sexta-feira, 9 de julho de 2010

ONDE HÁ FUMO, HÁ FOGO!



Taveira Pinto
presidente do município de Ponte de Sor,propõe nulidade do licenciamento da obra do

Carlos Saraiva,

para in
verter a mais que certa perda de mandato do vereador eleito pelo P.S.


LUÍS JORDÃO


Os coitadinhos, inocentes, ao que parece, descobriram agora que o licenciamento das obras foi mal feito e que afinal estavam implantadas junto à água, na reserva ecológica.


GRANDES

VIGARISTAS

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ambiente em 2009 no Distrito de Portalegre O Melhor e o Pior


O Núcleo Regional de Portalegre da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, apresenta aqui alguns factos, que na sua opinião, marcaram positiva e negativamente o ano de 2009 e traça algumas perspectivas para o ano de 2010.

No plano nacional e internacional, o ano de 2009 continuou a trazer por vários motivos, o Ambiente à ordem do dia. Nesse sentido, e como tem vindo a ser habitual, a Direcção Nacional da Quercus emitiu um comunicado oficial sobre o ano que agora termina.

Ao nível do distrito de Portalegre em 2009, e de acordo com o trabalho desenvolvido, destacamos os seguintes factos:

O PIOR DE 2009

Rio Tejo coberto de “verde”

Como já aconteceu em anos anteriores, um “tapete verde” cobriu o Rio Tejo, entre Maio e Novembro, em cerca de 50 km da sua extensão. Este fenómeno cada vez mais frequente, aumentou ainda mais este ano, causando danos ecológicos sérios e pondo em causa a saúde pública. O problema (eutrofização das águas) terá origem no excesso de carga orgânica e nas escorrências de fertilizantes provenientes da actividade agrícola realizada principalmente na margem espanhola do Tejo, o que aliada à redução do caudal de água do rio e ao aumento de temperatura, o potencia ainda mais.

Corte de sobreiros no aeródromo de Ponte de Sor

A salvaguarda dos povoamentos de sobreiro e azinheira está prevista em legislação própria e deverá ser o Estado, através dos seus diversos Serviços, a garantir o rigoroso cumprimento da mesma, através de uma fiscalização eficaz e de uma actuação firme. O mesmo não aconteceu claramente, e de forma deliberada, nesta situação, e quando assim é o cidadão desconfia e o Ambiente fica a perder. O facto de se tratar de uma obra pública com um interesse regional e nacional não iliba os seus promotores de cumprir com os procedimentos previstos na legislação, antes deveria responsabilizá-los ainda mais.

Olivais intensivos no Alto Alentejo

À semelhança do Baixo Alentejo, o Alto Alentejo, sobretudo na zona de influência da Albufeira do Maranhão (concelho de Avis) começou já a ser também alvo da instalação de monoculturas intensivas de olival. Quando a maioria das previsões aponta para num futuro breve existirem graves carências ao nível dos recursos hídricos disponíveis nas zonas a sul do Tejo, será questionável a aposta que está a ser feita nestas culturas de regadio, complementadas com utilização regular de químicos de síntese e agrotóxicos. Mais grave se torna a situação quando a expansão destas culturas é feita à custa de floresta autóctone, base da biodiversidade local, ou com o sacrifício de olival adulto e tradicional, bastante mais bem adaptado às realidades locais.

Praia do Alamal perde “Bandeira Azul”

A única praia fluvial do Alentejo distinguida este ano com a Bandeira Azul, a Quinta do Alamal, na margem esquerda do rio Tejo, no concelho do Gavião, perdeu o galardão por falta de qualidade da água e assim não se vai poder candidatar a ostentar o mesmo título no próximo ano. A “Bandeira Azul” é uma distinção atribuída anualmente pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE) a praias (marítimas e fluviais) e marinas que cumpram um conjunto de requisitos de qualidade ambiental, segurança, bem-estar, infra-estruturas de apoio, informação aos utentes e sensibilização ambiental.

Controlo ilegal de predadores em zonas de caça

Não é de nenhum modo admissível que em zonas destinadas à caça, se continue a fazer um “controle” indiscriminado e ilegal de predadores. Este controle está perfeitamente regulamentado por legislação própria e não contempla a simples “eliminação” de toda a vida animal que possa de alguma forma, mesmo que pequena ou imaginária, vir a fazer concorrência à “actividade”.

