terça-feira, 11 de setembro de 2012

...P O R T U G A L...


































Antero

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MAIS CAMPANHA NEGRA...

Clique na imagem para ler na íntegra

©
Bartoon

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

CENTRO DE DESEMPREGO



Inscrições nos Centros de Emprego aumentaram 20 por cento em 2008.
O Instituto de Emprego e Formação Profissional registou no passado mês de Novembro mais de 59 mil novos inscritos, um crescimento de cerca de 25 por cento em relação a Novembro de 2008.
Em termos absolutos, foi contudo Outubro o pior mês de sempre em termos de inscrições nos centros de emprego, com uma afluência de mais de 66 mil pessoas q
ue perderam o posto de trabalho.

RTP

Isto enquanto o governo dizia que Portugal ia aguentar bem o embate da crise.
Agora que já admitem que o pior está para chegar bem podemos começar já a imaginar que vem aí muito mais fome, miséria e que o desemprego vai disparar por aí acima.
Infelizmente, hipnotizado pela comunicação social, este povo continua a não acordar e a exigir o fim das mentiras e deste sistema corrupto que enriquece alguns à custa de todos os outros.
Falta trabalho neste país?
Porquê?
Descansa, não penses em mais nada, que até neste país de pelintras se acha normal haver mãos desempregadas e se acha inevitável haver terras por cultivar!

FMI, José Mário Branco

Portugal importa muito mais do que aquilo que exporta, Portugal não produz sequer o suficiente para suprir as suas necessidades, mas continuam a fechar a fábricas e as empresas (sobretudo as produtivas).
A Europa paga para acabar com a agricultura, os patrões não investem e continua-se a dizer que o estado também não o deve fazer.
O país endivida-se para fazer auto-estradas, TGV’s, aeroportos e mais um monte de infra-estruturas que servem para muito pouco, criando empregos temporários e sem futuro.
Porque não investe o estado na produção, porque não cria empresas que possam suprimir as necessidades dos portugueses evitando que tenhamos de comprar tanto lá fora?
A resposta é fácil, vem directamente da corrupção que faz que esta canalha ande a vender os interesses do país aos grandes grupos económicos mundiais.
De que estamos à espera para correr com esta escumalha de uma vez por todas da nossa terra?


K.

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domingo, 4 de janeiro de 2009

PROMESSAS...


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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O ESTADO A QUE ESTE PAÍS CHEGOU...

Um país de papagaios.
Uma sociedade desenvergonhada.
Um lugar que, a cada hora que passa, fica a dever mais dois milhões de euros ao estrangeiro, fora os juros.
Henrique Medina Carreira explicou, com desenvoltura e ironia, o estado da nação e a razão por que não acredita na propaganda de Sócrates, alguém que ele não leva a sério ao contrário do empertigado Gomes Ferreira da SIC-Notícias.
Dispensa comentários.

J.G.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

ESTÁ VISTO! QUÊM MANDA?



Há uma semana, o Banco Privado Português, estava falido e sem salvação possível.



O pior ministro das Finanças da Europa, (segundo um jornal inglês), dissera que tal situação, não acarretava qualquer risco grave para o sistema financeiro, afastando qualquer possibilidade de recurso ao Estado para suprimento das dificuldades, através da injecção de capital público.

Menos de uma semana depois, o que era então verdade, deixou de o ser, como no futebol .
O pior ministro das Finanças da Europa, lá teve mais uma vez, de engolir o sapo vivíssimo que lhe foi servido em Conselho de Ministros, pelo primeiro-ministro que o nomeou e o pode tirar do lugar com a mesma presteza.

A superestrutura que efectivamente governa - e que só por si justifica a existência de um partido comunista, para permitir estas noções de esquerda - tirou o tapete ao pior ministro das Finanças da Europa e com o apoio explícito do excelso governador do Banco de Portugal, deu a mão aos ainda mais magníficos accionistas e depositantes do BPP.
Balsemão, Saviotti, Vaz Guedes et al, agradecem, mas o caso cheira demasiado a esturro.

