quarta-feira, 16 de maio de 2012

VAI TUDO UMA BOA MERDA,...


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quarta-feira, 7 de março de 2012

MANIFESTO 12 DE MARÇO 2012

Nós, pessoas desempregadas, “quinhentoseuristas” e outras mal remuneradas, escravas disfarçadas, subcontratadas, contratadas a prazo, falsas trabalhadoras independentes, trabalhadoras intermitentes, estagiárias, bolseiras, trabalhadoras-estudantes, estudantes, precárias, penhoradas, despejadas, despedidas, sem abrigo, emigrantes, imigrantes, exiladas, isoladas, pensionistas, excluídas, censuradas, novos e velhos pobres, todas e todos que se confrontam diariamente com limitações graves à sua dignidade e à sua liberdade,

Há um ano, a 12 de Março de 2011, em Portugal e no estrangeiro, saímos à rua revoltados mas com esperança, preocupados mas determinados a construir um futuro melhor. À rasca e indignados mas com propostas: fomos mais de 500 mil.

Este foi o dia em que afirmámos: nós somos a Democracia.

Com vontade de exercer activamente os nossos direitos, entregámos no Parlamento milhares de propostas e ideias concretas, que cada um e cada uma de nós trouxe para a manifestação, sobre como construir uma nova e melhor sociedade. Lançámos uma semente de participação cívica. Mostrámos que é possível, que conseguimos decidir e fazer. Que nos superamos a cada momento, a cada geração, quando cooperamos.

Depois deste dia, novas dinâmicas sociais se criaram, novos movimentos, novos encontros de vontades, esperanças e projectos; uma proposta de Lei Contra a Precariedade feita por cidadãs e cidadãos, uma Iniciativa de Auditoria Cidadã à Dívida Pública, protestos, assembleias populares, acções directas, são apenas alguns exemplos da vitalidade de uma sociedade a participar de forma informada e responsável nos processos de influência e mudança política e social, ao longo do último ano.

O 12 de Março será sempre uma conquista, porque as pessoas ganharam consciência do seu poder.

Quisemos fazer-nos ouvir. Mostrámos que “não queríamos ir por ali” e, um ano depois, tudo está pior.

Os governantes não nos ouviram. Nunca se trabalhou tanto, de forma tão flexível, nem de forma tão precária. Venderam-nos a falsa promessa de que, se tivéssemos menos segurança no trabalho, existiria mais emprego para todos. Hoje, as taxas de desemprego são as mais altas do pós 25 de Abril. Nas escolas, crianças passam fome. Abandonados, milhares de idosos têm de escolher entre medicamentos ou comida. De norte a sul encerram-se lojas, fábricas, pequenos negócios, lançando milhares para o desemprego. As pessoas mais jovens, estudantes, recém-licenciadas, são incitadas a emigrar, numa clara confissão de impotência e incompetência do governo.

Desde a chegada antidemocrática da troika, estamos a sofrer com um plano de austeridade que nos asfixia. Portugal é hoje o país europeu onde estas medidas exigem mais às pessoas mais pobres do que às mais ricas. Onde a distribuição de rendimentos é das mais desiguais de toda a OCDE. E onde se obrigam as pessoas mais indefesas a pagar a corrupção, as regalias das máfias locais, regionais e internacionais. Instaura-se uma ditadura económica que rompe o que restava do pacto social inaugurado a 25 de Abril de 1974.

No dia 12 de Março de 2012, reafirmamos que nós, pessoas, somos a Democracia. Que os Estados democráticos são as pessoas, não são os mercados. A economia existe para servir as pessoas, não o FMI e outros credores.

Os Estados existem porque lhes confiamos o dever de organizar direitos básicos como a educação, a saúde, a justiça, a segurança, a mobilidade, a protecção dos recursos naturais, o apoio social a todas e todos e sobretudo aos mais desfavorecidos. É por estas razões, para que haja justiça social, para que o país se desenvolva de forma sustentável, que pagamos impostos. Não para alimentar empréstimos internacionais a juros odiosos.

