domingo, 13 de julho de 2008

PORTUGAL...O ESTADO A QUE ISTO CHEGOU... [III]










MEDINA CARREIRA

DIZ

MAIS

SOBRE


O

ESTADO


A QUE ISTO CHEGOU....

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15 Comments:

At 13 de julho de 2008 às 22:10, Anonymous J.G. said...

O pequeno que entrevistou Medina Carreira na SIC é um brincalhão "sistémico" que diz que "nós, jornalistas, temos de acreditar em qualquer coisa". Ele dá ideia que acredita bastante no PS e no governo. De resto, Medina Carreira é muito prático. O governo é excessivo e ridículo, o "bom caminho" não é o que prega o governo pela voz do pequenino jornalista, vivemos num circo, numa palhaçada, não há "reformismo", há espectáculo, os que ousam pensar vão-se embora (citou Cravinho e Carrilho), o crime compensa, a corrupção compensa, a "educação" é criminosa, os manuais escolares são para analfabetos e lá para 2020 seremos os mais pobres da UE. Defensor do presidencialismo, como eu, Medina Carreira seguramente passa por louco junto dos "certinhos" do regime, da esquerda à direita. Prestem-lhe mais atenção porque há método naquela loucura.

 
At 14 de julho de 2008 às 10:09, Anonymous Anónimo said...

Medina Carreirajá teve responsabilidades governativas. Será que não é tambem responsável pelo estado a que isto chegou?!
Tal como Soares, vem cagar de alto como se não tivesse contribuido, enquanto ministro, para afastar Portugal dos desígnios do projecto do Estado socialista.

Como adoptou um conjunto de frases de teor irreverente, "tá tudo mal", "a culpa é do governo", etc..., quase do tipo de análise política de esplanada de café, chamou a atenção dos jornalistas. As bocas soltas e sem compromisso tambem vendem... Mas será que Medina Carreira não tem compromisso político???

 
At 14 de julho de 2008 às 13:29, Anonymous Anónimo said...

nao é por ser grande admirador do medina carreira mas ao 2º comentador, convido-o a pesquisar a que tipo de governo pertenceu medina carreira. Talvez ai conclua alguma coisa. O grande mal deste país foi o guitarras. Gostava de ver o medina carreira a governar este circo. "esta tudo doido"

 
At 14 de julho de 2008 às 19:09, Anonymous L. said...

uma oportunidade a não perder!

agora que o rectângulo está oficialmente em crise - culpa da conjuntura internacional, segundo o falso engenheiro - crise que não tem nada a ver com os bandalhos que governam a choldra, não se pode perder o momento de desenvolver ainda mais as "novas oportunidades" tão queridas da corja:
aproveitem-se os acontecimentos para promover uma nova industria cinematográfica de filmes de acção, em directo e ao vivo. o porllywood, com inúmeros figurantes e figurões. é sucesso garantido!

ps - por muito menos que isto (e tudo o resto que está silenciado, mais umas tantas quantas mortes por esclarecer) cairam do poleiro colegas do rui 'falinhas mansas' pereira....

 
At 14 de julho de 2008 às 19:12, Anonymous Filipe T. said...

Uma cidadã portuguesa que seguia para o hospital no carro do marido foi mandada parar pela Polícia de Intervenção. Dada a gravidade do caso e a urgência absoluta do atendimento, o condutor desobedeceu à ordem da polícia, fazendo sinal para que o seguissem. E seguiram-no. Mas foi parado pouco depois, com pistolas apontadas à cabeça, como se de um criminoso se tratasse: afinal circulava – e vivia – perto do bairro do Zambujal, na Amadora, uma zona problemática de exclusão social. Seguiu-se uma hora de pedidos insistentes do marido no sentido de o deixarem seguir com a esposa, em estado crítico com princípios de ataque cardíaco, que foram negados pela polícia com a mesma insistência. A mulher acabou por chegar morta ao hospital, depois de passar quase uma hora estendida no chão à espera da ambulância.
Este relato chocou-me. É uma morte que duvido tivesse ocorrido, caso a família em questão circulasse num carro com melhor aspecto e residisse num bairro onde viver não se confunda com sobre viver. Os agentes em questão deveriam saber, por experiência e por formação, que pobreza não significa necessariamente delinquência e que ninguém é pobre por escolha própria, muito menos por maldade. E que todos, pobres, remediados e ricos, temos os mesmos direitos e a mesma condição perante a lei.

