sábado, 20 de dezembro de 2008

ELES JÁ NEM CRÉDITO CONSEGUEM...

A manchete do Expresso, o Borda d'Água do regime, traz uma manchete à qual pouca gente prestará a devida atenção por causa dos peidinhos e dos arrotos da classe política, metida nas suas tradicionais conversas de porteiras e na intriga mais baixa, a única coisa que interessa às redacções.
Sucede que, apesar do admirável Sócrates e da não menos extraordinária banca portuguesa, Portugal não possui crédito (literalmente) externo.
Mesmo com o aval do Estado, a Caixa Geral de Depósitos - que até é uma coisa séria ao pé de outros tugúrios da especialidade - não conseguiu o empréstimo que solicitou e, mesmo assim, pagou uma batelada em spread que agora vai forçosamente reflectir nas famosas famílias e nas empresas que tanto preocupam o magnífico Sócrates.
Entretanto o Estado (com a indispensável ajuda dos mansos dos contribuintes) já meteu 1,5 mil milhões de euros na CGD, para, designadamente, financiar abortos como o BPN.
Traduzido em pechisbeque, isto quer dizer que lá fora não confiam em nós e não nos passam cartão. E quem não confia, não empresta dinheiro ou empresta-o mais caro.
Em compensação, nós por cá parecemos mais interessados em discutir o comportamento da irrelevante Assembleia da República e dos inúteis que a compõem do que em pensar no abismo que se aproxima.
Uma raça tão ignóbil merece tudo o que de mau lhe acontecer.
Só espero ter tempo para me poder sentar tranquilamente à beira do rio a ver passar o cadáver do regime rumo ao mar.


J.G.

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

ESTÁ VISTO! QUÊM MANDA?



Há uma semana, o Banco Privado Português, estava falido e sem salvação possível.



O pior ministro das Finanças da Europa, (segundo um jornal inglês), dissera que tal situação, não acarretava qualquer risco grave para o sistema financeiro, afastando qualquer possibilidade de recurso ao Estado para suprimento das dificuldades, através da injecção de capital público.

Menos de uma semana depois, o que era então verdade, deixou de o ser, como no futebol .
O pior ministro das Finanças da Europa, lá teve mais uma vez, de engolir o sapo vivíssimo que lhe foi servido em Conselho de Ministros, pelo primeiro-ministro que o nomeou e o pode tirar do lugar com a mesma presteza.

A superestrutura que efectivamente governa - e que só por si justifica a existência de um partido comunista, para permitir estas noções de esquerda - tirou o tapete ao pior ministro das Finanças da Europa e com o apoio explícito do excelso governador do Banco de Portugal, deu a mão aos ainda mais magníficos accionistas e depositantes do BPP.
Balsemão, Saviotti, Vaz Guedes et al, agradecem, mas o caso cheira demasiado a esturro.

Evidentemente, a superestrutura pressionou o primeiro-ministro.
Porque se assim não fosse, não fariam sentido as declarações do pior ministro das Finanças da Europa.

E a gente não sabe porquê, uma vez que a notícia do Expresso é uma cortina de fumo.

Tanto fumo que até o apoiante da causa, ficou obnubilado com a decisão de reviravolta.
Nem a manchete do Expresso, de Balsemão, agora com a equipa directiva reforçada por esse génio do jornalismo que é Ricardo Costa, lhe mostrou a luz.
Virá a seguir.
Mais certo do que a causa ser sempre a mesma.


José

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

TEMOS DE ACABAR COM A BANDALHEIRA

Como é que isto é compatível com isto?
Quem é que anda a desviar o dinheiro dos impostos dos cidadãos?
Não se pode permitir que a corja continue impunemente a praticar erros de gestão!!!
E não é necessário esperar por eleições para acabar com a bandalheira!!!
A rua tem muita força!!!


L.

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sábado, 8 de novembro de 2008

EM PONTE DE SOR O ELÉCTRICO FUTEBOL CLUBE VIVE À CUSTA DOS NOSSOS IMPOSTOS...