O Estado português tem de ser o garante dos direitos fundamentais consagrados na Constituição e no Direito Internacional.

Se as taxas que pagamos, fruto do nosso trabalho, já não servem para assegurar os direitos, liberdades e garantias, porque pagamos impostos?

Reafirmamos as ideias, a esperança e a vontade de reconstruir a nossa comunidade, a nossa rua, a nossa aldeia, a nossa vila, a nossa cidade, o nosso país, o nosso continente, o nosso Mundo.

Não aceitamos a imposição de um Estado proto-fascista com o pretexto do pagamento, a todo o custo, de uma dívida. Não vamos permitir que se criminalize o movimento social e que se instrumentalizem as forças de segurança para provocar tumultos e instigar o medo entre a população.

Não abdicamos do direito à manifestação, do direito ao contraditório nem da pluralidade de opiniões. Não acreditamos no inevitável, no pensamento único nem na política moralista dos sacrifícios.

Porque a democracia é aquilo que fazemos dela.

Vamos, unidos, de baixo para cima, refundar o Estado e voltar a defender ideais de justiça, de igualdade, de liberdade e de cooperação que há muito os governantes deixaram de praticar.

O 12 de Março é de todas, é de todos. É de cada um e de cada uma de nós.

Que o dia 13 seja também!

O Movimento 12 de Março propõe:

- que a partir de 12 de Março de 2012, cada pessoa escreva as suas ideias para melhorar o país numa folha, num cartaz, num pano branco…

Coloquem nas janelas, nas varandas, nos locais de trabalho, nas escolas, nos carros, nas peças de roupa, nos emails, nos blogues, murais de facebook, twitter e noutras redes sociais.

Que todas e todos voltem a trocar sonhos, a partilhar visões do mundo. Vamos mostrar que não estamos sós, que é possível resistir construindo. Para que amigas e amigos, família, vizinhas e vizinhos, colegas de trabalho ou da fila do centro de emprego se juntem a discutir o que querem para as suas vidas e o façam

acontecer!

- que nas próximas eleições autárquicas, grupos de pessoas se juntem em movimentos e assaltem o poder local.

Desafiamos todas e todos os que não se revêem nesta forma de governar, a criar listas independentes para candidatar às Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia de todo o país.

É hora de ganharmos responsabilidade e de perdermos o medo.




J.L.

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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

JOBS FOR THE VACAS & BOIS

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domingo, 13 de março de 2011

PROTESTO DA GERAÇÃO À RASCA, O DIA SEGUINTE


Não foi brincadeira, não foram meia-dúzia de indigentes a protestar contra o preço das bejecas, não foram meninos bem a reclamar emprego, conforme os apóstolos de serviço ao regime tanto pregaram.
Provou-se ontem à tarde no sítio certo, a rua, que precários, somos todos nós.
Enganados, espoliados, roubados e fodidos.
Quero acreditar que, se um dia este país vier a ser um lugar onde se possa viver do trabalho honesto, teremos na rua todos os precários albergados nos e pelos partidos.
Será então a sua hora de reclamar um subsídio de desemprego, uma pensão de subsistência, ou a reforma que hoje condenam a quem cumpriu todos os preceitos determinados para a sua obtenção.
Espero que na ocasião, ninguém lhes chore o pão, os mande trabalhar, ou para algum outro sítio menos próprio.

A.C.

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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

PROTESTO DA GERAÇÃO À RASCA [ II ]

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

PROTESTO DA GERAÇÃO À RASCA



João Espadinha




Manifesto

Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela
.

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

E a «festa» continua…

Será que a rambóia não pára?

delphi

subercentro

dynaero

Delphi… Subercentro… Dyn’Aero…

Onde estão os 250 mil empregos prometidos pelo «paladino da verdade» que dá pelo nome de José Sócrates?

E os últimos números do desemprego não são nada agradáveis: já vamos em 11% (ONZE POR CENTO, para aqueles que têm difículdades em ler números…), ou seja, 600 mil portugueses sem emprego…

E Ponte de Sor? Será que o investimento no turismo significa encerrar empreendimentos turísticos nos quais foram «enterrados» milhões? Como o «Charcas Lagoon»? Enquanto nascem outros autênticos «elefantes brancos» como o empreendimento da «Panela»?

