
A questão é que o Eléctrico está em contra-ciclo com a realidade do desporto praticado nas cidades idênticas a Ponte de Sôr (parece que nesta terra ninguém vê a liga dos últimos), está em contra-ciclo com a própria cidade que não rejubila prosperidade e é uma instituição sustentada por dinheiros públicos (fora um ou outro patrocinador, e tenho a certeza que o patrocínio do CS é uma contrapartida aos investimentos que ele está a fazer no concelho e não parte da sua própria iniciativa, o que é ridículo).
Quanto é que a câmara municipal de Ponte de Sôr dá exactamente ao eléctrico por mês?
Fora o orçamento anual, o investimento das cadernetas foi todo de quem?
O investimento em festas a favor do Eléctrico foi pago por quem?
A compra dos equipamentos foi pago por quem?
Já se questionaram porque é que estão a perder sócios?
Já pensaram porque é que há cada vez menos gente a pagar as quotas ao Eléctrico?
Perguntem aos que deixaram de pagar as quotas, a razão que os levou a fazer isso.
Eu deixei de pagar.
Perguntem em quanto estão a ser chulados pela câmara municipal de Ponte de Sôr em impostos para serem revertidos a instituições cujas gerências sempre estiveram envoltos num sentimento de duvida e credibilidade (a FAP e o Eléctrico em particular).
Se me perguntarem se achava bem que a câmara deixasse de assumir a sua responsabilidade face à instituição eléctrico, claro que não achava bem.
É obrigação da câmara assegurar condições à prática desportiva e o número de praticantes que o Eléctrico tem é sinal disso mesmo.
Quanto a isso estou plenamente de acordo.
Não estou é de acordo que se aplique taxas IMI e IMT máximas (não me venham com a treta desta aplicação se dever ao facto de ser câmara socialista porque há muitas outras câmaras PS, que muito antes de entrarmos em época de eleições nunca aplicaram taxas máximas), com base em avaliações fantasma e destorcidas por excesso face à realidade do valor dos imóveis que, em tempos de crise (principalmente em Ponte de Sôr em que se vive um sentimento de angustia de muitas famílias com o encerramento da Delphi que, por efeito dominó, vai criar muitos outros encerramentos e despedimentos) para dar cerca de 150.000,00€/ano ao Eléctrico, fora despesas extraordinárias.
Aos fãs do Eléctrico que muito respeito, parece que andam vendados pois preferem que vos tirem o pão da boca em prol de gastos que em nada dignificam (os resultados assim o demonstram) e melhoram a qualidade de vida do concelho de Ponte de Sôr.
Mais, acho que não é por diminuírem o orçamento (a meu ver menos de metade seria o ideal) que os jovens deixariam de praticar desporto no eléctrico.
Não posso admitir que estes gastos sejam para importação de estrelas e para manterem equipas em campeonatos onde não fazem parte.
Se quiserem andar em bicos dos pés em ligas superiores façam-no, mas não é a custa do dinheiro dos outros, principalmente à custa daqueles que têm mais que fazer que adorar o Eléctrico.
Uma coisa é ter sensibilidade para o facto do desporto ser essencial, outra coisa é estar a alavancar uma instituição com dinheiro publico para se manter em ligas superiores.
Por isso mesmo é que achava muito pertinente, visto que a maior fatia do orçamento do Eléctrico deve-se a todos nós, que esta mesma instituição publicasse detalhadamente todas as aplicações que faz :
- contratações,
- salários,
- combustíveis,
- viagens para as ilhas,
- estadias dos jogadores importados,
- todos os outros custos.
Agora que este presidente de câmara municipal de Ponte de Sôr tem o seu concelho em crise, é que tenho a certeza que ele nunca soube como se deve gerir uma autarquia, ao contrario do que ele diz (acho que ele já disse uma vez que ninguém lhe dizia como era gerir bem um concelho mas esqueceu-se que passou a vida à mercê da maré e que a ele pouco ou nada de útil se deve).
Não tem conhecimento como se deve gerir uma câmara em termos financeiros.
Um tipo que teve o descaramento de dizer que o encerramento da maior empregadora do distrito não era um grande drama e ainda por cima quer continuar a aplicar taxas máximas, é porque desconhece as implicações económicas que isso pode gerar (ou estas taxas servem para pagar e manter baixos os juros da construção dos estádios e dos pavilhões para o Eléctrico?
Está mesmo a ver-se que é isso mas não convém que apareça nas actas das reuniões de câmara).
Tem uma cidade completamente paralisada e nem está a ver em que buraco se está a meter quando distribui verbas astronómicas a instituições com o Eléctrico à custa de receitas elevadas (Se este presidente tem na sua gestão uma situação financeira saudável ao ponto de estarmos no topo da lista, deverá ter vergonha na cara ao invés de gabar a sua parca capacidade de liderar).
C. 7.
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