quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

É SÓ CORRUPÇÃO !

Uma reportagem de meter medo.




Por cá o esquema é o mesmo.

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

ONDE HÁ FUMO, HÁ FOGO!



Taveira Pinto
presidente do município de Ponte de Sor,propõe nulidade do licenciamento da obra do

Carlos Saraiva,

para in
verter a mais que certa perda de mandato do vereador eleito pelo P.S.


LUÍS JORDÃO


Os coitadinhos, inocentes, ao que parece, descobriram agora que o licenciamento das obras foi mal feito e que afinal estavam implantadas junto à água, na reserva ecológica.


GRANDES

VIGARISTAS

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quinta-feira, 8 de abril de 2010

É TUDO MENTIRA !

Quase 69% dos processos de corrupção instaurados por crimes cometidos no sector público envolvem as câmaras municipais. Ainda assim, e de acordo com um estudo hoje divulgado, a maioria destes processos continua ainda a envolver o sector privado.

De acordo com o estudo hoje divulgado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e o ISCTE apresentado esta manhã, em Lisboa, é na administração local que está localizado o maior número de casos de corrupção: cerca de 58,9% dos casos analisados (42,1% junto de câmaras municipais e juntas de freguesia) entre os anos de 2004 e 2008.

Por sua vez, dentro da Administração Central, é no quadro do Ministério da Administração Interna – que tem a seu cargo as forças de segurança, por exemplo – que se verifica o maior número de processos de corrupção.

Ainda segundo o estudo, o sector privado continua a ser o mais envolvido em processos de corrupção - 72,7% dos processos analisados, contra 22,7% dos processos instaurados contra entidades do sector público.

Entre os 838 processos analisados entre 2004 e 2008, o DCIAP e o ISCTE verificou também que os actos de corrupção, em Portugal, resultam sobretudo de uma iniciativa de um corruptor activo para um passivo – ou seja, de um sujeito que corromper outro.




Combater a corrupção pelo

voto


Aos olhos do investigador Luís de Sousa, um dos responsáveis pelo estudo, o combate contra a corrupção no meio autárquico pode logo partir dos cidadãos, tomando 'uma atitude mais consciente', não 'votando em candidatos envolvidos em processos de corrupção'.

Paralelamente, o investigador considera também urgente, uma reforma global do poder local, que permita à oposição dos Executivos camarários reforçar o seu papel de fiscalização e de contra-poder.


M. Leitão Silva

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

INSPECTORES DA IGAL NA CÂMARA MUNICIPAL DE PONTE DE SOR



Uma equipa de inspectores da Inspecção Geral das Autarquias Locais, chegou esta manhã à Câmara Municipal de Ponte de Sor, onde começou logo a inspeccionar o munícipio de Ponte de Sor.



As atribuições da IGAL

A Inspecção-Geral da Administração Local é um serviço central da administração directa do Estado dotado de autonomia administrativa e que, nos termos do disposto no art.º 3.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 326-A/2007, de 28 de Setembro, tem como principais atribuições, em todo o território nacional, com excepção das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira:

Efectuar acções inspectivas, sob a forma de inspecções, inquéritos e sindicâncias aos órgãos e serviços das autarquias locais e entidades equiparadas;

Analisar as queixas, denúncias, participações e exposições respeitantes à actividade desenvolvida pelas entidades tuteladas, propondo, quando necessário, a adopção das medidas tutelares adequadas;

Proceder à instrução dos processos no âmbito da tutela administrativa e financeira da administração autárquica e entidades equiparadas;

Contribuir para a boa aplicação das leis e regulamentos, instruindo os órgãos e serviços das autarquias locais sobre os procedimentos mais adequados e estudar e propor medidas que visem uma maior eficiência do exercício da tutela do Governo sobre as autarquias locais;

Assegurar a acção inspectiva no domínio do ordenamento do território, em articulação funcional com a Inspecção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território (IGAOT);

Participar aos órgãos competentes para a investigação criminal os factos com relevância jurídico-criminal;

Assegurar a divulgação dos resultados da actividade operacional de inspecção e colaborar no cumprimento de medidas adequadas e na proposta de medidas tendentes à eliminação das deficiências e irregularidades encontradas."