Evidentemente, a superestrutura pressionou o primeiro-ministro.
Porque se assim não fosse, não fariam sentido as declarações do pior ministro das Finanças da Europa.

E a gente não sabe porquê, uma vez que a notícia do Expresso é uma cortina de fumo.

Tanto fumo que até o apoiante da causa, ficou obnubilado com a decisão de reviravolta.
Nem a manchete do Expresso, de Balsemão, agora com a equipa directiva reforçada por esse génio do jornalismo que é Ricardo Costa, lhe mostrou a luz.
Virá a seguir.
Mais certo do que a causa ser sempre a mesma.


José

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

É SÓ COMPETÊNCIA



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domingo, 2 de novembro de 2008

SÓCRATES, AMIGO...




L.

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sábado, 1 de novembro de 2008

O FIM DE UM MUNDO FALSO

Durante quarenta anos ele acreditou na infalibilidade do sistema e na verdade intrínseca do mercado. E, de repente, o mundo que ele ajudara a construir e a impor como coisa inevitável e inquestionável desabou-lhe aos pés. O depoimento de Alan Greenspan, o mago da Federal Reserve, perante o Senado dos Estados Unidos foi um impressionante mea culpa, porque foi sincero e porque se percebeu que o velho guru do liberalismo estava verdadeiramente estarrecido com as consequências do seu erro decisivo.

Qual foi o erro de Greenspan, qual foi o erro do credo liberal? Foi, de certa forma, o erro inverso da teoria marxista. Marx, que foi um genial analista dos vícios do capitalismo, propôs o socialismo como alternativa, mas uma alternativa filosófica e moral, decorrente da crença de que a propriedade era um roubo. Mas as pessoas não se alimentam de teorias filosóficas nem convicções morais, e sim de coisas mais imediatas como a produtividade e a criação de riqueza. O socialismo, como doutrina económica, nasceu condenado ao fracasso, porque desdenhou o factor humano: a propriedade não é um roubo, é uma legítima ambição de qualquer homem, desde os especuladores de Wall Street até aos miseráveis dos guetos de Bombaim. Mudar a vida para melhor, ser mais rico, graças ao seu esforço, ao seu trabalho, à sua capacidade de inovação e de risco, faz parte da natureza humana e das suas ambições desde que o homem é homem. A livre iniciativa é o factor primeiro de produção de riqueza e de progresso económico. Num mercado aberto e concorrencial, cada um sabe que poderá, pelo seu esforço e pelo se mérito, melhorar a sua condição. Num mercado fechado, numa economia estatizada em que todos são funcionários públicos, não adianta fazer mais nem melhor, porque o Estado é dono de tudo e ninguém tem nada de seu.

Sobre as ruínas da crença socialista, que produziu milhões de deserdados e de miseráveis, os liberais acharam que tinha soado a hora de uma vingança histórica. O Estado mínimo, que Greenspan caucionou e Bush levou ao extremo do dogmatismo, descendo os impostos sobre os mais ricos, cortando nos programas de ajuda social e facilitando em tudo os negócios do grande capital, assentava numa outra pretensa verdade, de que Greenspan se fez eco: a de que o mercado saberia auto-regular-se, pois que era do seu próprio interesse, do das grandes empresas e do sistema financeiro, não criar as condições para a auto-implosão. Mais uma vez, o que ficou esquecido neste wishfull thinking foi o factor humano. Se a ambição de ser mais rico é o que faz aumentar a riqueza das nações, a ambição da riqueza desmedida, sem horizonte nem controlo dos meios usados, é o que conduz ao seu colapso.

O que falhou, então, não foi apenas a crença na desregulamentação do mercado, na concentração cada vez maior das empresas, nos lucros pornográficos distribuídos entre accionistas e gestores. O que falhou, antes de mais, foi a noção de ética nos negócios, a lembrança de que a criação de riqueza tem uma finalidade social, não podendo aproveitar apenas ao seu detentor, e que a riqueza fundada na miséria alheia (ou no endividamento de todos perante a banca) conduz, mais cedo ou mais tarde, à falência geral.

