quinta-feira, 10 de julho de 2008

LADRÕES... [II]

Todos nós, via internet ou mail pudemos ver as vergonhosas facturas da venda de botijas de gás da GALP, onde apesar de o IVA ser diferente o preço de quem as comprou ter sido exactamente o mesmo.
Isto
é, quem mamou a descida do IVA foi a GALP e não o consumidor.
Confrontado com este caso o Ministro Manuel Pinho logo afirmou que ia pôr as policias todas deste país a investigar o assunto.
A GALP pelo seu lado logo fez um comunicado a esclarecer que cumpriu, como sempre o fez, a legislação em vigor, tendo reduzido o IVA de 21% para 20% em todos os produtos que comercializa de acordo com as especificidades da lei vigente.
Em relação às facturas que têm vindo a ser referidas nos órgãos de comunicação social, tratou-se de um erro informático
.


Realmente a informática tem as costas bem largas quando dá jeito a alguns, mas nós consumidores há muito que sofremos na pele a ganância das grandes gasolineiras e a GALP não fica de fora.


Não fica, mas deveria ficar se o estado não tivesse oferecido uma empresa, que era sua, à gula dos grandes capitalistas.
O Estado deveria sempre ter grandes empresas nas áreas estratégicas da economia, combustíveis, electricidade, água, transportes, Banca.
Só assim seria possível controlar os preços e evitar a especulação e a ganância privada.
Para lavarem a consciência, criaram as tristemente famosas Entidades reguladoras que já provaram não ter capacidade para regular seja o que for. Viu-se no aumento dos combustíveis que não tinham a mínima ideia do que se passava e, quando mandados investigar, que podiam ser endrominados à vontade.
Em alguns casos são mesmo essas entidades a fazer propostas para facilitar às empresas que deviam regular como nos meterem mais as mãos no bolso.
Infelizmente, estas meninas do gás, que nos oferecem botijas mais leves acabam é por ser grandes tetas onde alguns não param de mamar.


K.

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4 Comments:

At 10 de julho de 2008 às 23:53, Anonymous assinatura ilegível said...

Excelentíssimo Senhor:

Ontem, 9 de Julho de 2008, passou, na estação televisiva SIC, uma entrevista conduzida pelo jornalista José Gomes Ferreira, em que o entrevistado foi Henrique Medina Carreira.

Motivado apenas pelo mais altruísta e patriótico sentimento, venho dar conhecimento a V. Ex.ª de algumas frases proferidas por aquele economista, no âmbito da referida entrevista, e que me parece - dada a sua gravidade, agressividade e assertividade - constituírem, no seu todo ou isoladamente, formais e asininos ataques contra a pessoa de V. Ex.ª, pelo que poderão constituir motivo para procedimento judicial, ao abrigo do Art.º 180º do CPP e demais legislação atinente. Note-se que este indivíduo, com a maior desfaçatez, insulta V. Ex.ª de tudo e mais alguma coisa, de mentiroso a vaidoso, de tolo a perfeitamente estúpido, passando ainda por torpes insinuações sobre corrupção e diatribes semelhantes, tudo coisas a merecer uma acção firme e implacável que ficará, evidentemente, ao critério e à discrição de V. Ex.ª.

Arrola-se, por conseguinte, em anexo, uma lista não exaustiva das afirmações que parecem, no meu fraco e modesto entender, atentar contra a honra, a dignidade e o direito ao bom nome de V. Ex.ª, de mais a mais tratando-se como é o caso, Excelência, de titular de alto cargo político, enquanto tal e mesmo como cidadão. Para facilitar a leitura, já que bem sei andar V. Ex.ª extremamente ocupado com os negócios da coisa pública, tornando ao mesmo tempo mais expedita a tarefa dos digníssimos juristas que certamente irão proceder com o caso, tomei a liberdade de assinalar a vermelho as expressões que se referem directa e expressamente a V. Ex.ª.

Sempre a considerar V. Ex.ª, sou, venerador, atento e obrigado,

(assinatura ilegível)

Anexo

Declarações do indivíduo Medina Carreira em entrevista à SIC, a 9 de Julho de 2008.