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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

PONTE DE SOR - OS LÓBIES, AS CUNHAS, AS MÁFIAS DO PARTIDO SOCIALISTA

Decorreu, no passado dia 25 de Novembro, uma reunião à porta fechada num Restaurante de Mora com almoço de luxo à mistura.

Contaram-se entre os presentes, o presidente da Câmara de Ponte de Sôr, Taveira Pinto, o seu novo vice-presidente, Hugo Hilário, o Governador Civil de Portalegre, Jaime Estorninho, Carlos Saraiva e o Secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, entre outros.

As teias do poder socialista em torno do atoleiro que são as obras da Barragem de Montargil, embargadas pelo Ministério do Ambiente e com uma acção judicial da Quercus e a típica actuação mafiosa para prosseguir os interesses imobiliários de José Sócrates nos investimentos turísticos da nossa barragem.

As obras do clube náutico e do campo de golfe foram embargadas por estarem a ser feitas em domínio hídrico e por contrariarem o plano de ordenamento da albufeira, tendo o Grupo CS sido obrigado a repor o terreno do campo de golfe como estava.
Com adiamentos sucessivos, hoje, os terrenos encontram-se no mesmo estado.

Ilegais.

O triângulo de interesses, de máfias e de cunhas está aqui bem demonstrado: Taveira Pinto coadjuvado com o aprendiz de Presidente da Câmara, agora cúmplice desta tramóia, Carlos Saraiva, face visível dos negócios de José Sócrates e Vasco Franco, o ex-vereador da Câmara de Lisboa nos mandatos do PS de João Soares, enterrado até às orelhas nos licenciamentos do Hotel de Pedrouços (do Grupo CS), juntamente com Margarida Magalhães, também ex-vereadora do PS e sócia de Carlos Saraiva.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

HIDRA

Durante dezenas de anos, fruto da maneira de ser muito portuguesa do deixa andar e do fingir que não se vê, aliada à novel cultura pós-modernista de que o dinheiro faz a felicidade, a corrupção foi-se espalhando por todo o tecido social e em progressão geométrica.
Só que as coisas chegaram a um tal ponto, em que o cheiro é já tão nauseabundo, que o ar se tornou irrespirável. E é já sem surpresa e com naturalidade que todos os dias assistimos a esta implosão de novos escândalos.


E, como está à vista de todos, o poder autárquico é um terreno fértil à propagação da doença.
A corrupção é, sem qualquer dúvida, o imposto mais caro que os portugueses pagam. E hoje as autarquias locais são as principais fontes de corrupção, sendo o urbanismo uma área de enriquecimento ilícito incontrolável.



Acresce que os presidentes de Câmara, muitas vezes pouco conhecedores de onde começa e termina o seu poder e educados na cultura autoritária e antidemocrática do antigo regime (que, ainda, têm por referência), estão convencidos de que são os donos e senhores das suas autarquias. E o dinheiro da autarquia, que chegam a confundir com o seu (basta ouvi-los falar), é utilizado para cimentar o seu poder, cumprindo a velha máxima de que a política serve para ajudar os amigos, prejudicar os inimigos e aplicar as leis aos que nos são indiferentes.


Assim, em vez de se guiarem por critérios objectivos na atribuição de apoios e subsídios a particulares e associações, o dinheiro público é, antes, utilizado para silenciar consciências, eliminar adversários e colocar homens de mão à frente das diferentes associações e instituições. Ou seja, a torneira autárquica abre ou fecha, consoante as associações e os particulares prestem ou não vassalagem ao senhor feudal.