A loucura liberal montou um sistema económico à escala planetária fundado na iniquidade e na falta de escrúpulos e de sentido de serviço à comunidade. Pior ainda, permitiu que o sistema financeiro se apoderasse da economia, que os lucros fantásticos acumulados não correspondessem a riqueza efectivamente criada e que a economia real e produtiva fosse canibalizada pela especulação. Os mercados accionistas subiam e desciam, não em resultado do desempenho das empresas cotadas, mas das mais-valias realizados pelos especuladores - que depois corriam a canalizar os seus lucros para os off-shores, onde ficavam à espera, sem pagar impostos, de nova oportunidade de raide sobre o mercado. As pequenas poupanças foram assim devoradas pela especulação instalada, levando muitos a investir antes no consumo ou a endividarem-se no imobiliário, por não encontrarem melhor destino para o dinheiro.

Esta bebedeira colectiva vinha de trás e de longe, com sinais inequívocos de um fatal estoiro algures, e o que é incompreensível é que homens como Greenspan tenham assistido a tudo, confortados na sua crença de que o capitalismo em caso algum se devoraria a si próprio, ao contrário do que Marx escreveu há mais de um século. Entregue a si mesmo, aos seus instintos mais primários, o homem é um animal perigoso, quer ande pela rua a deambular de revólver na mão quer esteja sentado a uma secretária a gerir o destino de milhares de famílias. E o pior serial killer é aquele a quem foi confiado o poder de destruir, por simples ambição, os empregos e as pensões de reforma de tantos outros que trabalharam toda uma vida, confiados na honestidade do sistema. Não estamos apenas perante o falhanço de uma teoria económica, é mais do que isso: estamos perante um verdadeiro crime contra a Humanidade. Milhões de pessoas em todo o mundo estão já a sofrer as consequências da falta de pudor e de escrúpulos de alguns milhares de agentes económicos colocados em lugares privilegiados.

A esta luz, a tentativa - recentemente importada para aqui - de tentar explicar que o que falhou não foi a falta de regulação do mercado, mas sim o seu excesso, é quase uma nova forma de negacionismo. Dizer, como já vi escrito, que o que conduziu ao descalabro foi a legislação deixada por Clinton, que pretensamente obrigaria a banca a financiar negros e pobres sem capacidade de endividamento, sob pena de ser acusada de discriminação, roça as raias do insulto. Teriam sido os pobres, então, quem esteve na origem da crise, fazendo arruinar os ricos, os quais, coitados, só quiseram ajudá-los... O sr. Greenspan, afinal, não tem razões para se angustiar e viver os seus últimos anos atormentado pelos remorsos da sua extraordinária incúria!

Terça-feira que vem, o mundo pode começar a reencontrar o caminho da esperança, com a eleição de Obama como Presidente dos Estados Unidos. Não, ele não tem uma varinha mágica nem vai conseguir, por melhor que tente, tirar a América e o mundo deste atoleiro tão cedo. Mas representa outra gente, outra atitude, outra esperança. Seguramente que acredita numa economia menos iníqua, menos desonesta e menos entregue à lei da selva. E acredita na necessidade de uma América menos arrogante e menos egoísta. Cravará os pregos que forem necessários no caixão do liberalismo e, se tiver a lucidez suficiente para tal, trará a América de volta ao lugar da esperança que já foi seu e que perdeu com estes oito anos de pesadelo que foram os de George W. Bush.


Miguel Sousa Tavares

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

QUE PODEREMOS FAZER POR NÓS PRÓPRIOS

A situação no País, e do País, é cada vez mais complicada, e os paliativos que o Governo vai aplicando surgem, aos olhos e ao entendimento dos cidadãos, como remendos mal alinhavados. Devemos dinheiro e não sabemos como cumprir a palavra. Ninguém confia em ninguém e a angústia apossou-se, endemicamente, da população.


Somos os mais pobres, os mais desguarnecidos, os mais injustiçados dos povos europeus. Entraram, em Portugal, oceanos de dinheiro comunitário, sobretudo na década cavaquista, e o País progrediu porque não havia remédio: até a inércia dispõe de forças desconhecidas. Cavaco não foi responsabilizado de coisíssima nenhuma, e até chegou a Presidente da República.

