terça-feira, 8 de maio de 2012

VIGARICES DA ELECTRICIDADE

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ESTAMOS EM PLENO REINO DA...

O mal-estar causado pela assinatura do Acordo de Concertação Social não pára de aumentar. E, à medida que se conhecem os itens do documento, as baterias apontadas ao eng.º João Proença são cada vez mais. Torres Couto, fundador da UGT, afirmou que o acto é suicidário e que aquela central caminha para a dissolução.

E sindicatos e sindicalistas afins não param de criticar, por vezes acerbamente, o que entender ser uma capitulação de Proença.
Este, claramente irritado, tem procurado defender-se com argumentos tão irracionais como idiotas, mas o que está em causa deita por terra qualquer tentativa de justificação.

O dr. Passos Coelho subiu ao palco e disse, entre outras banalidades e omissões, que se estava em presença de uma grande coligação social.
Não é assim.
O primeiro-ministro não aceita as evidências e quer enganar quem?
Com a saída da CGTP, o desenrolar dos acontecimentos são de molde a preocupar.
Menos de vinte e quatro horas depois, uma manifestação de descontentes gritou a sua cólera perante o edifício do Parlamento. E isto não vai parar!, exclamou Carvalho da Silva, que vai deixar o lugar de secretário-geral da CGTP, por exigências estatutárias, e ser substituído por Arménio Carlos.

Claro que apareceram aduladores do documento.
Os mais despropositados foram o dr. Tavares de Miranda e o também dr. Braga de Macedo, recuperados de um limbo onde muito bem estavam.
O dr. Miranda discreteou acerca das inabaláveis virtudes de um texto, cujos objectivos salvíficos são comoventes.
Parece que a pátria estava em perigo de soçobrar, não acontecesse a assinatura singularmente patriótica do eng.º Proença. E o dr. Braga, sempre muito inteligente, exautorou as declarações de Torres Couto, de quem disse ser muito amigo, fora o despautério daquele absurdo radicalismo; ou foi fundamentalismo o que disse?

O facto é que o acordo é um texto beligerante, que desfere golpes terríveis em muitos avanços sociais do mundo do trabalho.
A Imprensa tem enumerado a lista e chega a ser sórdido o que patrões e governo querem fazer com o apoio sorridente do eng.º Proença.
Este, desasado e sem saber onde se meter, culpa os jornalistas.
Os jornalistas são culpados de muita coisa; mas de esta, não.
O eng.º Proença cumpre, aliás, o desígnio histórico que tem caracterizado o seu trajecto e o da UGT.
Não vale a pena cauterizar velhas feridas fazendo ressurgir histórias ignóbeis.
Mas cada um come do que quer e a mais não é obrigado.

A verdade é que as ambições patronais foram obtidas, com a conivência de UGT, e não há volta a dar ante as circunstâncias.
O escarmento de que o eng.º Proença é alvo não é injusto: ele assumiu as responsabilidades de fazer o que fez, num momento particularmente dramático da sociedade portuguesa e, em especial, da classe trabalhadora. Porque é esse o caso.
Todos nós, os que trabalhamos, operários, jornalistas, professores, mecânicos, motoristas, vamos ser atingidos pela onda avassaladora de uma série de iniquidades de que a UGT é responsável.
É extremamente significativo ver quem apoia e aplaude este acordo. E a desvergonha aumenta quando o eng.º Proença agita a bandeira da meia hora como vitória singular.
A verdade é que a historieta da meia hora foi um engodo, enganador como todos os engodos.
As coisas estavam preparadas e cumpliciadas para se apresentar a cedência governamental e patronal como ganho sindical.
O embuste servia para justificar o que aí vinha.

Estamos em pleno reino da infâmia.
Enfraquecido pelas pressões conservadoras e ultraliberais e pelas traições oportunistas de aventureiros sem escrúpulos, o mundo do trabalho está cada vez mais encostado á parede do seu infortúnio.
Porém, a história no-lo ensina que os incidentes de percurso, por dramáticos e dolorosos que sejam, são superados pela força da razão.
Estamos num desses períodos, em que tudo parece perdido.
Mas não está.
O estádio civilizacional será, ocasionalmente, interrompido, mas não é nunca uma etapa definitiva. E o poder, quase totalitário, que parece avassalar a Europa, começa, aliás, a apresentar fissuras.
Todas as derrotas são aparentes, por muito duradouras no aspecto. E não há conquista sem luta nem luta sem sofrimento.