Uso ilegal de venenos e produtos tóxicos

Esta prática ilegal, mas ainda em uso em determinadas zonas, continua a provocar graves danos nos ecossistemas. O uso de iscos envenenados e a falta de controlo sobre a venda e a utilização de muitas substâncias tóxicas comercializadas legalmente no mercado, são duas situações com sérias repercussões na fauna, em particular nas espécies silvestres, muitas delas seriamente ameaçadas por este problema. Além da ameaça existente para toda a biodiversidade, devido à entrada dos venenos nas cadeias alimentares, o problema também pode ser considerado grave ao nível da saúde pública.

Operações de “limpeza” em árvores

Continuam-se a registar casos de más práticas nas limpezas e operações de poda realizadas nas árvores de alguns parques e jardins do Distrito. Tais práticas, muitas vezes realizadas de forma demasiado severa e injustificada, provocam frequentemente debilidade nas árvores intervencionadas, assim como danos ambientais e descaracterização dos espaços públicos onde se encontram.

O MELHOR DE 2009

Congresso de Ornitologia em Elvas

Teve lugar em Elvas, entre 5 e 8 de Dezembro de 2009, o VI Congresso de Ornitologia da SPEA & IV Congresso Ibérico de Ornitologia, uma organização da SPEA e da Sociedad Espanõla Ornitología (SEO / BirdLife). As alterações climáticas, a agricultura, a conservação e gestão de zonas húmidas, as aves marinhas e a recuperação de habitats foram alguns dos temas principais deste congresso, que trouxe à região alguns dos maiores especialistas ibéricos da área.

Inauguração de Unidade de Triagem Automática no Alto Alentejo

A Valnor, empresa responsável pela reciclagem de lixo no Norte Alentejano, inaugurou este ano uma Unidade de Triagem Automática (UTA). Esta unidade é composta por um sistema automatizado de separação de plásticos e metais, por fluxo óptico. É uma inovação tecnológica que introduz duas vantagens face ao habitual sistema manual, traduzindo-se estas vantagens numa maior eficiência na separação dos materiais e em melhores condições ambientais e de segurança nos processos operativos.

Escola Básica 2º, 3º Ciclos/ Secundária de Nisa com «Bandeira Verde»

A Escola Básica 2º, 3º Ciclos/ Secundária de Nisa foi galardoada, no âmbito do projecto Eco-Escolas, com a «Bandeira Verde» da Associação Bandeira Azul da Europa. O Eco-Escolas é um programa internacional que pretende encorajar acções no âmbito da educação ambiental e reconhecer o trabalho de qualidade desenvolvido pelas comunidades escolares em acções de sensibilização ambiental.

Município de Avis com “Bandeira Verde”

O Município de Avis voltou a ganhar a “Bandeira Verde” atribuída pela Fundação para a Educação Ambiental em Portugal – Associação Bandeira Azul da Europa. É o 2º ano que Avis é distinguido com o galardão «ECO XXI», sendo um reconhecimento que tem por base os princípios orientadores da Agenda 21. A obtenção da “Bandeira Verde” foi condicionada à avaliação do seu desempenho em algumas áreas como a promoção da educação ambiental, a participação pública, a Agenda 21 local e a cooperação com a sociedade civil.

Controlo de vegetação nas bermas das estradas

Muitas autarquias optam já por fazer o controlo da vegetação junto às bermas das estradas utilizando métodos mecânicos e/ou manuais. Este tipo de intervenção apresenta claras vantagens relativamente ao controlo feito com recurso a produtos agrotóxicos, que são responsáveis por danos significativos ao Ambiente e à saúde pública. Igualmente será de destacar algumas preocupações reveladas em preservar algumas zonas verdes junto às bermas, principalmente onde o risco de incêndio seja reduzido. Estas zonas são em geral bastantes ricas em biodiversidade e a sua conservação apresenta-se bastante importante num contexto da manutenção de corredores ecológicos e sobrevivência de algumas espécies.

PERSPECTIVAS PARA 2010

Projecto de Refinaria na Extremadura Espanhola

Estando em estudo a construção de uma refinaria de petróleo na província de Badajoz, este seria um projecto que a avançar, traria sérios impactes ambientais negativos, não só para Espanha, mas também para Portugal, sobretudos nas zonas interiores do Alentejo. Problemas como a aumento da degradação da qualidade da água da bacia hidrográfica do Guadiana, o aumento das emissões de CO2, assim como de vários poluentes atmosféricos, a produção de resíduos perigosos e a alienação dos ecossistemas e áreas agrícolas da zona poderão pôr em causa muitas das opções por um desenvolvimento sustentável de toda a região transfronteiriça. Espera-se que em 2010 e perante a oposição de vários sectores da sociedade portuguesa e espanhola seja possível travar este projecto.