O ministro Rui Pereira diz que lamenta o acidente sem clarificar que a repressão está fora das funções das polícias.

 
At 14 de julho de 2008 às 21:29, Anonymous E.R. said...

Contrariamente àquilo que Sócrates pretendeu fazer crer no debate na Assembleia da República, o governo não vai criar um novo imposto sobre os elevados lucros das petrolíferas. O que o governo se propõe fazer é apenas uma simples mudança contabilística, ou seja, alterar o sistema de custeio utilizado actualmente pelas petrolíferas para calcular o lucro sujeito a IRC. Actualmente, as petrolíferas utilizam, para efeitos fiscais, o sistema de custeio designado, tecnicamente, por “Last-In, First-Out” (LIFO), ou seja, valorizam a parcela do stock que é consumida anualmente para a produção de combustíveis ao preço da ultima aquisição do petróleo, que é o preço mais elevado. Desta forma, reduzem a matéria tributável actual, pagando menos IRC neste momento e diferindo para o futuro o pagamento de uma parcela de IRC. Agora, o que o governo pretende fazer é apenas mudar o sistema de custeio desse petróleo consumido de “Last-In, First-Out” (LIFO) para o sistema de custeio “First-In, First Out” (FIFO), ou seja, o preço de valorização desse parcela de stock consumida deixa de ser o da última aquisição, e passa a ser o da aquisição do petróleo mais antigo que se encontra ainda em stock, cujo preço é mais baixo. Desta forma, através desta simples operação contabilística, o governo consegue antecipar o pagamento do IRC sem criar qualquer imposto novo, obtendo uma receita antecipada que, relativamente a 2008, é estimada pela própria GALP em 110 milhões de euros, que poderá utilizar para fins eleitorais, como está já a fazer. É evidente que tanto os consumidores portugueses como a Economia Portuguesa não beneficiam nada com esta simples manobra contabilística. Até se corre o risco, face à total ausência de controlo dos preços, que a GALP utilize como pretexto esta manobra do governo para passar a fixação dos preços dos combustíveis à saída da refinaria, que actualmente é com base nos preços de Roterdão da semana anterior, para os do dia anterior, o que, a verificar-se, determinaria uma escalada ainda maior de preços.



Esta manobra do governo tem ainda uma outra consequência, a saber: sujeitar à mesma taxa de IRC os lucros resultantes quer da actividade produtiva da empresa, que não tem nada a ver com a especulação, e os lucros que resultam da especulação que se verifica actualmente no mercado internacional do petróleo e dos combustíveis. Desta forma, considerando­‑os como idênticos, o governo acaba por branquear esses lucros que não resultam do esforço produtivo da empresa, quando eles deviam ficar sujeitos a uma taxa de imposto mais elevada. Por aqui se vê que interesses de classe defende este governo e como cede perante o poder económico, por mais declarações que faça em contrário.



