quinta-feira, 18 de junho de 2009

HUMILDADE?


Desde a estrondosa derrota do PS nas últimas eleições que temos ouvido falar numa inflexão de arrogância que o Governo tem revelado ao longo de toda a legislatura.


Mas só ouvimos. Ou, se quiserem, o conceito de humildade foi também objecto de mesma fúria reformista que contribuiu decisivamente para a condução do país ao desastre económico que o Governo, agora humilde, continua a desvalorizar. Ainda ontem tivemos oportunidade de constatá-lo.
A dado ponto da entrevista que deu à SIC, a jornalista pergunta: “Foi um bom Primeiro-ministro?”.


Sócrates responde com surpresa, com aquela humildade de quem ouve a questão mais improvável: “perdão?”.
A jornalista não desarma: “tem sido um bom Primeiro-Ministro?”.
Sócrates respira fundo e responde que está muito contente consigo próprio, limitando-se a admitir o erro mais importante num país com mais de meio milhão de desempregados e com muita gente a passar fome: o erro de comunicação.


Para esta humildade reformada, o erro mais relevante para todos os portugueses que penalizaram o PS nas últimas europeias foi o de não lhes ter explicado, como se fossem criancinhas, a importância e a bondade de todas as reformas que o estômago de tantos não entende, que lhes precarizaram os vínculos, que promoveram a erosão do seu poder de compra, que não lhes criaram emprego, que lhes negaram a protecção no desemprego, que destruíram as carreiras na função pública, que insultaram os professores, que os amontoaram nas urgências dos hospitais por terem encerrado centros de saúde, que lhes reduziram a formação superior de cinco para três anos e os puseram a pagar propinas caras pelos dois anos que lhes foram retirados, mas… que os puseram a pagar os já mais de 3 mil milhões de euros que voaram para as contas de banqueiros delinquentes, que asseguraram cargos muito bem pagos aos boys e girls do regime, que venderam reserva ecológica aos grandes grupos económicos clientes do regime, que concessionaram serviços públicos a amigos do regime, que asseguraram uma vida descansada aos donos dos monopólios da energia e dos combustíveis, também próximos do regime, como tal, sem problemas cognitivos que os impeçam de entender a bondade de todas as reformas.

Esta humildade reformada em nada se distingue do classicismo dos anteriores autismo e arrogância crónicos.


F.T.

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13 Comments:

At 18 de junho de 2009 às 19:41, Anonymous A.F. said...

Em pele de cordeiro
elegantemente vestido,
ilude o povo ordeiro
que tem sido deglutido.

Com o espírito libertino
à espera da redenção,
tamanho é o desatino
da sua (des)governação.

Por puro oportunismo
para uns votos conquistar,
tremendo é o cinismo
para o mexilhão barafustar!

 
At 18 de junho de 2009 às 21:12, Anonymous Anónimo said...

Interessante. A primeira coisa que um político aldrabão faz quando perde eleições é tentar passar uma imagem falsa de si próprio.

 
At 18 de junho de 2009 às 21:15, Anonymous JOSÉ said...

A ministra da Educação garantiu esta quinta-feira que os resultados das provas de aferição, dos 4º e 6º anos, foram globalmente positivos, tendo-se revelado “resultados de continuidade em relação aos dos anos anteriores”.
Maria de Lurdes Rodrigues participou, hoje de manhã, na sessão de abertura do Fórum de Lisboa sobre Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e Inovação na Educação, no Centro de Congressos de Lisboa. Sem mencionar médias ou dados concretos em relação a cada um dos anos, a ministra assegurou que se verificaram “melhorias ligeiras na Língua Portuguesa e na Matemática”.
No:JN
Primeiro, baixam o grau de exigência no ensino; depois, elaboram provas de exame cada vez mais fáceis e a rondar limiares de imbecilidade relativa; em seguida, apresentam as melhorias fatais como grande sucessos da política educativa.
Poucos os desmentem e os que o fazem são acantonados como críticos maledicentes de de bota-abaixo.
É assim que esta gente tem governado durante quatro anos.

 
At 18 de junho de 2009 às 21:38, Anonymous Anónimo said...