Esta democracia é o que é: um facto lamentável. Os grupos parlamentares, supostamente representantes de todos nós, cada cor seu paladar, obedecem às estratégias das direcções dos partidos, e a consciência da ética republicana, que devia gerir os actos e imperar sobre as conveniências, está quase totalmente aniquilada. Na terça-feira última, José Vítor Malheiros escreveu, no Público, um notável artigo, Disciplina de voto, arma de destruição maciça da democracia, no qual põe em causa a natureza peculiar dessa obediência. É um texto que deveria ser leitura obrigatória dos deputados. Diz: Todos sabemos que os partidos são indispensáveis à democracia e ninguém – dentro do quadro da democracia – põe isso em causa. Mas os partidos são indispensáveis à democracia porque permitem a corporização das livres opiniões, das diversas correntes de opinião. Os partidos são organizações políticas que reúnem pessoas que professam a mesma doutrina e que visam conquistar e exercer o poder, mas numa democracia a sua existência justifica-se por permitirem reforçar a acção pública dessas pessoas que partilham uma doutrina, não por constituírem um meio de reprimir a acção individual de cada uma dessas pessoas ou de reduzir a variedade de opiniões em confronto na cidade.

José Vítor Malheiros reduz a subnitrato as instâncias que transformam as contingências do momento numa indispensável necessidade política. Escreve: Os deputados que elegemos estão dentro de partidos, que nos oferecem um quadro político e ideológico de referência. Mas gostaríamos de pensar que são todos mulheres e homens livres e de consciência. Não são. E a degenerescência moral do Parlamento acompanha decadência da sua eficácia. Para que serve um Parlamento assim?

Esta mesma pergunta, com ligeiras variantes, formulou-a, no começo dos anos 20 do século passado, no Diário de Lisboa, um grande jornalista, Aprígio Mafra. Desempenhava as funções de chefe de redacção do importante vespertino, era monárquico, e marcava na agenda o seu nome para relatar as sessões no hemiciclo. São textos demolidores. Aprígio Mafra, independentemente de ser monárquico, fornecia aos leitores reportagens exemplares, por muito bem escritas e rigorosas. Não manipulava, não escamoteava, não omitia. Os deputados é que eram os protagonistas da salgalhada. Há quem atribua a Aprígio o descrédito do Parlamento. Nada mais errado. Foram os deputados os fautores da desconfiança. Aprígo Mafra somente estilhaçou o temor reverencial em torno da instituição. Ontem como hoje. Criticar a Assembleia e quem lá está parece um tema proibido sobretudo para certos sectores da Esquerda. Será, sempre e sempre, uma tarefa pedagógica, ética e cívica o exercício da crítica a todos os sectores da vida portuguesa. O texto de José Vítor Malheiros constitui uma grave advertência acerca dos perigos que ameaçam a democracia portuguesa, já de si tão frágil.

Como resistirá uma democracia a este vendaval de desemprego que nos devasta? Os alicerces nos quais assenta o equilíbrio social estão a ser seriamente sacudidos. Segundo o Diário de Notícias de anteontem [22. Outubro, p.p.] pelo menos 23 mil famílias portuguesas deixaram de pagar os empréstimos contraídos, para compra de casa, por absoluta indisponibilidade. A maioria dessas famílias recolheu-se à residência paterna ou abandonou a cidade pela aldeia, onde a vida é menos dispendiosa. Para memória dos factos, circula, na net, uma lista impressionante dos vencimentos de gestores, mordomias e prémios. Os números são obscenos, para citar a indignada qualificação do dr. Bagão Félix, quando foi tornada pública a reforma de um desses.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) informa, em relatório, que, em Portugal, o fosso entre ricos e pobres não pára de aumentar. Vem o ministro Vieira e afirma, calmo e grave, que as coisas não são bem assim. Não, claro que não: são piores. A falta de clareza não é pecha deste Governo. Porém, como se diz socialista (embora cada vez o diga menos), ele deveria assumir a responsabilidade ética de falar verdade. As decisões governamentais atêm-se a uma relativização dos valores, e as interpretações do Executivo são feitas à margem das evidências. Se não entendemos o que nos diz Sócrates, também não conseguimos descodificar o discurso de Manuela Ferreira Leite – quando ela resolve falar.