«Nós vivemos num circo. Cada vez mais circo e cada vez com menos pão.
O circo é isto que vemos todos os dias: entregar computadores, distribuir computadores por alunos alugados, assinar papéis, enfim, é este espectáculo deprimente que ultrapassa a propaganda do SNI.»

«O ensino é uma miséria, a justiça é outra miséria, a corrupção, parece que não há corruptos, mas nós todos os dias nos encontramos com eles, a burocracia excessiva…»

«Os partidos não trabalham, não estudam, não fazem coisa nenhuma.»

«PSD e PS são iguais.»

«Este governo tem quatro anos e meio, o que é uma legislatura excepcional, como sabe, e o que é que fez? O que é que fez?»

«Gastámos, extra-impostos, 160 mil milhões de euros. Eu não vejo… Vejo para aí umas auto-estradas, vejo uns edifícios e vejo provavelmente uma grande delapidação e um saque de dinheiros públicos.»

«Não há uma obra que não custe três ou quatro vezes aquilo que se diz. Não acha que isto é um saque de dinheiros públicos que se está a praticar? E não vejo a intervenção da polícia, não vejo nada.»

«Há-de acreditar que há muita gente que fica com grande parte da diferença. Se eu olhar para os corruptos declarados, não há corrupção. Agora, nós, que andamos nesta pequena sociedade que é Portugal, (…) conhecemos muita gente que há trinta anos sabíamos quem eram e agora também sabemos quem são.»

«Eu quando andava na vida política activa, não me lembro de tanta corrupção, de tanta gente a mudar de vida.»

«Em Portugal, quem fala ou é mandado para um exílio (dourado ou não dourado) ou então é “entupido”, é…»

(Sobre a Operação Furacão) «50 milhões de euros? 50 milhões de euros, só? Meu Deus, se é isso, é mais barato arquivar o processo.»

«A gente vê a vida que certas pessoas levam e que não são incomodadas. Porque é que o João Cravinho se aborreceu e teve que ir embora? Eu se fosse companheiro do João Cravinho na assembleia, apoiava-o, mas o João Cravinho, coitado, foi açoitado, entre aspas.»

«Em 2020, nós somos o país mais pobre da União Europeia. É claro que vamos ter o nome de Lisboa na estratégia e o nome de Lisboa no Tratado. Sim. Mas não passa disso. É só para entreter a gente.»

«Isto é uma palhaçada. Uns não sabem o que estão a prometer e outros são declaradamente uns mentirosos, prometem aquilo que sabem que não podem.»

(Sobre Teixeira dos Santos) «Não nos iludamos. Isto é tudo folclore. Não nos iludamos. »

«A educação é uma lástima. É um crime de lesa-juventude, o problema do ensino em Portugal. Nós estamos a liquidar o futuro dos jovens que precisam mais, são jovens que vêm de famílias com poucas posses.»

«O que é que avançou? Disciplina, é indisciplina, depois descobriu-se que também há violência, mas isso é um problema de polícia (…)»

«Você acredita que a Matemática a média num ano é 10 e no outro ano é 14? Acha que o pessoal melhorou desta maneira? Por conseguinte, a única coisa que eu posso dizer é que deve ser mentira.»

«Está-se a levar a juventude para um beco sem saída, em Portugal. Esta juventude vai ser completamente desgraçada com estas políticas de ensino… [inaudível]»

«TGV, não. Para um país com este tamanho, é uma tontice.»

(Sobre o novo aeroporto) «Acho que o problema da gasolina deve levar a parar e pensar. Auto-estradas, neste país não se pode andar em estradas boas, tem que se andar em auto-estradas. Quer dizer, isto é de gente completamente tresloucada e irresponsável, como é evidente.»

«O nosso endividamento externo é uma brutalidade. Eu, quando oiço estes políticos a discutir essas coisas todas, eu tenho a sensação de que não estou num país de gente ajuizada.»

«Quer dizer: Bragança fica dentro da rede de auto-estradas… e nós ficamos encalacrados no estrangeiro.»