B.B.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

JÁ NEM OS MORTOS COOPERAM!

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

O ALTERNE



O alterne funciona em pleno.
Agora mamas tu, a seguir mamo eu.
Até o paulinho das feiras, líder de uma agremiação insignificante, repete a sua pose de estadista, vestidinho às riscas e a comprar submarinos.
Só numa espécie de país sem coluna vertebral nem pingo de dignidade tal poderia acontecer.

A.C.

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quinta-feira, 12 de maio de 2011

COM ELES BATEU NO FUNDO!

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

É SÓ IMAGEM!



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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

É SÓ CORRUPÇÃO !

Uma reportagem de meter medo.




Por cá o esquema é o mesmo.

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

COMO VAI ISTO?

Ontem a meio da tarde, ao ouvir rádio a bordo do meu carro, no meio da confusão criada pela greve dos transportes, cheguei a respirar fundo e a pensar que Portugal começava a ter juízo. E que o governo do desgoverno, emendara a mão dada por Passos Coelho, para se deixar de caprichos e interesses e entender que os portugueses mereciam mais respeito.

O Ministro das Finanças deu a entender que estava disposto a fazer marcha-atrás.

Mas passadas duas horas era o Ministro das Obras Públicas que vinha convocar uma inútil e burra conferência de imprensa para dizer que as obras públicas, a febre dos carris, do betão e do alcatrão não iriam parar. Abdicariam de um troço de uma auto-estrada. Bem: a auto-estrada do Pinhal foi adjudicada, à mesma hora em que Passos era apanhado na toca do Coelho pelo animal feroz Sócrates.
Aquilo vai custar 1200 milhões de euros (ameaços não incluídos, isto é: as inevitáveis alterações de obra. Ponham nisso mais 40 por cento!). E hoje o ministro Teixeira dos Santos vinha em tom de lamento dizer que não se podia adiar a obra porque foi adjudicada.
Só não disse que tinha sido ontem e nenhum daqueles jornalistas (?) estafetas teve a coragem ou o saber para lhe perguntar porque tinha então ele assinado ontem.
A verdade é que este governo tem uma obsessão doentia por estes investimentos.
É a verdadeira corrida para o abismo.
Como se eu fosse comprar um Porsche novinho ou semi-novinho sabendo que não conseguiria pagá-lo em 10 anos, nem em 10 meses.
Portanto meus caros.
Preparemo-nos para o pior.
Um governo que não corta na despesa pública e que hoje dava como exemplo caricato cortar 20% nas chamadas dos telemóveis do Estado é de uma risada sem fim e de um pranto sem fim.
Claro que vão usar a velha fórmula: não há dinheiro?
Aumentam-se os impostos, cortam-se uns pós nos subsídios de uns desgraçados sem emprego, irritam-se uns calões que se despedem para poderem viver de férias durante dois anos, insultam-se uns gestores, caluniam-se as poucas empresas que dão lucro e mantemos as empresas que deixam um rasto de milhões de euros de passivo enquanto os sindicalistas dessas mesmas empresas se entretêm a fazer greves, assediados por sindicatos irresponsáveis.
Entretanto o Presidente da República vai este fim-de-semana para uma jornada de jovens gastrónomos algures no país das maravilhas.

L. Carvalho

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terça-feira, 30 de março de 2010

SERÁ QUE VAI FICAR POR AQUI ?

9,2% ou 9,3%...

que diferença faz???
Apenas 250 milhões de euros...

Uma bagatela.

Os ordenados de 150 Ruis Pedros Soares, apenas.
Pfff...

Que é isso?


J.T.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MAIS CAMPANHA NEGRA...

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©
Bartoon

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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

ISTO CADA VEZ VAI "MELHOR"...


Em Portugal, 18 em cada 100 pessoas têm um rendimento inferior a 406 euros mensais.

Vivem na pobreza.