Projectos Turísticos no Distrito

Anunciando-se diversos projectos de cariz imobiliário para o distrito de Portalegre, consideramos ser de importância vital para a sustentabilidade da região e do país, uma construção devidamente planeada e integrada no meio natural, respeitadora dos mais altos critérios ambientais e dinamizadora do meio social onde se insere. É necessário não só trazer mais-valias ao distrito, potenciando e preservando aquilo que são as suas características intrínsecas (património natural, património histórico, gastronomia, etc.), mas sobretudo não cair em erros de repetição de modelos já testados e esgotados em outras zonas do país. As actividades em que estes projectos turísticos devem assentar devem ter em conta os cenários previstos para as alterações climáticas, em que se prevê que num futuro breve existam graves carências ao nível dos recursos hídricos disponíveis nas zonas a sul do Tejo, e não apostar em soluções do tipo do golfe em que existe uma grande alienação de recursos à mesma.

Projecto «Limpar Portugal» a 20 de Março de 2010

Vai decorrer no dia 20 de Março a iniciativa “LimparPortugal” que tem como objectivo limpar as lixeiras ilegais existentes no espaço florestal de Portugal num só dia. O Projecto “Limpar Portugal” é um movimento cívico de pessoas em regime de voluntariado e pretende intervir e sensibilizar para a preservação dos nossos espaços naturais. No distrito de Portalegre conta já com dezenas de inscritos e espera-se até à data de realização do evento conseguir mobilizar ainda mais os cidadãos para a participação nesta importante iniciativa.

Microgeração e Energias renováveis

O incentivo à microgeração de energia eléctrica a partir de fontes renováveis levou a uma forte adesão por parte dos portugueses esgotando as potências disponíveis nas primeiras horas a partir do momento em que as inscrições são abertas. Em 2010 é essencial aumentar a potência disponível para a microgeração no âmbito deste sistema de incentivos, de modo a concretizar uma maior participação dos cidadãos na microgeração de energia, sobretudo em áreas como o Alto Alentejo, em que o povoamento é muita vezes disperso e existem as condições físicas e naturais para a implementação destas soluções.



A Direcção do Núcleo Regional de Portalegre da Quercus – ANCN

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

MAIS UM POUCO DE ECOLOGIA CÁ À MODA DO BURGO...



Na passada Sexta feira, noticiava o Expresso online aqui:


«Nem a chuva intensa impediu a plantação de quatro mil árvores.

Dois dias antes do Dia da Floresta Autóctone, e debaixo de chuva intensa, cerca de meia centena de pessoas juntaram-se na Samardã para plantar quatro mil árvores, uma iniciativa para "a promoção e conservação das florestas naturais" apadrinhada pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) e pela Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza.


(...)

Em comunicado, a CGD contabiliza que, no mesmo dia, no âmbito do projecto de recuperação da floresta original portuguesa, foram plantadas 15 mil árvores em sete localidades diferentes (Baião, Cadaval, Grândola, Ponte de Sôr, Portalegre, Sabugal e Vila Real), acções que contribuíram para que o projecto da "Floresta Caixa" já tenha ultrapassado as 107 mil plantas, "entre espécies arbóreas e arbustivas autóctones, colocadas em terrenos de Norte a Sul do país". (...)»


Ainda pensei que algumas dessas árvores viessem para o Jardim do Monte da Pinheira, do qual já falei aqui no blogue, na passada Segunda Feira.


Na altura, não tinha fotos, mas para que os meus leitores me percebam como é possível existir um jardim sem árvores, aqui deixo algumas fotos, de fraca qualidade, mas que dão para perceberem bem do que falo.


Eis uma panorâmica do jardim, relva verde mas nada de árvores. Embora o verde pareça desmaiado, posso garantir que a qualidade da relva não é má de todo.

Pormenor do caminho que atravessa o jardim. Nos dias de verão, a sombra dos candeeiros é muito apreciada!


A zona central tem bancos ao seu redor, que não parecem estar no melhor estado de conservação.


Sobre esses bancos, está uma estrutura composta por vigotas, que penso servirem, num futuro próximo (século XXII?) para plantas trepadeiras. O desalinhamento que se vê na foto não é nenhum arranjo estético, são mesmo algumas vigotas que se encontram soltas (sim, soltas!), e que se podem mover facilmente, empurrando-as. Qualquer criança que se empoleire poderá, inadvertidamente ou não, derrubar alguma peça. E se cair em cima de alguém? A quem se deverão pedir explicações?