A escalada nos preços dos combustíveis, que vai continuar – e que o governo nada faz para parar –, associada ao contínuo aumento da taxa de juros, a que se junta a redução do investimento publico e a diminuição do poder de compra da população, está a determinar uma quebra acentuada na actividade económica. Os últimos dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e pelo Eurostat parecem já indiciar o caminhar para uma situação que os economistas designam de “crescimento negativo”. De acordo com o INE, «o volume de negócios nos serviços registou em Maio de 2008 uma taxa de variação homóloga nominal de –0,9%» e na construção e obras públicas registou-se também em Maio de 2008 «uma variação homóloga de –3%». E os serviços e a construção e obras públicas contribuem para o PIB, ou seja, para a produção nacional, com mais de 75%. Segundo o Eurostat, no 1º Trimestre de 2008, verificou-se em Portugal uma taxa de crescimento económico (PIB) negativa de –0,2%, enquanto a nível da UE25 registou-se um crescimento de +0,6%, e na zona euro de +0,7%, portanto a divergência do nosso País em relação à UE continua. O mesmo se verificou em relação ao investimento (FBCF), que aumentou na UE25 +1%, na Zona Euro +1,6%, e em Portugal diminuiu –2,1%.



Tomando como base o período de Janeiro a Maio, para se poder utilizar os dados mais recentes da DGO do Ministério das Finanças, conclui-se que, entre 2006 e 2008, o saldo global do chamado “Sector Estado” diminuiu de –1.765,1 milhões para –505,3 milhões de euros, ou seja, para menos de um terço. Isso foi conseguido fundamentalmente à custa da subida das receitas de impostos (+15,4%), e por meio do congelamento das despesas com “remunerações certas e permanentes” dos trabalhadores da Administração Pública (0,1), e de uma descida muito acentuada no investimento público (–25,3%). Tudo isto está a contribuir para o agravamento da situação económica. Se adicionarmos o saldo global do chamado “subsector Estado” com o “saldo global da Segurança Social”, o saldo total, entre 2006 e 2008, relativo ao período Janeiro a Maio, passa de um saldo negativo de –1.279,7 milhões de euros para um saldo positivo de +1.556 milhões de euros, o que é conseguido fundamentalmente à custa da redução do apoio social, nomeadamente pensões e apoio aos desempregados (a despesa com subsídio de desemprego diminuiu 14% entre 2007 e 2008), o que está a contribuir para agravar a situação social.

 
At 14 de julho de 2008 às 22:16, Anonymous L.Carvalho said...

Porrada nos subúrbios, chips nas matrículas
As sementes da violência espalhadas pelos arredores de Lisboa e Porto acabarão um dia por rebentar. O caso desta semana em Loures, onde população cigana se envolveu em pancada com outra de raça negra, é apenas um sinal. um aviso, do que aí poderá vir.
Com armas em "boas mãos", sem policiamento de proximidade, sem controle nos movimentos marginais, o Estado corre o risco de ser um destes dias confrontado com tumultos sem controle. Sabemos como o governo pouco ou nada tem feito para combater e controlar a violência. E se a polícia pode evitar pontualmente, o que se deve fazer é prevenir e a melhor maneira de o fazer é a integração social dos mais marginalizados.
Os governos, desde Guterres, têm achado que o melhor remédio para a inclusão é espalhar dinheiro, subsídios, rendimentos mínimos, casas de borla, tudo à borla. Existem milhares de famílias destas a viverem confortavelmente sem trabalharem à custa do rendimento de inserção, de subsídios de desemprego, de escolas, ATL`s, casas sociais...tudo sem ser pago com o mínimo de trabalho. São os novos pobres-ricos que vivem à custa do erário público em franco e escandaloso contraste com os reformados de miséria, os pensionistas, as viúvas deserdadas.
Na televisão um dos chefes de família que tinha invadido uma casa para a ocupar punha tudo naturalmente: bastava alguém chegar e pagar para tudo.
Numa reportagem que fiz há meses um destes "sortudos" estava indignado porque a segurança social queria que ele fosse viver para uma casa nova com 4 assoalhadas para poder alojar dignamente toda a família e ele recusava-se a abandonar onde vivia- um apartamento decente mas acanhado- porque lhe estavam a querer dar uma casa a 5 quilómetros dali !
Sabemos como é difícil gerir o bolo a repartir entre quem precisa mesmo e quem nada faz, mas que há por aqui um grande facilitismo ninguém duvida. Há pobres de luxo e pobres esquecidos porque não se enquadram em grupos reivindicativos e em etnias politicamente correctas. É uma verdade dura mas há que dizê-lo com toda a frontalidade.
Entretanto o ministro da administração interna parece não dar conta do recado mas o governo vai ajudá-lo: os carros vão passar a ter chips nas matrículas ! Este governo é genial. Está só preocupado com moderníces que possam controlar os contribuintes e de seguida atacar com mais um imposto ou taxa qualquer. Preparem-se: a seguir vem aí a taxa para quem andar de carro ao fim de semana, a certas horas. E quem tiver motores com mais de 4 cilindros...ou paga ou manda tirar dois. Taxar, taxar sempre. Como era deliciosa e naive a taxa sobre os isqueiros do Salazar!

