segunda-feira, 18 de março de 2013

INVESTE NO TEU BANCO


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sábado, 20 de dezembro de 2008

ELES JÁ NEM CRÉDITO CONSEGUEM...

A manchete do Expresso, o Borda d'Água do regime, traz uma manchete à qual pouca gente prestará a devida atenção por causa dos peidinhos e dos arrotos da classe política, metida nas suas tradicionais conversas de porteiras e na intriga mais baixa, a única coisa que interessa às redacções.
Sucede que, apesar do admirável Sócrates e da não menos extraordinária banca portuguesa, Portugal não possui crédito (literalmente) externo.
Mesmo com o aval do Estado, a Caixa Geral de Depósitos - que até é uma coisa séria ao pé de outros tugúrios da especialidade - não conseguiu o empréstimo que solicitou e, mesmo assim, pagou uma batelada em spread que agora vai forçosamente reflectir nas famosas famílias e nas empresas que tanto preocupam o magnífico Sócrates.
Entretanto o Estado (com a indispensável ajuda dos mansos dos contribuintes) já meteu 1,5 mil milhões de euros na CGD, para, designadamente, financiar abortos como o BPN.
Traduzido em pechisbeque, isto quer dizer que lá fora não confiam em nós e não nos passam cartão. E quem não confia, não empresta dinheiro ou empresta-o mais caro.
Em compensação, nós por cá parecemos mais interessados em discutir o comportamento da irrelevante Assembleia da República e dos inúteis que a compõem do que em pensar no abismo que se aproxima.
Uma raça tão ignóbil merece tudo o que de mau lhe acontecer.
Só espero ter tempo para me poder sentar tranquilamente à beira do rio a ver passar o cadáver do regime rumo ao mar.


J.G.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

ESTÁ VISTO! QUÊM MANDA?



Há uma semana, o Banco Privado Português, estava falido e sem salvação possível.



O pior ministro das Finanças da Europa, (segundo um jornal inglês), dissera que tal situação, não acarretava qualquer risco grave para o sistema financeiro, afastando qualquer possibilidade de recurso ao Estado para suprimento das dificuldades, através da injecção de capital público.

Menos de uma semana depois, o que era então verdade, deixou de o ser, como no futebol .
O pior ministro das Finanças da Europa, lá teve mais uma vez, de engolir o sapo vivíssimo que lhe foi servido em Conselho de Ministros, pelo primeiro-ministro que o nomeou e o pode tirar do lugar com a mesma presteza.

A superestrutura que efectivamente governa - e que só por si justifica a existência de um partido comunista, para permitir estas noções de esquerda - tirou o tapete ao pior ministro das Finanças da Europa e com o apoio explícito do excelso governador do Banco de Portugal, deu a mão aos ainda mais magníficos accionistas e depositantes do BPP.
Balsemão, Saviotti, Vaz Guedes et al, agradecem, mas o caso cheira demasiado a esturro.

Evidentemente, a superestrutura pressionou o primeiro-ministro.
Porque se assim não fosse, não fariam sentido as declarações do pior ministro das Finanças da Europa.

E a gente não sabe porquê, uma vez que a notícia do Expresso é uma cortina de fumo.

Tanto fumo que até o apoiante da causa, ficou obnubilado com a decisão de reviravolta.
Nem a manchete do Expresso, de Balsemão, agora com a equipa directiva reforçada por esse génio do jornalismo que é Ricardo Costa, lhe mostrou a luz.
Virá a seguir.
Mais certo do que a causa ser sempre a mesma.


José

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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

É ECONOMIA?



Esta decisão faz mais pela saúde do sistema financeiro do que qualquer regulação que se possa introduzir, por mais perfeita que seja.



J.M.

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segunda-feira, 3 de março de 2008

OS VENDEDORES DE DINHEIRO...

Dinheiro? Preciso, mas não gosto dele!, diz o consciencioso.

Já o cínico, responde: É o dinheiro que não gosta de mim.


E o banqueiro, que dirá ele?
Pois escutemo-lo então, na linguagem dos lucrativos exercícios em que se deleita para penosa existência dos clientes devedores.


Na semana passada a Caixa Geral de Depósitos divulgou os resultados do seu exercício de 2007, tendo apresentado o fabuloso lucro de 856,3 milhões de euros (cerca de 172 milhões de contos na moeda antiga). Um recorde absoluto do banco público e da banca portuguesa.



Acrescente-se, de passagem, que o conjunto dos cinco maiores bancos portugueses somou lucros da ordem dos 3 mil milhões de euros no exercício do último ano, qualquer coisa como 8 milhões de lucro por dia.

Um valor obsceno e imoral nestes tempos de sofrida crise económica e excessivo endividamento das famílias portuguesas.

No entanto, Faria de Oliveira, o novo presidente do banco público, foi já adiantando que a CGD poderá vir a agravar os juros pagos pelos seus clientes, por causa dos custos de financiamento e de crédito no mercado internacional.
Ou seja, a banca – segundo este senhor que já foi ministro num dos governos de Cavaco Silva –, fará reflectir a crise financeira internacional (que ela própria cavou com as jogadas de risco financeiro do subprime) nos seus clientes.
Pela simples razão de que não abdica dos seus fabulosos lucros, e pela razão mais elementar do poder que o dinheiro lhe dá, ao ponto de não se ouvir uma chamada de atenção, uma observação sequer de um membro do Governo.


Não podiam, por isso, ser mais oportunas as palavras de Belmiro de Azevedo, ao declarar, no princípio da semana, que é preocupante a atitude dos bancos: para garantirem lucros, aumentam os preços, prejudicando o cliente. Sublinha o empresário que assim é fácil gerir empresas, tal como o Estado faz quando não tem dinheiro e aumenta os impostos. E conclui ser este um raciocínio perigoso.