«Já ouvimos afirmar, até à náusea, que estes resultados não prefiguram os das próximas eleições legislativas, mas é muito preocupante que Sócrates já tenha começado a agitar o espantalho da eventual futura "ingovernabilidade" do país - explorando medos e inseguranças dos cidadãos.
São argumentos perigosos, mas muito ouviremos falar da dita "ingovernabilidade" nos próximos tempos.»

Ana Benavente
PÚBLICO
17/06/2009

 
At 18 de junho de 2009 às 21:40, Anonymous A.B.C. said...

Ontem, 17-6-2009, no «Dia D - Especial» da SIC, debutou a nova imagem do primeiro-ministro José Sócrates. Debutou, mas não debotou porque a entrevista delicada de Ana Lourenço não lhe riscou o verniz - e a jornalista ainda o apresentou, no final, como «engenheiro civil» (que não é nem nunca foi como se sabe desde 22 de Fevereiro de 2005) «pela Universidade Independente». Até quando durará a cortesia da mentira de até os adversários tratarem o primeiro-ministro por «engenheiro»?...

Paulo Portas, na apresentação da moção de censura, disse que Sócrates passou do «animal feroz» para o «português suave». Portas não se referia aos cigarros que dizem que Sócrates fuma às escondidas: isso é lá com ele, o País é que é connosco. Sócrates surpreende e vai sempre mais além. A nova imagem que Sócrates debutou é a do coitadinho. Nem sequer o underdog (o perdedor) da noite eleitoral de 7-6-2009. Um lobo suplicante com olhos de cordeiro.

A nova imagem de humildade aflitiva do pecador em contrição, em vez da arrogância colérica, não é crível pelo povo porque não tem qualquer consequência na política prática. Porque a mudança política não pode ser apenas de um estilo mal ensaiado: é de políticas, de prioridades (e não o encargo que ficará dos compromissos financeiros que assumirá no TGV antes de deixar o poder), de cedências efectivas. Não basta o ar compungido, a tristeza simulada, a pena estampada - enquanto se apresenta, como salientou Francisco Louçã, um projecto de lei que consente trabalho no domicílio para crianças de 14 anos (sim, 14 anos, ao contrário do que respondeu o ministro Santos Silva a maioria dos jovens pode acabar o 9.º ano com 14 anos!). Nem chega a modificação semântica, com a redescoberta do perigo da «direita» (11 referências no discurso do primeiro-ministro de hoje, 17-6-2009, no Parlamento) - os socialistas hão-de ir ainda à acusação de fascismo que lhes disfarce o capitalismo serôdio...

Finalmente, o efeito do coitadinho colide com o contágio da força e anulam-se. Não é possível acumular o semblante de austeridade para-ditatorial com o ar de vítima infeliz do eleitorado severo. Creio até que o aspecto histriónico de coitadinho tira ao primeiro-ministro a confiança dos eleitores do governante irredutível: desampara-os. Sócrates arrisca perder a vantagem autoritária de líder forte sem ganhar o esperado benefício mais do que proporcional dos votos condoídos da vítima das circunstâncias externas punida duramente pelos eleitores ingratos.

 
At 19 de junho de 2009 às 02:53, Anonymous Anónimo said...

Pior do que a arrogância de quem tem o poder só mesmo a hipocrisia. E José Sócrates é um verdadeiro mestre da hipocrisia.

 
At 19 de junho de 2009 às 02:54, Anonymous Anónimo said...

O animal feroz resolveu vestir a pele de cordeiro em véspera de eleições... Talvez assim consiga comer algum papalvo.

 
At 19 de junho de 2009 às 14:34, Anonymous Anónimo said...

Como dizia a minha analfabeta mas nunca parva avó, com papas e bolos...

 
At 19 de junho de 2009 às 20:58, Anonymous J.T. said...