Mas o que é mais revoltante e aviltante em todo este processo é a forma humilhante, sabuja e conformada como a maioria das pessoas aceita vergar-se ao poder presidencial para poder comer as migalhas que vão caindo do prato (o empregozito, o licenciamento da obra, o muro, o subsídio, etc.).

É certo que o voto é secreto.
Mas ninguém consegue ser vertical no momento de votar quando chega à cabine de voto com uma tão grande curvatura nas costas.
Quem vive de cócoras é incapaz de votar direito.


Santana Maia - Leonardo

REXISTIR

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

À ATENÇÃO DE QUEM PUDER AJUDAR


A obra vergonhosa do Sr. Carlos Saraiva, de roubar milhares de metros cúbicos de água à barragem com a construção de um aterro com mais de 8 hectares, para a implantação de campos de golfe, JÁ RECOMEÇOU.

Verifiquem se tudo está devidamente autorizado e licenciado.

Por este andar qualquer dia temos o acesso à barragem vedado aos residentes e utentes , pois o terreno que vai do Parque de Campismo a Vale Vilão é agora propriedade deste senhor.

A.S.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

POLÍTICA E SERIEDADE

Hoje é ponto assente, para o homem comum, que os políticos são todos uns aldrabões e que só querem tacho. Agora também é verdade que a seriedade e a honestidade não são qualidades que os eleitores valorizem num político. Antes pelo contrário.

Não é, pois, de admirar que indivíduos condenados, indiciados ou envolvidos em casos de corrupção, favorecimento pessoal ou abuso de poder continuem a ganhar categoricamente as eleições. Ou seja, a falta de honestidade dos políticos (de que os portugueses tanto se queixam) é fruto, afinal, de uma escolha consciente desses mesmos portugueses que consideram, no fundo, a falta de honestidade uma qualidade essencial para um político poder exercer condignamente o cargo para o qual foi eleito. Daí a expressão tantas vezes ouvida, relativamente a pessoas que a opinião pública tem por sérias e honestas: o senhor é demasiado sério para ser político.

Tudo isto tem uma razão de ser. Num país, onde toda a gente sobrevive à conta de cunhas, subsídios e favores, todos têm a consciência do perigo que seria serem governados por alguém que fosse sério. Lá se ia o emprego da filha, o subsídio para o pessoal e a adjudicação da obra. Todos sabem da aldrabice em que vivemos. Mas poucos conseguem imaginar-se a viver sem ser assim.

Para já não falar do estafado argumento da obra feita com que se quer justificar o voto num político menos escrupuloso. Como se, com tantos milhões de euros de fundos comunitários, alguém pudesse não ter feito nada. Mas até, neste campo, a questão deveria ser outra. Ou seja, se a obra se justifica, se está adequada aos seus destinatários e potenciais utilizadores e se é proporcional ao dinheiro que custou.

Mas qual é o eleitor que se preocupa se o dinheiro que se gastou no estádio, na rotunda ou na piscina dava para fazer três estádios, três rotundas e três piscinas? Ou com o mamarracho que lhe espetaram na rotunda à porta de casa?

Para o povo, o que interessa é que o estádio, a rotunda e a piscina estão feitos. Quanto ao seu preço, ninguém se preocupa com isso. E se o político e a sua rede de amigos se abarbataram com algumas centenas de milhar de euros, pouco importa… O que interessa é que a obra está feita.

Acontece que tudo isto é pago com dinheiro dos portugueses. O dinheiro que esta gente mete ao bolso é dinheiro nosso. O dinheiro gasto na obra inútil, desnecessária e no mamarracho é dinheiro nosso. O dinheiro desbaratado em subsídios, almoços, viagens e electrodomésticos distribuídos ao domicílio é dinheiro nosso.

É isto que os portugueses não conseguem entender. Porque ganham pouco ou estão desempregados ou beneficiam de algumas migalhas deste esbanjamento de dinheiros públicos, os portugueses são absolutamente indiferentes à forma como os políticos derretem o nosso dinheiro.