Mas será que há alguém no seu perfeito juízo que veja viabilidade naquele monstro?

Sinceramente, não compreendo o investimento da nossa Câmara! Mas isto sou eu, que sou sempre do «contra»…

Vá lá que, pelo menos, temos palmeiras novas junto ao estádio municipal!!! Para substituir as que morreram. Ou não nasceram!

Hoje, in Público:

Fabricante de aeronáutica francesa apoiada pelo Estado entra em insolvência

A companhia Dyn'aero recebeu 1,7 milhões de euros da AICEP e estava prestes a garantir um novo incentivo da Agência de Inovação. Grupo Amorim era parceiro do projecto.

Quando a Dyn'aero chegou a Portugal, em 2001, e instalou em Ponte de Sor um projecto inovador para construir um avião completo, recebeu o apoio do Estado. As verbas a atribuir, inseridas no Programa de Incentivos à Modernização da Economia (Prime), chegavam aos três milhões de euros. O grupo francês recebeu uma parte significativa deste dinheiro e preparava-se para receber um novo fundo, desta vez da Agência de Inovação. A AICEP não acredita na recuperação.

Considerada empresa inovadora, com projectos badalados (como a construção de um avião com componentes em cortiça), a Dyn'aero viu-se obrigada a requerer a insolvência ao Tribunal do Comércio de Lisboa, alegando "que não tem meios financeiros suficientes para proceder ao pagamento das obrigações vencidas", lê-se na sentença judicial de 26 de Agosto. O grupo já tinha recorrido ao lay-off, suspendendo temporariamente 60 trabalhadores, mas a medida não terá sido suficiente para sanar as dívidas.

(ler mais…)


PAPAGAIO DALTÓNICO

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VAI CADA DIA QUE PASSA MELHOR?

O desemprego continuou

a subir
em

Dezembro em Portugal,


para 10,4 %.

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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

VAI TUDO BEM?

Segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat, a taxa de desemprego em Portugal foi a quarta maior da zona euro em Novembro, tendo subido 0,1 pontos percentuais face a Outubro, para 10,3 por cento, contra os 10 por cento da zona euro e os 9,5 da UE-27, onde o desemprego também continua a subir.


No caso português, desde o início da crise internacional, o desemprego tem vindo sempre a aumentar e a um ritmo superior ao da zona euro: enquanto nos seus 16 países a taxa subiu 25 por cento entre Novembro de 2008 e Novembro passado (de 8,0 por cento para 10,0), em Portugal subiu 30 por cento (de 7,8 para 10,3 por cento).


Uma calamidade social agravada pela realidade de haver, entre nós, 170 mil desempregados que não recebem qualquer subsídio, quase mais 16 mil pessoas (10%) do que há um ano, e pela suspensão, desde o final de 2009, da extensão do subsídio social de desemprego: quem esgotou o subsídio social de desemprego depois de 31 de Dezembro deixou de ter direito ao prolongamento da prestação por mais seis meses.

F.T.

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

PONTE DE SOR ESTÁ DE LUTO - A DELPHI VAI FECHAR


Delphi de Ponte de Sôr encerra e deixa 430 sem trabalho



A fábrica da Delphi de Ponte de Sôr vai encerrar a 31 de Dezembro e deixar 430 pessoas sem emprego.

Os sindicatos confirmaram a decisão de despedir 430 trabalhadores com o encerramento da fábrica e dizem que vão pedir a ajuda da autarquia e do Governo para a criação de empregos alternativos.



"Foi-nos confirmado que a empresa vai encerrar a 31 de Dezembro e que os seus 430 trabalhadores vão ser despedidos e, infelizmente, não temos hipótese de fazer nada para inverter esta situação", disse à agência Lusa Delfim Mendes, da Federação Intersindical da Quimica, Metalurgia e Indústrias Eléctricas, após uma reunião com a administração da empresa.

