feira, que já tinha prometido recorrer à justiça para proteger o seu bom nome e o segredo profissional a que está obrigado. Foi a sua advogada Ana Sofia Rendeiro quem acompanhou o oficial de justiça ao semanário."

O outro arguido, Penedos, já se considerou aliviado depois de ler o que consta dos autos. O advogado do mesmo, Ricardo, até já considerou que não havia violação de segredo de justiça. Mas este, Rui Soares, não é da mesma opinião. E vai daí, pimba!
Providência cível para capar a informação que muitos outros de vários quadrantes já consideraram relevante e de interesse público importante.

Nestes dias, o ministro da Justiça já havia mostrado a preocupação agitada com estas infames violações de segredo de justiça e pediu à justiça da PGR que fizesse alguma coisa para parar esta praga. Não se sabe é se mencionou a violação do S. João, quando os suspeitos ficaram a saber que estavam a ser escutados.
Suspeito que por essa, passava uma esponja...

Resta agora saber o que vai fazer o jornal Sol.
Irá reagir ou acatar?
Irá replicar o episódio do Washington Post, no final dos anos sessenta nos EUA, aquando da publicação dos papéis do Pentágono e que o poder político da época também tentou impedir pelo mesmo método?

Nessa altura, o actual ministro da Justiça, Alberto Martins, manifestou-se contra este tipo de poder, no anfiteatro do Gil Vicente, em Coimbra, perante o presidente da República de então, Américo Tomás.
Calaram-no.

Tal como agora pretende fazer o mesmo, à imprensa que lhe noticia factos desagradáveis e que o podem escorraçar do lugar.

O poder nunca muda.
Desta vez, o poder é Alberto Martins.
Ironicamente...


José

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

JUSTIÇA ? FALTA DE VERGONHA?




Pinto Monteiro, actual PGR, nitidamente nervoso, falou mais uma vez sobre o caso, das escutas do Face Oculta, agora na RTP1. Para mistificar mais uma vez.
Até acaba de dizer que não fala sobre processos judiciais, a propósito do expediente que recebeu de Aveiro.
E disse mais: as escutas [do semanário Sol ] são nulas e de nenhum valor.
O PGR Pinto Monteiro, disse coisas, agora mesmo, que bradam aos céus de qualquer magistrado.

Diz que o PGR não tem competência para se pronunciar sobre seja o que for, que não seja da competência dele e do presidente do STJ.

Incrível!

O PGR nesta declaração às tv, repetiu várias vezes que estas escutas são nulas e de nenhum valor. E citou a sua experiência de juiz de primeira instância e de Relação que viu decisões suas revogadas, para dizer que é assim a normalidade judiciária.

Se assim é, porque não permitiu a sindicância da sua decisão, por um qualquer assistente, num caso tão delicado como este, em que não há jurisprudência e principalmente quando há juristas de renome como Costa Andrade ( que nem se compara com o advogado Germano Marques da Silva) a defender exactamente o contrário?
Porque arquivou liminarmente um expediente que pelos vistos não precisava das tais escutas nulas e de nenhum valor para se organizar um inquérito? Porque é que não dá explicações cabais e que todos entendam para este pequeno pormenor que pode fazer toda a diferença?

Porque o fez, no timing que foi indicado e que atentou verdadeiramente contra o Estado de Direito se entendermos este como um Estado onde a lei é igual para todos, incluindo o primeiro-ministro?

Pinto Monteiro já não tem nenhumas condições para ser PGR.
Mas como disse um antigo magistrado, Guilherme da Fonseca, ninguém espere que se demita. Isso não vai suceder.
Vai ser preciso ajudá-lo a entender e a sair.
Enquanto é tempo.


José

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ó ALBERTO TENS UM GRANDE DEFENSOR DA LIBERDADE DE IMPRENSA NO TEU PARTIDO?


O Fim da Linha

Mário CrespoMário Crespo

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VAI CADA DIA QUE PASSA MELHOR?