 
At 15 de julho de 2008 às 18:17, Anonymous J.E.R. said...

Quando assisto aos acontecimentos em Loures e vejo uma manifestação junto à Câmara Municipal de Loures interrogo-me sobre o dualismo com que a pobreza está a ser tratada em Portugal, dualismo que está presente cada vez mais no discurso político.

Lembrei-me de um caso que há alguns meses passou na nossa comunicação social, que dava conta da intenção da Segurança Social de tirar os filhos a uma mãe por não os ter condições para criar, trabalhadora agrícola não tinha emprego certo, por ser pobre não tinha casa em condições. Isto é, enquanto os “pobres” da cidade fazem uma manif para trocar de casa e beneficiam de rendimento mínimo, tanto maior quanto mais se multiplicar a prole, ali ao lado, para os lados de Santarém, o mesmo Estado recusa o direito de ser mãe a alguém que nada recebia do Estado. Há algo de errado em tudo isto.

Tal como em tudo o politicamente correcto diferencia os pobres em dois grupos, os que devem ser tratados com cuidado dos que podem ser esquecidos. Se formos às aldeias da zona serrana do Algarve (a que conheço) encontramos muitos milhares de portugueses que vivem no limiar da pobreza, trabalhando arduamente para obterem recursos mínimos para sobreviver. Como nunca optaram por construir uma barraca numa qualquer cidade e não pertencem a nenhum grupo étnico ou têm que fazer pela vida.

Mas não é preciso ir tão longe, basta ficar em Lisboa para assistirmos a alguns espectáculos preocupantes. Lembro de no tempo em que João Soares estava à frente da CM de Lisboa, quando estavam a ser distribuídas centenas de casas, o espectáculo preferido das televisões em vésperas de eleições autárquicas, era ouvir os protestos dos que recebiam as novas casas, protestavam por coisas como o facto de a casa ter apenas três quartos quando os filhos eram três e coisas do género. Aqui já nem chega a comparação com os outros pobres esquecidos pelo Estado, até a chamada classe média fica incomodada, quantas famílias da classe média, a que paga impostos para pagar isto tudo, consegue ter a casa que deseja ou mudar de casa sempre que está incomodada com a vizinhança, como, aliás sucede nas imediações dos novos bairros de reinserção social onde se perdeu a segurança e tranquilidade?

Parece que em Portugal há pobres de primeira e pobres de segunda classe, os de segunda classe são os que trabalharam toda a vida, pagaram impostos e segurança social e que vivem em casas degradadas ou suportam rendas caras e beneficiam de pensões miseráveis. Os pobres de primeira classe nunca descontaram, quando trabalham fazem-no no mercado paralelo e sentem-se no direito de serem mantidos pelo Estado.

Já alguém viu o presidente da CM de Loures mais o Governo Civil de Lisboa receberem um grupo de “pobres de segunda classe” acompanhados de representantes associativos, eclesiásticos e advogados com nome na praça? Já alguém viu o governador civil de Faro visitar uma das aldeias da Serra do Caldeirão sem estradas de acesso, onde as pessoas vivem em casebres, não passando pela cabeça de ninguém exigir casa nova ou ordenado sem trabalhar?