«Eu nem comento essa afirmação do primeiro-ministro, para não ir mais longe.»

«Isto é tudo uma irresponsabilidade. Esta gente da política de hoje vai ser julgada muito severamente pela [sua] irresponsabilidade.»

«Esta legislatura está perdida. Porque já toda a gente anda em campanha eleitoral. É a fingir que se faz alguma coisa. Nada [mais será feito até ao final da legislatura]. É só a fingir.»

«Vocês [jornalistas, povo] dão guarida a umas fantasias. Está criado. Mas então no terreno, o que é que está?»

(Sobre o país) «Não, não fecha.»

 
At 10 de julho de 2008 às 23:59, Anonymous J.M.M. said...

Enquanto ia trabalhando assisti ,pela televisão, ao debate sobre o Estado da Nação.

De útil ..... NADA!

Parecia a fase das alegações nos Tribunais.Cada um ficou na sua!

Mas o debate foi esclarecedor do desnorte do Governo.

José Sócrates ficou sem palavras para responder a Francisco Louçã. Este colocou questões muito pertinentes, verdade seja dita.

José Sócrates puxou do moralismo. Apontou a Francisco Louçã estar a ser mal educado.Que chamara ladrões às petrolíferas por causa do imposto "Robin ds Bosques".

Quando Francsco Louçã, inteligente e cultamente, lhe disse que Robin dos Bosques roubava aos ladrões para dar ao Povo, José Sócrates embuchou!

José Sócrates perdeu em toda a linha.

Quanto ao resto, vimos um Governo sem capacidade de previsão, FUSTIGADO PELA ÚLTIMA SONDAGEM QUE LHE DÁ APENAS 32% DAS INTENÇÕES DE VOTO, AS MESMAS QUE AO PSD.

O PSD focou um aspecto importante: A dependência de Portuagl em relação a Espanha. Como eu tenho repetidamente dito!

O grande problema deste Governo do PS é que para acertar as contas públicas cortou nos direitos sociais,desactivou serviços, fez os portugueses apertar o cinto. Ou seja destruiu.

Mas para criar emprego e bem estar , para fazer a economia crescer ,era necessário mais.

ERA NECESSÁRIO CRIAR RIQUEZA, PELA POSITIVA. ERA NECESSÁRIO CONSTRUIR E PARA ISSO O GOVERNO MOSTRA TOTAL INCAPACIDADE.

Aqui o Governo do PS e de José Sócrates MOSTROU INCOMPETÊNCIA.

Destruir sabe. Construir "tá" quieto!

Assim, o Governo tem agora de lançar mão de medidas avulso, eleitoralistas, sem eficácia imediata.Sem mudar nada. Parece uma costureira a pôr remendos nas calças gastas pelo trabalho.

O desgoverno destes 3 últimos anos produziu centenas de milhares de desempregados e emigrantes.

Cujo número, se fosse contabilizado para as estatísticas do desemprego ,aumentava para cerca de 10% a taxa de desemprego!

Um desastre.

Porque o Governo não tem capacidade de previsão, de planeamento. É casuístico. Panfletário.
Corta nos direitos sociais, provoca mortes por falta de assistência médica , manda portuguesas parir em Babajoz, provoca desespero e armargura nos portugueses, obriga famílias a separarem-se quando alguns partem para a emigração..

José Sócrates não estava preparado para ser Primeiro Ministro, não tem experiência. A única que se lhe conhece fora da política é de funcionário camarário!

O Povo diz: "Cantas muito mas não me alegras".

Quem sofre com esta incompetência somos nós, portugueses. Todos.

Portugueses, vamos mudar isto e correr com o Governo!

Para Bem de Portugal!

 
At 11 de julho de 2008 às 17:02, Anonymous Anónimo said...

Depois vem o Presidente da tal Galp ofendido quando lhe chamam gatunos

 
At 11 de julho de 2008 às 18:57, Anonymous Anónimo said...

UM PERDÃO FISCAL RESERVADO A RICOS

O Governo está a preparar um perdão de juros e de coimas para todos os contribuintes que tenham contestado em tribunal pretensas dívidas fiscais exigidas pela Direcção-Geral dos Impostos (DGCI), desde que estejam dispostos a aderir a uma comissão de conciliação que está a ser elaborado pelo Ministério das Finanças e da Justiça.