Por isso, aviso os pais que deixam as suas crianças brincar naquele jardim para terem cuidado ou queixarem-se a quem de direito.


Para terminar, somente um pequeno comentário.


Todos sabem que a blogosfera é um mundo de partilha, um copy-paste constante, «eu roubo-te a ti e tu roubas-me a mim...» por isso é frequente irmos buscar posts a outros blogues e vermos os nossos noutros. São as regras do jogo e ainda bem que assim é.


Um dos blogues mais conhecidos da nossa zona é o pontedosor.blogspot.com, que por vezes, reconhece algum valor às patacoadas que aqui vou escrevendo e resolve publicá-las.


O post de que falei na segunda feira, «Hoje Sinto-me Verde!...», foi publicado nesse blogue.


Houve um comentário dum Anónimo (são sempre anónimos, mas de cara bem conhecida!) em que me chamava "demagogo". Dizia o citado comentarista:


«ja sei porque é que este país está tão atrasado.
É por ter demagogos destes como professores!!!»


O que é um facto é que a opinião pública de Ponte de Sor é assim: insulta, refila, mas são muito pouco assertivos. Insulta-se quem tenha a veleidade de ter uma opinião, mas sem se refutar nada do que fora afirmado. Não se vai à raiz do problema, pois a cobardia está latente nessas pessoas. E as colunas direitas são um bem em vias de extinção!


Se alguém me dissesse «eh pá, isso é treta, pois o novo conceito de jardins é assim, sempre se poupa água na rega das árvores, por isso estás a ser demagogo». Se alguém me dissesse isso, eu reconsideraria, mas insultar simplesmente dizendo que este país está atrasado, por ter professores demagogos como eu...


Deve ser algum adiantado mental!


E fim da polémica!


PAPAGAIO DALTÓNICO

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

HOJE SINTO-ME VERDE!...

Não, não se preocupem nem vejam nisto metamorfoses clubísticas!
Continuo vermelho, encarnado, escarlate... um bocadinho roxo de raiva pela derrota com o Guimarães, mas como sou daltónico...

Sinto-me verde, que é o mesmo que sentir-me ecológico. Pois hoje, dia 23 de Novembro, celebra-se em toda a Península Ibérica o

Dia da Floresta Autóctone.




Mas que raio de palavra, «autóctone»... Entaramela-se-me na língua... mais parece alemã! Segundo os livros, «floresta autóctone» é uma floresta composta por árvores originárias do mesmo território. Portanto, nada de misturas.

E qual a importância das florestas autóctones? É simples de ver, senão observemos:

1) As florestas autóctones estão mais adaptadas às condições de solo e clima do território, sendo mais resistentes a pragas, doenças e a períodos longos de seca e de chuvas intensas, em comparação com as espécies introduzidas.

2) As florestas autóctones são componentes importantes no pastoreio de ovinos, na actividade apícola e no suporte aos cogumelos silvestres.

3) As florestas autóctones são importantes locais de refúgio e reprodução para grande número de espécies animais autóctones (alguns delas em vias de extinção, como a Águia-real, Águia de Bonelli, a Cegonha-negra ou o Lobo Ibérico).

4) As florestas autóctones ajudam a manter a fertilidade do espaço rural, o equilíbrio biológico das paisagens e a diversidade dos recursos genéticos.

5) As principais ameaças às florestas autóctone são incêndios, pragas, doenças, invasão por espécies não autóctones e cortes prematuros e desordenados.

Conforme podem facilmente constatar, «O Papagaio Daltónico» também é educação e cultura... Não é só «má língua», como muitos acusam!

Mas as palavras são como as cerejas, é verdade! Quando comecei a escrever este post não tinha a intenção de ser tão académico... Queria falar um pouco sobre o «Verde em Ponte de Sor».

Não! Não vou continuar a falar dos semáforos perto do estádio, pois parece que ninguém liga e as pessoas parece que gostam de estar assim. Vá lá saber-se...

O que queria aqui referir é que um dos motivos de chacota com que os meus amigos de fora costumam «picar-me» é a originalidade de, em Ponte de Sor, termos um... «Jardim de Pedra»! Para quem já viu um porco a andar de lambreta, poderá não fazer confusão, mas para quem goste de organização, equilíbrio, ordem e normalidade, convenhamos que não é habitual. Mas quem por cá passa saberá que Ponte de Sor é tudo menos... uma cidade habitual!