A questão é que o Eléctrico está em contra-ciclo com a realidade do desporto praticado nas cidades idênticas a Ponte de Sôr (parece que nesta terra ninguém vê a liga dos últimos), está em contra-ciclo com a própria cidade que não rejubila prosperidade e é uma instituição sustentada por dinheiros públicos (fora um ou outro patrocinador, e tenho a certeza que o patrocínio do CS é uma contrapartida aos investimentos que ele está a fazer no concelho e não parte da sua própria iniciativa, o que é ridículo).
Quanto é que a câmara municipal de Ponte de Sôr dá exactamente ao eléctrico por mês?
Fora o orçamento anual, o investimento das cadernetas foi todo de quem?
O investimento em festas a favor do Eléctrico foi pago por quem?
A compra dos equipamentos foi pago por quem?
Já se questionaram porque é que estão a perder sócios?
Já pensaram porque é que há cada vez menos gente a pagar as quotas ao Eléctrico?
Perguntem aos que deixaram de pagar as quotas, a razão que os levou a fazer isso.
Eu deixei de pagar.
Perguntem em quanto estão a ser chulados pela câmara municipal de Ponte de Sôr em impostos para serem revertidos a instituições cujas gerências sempre estiveram envoltos num sentimento de duvida e credibilidade (a FAP e o Eléctrico em particular).

Se me perguntarem se achava bem que a câmara deixasse de assumir a sua responsabilidade face à instituição eléctrico, claro que não achava bem.
É obrigação da câmara assegurar condições à prática desportiva e o número de praticantes que o Eléctrico tem é sinal disso mesmo.
Quanto a isso estou plenamente de acordo.

Não estou é de acordo que se aplique taxas IMI e IMT máximas (não me venham com a treta desta aplicação se dever ao facto de ser câmara socialista porque há muitas outras câmaras PS, que muito antes de entrarmos em época de eleições nunca aplicaram taxas máximas), com base em avaliações fantasma e destorcidas por excesso face à realidade do valor dos imóveis que, em tempos de crise (principalmente em Ponte de Sôr em que se vive um sentimento de angustia de muitas famílias com o encerramento da Delphi que, por efeito dominó, vai criar muitos outros encerramentos e despedimentos) para dar cerca de 150.000,00€/ano ao Eléctrico, fora despesas extraordinárias.

Aos fãs do Eléctrico que muito respeito, parece que andam vendados pois preferem que vos tirem o pão da boca em prol de gastos que em nada dignificam (os resultados assim o demonstram) e melhoram a qualidade de vida do concelho de Ponte de Sôr.
Mais, acho que não é por diminuírem o orçamento (a meu ver menos de metade seria o ideal) que os jovens deixariam de praticar desporto no eléctrico.
Não posso admitir que estes gastos sejam para importação de estrelas e para manterem equipas em campeonatos onde não fazem parte.
Se quiserem andar em bicos dos pés em ligas superiores façam-no, mas não é a custa do dinheiro dos outros, principalmente à custa daqueles que têm mais que fazer que adorar o Eléctrico.

Uma coisa é ter sensibilidade para o facto do desporto ser essencial, outra coisa é estar a alavancar uma instituição com dinheiro publico para se manter em ligas superiores.


Por isso mesmo é que achava muito pertinente, visto que a maior fatia do orçamento do Eléctrico deve-se a todos nós, que esta mesma instituição publicasse detalhadamente todas as aplicações que faz :
- contratações,
- salários,
- combustíveis,
- viagens para as ilhas,
- estadias dos jogadores importados,
- todos os outros custos.


Agora que este presidente de câmara municipal de Ponte de Sôr tem o seu concelho em crise, é que tenho a certeza que ele nunca soube como se deve gerir uma autarquia, ao contrario do que ele diz (acho que ele já disse uma vez que ninguém lhe dizia como era gerir bem um concelho mas esqueceu-se que passou a vida à mercê da maré e que a ele pouco ou nada de útil se deve).
Não tem conhecimento como se deve gerir uma câmara em termos financeiros.

