sexta-feira, 15 de abril de 2011

ONDE ISTO CHEGOU...

O país faliu e neste momento, ninguém sabe o que se seguirá.
A Europa, através de finlandeses e alemães, manda-nos à merda e, a não aparecer rapidamente uma solução para injectar mais uns largos biliões nesta chafurdice, lá para o fim de Maio, não haverá dinheiro para pagar salários aos funcionários públicos nem para prestações sociais.
O país moderno do engenheiro licenciado por fax, é isto.
Uma nação desempregada, analfabeta, estúpida, iletrada, sem tomates nem coluna vertebral que espera dos contribuintes europeus, a esmola que lhe permita comer amanhã.
Entretanto, os régulos do poder local, preparam-se para esbanjar os dinheiros (não sei quais) nas famosas obras do fomento, que servem para estourar mais uns milhões que não há e festas que tanta tusa lhes dão, seguramente porque são os outros a pagar.

Mas, até a irresponsabilidade tem limites toleráveis.
Recomenda-se vivamente aos senhores autarcas o bom senso de cancelarem obras e festejos, bem como uma gestão rigorosa de qualquer dinheiro público gasto.
Não é apenas uma questão de responsabilidade que se espera e exige.
É que nas circunstâncias actuais, qualquer desperdício é crime de gestão danosa.
Não fosse este povo de brutos o que é, muitos dos que estão nas áreas do poder, estariam a ser julgados pelos crimes que cometeram.

É que o dinheiro que falta, não se evaporou.

Está a recato distribuído pelas muitas contas caladas que o sigilo bancário protege, resguardadas nas leis feitas à medida para o caso.
O dinheiro que nos foi dado a fundo perdido pelos contribuintes europeus, mais todo o que se pediu emprestado, anda por aí.

Não é por acaso que um país falido esgota todos os destinos nas férias da Páscoa.

As contribuições dos trabalhadores para os fundos de pensões serviram para fazer estradas que ninguém pediu, estádios para a bola e mesmo para jogar na bolsa.

Agora, na velhice quem trabalhou e descontou uma vida inteira, está em vias de ir estender a mão à caridade.
Não somos efectivamente um povo digno, se o fossemos não teríamos chegado aqui.


P.M.

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sábado, 20 de dezembro de 2008

ELES JÁ NEM CRÉDITO CONSEGUEM...

A manchete do Expresso, o Borda d'Água do regime, traz uma manchete à qual pouca gente prestará a devida atenção por causa dos peidinhos e dos arrotos da classe política, metida nas suas tradicionais conversas de porteiras e na intriga mais baixa, a única coisa que interessa às redacções.
Sucede que, apesar do admirável Sócrates e da não menos extraordinária banca portuguesa, Portugal não possui crédito (literalmente) externo.
Mesmo com o aval do Estado, a Caixa Geral de Depósitos - que até é uma coisa séria ao pé de outros tugúrios da especialidade - não conseguiu o empréstimo que solicitou e, mesmo assim, pagou uma batelada em spread que agora vai forçosamente reflectir nas famosas famílias e nas empresas que tanto preocupam o magnífico Sócrates.
Entretanto o Estado (com a indispensável ajuda dos mansos dos contribuintes) já meteu 1,5 mil milhões de euros na CGD, para, designadamente, financiar abortos como o BPN.
Traduzido em pechisbeque, isto quer dizer que lá fora não confiam em nós e não nos passam cartão. E quem não confia, não empresta dinheiro ou empresta-o mais caro.
Em compensação, nós por cá parecemos mais interessados em discutir o comportamento da irrelevante Assembleia da República e dos inúteis que a compõem do que em pensar no abismo que se aproxima.
Uma raça tão ignóbil merece tudo o que de mau lhe acontecer.
Só espero ter tempo para me poder sentar tranquilamente à beira do rio a ver passar o cadáver do regime rumo ao mar.


J.G.

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