Só mesmo um farsante daquela categoria poderia, em 24 horas, tentar passar uma imagem de cordeirinho arrependido.
Mas arrependido de quê?
De nada.
Confessa que cometeu alguns erros.
Mas quais?
Nenhuns.
Diz que devia ter investido mais em Cultura.
De acordo. Mas na dele.
Devia ter estudado e feito os exames em vez de os comprar.
Devia ter um bacharelato verdadeiro em vez de uma licenciatura falsa.
Devia saber que não pode enganar o povo consecutiva e permanentemente.
Mesmo um povo analfabetizado e intelectualmente embrutecido como o nosso.
Mas não sabe.
Por isso pensa que pode sobreviver politicamente vestindo agora a capa de um cordeiro e pedindo desculpas por... nada.
É mesmo à Sócrates.
Absolutamente divorciado da realidade e dos verdadeiros problemas da nação, que entram pelos olhos de todos adentro, menos pelos seus.
Pelos seus, apenas uma louca ganância e uma obsessão irreprimível de se manter no poder qual hitlerzinho de 5ª categoria.
Ontem, no programa Opinião Pública da SIC Notícias, apenas duas velhinhas o defenderam. Foi tudo a cascar de alto a baixo. Estranhamante os boys do costume não ligaram para lá, a defendê-lo, como é hábito.
Até já se conhecem as vozes...
Algo se passa no largo do rato.
Parece-me bem que os socialistas VERDADEIROS já perceberam que este ditadorzeco de meia tijela caiu, de facto, em desgraça e, como bons cortesãos, são os primeiros a retirar-lhe o tapete.

Sócrates será derrotado nas próximas eleições, muito provavelmente. E não haverá maiorias absolutas. O povo castigará, desta forma, a classe política que, no fundo, não é pior do que o povo de onde emana.
Nem podia ser.

Está tudo a correr como o previsto.

 
At 20 de junho de 2009 às 17:59, Anonymous JOSÉ said...

José Pacheco Pereira faz hoje no Público, em crónica de página, uma radiografia política de José Sócrates com incursões pessoais na psicologia de retrato.
" Gente ambiciosa, muito ambiciosa, com pouca "virtude", com poucas leituras e muita televisão e computador, deslumbrada pelos gadjets, movendo-se com à-vontade entre jornalistas e empresários, sem "vida" nem biografia e pensando a política como pouco mais do que uma forma elaborada de marketing."

É assim que JPP vê a geração Sócrates.
Pressupondo, naturalmente, uma espécie de antítese que se corporiza politicamente em gente de ambição controlada, com muita "virtude", seja lá isso o que for, com muitas leituras e pouca televisão ou computador, sem apego a artefactos e com alguma dificuldade em comunicar nos media, mas com grandes vidas ( e grandes obras, como no título antigo de um livro das Selecções do Reader´s Digest?) e uma noção da política integrada em visões de conjunto aritmético eleitoral.

Que modelos de políticos podemos integrar neste conceito, já de si idiossincrático?
Estou mesmo a ver o modelo: Mário Soares o político dos políticos, o decano dos videiros de partido, com biografia e obra de oposição a regime opressivo. Tudo lhe cola, menos a dificuldade em comunicar nos media.
Depois, outro modelo se perfila: o de Sá-Carneiro, o político instruído na actividade de ala liberal, com ideias definidas sobre o Estado e a sociedade organizada num certo modo capitalista e a noção precisa dos papéis institucionais modelados no antigamente. Tudo lhe assenta, mesmo a dificuldade em ligar aos media.

continua

 
At 20 de junho de 2009 às 18:01, Anonymous JOSÉ said...

continuação
Tem sentido esta modelação de papel de político actual e moderno?

Não tem muito sentido, embora prefira esse modelo de virtudes à dos modelos sem virtudes especiais e por isso esvaziados de conteúdos subtis.

Tomemos como exemplo, os políticos que nos têm calhado em rifa eleitoral:
Onde se enquadra um indivíduo como Adelino Palma Carlos, primeiro ministro depois de 25 de Abril?
No segundo modelo, sem dúvida, com o acrescento nada despiciendo de ter uma vida de oposição ao regime anterior, no interior de uma faculdade e em grupos secretos.
A seguir, tivemos casos particulares como o de Vasco Gonçalves, uma figura colectiva que por isso mesmo, passo. Mas não passo sem dizer que não se enquadrava num modelo nem noutro.