Dizia Pacheco Pereira, outro dia, ao meu lado, numa acção de campanha: um português que nasça neste momento já deve 15 mil euros. E eu olhava para a plateia e apercebia-me do que ia na cabeça daquela gente: Eu já estou a dever tanto e a tanta gente que mais ou menos 15 mil euros pouca diferença faz ou que me interessa a dívida do Estado se não sou eu que a vou pagar? Eu até só ganho o salário mínimo…

Os portugueses não percebem (ou não querem perceber) que a sua miséria resulta precisamente da forma como quem nos governa desbarata os recursos que são de todos nós. Se os portugueses valorizassem mais a seriedade na actividade política, hoje haveria menos obras faraónicas ou inúteis, menos cunhas e menos subsídios, mas viveríamos todos muito melhor e a diferença entre pobres e ricos não seria seguramente tão grande.


Santana Maia - Leonardo

REXISTIR

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

PORTUGAL E ITÁLIA CADA VEZ MAIS PERTO...


Esta capa do Sol de hoje é um retrato do actual estado da nação.
Veremos o que isto vai dar, mas a situação pode remeter, pelo ambiente geral, para o que se passou em Itália, na primeira metade dos anos noventa do séc. passado.
Governava o PS de Bettino Craxi (que Mário Soares depois disso visitou na Tunísia e onde reafirmou a inocência do condenado em pesada pena de prisão por crimes de corrupção) e na altura, Claudio Martelli, que tinha sido ministro da Justiça (imagine-se!), tomou conta do partido, até se saber que estava enterrado até ao pescoço na mesma cloaca infecta da corrupção politico-partidária, mostrada à luz do dia pela operação mani pulite, cuja investigação era orientada por uma equipa de magistrados, cujos quatro principais estão aqui retratados nesta foto e artigo da revista Época (da Mondadori que pertenceria a Berlusconi) , de 28.1.1996.
Martelli foi depois condenado, por corrupção, no âmbito da operação Tangentopolli (luvas para contratos...) e acabou como apresentador de programas de tv, num canal de...Berlusconi.


Nessa altura, em Itália, já se falava no perigo da república de juízes...e por cá, se esta investigação da Face Oculta avançar, irá fatalmente aparecer quem dirá o mesmo.
Os Vitais Moreira e Júdices e outros já estão a pensar no modo como vão articular o discurso.
É por isso uma questão de tempo.
A diferença com a Itália dos anos noventa , porém, pode resultar de outra circunstância: o código de processo penal italiano, na época e em projecto para entrar em vigor, era aquele que nós acabamos por adoptar, mais ou menos na mesma época, mas ainda sem as mais de vinte alterações que entretanto lhe foram introduzindo.
Uma das particularidades do código italiano era a de as escutas serem amplamente divulgadas nos media. E ninguém se queixava da violação de direitos, liberdades e garantias.

José

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sábado, 31 de outubro de 2009

NOVAMENTE PONTE DE SOR NAS NOTÍCIAS !

Não, não é sobre a Delphi, visto que aí o caso está resolvido. Em termos de comunicação social, o assunto Delphi está morto e Delphi morta, Delphi posta!

Ponte de Sor volta a ser falada nos noticiários. E como se aprende nas escolas de jornalismo, a notícia é quando o homem morde o cão, nunca o contrário.

Claro que o motivo não pode ser bom, não é sobre a fábrica polaca que irá substituir a Delphi (esperemos que seja verdade), a notícia é sobre esquemas, tramóias e corrupção

Nos últimos dias, a Polícia Judiciária iniciou uma operação a que deu o nome de «Face Oculta», que incidiu na actividade de um grupo de empresas que manteria um esquema organizado para beneficiar da adjudicação de concursos e consultas públicas na área de recolha e gestão de resíduos industriais, abarcando, essencialmente, a REN e a REFER.