Creio, apesar de tudo, que algo se modificará nas estruturas do sistema, abalado por uma crise quase sem precedentes. Esse abalo irá reflectir-se em Portugal, como em todo o mundo. Saberemos colocar correctamente os problemas; aceitar a verdade, porque só a verdade é revolucionária (como dizia o outro); e recusar repetir aquilo que já não existe?
Que poderemos fazer por nós próprios?


B.B.

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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

É O QUE TEMOS...

A apresentação do Orçamento de Estado para 2009 teve a aparência de uma rábula política.
Apesar da pen-drive, o fascínio pelas grandes tecnologias não consegue esconder a iliteracia nem a incompetência política, apenas torna tudo mais evidente.
Aliás, o titular das Finanças mais parecia o ministro do Tédio parado no meio de um país sucessivamente adiado.

Implacável, o Orçamento de Estado é um documento para um país realmente adiado.
Sócrates prepara a estagnação para 2009 com um Orçamento politicamente habilidoso – disfarça as eleições com a crise internacional.
Depois da beatificação do deficit a todo o custo, segue-se a apologia das famílias, da função pública, dos empresários e da melhoria das condições gerais do país.
O primeiro-ministro não apresentou o Orçamento, mas brindou Portugal com uma brilhante confissão de inconsistência política.
Em abono da verdade, a visão e os princípios políticos do primeiro-ministro coincidem com as indicações específicas de Bruxelas.
Afinal, qual será o verdadeiro e real Sócrates – o homem da austeridade ou o símbolo da bonança?
Provavelmente, ambos em semanas alternadas.

Por outro lado, o Orçamento é apresentado como um exercício de realismo, prudência e rigor. Eis finalmente uma frase pacífica – realismo face ao ano eleitoral, prudência porque as eleições ganham-se nas urnas e rigor na asfixia política da oposição. Coerente na convicção das conveniências, Sócrates oferece ao país um Orçamento economicamente arriscado, mas eleitoralmente seguro.
O Orçamento é a dose nacional de Prozac para 2009.
No futuro, as consequências continuarão a ser pagas pelos portugueses.
Entretanto, o país vagueia numa espécie de atraso que alguns julgam ser a face primeira do progresso.

E que dizer da oposição?
Uma conclusão salta à primeira vista – o PSD não se ouve no país. O PSD vive no pior dos mundos quando tem uma líder, mas não tem liderança.
Sem disciplina, inseguro na tradição política que representa, o PSD perdeu o hábito de vencer. Quanto a Ferreira Leite, a líder deve entender que não chefia uma Igreja.
Tal significa que não tem todo o tempo do mundo e uma autoridade natural que lhe permitam definir o tempo das declarações.
Em política existe a necessidade de falar e ser visto, respondendo à regra básica da discussão entre os opostos.
Existe em Portugal todo um eleitorado de centro-direita que exige uma alternativa política.
Um eleitorado que não vai esperar eternamente pelo PSD.

Carlos Marques

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domingo, 12 de outubro de 2008

NO "REINO" DA CORJA, A CRISE JÁ BATE NO FUNDO!


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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

É ECONOMIA?



Esta decisão faz mais pela saúde do sistema financeiro do que qualquer regulação que se possa introduzir, por mais perfeita que seja.



J.M.

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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

OS TROPEÇOS DO CAPITALISMO

Anda por aí grande alvoroço sobre a crise do capitalismo. A falência estrondosa do que se considerava instituições financeiras inabaláveis encontrou cândidas justificações em comentários cuja leviandade destrói o sentido das coisas sérias.
Enquanto George Soros acusa os arautos do neoliberalismo financeiros de mentirosos e manipuladores e assegura, no seu livro The New Paradigm of Financial Market que o sistema actual está a chegar ao fim [José Vidal-Beneyto, in El Pais], um comentador português garantiu que o acontecimento funcionava como revulsivo. Assim, o capitalismo saía mais forte porque limpo das escórias.