Depois da convulsão revolucionária, tivemos a liderança de Mário Soares durante vários anos. Até aos oitenta, de facto e com ideias que se podem acantonar a uma esquerda ainda hoje reivindicada no mainstream democrático.
Mário Soares é um indivíduo lido ( principalmente no Nouvel Observateur) e cultivado artisticamente ( na galeria de um Manuel de Brito por exemplo), experimentado na luta política ( com princípios aprendidos no antigamente em sedes de conspiração maçónica). O que adiantou ter um indivíduo dessa estirpe "nobre" na política?

Uma série de equívocos, com destaque para a reticência em modernizar a economia nacional e cuja obstinação política nos garantiu largos anos de dependências atávicas ao FMI.
Depois de Mário Soares, veio Sá Carneiro que estabeleceu o modelo dos políticos a devir, para certa intelectualidade lusa.
O que trouxe Sá-Carneiro de essencial ao modelo? A sua cultura? Não me interessa, a não ser saber que existia uma certa cultura liberal e oposta à do antecessor. A sua experiência vivida na Assembleia Nacional? Aí, interessa, porque foi uma experiência que concedeu estatuto de vivência política activa e com ligação ao que era antigo mas duradouro em certos valores.
Mas, na prática, o que trouxe ao país um político modelo como Sá Carneiro? Obstinação em governar centralizadamente; ideias fixas sobre opções políticas que se revelaram erradas ( a escolha do candidato presidencial foi o seu fim, literalmente) e incertezas sobre a mudança de mentalidade política reinante e de esquerda.
Seria necessária uma figura como Sá Carneiro, hoje em dia? Duvido, a não ser na firmeza dos valores e no estilo da sua afirmação.
Em seguida a Sá Carneiro, o que tivemos de modelar na política?

Cavaco Silva, voilà! E era aqui que queira chegar.
Cavaco Silva foi o herdeiro putativo das ideias de Sá Carneiro ( embora este não o distinguisse por aí além, eventualmente por ter percebido a sua diferença para nenhures) e conseguiu alcançar a liderança de um partido e de um governo como nunca se viu em Portugal: uma maioria absoluta com objectivos ambiciosos e meios prometidos como os fundos da CEE, aos milhões.
Que fez este modelo político desse acervo hereditário e dos seus frutos? Transformou porventura o país numa modernidade que outros não pudessem de igual modo fazer, nomeadamente o outro modelo, Mário Soares?
Não me parece nada.

continua

 
At 20 de junho de 2009 às 18:02, Anonymous JOSÉ said...

continuação
Por outro lado e mais importante ainda: onde encaixa Cavaco Silva no modelo proposto em negativo por JPP?
Fatalmente, no primeiro que critica e no aspecto que me parece essencial e diferenciador.
Cavaco Silva não era ( e continua a não ser) um indivíduo culto como JPP entende que deve ser um indivíduo lido.
Não tinha cultura ( e continua a não ter) que o distinga no gotha da inteligentsia; sendo verdadeiro que não integra os outros itens, também é verdade que Cavaco Silva ascendeu na política segundo as regras partidárias: um grupo de apoio importante, um programa de ideias gerais e nomes de governo. E esse foi o erro fatal na escolha desse modelo. Os colaboradores fizeram toda a diferença, para pior, tal como se revelou posteriormente.
O cavaquismo é a pior experiência política portuguesa, incluindo a de Guterres, porque tinha os trunfos todos para mudar radicalmente o país e preferiu adiar essa mudança com as opções erradas. E José Pacheco Pereira esteve lá, no cerne desse poder que foi conferido ao PSD de então. Foi cúmplice desse falhanço e dessa frustração.
Que nomes e que apoios teve Cavaco Silva para ascender na política?
O primeiro de todos já está esquecido ( por boas razões? Ou por razões convenientes?): Eurico de Melo, de Braga ou Santo Tirso, empresário-político que não integra o modelo pré-definido de JPP, mas integra outro: o dos caciques partidarios locais do antigamente e que não é a mesma coisa que os "jotinhas" mas que os gerou, sem dúvida alguma.
Um dos rebentos mais notáveis, aliás, tornou-se uma das figuras-chave do cavaquismo: Marques Mendes. Vindo de Fafe, onde o pai era figura do partido, integrou-se com outras figuras gradas ( Ribeiro da Silva, em Braga) e ascendeu no firmamento dos governos de Cavaco Silva, para ministro indistinguível de outro qualquer de um governo, incluindo este de José Sócrates O mesmo autoritarismo sem nexo; o mesmo abuso de carros e coisas do Estado; os mesmos tiques político-partidários de nomeações; as mesmas pechas de sempre da política portuguesa. Ao ponto de na altura de sair, Belmiro de Azevedo ( despeitado certamente, mas com pontaria) ter dito que nem o queria para porteiro das suas empresas.