Em 2008, os 20 por cento da população com maior rendimento recebia aproximadamente 6,1 vezes mais que os 20 por cento com o rendimento mais baixo.

Ao mesmo tempo, o imposto sobre as grandes fortunas, que permitiria financiar políticas de combate à pobreza, e uma legislação laboral e um modelo económico capaz, simultaneamente, de conferir dignidade à vida de quem trabalha e de obrigar as empresas a implementarem melhorias na sua eficiência organizacional, continuam a ser vistos como ideias radicais.

Entre nós, é sabido que a pobreza e a riqueza é que podem ser radicais sem que a maioria se importe demasiado com o seu extremismo.

Maioritariamente, a incomodidade causada pela pobreza despeja-se num sentimento de pena, ao passo que a riqueza vai despertando venerações várias.



F.T.

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domingo, 12 de julho de 2009

EDUCAÇÃO EM PORTUGAL



Vale a pena ler o artigo do António Barreto. É uma boa, porque trágica, síntese destes quatro anos fracassados na educação.

J.G.

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

HUMILDADE?


Desde a estrondosa derrota do PS nas últimas eleições que temos ouvido falar numa inflexão de arrogância que o Governo tem revelado ao longo de toda a legislatura.


Mas só ouvimos. Ou, se quiserem, o conceito de humildade foi também objecto de mesma fúria reformista que contribuiu decisivamente para a condução do país ao desastre económico que o Governo, agora humilde, continua a desvalorizar. Ainda ontem tivemos oportunidade de constatá-lo.
A dado ponto da entrevista que deu à SIC, a jornalista pergunta: “Foi um bom Primeiro-ministro?”.


Sócrates responde com surpresa, com aquela humildade de quem ouve a questão mais improvável: “perdão?”.
A jornalista não desarma: “tem sido um bom Primeiro-Ministro?”.
Sócrates respira fundo e responde que está muito contente consigo próprio, limitando-se a admitir o erro mais importante num país com mais de meio milhão de desempregados e com muita gente a passar fome: o erro de comunicação.


Para esta humildade reformada, o erro mais relevante para todos os portugueses que penalizaram o PS nas últimas europeias foi o de não lhes ter explicado, como se fossem criancinhas, a importância e a bondade de todas as reformas que o estômago de tantos não entende, que lhes precarizaram os vínculos, que promoveram a erosão do seu poder de compra, que não lhes criaram emprego, que lhes negaram a protecção no desemprego, que destruíram as carreiras na função pública, que insultaram os professores, que os amontoaram nas urgências dos hospitais por terem encerrado centros de saúde, que lhes reduziram a formação superior de cinco para três anos e os puseram a pagar propinas caras pelos dois anos que lhes foram retirados, mas… que os puseram a pagar os já mais de 3 mil milhões de euros que voaram para as contas de banqueiros delinquentes, que asseguraram cargos muito bem pagos aos boys e girls do regime, que venderam reserva ecológica aos grandes grupos económicos clientes do regime, que concessionaram serviços públicos a amigos do regime, que asseguraram uma vida descansada aos donos dos monopólios da energia e dos combustíveis, também próximos do regime, como tal, sem problemas cognitivos que os impeçam de entender a bondade de todas as reformas.

Esta humildade reformada em nada se distingue do classicismo dos anteriores autismo e arrogância crónicos.


F.T.

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terça-feira, 10 de março de 2009

LOUVOR , COMPETENTE CORNO...


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segunda-feira, 9 de março de 2009

AO ESTADO A QUE ISTO CHEGOU...[III]

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AO ESTADO A QUE ISTO CHEGOU...[II]

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AO ESTADO A QUE ISTO CHEGOU...

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O NOSSO AVÔ CANTIGAS

Teixeira dos Santos é o nosso Avô Cantigas. Com ele podemos confiar que, quando tudo parece mau, há sempre uma frase bondosa para ser dita e para nos acalmar.

A Teixeira dos Santos pode contar-se um segredo, por exemplo que o crescimento da economia portuguesa em 2008 foi zero, e ainda assim dele só se vê um sorriso nos lábios, porque ele já viu demasiadas vezes essa história para se surpreender.