Creio que Soros sabe do que fala.
Pelo menos tem a obrigação disso.
Poderoso financeiro de ascendência húngara, especulador fadado para ganhar, sempre foi prudente nas afirmações. E esta, no-lo prova.
Realmente, ele não prevê a data do fim.
Está a chegar, diz. Não, agora; talvez daqui a muitas décadas.
O capitalismo entreajuda-se: a sua sobrevivência nasce dessa capacidade impressionante de renascer das tormentas históricas. E nunca esteve interessado em promover um novo laço social.
Como afirmou Saramago: A vantagem do capitalismo é que nada promete, enquanto o socialismo promete quase tudo.
Quer dizer: não embala esperanças.
O individualismo cria cumplicidades estranhas e inesperadas convivências. E a crise espoletada nos Estados Unidos revela que esse elo societário é, sobretudo, uma junção de interesses que nada tem a ver com princípios.
As coisas estão mal?, recorre-se ao Estado. Não é o capitalismo que falhou: tropeçou, uma vez ainda. Aquela é a sua natureza, reveladora da crença em si mesma, associada ao lugar da família. O capitalismo sempre se regenerará. Até à etapa final.
Como ensinou Marx, previu Lenine e assevera George Soros.

O inevitável acentuar dos problemas económicos e sociais aumentará todas as incertezas.
As generalizadas mudanças de temperatura e de clima, as secas, as chuvas torrenciais, cada vez mais generalizadas, os impressionantes fluxos migratórios, as interrelações culturais, também actuarão em favor de alterações substanciais no sistema.
As exigências do capitalismo podem permitir a evolução das formas e das fontes de financiamento, mas a omnipresença do mercado não é uma fatalidade.

A questão reside, actualmente, na aparente impossibilidade de alternativa. Dos onze governos socialistas ou sociais-democratas que havia, na Europa, em 2000, apenas subsistem três.
Por força das propostas da Direita?
Não.
Em razão de todos eles, de um modo ou de outro, terem deteriorado a sua específica identidade ideológica.
Não reconhecendo os antagonismos dos intervenientes socioeconómicos e culturais, para que serve esta Esquerda?
A crise fornece-nos a resposta: para nada.


B.B.

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

QUE LINDO QUE É...


... ver as impressoras que trabalham às ordens da máfia dos bancos a vomitarem notas...


Adivinhem quem é que vai

pagar a factura...

L.

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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

NÚMEROS PARA QUE VOS QUERO

Ouvindo dizer que desde o início desta legislatura foram criados mais 133 mil postos de trabalho, muitos portugueses terão concluído que o jackpot sai sempre aos outros. E, se calhar, devem ter-se perguntado: Se, diz o INE, no 1.º trimestre de 2005 (início da legislatura) havia 412 600 desempregados e, no 1.º trimestre de 2008, havia 427 mil (isto é, mais 14 400), o que aconteceu aos tais 133 mil postos de trabalho?
A única resposta aritmeticamente possível é que, entretanto, terão sido descriados 147 400 (133 mil + 14 400)…
Acontece algo parecido com a inflação.

Enquanto o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor era, em 2005, de 2,1% e, em Março de 2008, 3,1%, raro é o mês em que não surgem notícias da diminuição dos números da inflação homóloga, sendo que nem uns nem outros batem certo com os números da conta do supermercado (e da água, e da luz, e do passe…).
Talvez os portugueses devessem aproveitar as férias para ler How to lie with statistics (Como mentir com as estatísticas), de Darrell Huff.
Já que têm a prática, não lhes fazia mal nenhum ficarem também com a teoria.

M.A.P.

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quarta-feira, 16 de julho de 2008

A "PUTA" DA CRISE...