O desemprego continuou

a subir
em

Dezembro em Portugal,


para 10,4 %.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MAIS CAMPANHA NEGRA...

Clique na imagem para ler na íntegra

©
Bartoon

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

VAI TUDO BEM?

Segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal foi a quarta maior da zona euro em Novembro, tendo subido 0,1 pontos percentuais face a Outubro, para 10,3 por cento, contra os 10 por cento da zona euro e os 9,5 da UE-27, onde o desemprego também continua a subir.


No caso português, desde o início da crise internacional, o desemprego tem vindo sempre a aumentar e a um ritmo superior ao da zona euro: enquanto nos seus 16 países a taxa subiu 25 por cento entre Novembro de 2008 e Novembro passado (de 8,0 por cento para 10,0), em Portugal subiu 30 por cento (de 7,8 para 10,3 por cento).


Uma calamidade social agravada pela realidade de haver, entre nós, 170 mil desempregados que não recebem qualquer subsídio, quase mais 16 mil pessoas (10%) do que há um ano, e pela suspensão, desde o final de 2009, da extensão do subsídio social de desemprego: quem esgotou o subsídio social de desemprego depois de 31 de Dezembro deixou de ter direito ao prolongamento da prestação por mais seis meses.

F.T.

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

PONTE DE SOR - OS LÓBIES, AS CUNHAS, AS MÁFIAS DO PARTIDO SOCIALISTA

Decorreu, no passado dia 25 de Novembro, uma reunião à porta fechada num Restaurante de Mora com almoço de luxo à mistura.

Contaram-se entre os presentes, o presidente da Câmara de Ponte de Sôr, Taveira Pinto, o seu novo vice-presidente, Hugo Hilário, o Governador Civil de Portalegre, Jaime Estorninho, Carlos Saraiva e o Secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, entre outros.

As teias do poder socialista em torno do atoleiro que são as obras da Barragem de Montargil, embargadas pelo Ministério do Ambiente e com uma acção judicial da Quercus e a típica actuação mafiosa para prosseguir os interesses imobiliários de José Sócrates nos investimentos turísticos da nossa barragem.

As obras do clube náutico e do campo de golfe foram embargadas por estarem a ser feitas em domínio hídrico e por contrariarem o plano de ordenamento da albufeira, tendo o Grupo CS sido obrigado a repor o terreno do campo de golfe como estava.
Com adiamentos sucessivos, hoje, os terrenos encontram-se no mesmo estado.

Ilegais.

O triângulo de interesses, de máfias e de cunhas está aqui bem demonstrado: Taveira Pinto coadjuvado com o aprendiz de Presidente da Câmara, agora cúmplice desta tramóia, Carlos Saraiva, face visível dos negócios de José Sócrates e Vasco Franco, o ex-vereador da Câmara de Lisboa nos mandatos do PS de João Soares, enterrado até às orelhas nos licenciamentos do Hotel de Pedrouços (do Grupo CS), juntamente com Margarida Magalhães, também ex-vereadora do PS e sócia de Carlos Saraiva.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

MAIS UMA TRAIÇÃO AOS PORTUGUESES



Este nem permitiu que os portugueses dissessem o que pensavam do Tratado de Lisboa, impedindo que eles manifestassem a sua opinião num referendo que tinha prometido realizar durante a campanha eleitoral em que foi eleito Primeiro-ministro.
Judas ainda se arrependeu de ter traído e recebido as 30 moedas, mas este nem nisso acredito
.

K.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PORTUGAL UM PAÍS DE BANANAS GOVERNADO POR SACANAS SOCIALISTAS

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu 29,1 por cento em Setembro de 2009.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MAIS VIGARICES...

Freeport:

fax fala em dois milhões de libras em «luvas»

TVI teve acesso a documento altamente confidencial.

Confira todos os dados:




O fax é altamente confidencial. Foi escrito a 17 de Dezembro de 2001, um dia depois das eleições que levaram à demissão de António Guterres e consequente queda do Governo do Partido Socialista.