 
At 15 de julho de 2008 às 21:43, Anonymous JAM said...

Sócrates, com o livro de Eduarda Maio, parece ter conseguido uma reedição do "menino de Boliqueime", com que a falecida Luiza Manuel de Vilhena soube criar o impacto da primeira imagem de Cavaco Silva. Raramente se realça a genialidade desta escritora, antiga candidata a deputada da oposição pelas listas da Comissão Eleitoral Monárquica de 1969, quando eu tive o meu primeiro entusiasmo cívico, embora não tenha acompanhado a notável novelista nos seus apoios ao nascente cavaquismo.

Verifico agora que se repete a criação da mesma imagem do neto e do filho que a maioria silenciosa gostaria de ter, assinalando a sua vitimização pelas circunstâncias de um mundo ingrato. Aliás, algo de semelhante aconteceu à imagem do Zé Manel, dois políticos da mesma geração, hábeis na prestação de serviços e que reflectem uma certa concepção e da vida de Portugal, país intermediário, organizador de eventos, chamem-se cimeira dos Açores ou cerimónias de assinatura do Tratado do Mar da Palha.

Infelizmente, sofrem sempre dos imprevistos de uma qualquer Quinta da Fonte, que eles não provocaram, mas que lhes pode cair em cima, quando, raspado o verniz, há um Portugalório de sempre, o do desleixo, o da moral do sapateiro de Braga, o do enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. Afinal, a questão da Apelação, nesses traseiros da magnífica Expo, onde nasceu o Tratado de Lisboa, começa a delinear-se, como uma questão de "gangs", esses cogumelos venenosos que não têm etnia, que levaram a comunidade cigana a dar uma imagem péssima de si mesma, ocultando os importantes esforços que tanto a República como os próprios ciganos têm levado a cabo, para todos vencermos a vergonha da tradicional marginalidade a qyue estava condenada.

Esperemos que o episódio não sirva para continuarmos a lavar as mãos como Pilatos. Mais de cinco séculos de ciganos em Portugal são uma razão suficiente para termos direito a um Portugal cigano, desde que os responsáveis políticos não caiam no "lapsus calami" de notarem que tudo se passou entre ciganos e africanos, sem intervenção directa dos "portugueses", quando as três comunidades são hoje radicalmente portuguesas. Acho que o alto comissariado para as minorias étnicas tem que rapidamente dar um curso de pluralismo a certos responsáveis autárquicos, tal como os especialistas em minorias têm que aprender com os autarcas que estes são as principais vítimas de uma falta de política de reidentificação deste novo Portugal Plural.

 
At 15 de julho de 2008 às 21:47, Anonymous Manuel P. said...

O governo da corja socialista está cada vez a governar à sua imagem.
Hoje o Banco de Portugal baixou a sua previsão do crescimento económico deste ano para 1,2 por cento, uma diminuição de oito décimas em relação à previsão anunciada em Janeiro e que era de dois por cento.

O boletim económico de Verão sustenta esta revisão em baixa na deterioração de quase todas as componentes macroeconómicas, em particular na forte quebra do investimento, que passa a crescer apenas um por cento, contra os 3,3 por cento apontados em Janeiro passado, da procura interna, que recua para um por cento (era 1,4 por cento no início do ano) e nas exportações (abranda para 4,4 por cento, menos cinco décimas do que em Janeiro).

Isto vai cada vez melhor para bater no fundo de vez...

 
At 15 de julho de 2008 às 21:49, Anonymous Manuel Azinhal said...