Um tipo que teve o descaramento de dizer que o encerramento da maior empregadora do distrito não era um grande drama e ainda por cima quer continuar a aplicar taxas máximas, é porque desconhece as implicações económicas que isso pode gerar (ou estas taxas servem para pagar e manter baixos os juros da construção dos estádios e dos pavilhões para o Eléctrico?
Está mesmo a ver-se que é isso mas não convém que apareça nas actas das reuniões de câmara).
Tem uma cidade completamente paralisada e nem está a ver em que buraco se está a meter quando distribui verbas astronómicas a instituições com o Eléctrico à custa de receitas elevadas (Se este presidente tem na sua gestão uma situação financeira saudável ao ponto de estarmos no topo da lista, deverá ter vergonha na cara ao invés de gabar a sua parca capacidade de liderar).

C. 7.

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

NO MUNICÍPIO DE PONTE DE SÔR, MUITO TURISMO FAZ O PRESIDENTE E OS APANIGUADOS...




Taveira Pinto, José Coelho e Normando Sérgio e respectivas esposas partiram para Paris onde vão estar presentes num seminário sobre Qualidade da Administração Publica.
Despesas por conta do Orçamento pago pelos Habitantes do Concelho de Ponte de Sôr.


Em Novembro, mais uma viagem do Taveira Pinto a Cabo Verde.
Para disfarçar a viagem de turismo, leva a Banda de Montargil.
Despesas por conta do Povo do Concelho de Ponte de Sôr que tem de pagar a crise.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

MAIS UMA DA CORJA...

Já há muito se sabia que o Governo tinha andado a brincar às bolsas com dinheiros da Segurança Social.


Hoje soube-se quanto nos custou a brincadeira: o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS) perdeu 3,14 por cento (mais de 250 milhões de euros) nos primeiros nove meses deste ano, divulgou esta manhã em conferência de imprensa o ministro do Trabalho.

Apesar deste dinheiro pertencer aos portugueses, o Governo recusa-se a prestar contas e especificar que títulos adquiriu.

Há longos anos que o Tribunal de Contas se recusa a validar as contas da Segurança Social.

O episódio de hoje é de extrema gravidade, quer por colocar em causa as pensões de reforma das gerações futuras, quer pela evidência da falta de transparência destas operações.

Este foi o Governo que aumentou a idade mínima de reforma para os 65 anos como forma de garantir a sustentabilidade do sistema.

Quantos anos a mais teremos que trabalhar para compensar a perda hoje anunciada?

Resposta para depois das eleições do próximo ano.



F.T.

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

COMPRE JÁ ! ANTES QUE ESGOTE... [II]

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COMPRE JÁ ! ANTES QUE ESGOTE...


Ano X, Nº 121, 2 de Outubro de 2008

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

CHARLATÃO



Numa ruela de má fama
faz negócio um charlatão
vende perfumes de lama
anéis de ouro a um tostão
enriquece o charlatão

No beco mal afamado
as mulheres não têm marido
um está preso, outro é soldado
um está morto e outro f´rido
e outro em França anda perdido

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Na ruela de má fama
o charlatão vive à larga
chegam-lhe toda a semana
em camionetas de carga
rezas doces, paga amarga

No beco dos mal-fadados
os catraios passam fome
têm os dentes enterrados
no pão que ninguém mais come
os catraios passam fome

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Na travessa dos defuntos
charlatões e charlatonas
discutem dos seus assuntos
repartem-se em quatro zonas
instalados em poltronas

P´rá rua saem toupeiras
entra o frio nos buracos
dorme a gente nas soleiras
das casas feitas em cacos
em troca de alguns patacos

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Entre a rua e o país
vai o passo de um anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro dum canhão
e o trono é do charlatão

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra.


Sérgio Godinho
O Charlatão


K.

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terça-feira, 10 de junho de 2008

DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DA CANALHA QUE NOS ROUBA

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quinta-feira, 22 de maio de 2008

PEDITÓRIO NACIONAL A FAVOR DA GALP?