Há alguns meses, todas as estimativas eram luminosas e a crise parecia-se com o anticiclone dos Açores: o bom tempo continuaria em Portugal, enquanto a Europa seria varrida por chuva e os EUA por tempestades tropicais.

Teixeira dos Santos contou essa história como se estivesse a recitar A Cabana do Pai Tomás.
Todos dormimos mais descansados, mesmo quando os números foram derrapando.
Só Teixeira dos Santos nos seria capaz de contar a história de embalar da economia portuguesa.

No fundo, às crianças, nunca se contam histórias de horror.


É essa a missão do ministro das Finanças: contar-nos histórias bonitas, em que o fim é sempre feliz.
É reconfortante termos um Avô Cantigas como ministro das Finanças, que canta: eu sou o Avô cantigas, todas as crianças são minhas amigas.
Pode-se substituir crianças por contribuintes, mas isso não muda a face familiar do ministro.

Ele ainda acredita que todas as crianças são suas amigas. E que todas as estatísticas são suas cantigas.
Por isso não surpreende que não tenha ficado surpreendido com os números do INE.
Se ficasse, não era o nosso orgulhoso Avô Cantigas.


F.S.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

MONOPOLY PORTUGUÊS

Durante a Grande Depressão os norte-americanos descobriram uma forma barata de se entreterem em casa: o Monopoly era um jogo que divertia e fazia esquecer a crise.
Em Portugal há vários Monopólios disponíveis, cada qual capaz de entreter os indígenas, mas que têm em comum um facto: reforçam a presença da crise.

O que se vai descobrindo no BPN é, por si só, um jogo sem regras, exercido até à exaustão dos seus responsáveis, perante a apatia de toda a classe de supervisores.
Daí subentende-se que, em Portugal, tudo é normal e desculpável.
Mesmo depois de ser público.
Já nada espanta num país que é um praticante exímio do porreirismo e do facilitismo. E onde a classe política continua a pensar que pode continuar a escorregar em sucessivas cascas de banana porque nada a pode levar a escorregar nas suas trapalhadas.

O exemplar caso do abate de sobreiros no Vale da Rosa, em Setúbal, fruto de uma decisão governamental tomada a um mês das eleições autárquicas de 2001 e horas antes de uma decisão do Tribunal Administrativo e as agora divulgadas relações entre o Vitória de Setúbal e o BPN, mostra como há um vírus instalado na sociedade portuguesa.

Há um Monopoly diferente em Portugal: quem tem conhecimentos ganha sempre o jogo.
Isto é o contrário da sociedade democrática, liberal e defensora da concorrência leal que se pretendia.
Há em Portugal um clube privado do Monopoly.
Que vence sempre. E que permite pouca concorrência.
Eça de Queiroz dizia que Portugal era um laranjal.
Mas hoje parece mais uma teia.


F.S.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

É SÓ "SUCESSO"?

Segundo a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística, a economia portuguesa contraiu-se dois por cento no quarto trimestre do ano face ao trimestre anterior, o dobro das anteriores piores previsões. Em 2008 verificou-se uma variação nula do Produto Interno Bruto, explicado pelo INE com os contributos negativos do investimento e da procura externa líquida

Havia para aí muita gente a dizer aos sete ventos que, graças às políticas do actual Governo, a crise estava a ser mais meiga com Portugal do que com o resto da Europa.
Verifica-se que realidade é algo bastante distinto de desejo.
Na mesma onda, muita gente repete para aí o bordão de que há que apostar no sector exportador e manter a aposta dos últimos governos de uma competitividade baseada numa matriz de salários baixos e precariedade laboral.
Para quê, se o exterior não está comprador e se essa opção deteriora ainda mais o já débil mercado interno?
Para tornar a economia portuguesa ainda mais vulnerável e dependente da conjuntura internacional?
A crise internacional explica apenas parte da nossa crise interna.
O restante encontra explicações nas políticas seguidas internamente.
Pelo PS, pelo PSD, pelo CDS-PP.
Há que dinamizar o nosso sector exportador, sim, mas nunca sacrificando o mercado interno.
Ou então a consequência pode ser o descalabro que está à vista de todos.


F.T.

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