Este bondoso e piedoso homem informou-nos ontem daquilo que muitos há muito sentimos e que só os políticos, economistas e jornalistas não sabiam; que a nossa economia e o nosso país está na merda e, pior que isso, fadado a não mais sair de lá.
Desce a riqueza neste país mas sobe tudo o resto; o desemprego, a inflação, a pobreza, o fosso entre ricos e pobres, o desespero.
Não foi por isso grande a novidade que ele nos veio dar, nem mesmo as recomendações de congelamento salarial.
Nunca o vi recomendar outra coisa, desde o dia que sentou a sua real
bunda na cadeira do Banco de Portugal, o que reconheço é um aborrecimento para nós que não temos a sorte de podermos dizer quanto queremos de salário e de nos garantirmos com chorudas reformas.
É pena.

K.

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domingo, 13 de julho de 2008

PORTUGAL...O ESTADO A QUE ISTO CHEGOU... [III]










MEDINA CARREIRA

DIZ

MAIS

SOBRE


O

ESTADO


A QUE ISTO CHEGOU....

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sábado, 5 de julho de 2008

PORTUGAL...O ESTADO A QUE ISTO CHEGOU... [II]

A próxima semana vai ser politicamente dominada pelo debate sobre o estado da Nação, que encerra o ano parlamentar.
As boas ideias tendem a durar pouco, a tornar-se rotina: um debate que deveria marcar o tempo e servir de balanço, está condenado a tornar-se um debate como os outros, porque Governos e oposições não abdicam das suas posições e não dão passos que possam favorecer os adversários.

Ainda por cima, em vésperas de ano eleitoral!

É por isso que o leitor mais atento é bem capaz de antever ao pormenor o que cada um dos partidos e o próprio Governo têm para dizer.
Desta vez, chamado a uma entrevista na televisão num pico da crise internacional, até o primeiro- ministro já se adiantou no anúncio de algumas medidas.
Que a coisa se torne monótona já é mau.

O pior é que é completamente ineficaz.

Desculpem a comparação, mas muitas vezes, o discurso político em Portugal está a ficar igualzinho ao do futebol.
Só tem é menos tempo de antena nas televisões.
Compare-se o discurso e veja-se se não há semelhanças com quem tem de se justificar politicamente sempre culpando os outros pelos erros, ou encontrando pontos positivos na sua actuação quando está à vista o resultado de insucesso.

Não chegamos ainda ao ponto de ter um dirigente político a pedir-nos que demos as mãos para a corrente positiva passar com mais força. I
sso, só mesmo Scolari sabia fazer.

Mas temos políticos - no Governo e na Oposição - que são incapazes de aplaudir uma ideia adversária, que chegam ao ponto de apoiar uma medida se ela for proposta do seu lado, mas incapazes de a votar se, a mesmíssima proposta, vier do adversário.

Ainda esta semana, Manuela Ferreira Leite proferiu uma frase que, para mal dela a vai perseguir por algum tempo: O país não tem dinheiro para nada, o que, traduzido para futebolês quer dizer: Sócrates não joga nada.
Não joga nada porque é do outro.
O que Ferreira Leite disse já outros políticos disseram, incluindo o próprio Sócrates que, como sabemos, em matéria de arrogância, não fica a dever nada a ninguém.

No país ideal do mundo ideal, durante o debate do estado da Nação, políticos da oposição aconselhariam caminhos alternativos aos ministros, depois de estes terem admitido que algumas das suas políticas tinham falhado.
Entre este mundo idílico e a selva do futebol vai uma distância enorme.
Tão grande que a política real poderia ter ficado a meio caminho, aonde quer que se situasse o ideal olímpico da política. Infelizmente, não ficou.
Mas alegremo-nos, o mal não é só nosso, lá fora passa-se o mesmo; como diz o primeiro-ministro, a crise é internacional.


J.L.P.

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quinta-feira, 3 de julho de 2008

PORTUGAL...O ESTADO A QUE ISTO CHEGOU...



MEDINA CARREIRA DIZ TUDO SOBRE O ESTADO A QUE ISTO CHEGOU....


Veja e ouça o vídeo do principio ao fim

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