As investigações já produziram, até agora, 13 arguidos. Outros decerto se seguirão, pois a procissão ainda vai no adro!

Nomes sonantes lá aparecem: o ex-ministro Armando Vara, o presidente da REN, José Penedos e outros nomes não tão sonantes que não vale a pena aqui estar a descriminar.

E é aqui que a nossa cidade aparece, no meio deste lodaçal de intrigas e corrupção.

Segundo a RTP,

«A investigação levou a PJ a mais de 30 locais por todo o país - Aveiro, Ovar, Santa Maria da Feira, Lisboa, Oeiras, Sines, Alcochete, Faro, Ponte de Sôr e Viseu - resultando dessa acção a constituição de 13 arguidos e a detenção de uma única pessoa, o empresário Manuel José Godinho, que hoje está a ser ouvido no Juízo de Instrução Criminal da Comarca do Baixo Vouga.»

O resto da notícia podem ler aqui.



Esperamos, atentamente e ansiosamente, os novos episódios.


E quanto às personalidades cá do burgo, quem serão?


Será que o Príncipe da Transilvânia voltou a fazer das suas?


PAPAGAIO DALTÓNICO

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

MAIS VIGARICES...

Freeport:

fax fala em dois milhões de libras em «luvas»

TVI teve acesso a documento altamente confidencial.

Confira todos os dados:




O fax é altamente confidencial. Foi escrito a 17 de Dezembro de 2001, um dia depois das eleições que levaram à demissão de António Guterres e consequente queda do Governo do Partido Socialista.

Veja a reprodução do fax na versão original link externo e a tradução em português link externo.

Keith Payne é quem escreve a carta a dois dos homens fortes do Freeport em Londres: Ric Dattani e Gary Dawson. Payne é o inglês que, em Portugal, mantém informados os dois administradores do Freeport.

No fax, a que a TVI teve acesso, Keith Payne fala da mudança política em Portugal e da preocupação de José Sócrates já não ser Ministro do Ambiente: «Os efeitos dos acontecimentos do fim-de-semana, com os revezes sofridos pelo PS, nomeadamente nas eleições autárquicas, incluindo Lisboa, e a demissão do Governo de Guterres significam que Sócrates deixou de ser Ministro do Ambiente e que vai haver um compasso de espera de quatro ou cinco meses até que for eleito um novo Governo e nomeado um novo Ministro».

Rick Datani, o receptor do fax, reenvia-o logo de seguida para Jonathan Rawnsley, um administrador acima dele na hierarquia da empresa e acrescenta ao documento anotações escritas pelo seu próprio punho.

No final da carta é explicitamente referida a existência de subornos, concretamente dois milhões de libras em luvas. À época, qualquer coisa como três milhões e duzentos mil euros.

Ponto 4

«Jonathan, este é o fulano que me telefonou e sabe do suborno de dois milhões de libras. Sublinhei alguns pontos interessantes a partir do ponto 4. Se o Parlamento é dissolvido até às eleições, o secretário de Estado não pode aprovar nem rejeitar nada?»

Vamos, então, ver o ponto 4, para o qual Rick Datani chama a atenção do seu superior hierárquico. A frase sublinhada é esta: «Sócrates deixou de ser Ministro do Ambiente».

Para além do sublinhado no ponto 4, Rick Datani acrescenta ainda uma outra frase onde reafirma a existência de subornos. Sem acrescentos, a frase inicial era esta: «Se estamos face a uma possível rejeição (chumbo) do estudo de impacto ambiental, é pouco provável ser possível inverter uma tal decisão seja em que circunstância for, a dois dias da sua rejeição (chumbo) formal por parte do Ministro do Ambiente».

Datani acrescenta, novamente pela sua própria mão, a frase: «Antes do suborno».

O que fica, portanto, claro é que administradores do Freeport não só sabiam da existência de subornos, como estavam dispostos a pagá-los. Dois milhões de libras é o que parece estar em causa no licenciamento do outlet de Alcochete.