A Federação sindical vai pedir audiências ao ministro da Economia e ao presidente da Câmara de Ponte de Sôr para pedir que façam diligências no sentido de serem instaladas outras indústrias nas instalações da Delphi para criar novos empregos.

Os trabalhadores vão ser dispensados no âmbito de um despedimento colectivo e receberão uma indemnização que já tinha sido acordada em 2008.

Em 2008, aquando do anúncio da decisão de encerramento da fábrica, entidades sindicais e administração acordaram um valor de 2,3 salários por cada ano de trabalho, em termos de indemnização.


A unidade industrial, sedeada em Ponte de Sor há 29 anos, é a maior do distrito de Portalegre, empregando 2,5 por cento da população do concelho.

A empresa produz apoios, volantes e airbags para vários modelos de veículos automóveis.

A administração da empresa não quis fazer comentários




Lusa

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PORTUGAL UM PAÍS DE BANANAS GOVERNADO POR SACANAS SOCIALISTAS

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego subiu 29,1 por cento em Setembro de 2009.

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

PORREIRO, PÁ!

Objectivo:


Resultado:



Alentejo:




Avaliação:
Divergiu das orientações e não cumpriu os objectivos.


Recomenda-se:
Uma retemperadora travessia do deserto na oposição, para suavizar a arrogância, assimilar a realidade e alterar as políticas.


M.

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

PONTE DE SOR MAIS TRINTA SEIS QUE PERDEM O EMPREGO

Enquanto o Taveira Pinto, presidente do municipio de Ponte de Sor mais 41 foram fazer turismo para Cabo Verde



36 TRABALHADORES

DA DYN'AÉRO


VÃO VOAR PARA O

DESEMPREGO





A Dyn'Aéro Ibérica, S.A. com sede na zona industrial de Ponte de Sor acaba de despedir 36 empregados a contrato.

As perspectivas do grande pólo aeronáutico de Ponte de Sor já está a ruir.

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

ISTO VAI CADA VEZ MELHOR?

O desemprego registado nos centros de emprego atingiu em Março de 2009 484.131 pessoas, o que representa uma subida de 23,8 por cento face ao período homólogo de 2008 e de 3,2 por cento relativamente ao mês anterior.
A meta já foi 150 mil novos empregos mas, a manter-se este ritmo de crescimento, vamos chegar aos 11% de taxa de desemprego previstos pelo FMI mais cedo do que o esperado.
Em apenas um ano, cada grupo de 4 desempregados viu-se aumentado em um elemento. E isto sem contar com os desempregados que não contam para a estatística.


F.T.

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terça-feira, 24 de março de 2009

DESEMPREGO ....

...considerando apenas o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego das cidades de Abrantes, Castelo Branco, Portalegre e Ponte de Sôr, de 2005 para 2008, houve uma descida, respectivamente, de 555, 241, 62 e 169. De Janeiro de 2008 para Janeiro de 2009, esses números inverteram-se, apresentando-se no final desse mês, em relação a Janeiro do ano anterior, com os valores de subida, respectivamente, de 378, 516, 123 e 216.
Significa isto que num só ano, as cidades de Abrantes, Castelo Branco, Portalegre e Ponte de Sôr juntas, perderam mais emprego do que aquele que ganharam nos três anos precedentes.
Outro indicador da situação que actualmente se vive é o do número de pessoas que estão a ser apoiadas pelos Bancos Alimentares de Abrantes e Portalegre, os únicos instalados na nossa Diocese.
Assim, no que se refere a Abrantes, durante o ano de 2008, foram apoiadas, em média, cerca de 6500 pessoas por mês, vindo crescentemente o número de apoios a alargar-se à medida que o ano decorria.
Relativamente a Portalegre, no ano de 2008, assistiu-se em cada mês a um acréscimo do número de pessoas à volta de 100.
Actualmente, este apoio abrange 4000 pessoas por mês.
Sem se correr o risco de generalização, a conclusão a retirar destes dados não é difícil: em 2008 e nos primeiros meses de 2009, na zona abrangida pela Diocese de Portalegre-Castelo Branco, aumentou significativamente o desemprego e há um maior número de famílias com carências alimentares do que em anos anteriores.
...