Perigoso para a economia em geral e para o bolso de cada um de nós em particular. Pois se até o maior empresário português se queixa dos bancos, que dizer de nós, pobres e espoliados clientes nas mãos destes tubarões da finança


J.D.

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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

JUROS E MAIS JUROS...

Nos últimos dois anos os juros aumentaram mais de dez vezes.
Cada vez mais as famílias não conseguem pagar as prestações dos seus empréstimos, que aumentaram 20% a 30%, enquanto os ordenados permaneceram quase congelados ou desapareceram com o desemprego.
São mais de 15 000 as famílias atingidas pelas mais recentes subidas dos juros, drama que, aliás, não parece preocupar minimamente o último relatório do Banco de Portugal (pudera, o dr. Vítor Constâncio e os seus amigos continuam a não ter qualquer dificuldade para fazer face às prestações dos respectivos créditos…).

Por outro lado, agravou-se no segundo trimestre deste ano a tendência de queda na construção.
O sector parece ter caído cerca de 23% - na construção de edifícios mais de 12%, nas restantes obras de engenharia acima dos 40% -, reflectindo com nitidez as dificuldades acrescidas que a subida dos juros provocam nas decisões de compra e de investimento.

Entretanto, o Banco Central Europeu (BCE) ameaça aumentar este mês as taxas de juro!
Mais uma vez!
Para o BCE nada conta, nem que os juros tenham já superado os valores do início do século, que os aumentos provoquem o descalabro de cada vez mais famílias, que a actividade produtiva se confronte com condições de financiamento cada vez mais difíceis ou que os baixos níveis de crescimento económico sejam incapazes de criar emprego - muito em particular em países como o nosso, que está há anos com crescimentos bem abaixo dos ritmos já de si moderados dos seus parceiros europeus.

Mas então não há ninguém que ponha o BCE na ordem, que diga ao sr. Trichet, ao sr. Constâncio e a outros que tais que deveriam dedicar mais atenção à economia real e às pessoas?
Sócrates e o Governo Português, que presidem neste semestre aos destinos da UE, podiam e deviam ter já dito e feito alguma coisa para travar esta espiral (quase) suicida de subida dos juros.
Só que se calam que nem ratos, não querem perturbar a pretensa independência do banco central nem querem admitir que o BCE tem que passar a trabalhar orientações que promovam o crescimento e o emprego em vez de se dedicar apenas aos malabarismos germanófilos para controlar uma inflação que há muito não preocupa.
Na verdade, o que Sócrates não quer é introduzir qualquer debate que o faça desviar do seu objectivo de fazer aprovar um tratado contranatura que (não por acaso) pretende consagrar a tal independência do BCE.
Depois é capaz de nos vir dizer que não tem nada a ver com as subidas de juros nem pode fazer nada para as evitar...


H.N.

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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

É COM ISTO QUE A BANCA LUCRA MILHÕES?

De acordo com o jornal Público, de hoje edição on-line, a banca continua a manter abusos no arrendondamento da taxa de juro nos créditos á habitação.
Vamos por partes e tentar descodificar, o que por ali se escreveu.
Em primeiro lugar, e em nome da transparência, veio o actual executivo em finais do ano passado, num violento ataque á banca nacional, lançar um conjunto de medidas, umas delas enquadradas com alterações em orçamento de Estado, outras alvo de portarias específicas como a de obrigar o arrendondamento á milésima nos créditos celebrados com vista á aquisição de habitação, e á redução de prazos na atribuição de data-valor nos depósitos realizados a crédito.
Não interessa aqui discutir, se as medidas são boas ou más, se terão impacto - certamente que sim - suficiente ou não para travar o crescimento dos lucros da banca nacional - grande parte dos lucros da banca já não advém de margens financeiras, mas sim participações e investimentos financeiros - , mas em abono da verdade, transmite transparência ao mercado.
Em entrevista ao Correio da Manhã, o secretário de Estado do Consumidor, Fernando Sarrasqueiro, em 19 de Novembro de 2006, assumia que a prática corrente até então - forma como estavam a ser realizados os arrendondamentos - era considerada inaceitável pelo Governo.
Ficou, por explicar, porque razão celebrou o governo em Janeiro de 2006 - actual executivo - um protocolo entre o Ministério das Finanças e o Grupo Millenium BCP, onde são acordadas condições especiais para funcionários públicos, e onde o arrendondamento acordado, repita-se, entre o mesmo governo que considera inaceitável e a instituição financeira, era de arrendondado a 1/4 superior.
Ora, agora e ao que parece, segundo a SEFIN, os bancos descobriram uma brecha na "lei", e nos contratos celebrados e considerados "paralelos", porque são celebrados no mesmo tempo que os contratos á habitação. Ou seja para a SEFIN, os contratos multiopções deveriam ter o mesmo tratamento que os contratos á habitação porque tem a mesma finalidade.
O único problema, aqui, seria na mera eventualidade, de considerarmos que um contrato multiopção tem como finalidade á aquisição de habitação, então a escritura da habitação deveria ser a soma do contrato de compra + o contrato multiopção, e sobre eles incidiriam IMT e respectivo IMI, dado o aumento do valor patrimonial.
Ora, quando uma associação de defesa de consumidores, vem propor, que os consumidores deixem de pagar menos uma milésimas num contrato mulitopções, para passarem a pagar mais IMT e mais IMI, parece-me que a finalidade da associação se extingiu, defender os consumidores.
Há dias que mais valia ficar em casa.


António Duarte

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