Este fax é um documento a que a polícia inglesa deu muita importância, a ponto de interrogar várias pessoas sobre o mesmo, mais especificamente sobre a nota de rodapé escrita à mão. Os ingleses queriam saber a quem se destinava os dois milhões de libras de subornos.

Charles Smith admitiu apenas uma anterior tentativa de suborno, não consumada, feita por um escritório de advogados. Quanto a Keith Payne, confirmou à polícia ter ouvido falar de pagamentos corruptos através de Charles Smith. A polícia inglesa não conseguiu, até ao momento, ouvir Rick Datani, o homem que escreveu precisamente a nota de rodapé e onde fala explicitamente de «bribe», ou seja, luvas ou suborno.

A TVI procurou obter uma reacção de Pedro Silva Pereira, secretário de Estado do Ordenamento do Território à altura, bem como de Rui Gonçalves, secretário de Estado do Ambiente nessa época.

Também procurou obter uma reacção de José Sócrates, à altura Ministro do Ambiente. Foram, por isso, endereçadas estas três perguntas link externo, que não obtiveram resposta.

tvi

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

MAIS VIGARICES - CONCLUSÃO DO CENTRO ESCOLAR DE PONTE DE SOR ADJUDICADO AO MESMOS DA ILUMINAÇÃO DO AERÓDROMO

PATRÍCIOS, S.A. - MAIS PARA OS MESMOS!!!

Na passada quarta-feira, dia 23 de Setembro de 2009, em Sessão de Câmara, o executivo socialista do Município de Ponte de Sor, aprovou sozinho, com os votos contra dos vereadores da CDU e do vereador do PSD, a entrega da conclusão da obra do Centro Escolar de Ponte de Sor, à firma Patrícios, S.A. por 500.000,00, sem concurso público e sem nenhumas garantias.

Num espaço de dias, esta empresa factura que se farta à custa dos Pontessorenses de forma totalmente ilegal.

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MAIS UMA VIGARICE - SINALIZAÇÃO LUMINOSA DO AERODROMO DE PONTE DE SOR

PATRÍCIOS, S.A. - PAGAM!!!

Hoje saiu o resultado provisório do concurso publico para a Sinalização Luminosa do Aeródromo de Ponte de Sor. € 800.000,00


Para mim acontecem duas novidades.
É a primeira vez que escrevo num blogue do PSD? (sou militante Socialista) e num blogue que visito... também pela primeira vez.

Sendo vosso vizinho ribatejano não deixo de ficar estarrecido e envergonhado.

Estarrecido pelo atropelo à Lei Portuguesa que o Executivo Socialista do Município de Ponte de Sor pretende levar a cabo no relatório preliminar, com claros indícios criminais de favorecimento à Empresa PATRÍCIOS, S. A.

Envergonhado porque, sendo eu socialista e autarca na minha terra, jamais imaginei que uma autarquia Socialista demonstrasses tão altos índices de presumível compadrio e alimentação de interesses privados.

Tenho esperança que impere o bom senso e que os honráveis cidadãos de Ponte de Sor não tenham de viver um embaraço de dimensão nacional e não tenham de pagar dinheiro que não devem para alimentar quem não sabem


Um Autarca Socialista e Ribatejano

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

MAIS CRIMES AMBIENTAIS DE CARLOS SARAIVA E TAVEIRA PINTO NA BARRAGEM DE MONTARGIL







O presidente da câmara municipal de Ponte de Sor, Taveira Pinto, e Carlos Saraiva, estão a cometer mais um grave atentado ambiental na Barragem de Montargil.




Milhares de Toneladas de Terra,

da obra do aeródromo municipal

estão a ser depositadas

nas margens e no leito da

Barragem de Montargil.


Milhões de m3 de Terra estão a ser depositadas sem autorização do Ministério do Ambiente, da Administração da Região Hidrográfica do Tejo e da Associação de Regantes do Vale do Sorraia.