COMISSÃO DIOCESANA JUSTIÇA E PAZ
Diocese de Portalegre-Castelo Branco

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segunda-feira, 23 de março de 2009

DESEMPREGO SEMPRE A AUMENTAR...

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego disparou 17,7 por cento em Fevereiro face ao mesmo mês de 2008 e 4,8 por cento relativamente a Janeiro, acentuando a subida iniciada em Outubro.
O acréscimo de Fevereiro
é mesmo o mais elevado desde Dezembro de 2003.
De acordo com os dados divulgados hoje pelo
Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número de desempregados inscritos no final do mês passado totalizava os 469.299, mais 70.720 inscrições do que em Fevereiro de 2008 e mais 21.333 do que no mês anterior.

Porém, nada de alarmes.

Podemos ficar tranquilos: o Governo garante que as medidas já tomadas vão ajudar a reverter a situação.

A situação

está perfeitamente

controlada.


F.T.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

PORREIRO, PÁ! [II]


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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

PORREIRO, PÁ!

DESEMPREGO REAL = 19,38 %

Segundo as estatísticas oficiais, o último trimestre de 2008 terminou com 437,6 mil desempregados, a que corresponde uma taxa de 7,8%. Mas o INE admite que a estas pessoas podem somar-se 70,5 mil "desencorajados disponíveis", ou seja, disponíveis para trabalhar mas que, por alguma razão, não fizeram diligências para isso nos três meses anteriores ao inquérito - um requisito obrigatório para que as estatísticas oficiais os considerem desempregados. Havia quase 29 mil pessoas que queriam trabalhar mas nem procuravam trabalho porque pensavam não ter a idade e instrução ajustadas, ou porque diziam não saber como procurar, não valer a pena ou, porque, simplesmente, acreditavam que não teriam lugar no mercado de trabalho. No total, entre Outubro e Dezembro do ano passado, já em plena crise, eram mais de 500 mil as pessoas que queriam trabalhar, mas não tinham emprego. Nos últimos três meses do ano, adianta ainda o INE, podiam contar-se 66 mil outras pessoas que queriam trabalhar a tempo inteiro, mas que só conseguiam encontrar emprego a tempo parcial, o chamado "part time", sendo, por isso, consideradas "empregadas". Somando tudo, o desemprego real rondará os 10,38%, cerca de 582,6 mil desempregados.

Apesar de conhecer esta realidade melhor do que ninguém, José Sócrates disse que "estes números são melhores do que se esperava" e "dão mais estímulo, força e energia para prosseguir a luta para melhorar as condições de emprego".

É um estímulo precioso para realizar a melhor escolha nas eleições de Outubro próximo.


F.T.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

PONTE DE SOR AUMENTA O DESEMPREGO


Corticeiras do grupo

Suberus

declaram insolvência


A Suberus, apresentou em tribunal o pedido de insolvência para as suas quatro empresas do ramo e que empregam cerca de 300 pessoas.

Não há possibilidades de aguentar a situação, garantiu um administrador do grupo Suberus.
Agora vão ser convocados os credores, aos quais vamos apresentar planos de recuperação das empresas e debater a situação
, disse ainda a mesma fonte, adiantando que a administração do grupo irá esta tarde informar os trabalhadores desta situação.

Na Vinocor e na Subercor, fábricas do grupo situadas em Mozelos, Santa Maria, os cerca de 150 trabalhadores destas duas unidades estão em greve desde o dia 21 do mês passado, reclamando o pagamento do subsídio de Natal e do mês de Dezembro.

A
Suberus detém uma terceira fábrica, Subercentro em Ponte de Sôr, que emprega cerca de uma centena de pessoas.


R.N.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

PONTE DE SOR COM O ENCERRAMENTO DA FUNDAÇÃO ANTÓNIO PRATES AUMENTA O DESEMPREGO


Graças à intervenção do Taveira Pinto, Presidente da Câmara Municipal , Ponte de Sôr, soma agora mais novos desempregados, os da Fundação António Prates, já inscritos no Centro de (Des)emprego.

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