Este mecanismo de conciliação já tinha sido anunciado pelo ministro das Finanças na Assembleia da República a 24 de Abril, sem que, nessa altura, tivesse feito qualquer referência ao perdão de juros e coimas.

O ministro apresentou a medida como uma das que o Governo tem em curso e que "visam a aproximação da Administração Tributária ao contribuinte" e adiantou que a primeira dessas medidas era "a possibilidade de constituição de comissões de conciliação para dirimir conflitos de natureza tributária existentes entre a administração tributária e o sujeito passivo de uma relação jurídica tributária". O governante adiantou ainda que estas comissões "terão por finalidade a resolução de conflitos em processos de impugnação judicial pendentes nos tribunais tributários".

O PÚBLICO sabe que já existe um projecto onde são criadas estas comissões e que o mesmo já foi enviado ao Ministério da Justiça para que se pronunciasse, assim como aos serviços da DGCI. Ontem, tanto o Ministério da Justiça como o das Finanças, depois de confrontados com estas informações, recusaram comentar.

O diploma que está a ser elaborado tem por objectivo aliviar a carga existente actualmente nos tribunais devido a questões fiscais. A actuação mais agressiva da administração fiscal ao nível do combate à fraude e evasão fiscal tem merecido várias acusações de que há uma actuação abusiva por parte do fisco sobre os contribuintes. Há, inclusivamente, queixas-crime apresentadas contra os responsáveis políticos do Ministério das Finanças e contra os responsáveis da DGCI por pretenso abuso de poder.

Mais processos em tribunal

O resultado desta acção da administração fiscal foi o aumento do recurso para os tribunais, o que levou, em Fevereiro deste ano, o presidente do Supremo Tribunal Administrativo (STA) a dizer no Parlamento que a administração fiscal sacode para os tribunais todos os processos.
Por outras palavras, o mesmo responsável dizia que o fisco rejeita 80 ou 90 por cento das reclamações dos contribuintes, empurrando-os para os tribunais. Dias antes, o mesmo responsável, em artigo de opinião publicado no Jornal de Negócios, revelava que entre 2003 e 2006 tinham entrado nos tribunais administrativos de primeira instância perto de 40 mil processos, o que levou a que, em 2006, o número médio de processos pendentes por juiz fosse de 990, mais 185 do que em 2004. A estes processos correspondem 13 mil milhões de euros de processos pendentes.

É perante este cenário que o Governo quer avançar com as comissões de conciliação, uma espécie de tribunal arbitral com representantes do fisco, dos contribuintes e individualidades independentes que possam dirimir os conflitos existentes.

Para chamar os pretensos devedores, o Governo acena com o perdão de coimas e juros inerentes às pretensas dívidas, uma medida que também permitirá um encaixe extra de receitas fiscais uma vez que enquanto os processos se arrastam em tribunal, a eventual receita a cobrar não dá entrada nos cofres do Estado.

Uma história de perdões

O perdão de coimas e juros que está a ser preparado é o primeiro do Governo liderado por José Sócrates, depois de, pelo menos os anteriores quatro executivos, terem tomado medidas ainda mais abrangentes.

No último Governo do agora Presidente da República houve um programa especial de recuperação de dívidas ao fisco, na altura liderado pelo ministro das Finanças Eduardo Catroga. Também no primeiro Governo de António Guterres, o plano que ficou conhecido como "Plano Mateus", repetiu a medida. Já no Governo de Durão Barroso, com Manuela Ferreira Leite à frente do Ministério das Finanças, foi criado um regime excepcional de regularização das dívidas ao fisco. Neste regime, os contribuintes com dívidas fiscais ou à Segurança Social cujo prazo de regularização terminasse a 31 de Dezembro de 2002, caso pagassem as dívidas, beneficiavam de uma dispensa dos juros de mora e dos juros compensatórios, além de uma redução de custas de processo.

No:PÚBLICO

 

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