A terra está a ser depositada no leito e margens da Barragem de Montargil , área proibida por Lei.

Carlos Sarraiva está construir um campo de golfe e uma marina ilegalmente. No processo do campo de golfe, existente na câmara municipal de Ponte de Sor, não consta um único parecer do Ministério do Ambiente.
O parecer do vereador das obras da câmara municipal de Ponte de Sor, Luis Jordão, de aprovação do campo de golfe foi: favorável condicionado à existência de uma fossa estanque.
É simplesmente patético.

Ontem, no final da reunião do executivo municipal, o vereador da oposição Joaquim Lizardo do PSD, solicitou esclarecimentos acerca da legalidade desta intervenção e obra.
Tendo o vereador das obras, Luís Jordão e o presidente Taveira Pinto dito que estava tudo legal, tendo ainda o presidente Taveira Pinto, afirmado: que aquilo era para repor terras que antigamente retiraram daquela zona para os areeiros.

A Associação de Regantes do Vale do Sorraia, tentou embargar a obra, no dia 8 de Setembro. Carlos Saraiva não parou os trabalhos.
A Associação de Regantes foi à GNR apresentar queixa, esta entidade de segurança não tendo aceitado a queixa.
Perante esta situação, a Associação de Regantes do Vale do Sorraia, apresentou queixa à Administração da Região Hidrográfica do Tejo.
Ontem, dia 9 de Setembro, uma equipa da Administração da Região Hidrográfica do Tejo, deslocou-se à Barragem de Montargil, embargou a construção da marina, do campo de golfe e a deposição de terras.

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terça-feira, 9 de junho de 2009

MAIS UMA DE MUITAS...

Na reunião da semana passada, a Câmara Municipal de Ponte de Sor, atribuiu o subsidio de € 18.453,38 , à Associação Comunitária Nossa Senhora dos Prazeres de Vale de Açor, para pagamento a um único fornecedor, por acaso presidente da Direcção da Associação, por acaso, presidente da Junta do Vale de Açor.
Ele há coincidências do diabo.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

ONDE A CORJA CHEGA

As dúvidas no caso Cova da Beira



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segunda-feira, 20 de abril de 2009

NOTÍCIA SÓ É AQUILO QUE ALGUÉM QUER ESCONDER



A noite de sexta-feira foi frenética nas redacções por todo o país. Às 20 horas, a TVI mostrou a gravação onde Charles Smith é, pela primeira vez, visto e ouvido a descrever um acto de corrupção no licenciamento do Freeport. Um por um, jornais, rádios e TV tentaram obter comentários do gabinete do primeiro-ministro. Tornou-se clara a linha oficial de controlo de estragos dos operadores de média do Governo: nada havia de novo na transmissão da TVI, o primeiro-ministro considerava falsas as afirmações feitas no DVD e tencionava processar quem o tinha difamado.

Com mais ou menos emotividade e calor, os assistentes do primeiro-ministro contactados mostraram também o seu desagrado pelas intenções da Comunicação Social de considerar o DVD da TVI peça importante na cobertura noticiosa do caso Freeport. É de facto muito importante. O DVD do Freeport é o equivalente às gravações do Watergate que fizeram cair Nixon. Foi na consciência disso que, para desgosto dos conselheiros de São Bento, vários órgãos de Informação optaram por reproduzir excertos do scoop da TVI. Outros não. Todos estão no pleno direito de exercer o seu juízo editoral.