Continuando a falar de jardins, verdes e espaços ajardinados, que dizer do jardim que existe numa das zonas nobres e mais recentes da cidade, o Bairro do Monte da Pinheira? Para quem não saiba, é aquele bairro por detrás da Escola Secundária.


Jardim do Monte da Pinheira (Foto Ecos do Sor)


E qual será a originalidade desse... jardim? É simples. Continuando a falar da pouca... «habitualidade» de Ponte de Sor, da sua originalidade, que tal um jardim... sem árvores?!

Admirado? Então deixem-me explicar-vos e tentar descrever esse parque: uma zona central, com uma estrutura circular, formada por vigotas de cimento (algumas estão soltas, cuidado, pais!) que, penso eu, seriam para algum tipo de trepadeiras. Continuando, temos um parque infantil, pouco tratado, uma zona verde, com a relva frequentemente bem aparada (valha-nos isso!), dois caminhos a atravessá-la, com bancos de madeira, a necessitarem já de manutenção, que, em boa verdade poderá receber a sombra de alguns candeeiros que por lá estão, em dias de sol! Quanto a árvores, nada, zero, népia, nem autóctones, nem meio autóctones, nem transferidas, nada!

OK, já sei o que estarão a pensar: «se calhar o Bairro é novo, ainda não tiveram tempo de organizar o jardim...»

Pois, o Bairro é novo, começou a crescer há 15 anos... Se não chega para planear e executar, então não sei. Algumas das estruturas já precisam de reforma!

Por isso, meus amigos, anunciar plantações de árvores para comemorar o «Dia da Floresta Autóctone» pode ser muito bonito, mas não passará de uma grande hipocrisia se, no resto do ano, se manda às malvas (que também são verdes...) o resto das árvores e das zonas verdes do nosso concelho.

Para uma outra oportunidade, penso falar de outros dois membros da «classe verde» do nosso concelho: o sobreiro velhinho da Ervideira e as «arvores eléctricas» da Rua das Escolas!

Se por acaso, caro leitor ou cara leitora, tem algum exemplo que aqui queira deixar, força que ele aqui aparecerá.

Um abraço verde do Papagaio Daltónico.


PAPAGAIO DALTÓNICO

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

DIA 23 DE NOVEMBRO - DIA DA FLORESTA AUTÓCTONE

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

MAIS CRIMES AMBIENTAIS DE CARLOS SARAIVA E TAVEIRA PINTO NA BARRAGEM DE MONTARGIL







O presidente da câmara municipal de Ponte de Sor, Taveira Pinto, e Carlos Saraiva, estão a cometer mais um grave atentado ambiental na Barragem de Montargil.




Milhares de Toneladas de Terra,

da obra do aeródromo municipal

estão a ser depositadas

nas margens e no leito da

Barragem de Montargil.


Milhões de m3 de Terra estão a ser depositadas sem autorização do Ministério do Ambiente, da Administração da Região Hidrográfica do Tejo e da Associação de Regantes do Vale do Sorraia.


A terra está a ser depositada no leito e margens da Barragem de Montargil , área proibida por Lei.

Carlos Sarraiva está construir um campo de golfe e uma marina ilegalmente. No processo do campo de golfe, existente na câmara municipal de Ponte de Sor, não consta um único parecer do Ministério do Ambiente.
O parecer do vereador das obras da câmara municipal de Ponte de Sor, Luis Jordão, de aprovação do campo de golfe foi: favorável condicionado à existência de uma fossa estanque.
É simplesmente patético.

Ontem, no final da reunião do executivo municipal, o vereador da oposição Joaquim Lizardo do PSD, solicitou esclarecimentos acerca da legalidade desta intervenção e obra.
Tendo o vereador das obras, Luís Jordão e o presidente Taveira Pinto dito que estava tudo legal, tendo ainda o presidente Taveira Pinto, afirmado: que aquilo era para repor terras que antigamente retiraram daquela zona para os areeiros.

A Associação de Regantes do Vale do Sorraia, tentou embargar a obra, no dia 8 de Setembro. Carlos Saraiva não parou os trabalhos.
A Associação de Regantes foi à GNR apresentar queixa, esta entidade de segurança não tendo aceitado a queixa.
Perante esta situação, a Associação de Regantes do Vale do Sorraia, apresentou queixa à Administração da Região Hidrográfica do Tejo.
Ontem, dia 9 de Setembro, uma equipa da Administração da Região Hidrográfica do Tejo, deslocou-se à Barragem de Montargil, embargou a construção da marina, do campo de golfe e a deposição de terras.

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