A GALP está inconsolável.
No primeiro trimestre deste ano teve menos 8,4% de lucros do que no mesmo período do ano passado, e agora só está a ganhar 1,2 milhões de euros por dia.
O que é isso comparado com mais 2 ou 3 cêntimos nos preços da gasolina e do gasóleo?
Os portugueses são uns queixinhas.
A GALP queria-os ver a ganhar só 1,2 milhões por dia!



A culpa da pobreza extrema da GALP (um dia destes haveremos de ver o dr. Ferreira de Oliveira e os outros administradores da GALP a pedir à porta da igreja dos Congregados) é do aumento dos preços do petróleo.
É certo que, entre Dezembro de 2006 e Dezembro de 2007, o preço da gasolina 95 aumentou em Portugal 11% e o do gasóleo 17,2%, enquanto o preço médio do petróleo, em euros, subiu apenas 1,5%.
Mas a GALP tem muitas despesas; ainda há dias, por exemplo, teve que comprar a Esso.


Por isso, o dr. Ferreira de Oliveira vê com profunda tristeza a especulação incompetente (não a especulação financeira, que é, como se tem visto, particularmente competente a fazer subir preços, mas a dos consumidores que acusam a GALP e demais petrolíferas de cartelização, quando se sabe que os aumentos simultâneos dos preços dos combustíveis são mera coincidência).
Por que não um peditório nacional a favor da GALP?


M.A.P.

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quarta-feira, 19 de março de 2008

O DINHEIRO DA INFÂMIA

São imagens deprimentes, recordadas pelas televisões. Bush sai do avião nas Lajes, acena, ignora-se para quem, gesto maquinal, sorriso levemente tolo. Aparece, face escancarada, comovida de efusão, o inevitável Durão Barroso. Bush, paternalmente, coloca-lhe a mão no ombro e estugam os passos. Depois, os abraços entre Blair, magnífico socialista; Aznar, piedoso membro da Direitona espanhola; e o Imperador impante. Durão indica o caminho para lá, e fica à porta de cá. Enquanto os outros conversam amenamente sobre mortos e feridos, danos colaterais e outras trivialidades, Durão Barroso, numa esplanada, toma uma bica.

Fez cinco anos que, em território português, três cavalheiros premeditaram a invasão do Iraque, cujas trágicas consequências adquiriram inaudita extensão. Para nosso escarmento, o então primeiro-ministro de Portugal desempenhou o papel de porteiro. O cortejo de misérias, ainda hoje ininterrupto, não recusou a tortura e a condenação à morte, justificadas como resposta ao terrorismo pela consciência doente de articulistas estipendiados e de políticos abjectos.

A concentração ética do que havia de mais fecundo na civilização ocidental foi depredada em pouco mais de uma hora. As vozes que se ergueram, condenando o previsível genocídio, foram abafadas pelo coro proclamador de uma falaciosa cruzada da liberdade contra o tirano. E, apesar de relatórios volumosos e de investigações prolongadas terem provado a inexistência de armas de destruição maciça, e de não haver nenhuma ligação entre o Iraque e a Al-Qaeda, a sentença estava ditada. Bush, reeleito através de uma fraude, desencadeava uma guerra com base em uma mentira. Depor Saddam foi o pretexto seguinte. Também adulterado. Os Estados Unidos detêm um rol numeroso de ditadores por eles sustentados e caucionados. E igual quantidade de sangrentos golpes contra democracias instituídas, e assassínios de dirigentes políticos que lhes são desafectos. Testemunhei alguns, em países da América Latina, e assisti à admiração funesta de quem havia traído os testamentos morais e aceitado os 30 dinheiros da infâmia. Não há transcendência no mal, assim como devemos condenar a sua banalização mediatizada. A sequência filmada do enforcamento de Saddam Hussein eleva a circunstância do horror à desumanização total dos sentimentos.

Qual o grau de sofrimento infligido a um povo que nos faz reavaliar a noção de vítima e de mártir, a fim de podermos julgar a dimensão infernal do algoz? Tudo é relativo; porém, nem tudo resulta de um mal-entendido. O carácter da invasão do Iraque resulta da premeditação de uma violência que, um pouco por todo o lado, vai alimentando a sede de domínio do Império.

B.B.

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