JPP acha Marques Mendes um produto e modelo de quê e de quem? É indivíduo lido? Não parece nada, tal como não seria um Fernando Nogueira, outra figura grada do partido e com experiência de assistente de Direito de Família e Sucessões, na Universidade de Coimbra.
Portanto, Marques Mendes, no entender de JPP a que modelo pertence?
Ao de José Sócrates sem margem para dúvida. O que o distingue deste, porém ,é coisa que JPP não aponta e que é mais importante: os valores. A única diferença pode estar aí, escondida.
Outra figura ligada ao líder, é, indubitavelmente, Dias Loureiro. Em que perfil o integra, JPP?
No dos cultos, evoluídos, com pedigree democraticamente solidificado? E como justifica a evolução política e pessoal desse político? Encontra paralelo no outro modelo, no devorismo e ambição de ascensão?

continua

 
At 20 de junho de 2009 às 18:02, Anonymous JOSÉ said...

continuação
Logo a seguir a Cavaco Silva temos Guterres.
Guterres é um tipo culto, evoluído? Parece que sim. Engenheiro de profissão que nunca terá exercido, escolheu a política ainda com bigode e só o cortou quanto estava perto do poder.
Que distinguiu Guterres dos restantes, em relação ao modelo de virtudes?
Segundo o próprio JPP, terá sido um dos piores primeiros-ministros que Portugal teve...o que aliás nem é original porque foi o próprio António Sousa Franco, pouco antes de morrer quem o disse, alto e bom som num restaurante: "o "António " era uma excelente pessoa mas o seu governo era o pior desde o tempo de D. Maria!" E Sousa Franco, encarnava, a meu ver, de modo completo, esse modelo de virtudes políticas: era realmente culto; instruído, inteligente, com valores realmente importantes, experiente na política porque vindo das primeiras experiências partidárias ( do PSD e da dissidência) e com currículo. Sousa Franco tinha tudo o que um político-modelo, para JPP, deve ter. E portanto, foi o seu contributo para a política económica de Guterres, com gastos à tripa-forra que terá deitado tudo a perder no controlo do défice das contas públicas...

Portanto, tínhamos o melhor dos dois mundos políticos, com Guterres: um indivíduo lido, comunicador, simpático e afável, sem problemas de autoritarismo, bom escolhedor de ministros para pastas importantes e daqueles com currículo que seleccionou entre "cem nomes para o PS" e competente para o exercício do cargo.

O que resultou deste modelo de virtudes?

O pior governo que Portugal jamais teve!

Portanto e em conclusão de fim de semana:

Os modelos de virtudes pré-definidas podem ser equívocos. O que parece, pode acabar por não ser e o modelo perfeito de político está por inventar.

E não é certamente o modelo JPP que vale a pena seguir cegamente, embora o diagnóstico deste primeiro-ministro seja certeiro e adequado. José Sócrates é uma nódoa como governante, mas pode muito bem não ser por falta dessas vitudes.

Quanto a mim, modesto comentador de blog, há um fio condutor nessas virtudes essenciais e que acabei por citar duas ou três vezes, neste texto: valores.
Digam-me em que valores acreditam e direi se aceito o modelo.
Este, o de José Sócrates, parece-me abaixo de cão. Ou de Vital Moreira, se se preferir um modelo execrável de político moderno.

 

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