O noticiário sobre os acontecimentos da Quinta da Fonte é ainda mais triste do que os factos propriamente ditos.
O Governo, atarantado, assegura que vai tomar todas as medidas necessárias. À evidência, nota-se que não tem ideia nenhuma sobre quais sejam essas medidas. Tenta gerir a crise, e esperar que passe.
Parece-me que intimamente a raiva vai toda para o autor do video: ai, se o apanhassem a jeito...
A oposição não faz nem diz melhor. Ouvem-se as banalidades da vulgata sociologico-compreensivista.
Na rua, ao contrário, fazem sucesso as barbaridades de taxista avinhado.
Entretanto, pelas últimas começa a verificar-se que, deixando-se ir ao sabor da corrente, as autoridades preparam-se para oficializar uma política de apartheid. Limpeza étnica institucionalizada. Bairro para pretos, bairro para ciganos. E subsídios para todos.
É a completa ausência de qualquer sentido de Estado, a capitulação e a cedência perante hordas que se organizam e pela força bruta tornam reféns parcelas da população, e do território nacional, assumindo desafiadoramente prerrogativas que têm que ser exclusivo da comunidade políticamente organizada.
Em troca de quê, a abdicação? A troco de uma acalmia temporária, uma aparência de ordem.
Esta gente que nos governa não tem emenda possível: ou foge antes disso, ou acaba com Portugal.

 
At 16 de julho de 2008 às 22:56, Anonymous Anónimo said...

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(Este comentário não tem a ver com o post)

Hoje contaram-me que, por estes dias, no rio Sor, próximo da Tramaga, um pescador foi surpreendido pelo aparecimento de uma cobra de grandes dimensões, uma espécie de jibóia ou anaconda.

As dimensões do bicho eram tais, que o pobre homem fugiu espavorido, deixando para trás a cana de pesca e os apetrechos, e até a própria motorizada em que se tinha deslocado para o local.

Bem sei que a Ponte de Sor não é o Entroncamento. Mas haverá algo de verdade nisto?

Será que alguém tinha em casa, como animal de estimação, um bicho que depois se tornou incómodo e o abandonou no rio?

Não quero espalhar o pânico, mas quem não vai tomar banho no Sor sou eu!

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Já publiquei este comentário duas vezes, e as reacções que observei foram, quase nulas, ou como se eu estivesse a 'entrar' com o pessoal.

Mas não é assim.

Continua a falar-se do assunto.
Aliás, fala-se cada vez mais, até se fala em desaparecimento de cabeças de gado na zona.

Fala-se em brasileiros que sabem do assunto, e que conhecem quem ali abandonou a cobra.

O caso não é para brincadeiras, porque aqueles animais são bastante perigosos.

Repito:

Que verdade há nisto?

Quem sabe alguma coisa do assunto?

Percebe-se que, na terra, se prefira abafar assuntos desagradáveis, mas este deve ser bem esclarecido.

A cobra, afinal, está lá, ou não está?

Quem a viu?

A quem contou o sucedido?

Que medidas foram tomadas?

As autoridades estão a par do assunto?

Ou isto não passa de um boato sem fundamento? O dia 1 de Abril já lá vai há muito...

Se é boato, está bem orquestrado.

E não sou eu que o estou a divulgar.

Apenas faço eco do que aqui me chega.

 
At 20 de julho de 2008 às 15:45, Anonymous Anónimo said...

No distrito de Santarém mais precisamente no concelho do Entroncamento é que de tempos a tempos acontecem casos destes, na Tramaga penso que não chega a tanto,.
Só há umas vigarices do presidente da Junta Local, o ilustre José Chocolateira.

 
At 21 de julho de 2008 às 23:15, Anonymous M.C. said...

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.

"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

 
At 5 de agosto de 2008 às 22:34, Anonymous Anónimo said...

Não é só po cá que a polícia actua assim, e não adianta muito fazer belos discursos sociológicos sobre as diferenças entre ricos e pobres, o que pode adiantar é propor, fazer, actuar, para que as diferenças já tão acentuadas não aumentem.

 

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