Veja a reprodução do fax na versão original link externo e a tradução em português link externo.

Keith Payne é quem escreve a carta a dois dos homens fortes do Freeport em Londres: Ric Dattani e Gary Dawson. Payne é o inglês que, em Portugal, mantém informados os dois administradores do Freeport.

No fax, a que a TVI teve acesso, Keith Payne fala da mudança política em Portugal e da preocupação de José Sócrates já não ser Ministro do Ambiente: «Os efeitos dos acontecimentos do fim-de-semana, com os revezes sofridos pelo PS, nomeadamente nas eleições autárquicas, incluindo Lisboa, e a demissão do Governo de Guterres significam que Sócrates deixou de ser Ministro do Ambiente e que vai haver um compasso de espera de quatro ou cinco meses até que for eleito um novo Governo e nomeado um novo Ministro».

Rick Datani, o receptor do fax, reenvia-o logo de seguida para Jonathan Rawnsley, um administrador acima dele na hierarquia da empresa e acrescenta ao documento anotações escritas pelo seu próprio punho.

No final da carta é explicitamente referida a existência de subornos, concretamente dois milhões de libras em luvas. À época, qualquer coisa como três milhões e duzentos mil euros.

Ponto 4

«Jonathan, este é o fulano que me telefonou e sabe do suborno de dois milhões de libras. Sublinhei alguns pontos interessantes a partir do ponto 4. Se o Parlamento é dissolvido até às eleições, o secretário de Estado não pode aprovar nem rejeitar nada?»

Vamos, então, ver o ponto 4, para o qual Rick Datani chama a atenção do seu superior hierárquico. A frase sublinhada é esta: «Sócrates deixou de ser Ministro do Ambiente».

Para além do sublinhado no ponto 4, Rick Datani acrescenta ainda uma outra frase onde reafirma a existência de subornos. Sem acrescentos, a frase inicial era esta: «Se estamos face a uma possível rejeição (chumbo) do estudo de impacto ambiental, é pouco provável ser possível inverter uma tal decisão seja em que circunstância for, a dois dias da sua rejeição (chumbo) formal por parte do Ministro do Ambiente».

Datani acrescenta, novamente pela sua própria mão, a frase: «Antes do suborno».

O que fica, portanto, claro é que administradores do Freeport não só sabiam da existência de subornos, como estavam dispostos a pagá-los. Dois milhões de libras é o que parece estar em causa no licenciamento do outlet de Alcochete.

Este fax é um documento a que a polícia inglesa deu muita importância, a ponto de interrogar várias pessoas sobre o mesmo, mais especificamente sobre a nota de rodapé escrita à mão. Os ingleses queriam saber a quem se destinava os dois milhões de libras de subornos.

Charles Smith admitiu apenas uma anterior tentativa de suborno, não consumada, feita por um escritório de advogados. Quanto a Keith Payne, confirmou à polícia ter ouvido falar de pagamentos corruptos através de Charles Smith. A polícia inglesa não conseguiu, até ao momento, ouvir Rick Datani, o homem que escreveu precisamente a nota de rodapé e onde fala explicitamente de «bribe», ou seja, luvas ou suborno.

A TVI procurou obter uma reacção de Pedro Silva Pereira, secretário de Estado do Ordenamento do Território à altura, bem como de Rui Gonçalves, secretário de Estado do Ambiente nessa época.

Também procurou obter uma reacção de José Sócrates, à altura Ministro do Ambiente. Foram, por isso, endereçadas estas três perguntas link externo, que não obtiveram resposta.

tvi

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

PARA O ALBERTO (CANDIDATO) QUE NEM SEQUER É CÁ ELEITOR

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

GRANDES DEFENSORES DA LIBERDADE!


Spot preparado para passar na TVI nesta semana, antes do Jornal de Sexta, 4-9-2009 - e que foi censurado

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