Assim, nos dias seguintes, quem passasse os olhos pelos jornais, ouvisse rádio ou seguisse a TV, inevitavelmente seria informado da notícia que a TVI tinha originado. A liberdade de expressão funciona assim, validando-se nesta diversidade de opções que serve o interesse público. O fundamental é que o continue a fazer em total liberdade porque, com os casos do Freeport e do BPN em roda livre e manifestamente longe de uma conclusão, há incógnitas e suspeitas transversais a todo o Estado, e a democracia tem-se vindo a esboroar. Isto não é uma só questão filosófica. É contabilística também. Os economistas sabem projectar os custos da corrupção no quotidiano das dificuldades dos portugueses. Neste mundo do dinheiro público aplica-se muito bem a lei da química de Lavoisier - nada se cria nem se perde, tudo se transforma. O problema está nessa transformação. Se no Freeport ou no BPN alguém fica com dinheiro subtraído aos lucros dos promotores, ele não entra nos impostos e não se transforma em bem-estar social. Os roubos já conhecidos no BPN (mais de dois mil milhões) e os quatro milhões que a Freeport detectou que tinham desaparecido das contas do seu investimento em Portugal deviam ter passado pelo circuito fiscal e ter sido transformados em bem-estar geral nacional. Foi dinheiro do Estado que foi roubado e, se não fosse a Comunicação Social com os seus exageros e exactidões, a sua pluralidade e o seu sectarismo, a sua independência e o seu clubismo fanático, por vezes tudo manifestado na mesma publicação, nada se saberia e o país empobreceria ainda mais depressa. Claro que é preocupante ter a democracia de um Estado dependente de um só sistema, aparentemente tão frágil e anárquico. Mas neste momento é o que nos resta. Entre segredos de justiça e segredos cúmplices, o Estado tem-se vindo a desrespeitar. O DVD do Freeport foi escondido durante anos, ocultando a verdade ou parte dela. Cinco processos judiciais contra jornalistas depois, é conhecido. Nada pode ficar como dantes. Como Bob Woodward disse, "notícia só é aquilo que alguém quer esconder. Tudo o mais é publicidade".


M.C.

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segunda-feira, 13 de abril de 2009

É SÓ CAMPANHA NEGRA











Clique nas imagens
para ler na integra
as vigarices da corja



Até o Expresso?
Parece que os tempos sim-senhor-melhor-PM-que-já-tivemos estão em mudança.

R.V.

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sexta-feira, 10 de abril de 2009

ATÉ OS SOCIALISTA JÁ VIRAM...[ II ]

Jorge Coelho ex-ministro e hoje CEO da Mota Engil:
"- Eu até nem estava nesta empresa quando esse concurso foi adjudicado..."
Responde Henrique Neto:
" - Pois não: estava no governo!"

É absolutamente indispensável ver este programa.
Faz-me lembrar o livro de capas brancas "Portugal e o Futuro" de António Spínola que eu via o meu pai ler meio às escondidas lá em casa, em 73, e que acabou por ser a verdadeira espoleta precursora do 25 de Abril.
É disso que se trata novamente no Portugal de hoje.
De um novo 25 de Abril na Justiça, que aponte e puna os corruptos e os prevaricadores que tomaram conta do aparelho do estado português.

Carlos Anjos - PJ, Guilherme de Oliveira Martins, do PS - presidente do Tribunal de Contas, Henrique Neto - empresário, João Cravinho - eurodeputado do PS, Diogo Leite de Campos - fiscalista arrasam completamente este estado mafioso português.
Se não consegue ver este programa todo de uma vez, veja-o por várias vezes, deslocando o cursor.
A corrupção está em toda a parte.
São os próprios socialistas quem o diz. Agora declaradamente.
E todos apontam o dedo a este governo que se recusa a criminalizar o enriquecimento ilícito.
Termina com o inacreditável caso Freeport.
Absolutamente a não perder para quem quiser ter uma consciência mais aproximada da dimensão do polvo mafioso que asfixia Portugal.

ABSOLUTAMENTE A NÃO PERDER!!!

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ATÉ OS SOCIALISTA JÁ VIRAM...

A opinião pública não é parva.
O eleitorado não se enrola às 3 pancadas.
O mal estar está em todo o lado.
Quem venceu a batalha que eu perdi?
A corrupção.

E não é preciso dizer mais nada!


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