terça-feira, 27 de outubro de 2009

PONTE DE SOR ESTÁ DE LUTO - A DELPHI VAI FECHAR


Delphi de Ponte de Sôr encerra e deixa 430 sem trabalho



A fábrica da Delphi de Ponte de Sôr vai encerrar a 31 de Dezembro e deixar 430 pessoas sem emprego.

Os sindicatos confirmaram a decisão de despedir 430 trabalhadores com o encerramento da fábrica e dizem que vão pedir a ajuda da autarquia e do Governo para a criação de empregos alternativos.



"Foi-nos confirmado que a empresa vai encerrar a 31 de Dezembro e que os seus 430 trabalhadores vão ser despedidos e, infelizmente, não temos hipótese de fazer nada para inverter esta situação", disse à agência Lusa Delfim Mendes, da Federação Intersindical da Quimica, Metalurgia e Indústrias Eléctricas, após uma reunião com a administração da empresa.

A Federação sindical vai pedir audiências ao ministro da Economia e ao presidente da Câmara de Ponte de Sôr para pedir que façam diligências no sentido de serem instaladas outras indústrias nas instalações da Delphi para criar novos empregos.

Os trabalhadores vão ser dispensados no âmbito de um despedimento colectivo e receberão uma indemnização que já tinha sido acordada em 2008.

Em 2008, aquando do anúncio da decisão de encerramento da fábrica, entidades sindicais e administração acordaram um valor de 2,3 salários por cada ano de trabalho, em termos de indemnização.


A unidade industrial, sedeada em Ponte de Sor há 29 anos, é a maior do distrito de Portalegre, empregando 2,5 por cento da população do concelho.

A empresa produz apoios, volantes e airbags para vários modelos de veículos automóveis.

A administração da empresa não quis fazer comentários




Lusa

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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

PONTE DE SOR - DELPHI NÃO ENCERRA

O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) garantiu hoje que a multinacional norte-americana Delphi não vai encerrar a unidade fabril de Ponte de Sôr .

Em declarações à agência Lusa José Simões, secretário-geral do SIMA, explicou que a fábrica não vai fechar porque os produtos que são desenvolvidos em Ponte de Sôr e que estavam para ser agora produzidos noutros países não garantiam nessas unidades a qualidade necessária.


A fábrica Delphi de Ponte de Sôr, que emprega 439 operários efectivos, além de cerca de 80 a contrato, produz apoios, mecanismos para portas de correr automatizadas e sistemas de protecção de ocupantes para vários modelos de veículos automóveis

De acordo com o sindicalista, o próximo passo a dar no processo negocial com a administração, passa por cancelar o despedimento colectivo que estava em curso.

Durante o mês de Outubro a administração da Delphi tinha informado a comissão negociadora sindical de que já não era possível encerrar a unidade a 30 de Dezembro, remetendo o fecho para o final do primeiro semestre do próximo ano.

A Delphi justificou, na altura, que o adiamento do fecho da unidade fabril devia-se ao facto de ter surgido uma nova encomenda e que teria de ser produzida naquela unidade.

O adiamento surgiu depois de a administração e os representantes dos operários terem chegado a acordo quanto ao valor das indemnizações, na sequência de um processo negocial que se prolongou ao longo de vários meses.

De acordo com José Simões, ambas as partes acordaram, a 17 de Outubro, uma indemnização a atribuir aos operários de dois salários por cada ano de trabalho, além de outras compensações pelo fecho da unidade fabril.


HYT.

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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

PONTE DE SOR - DELPHI [II]

Devido
a nova encomenda

adia
encerramento
para 2009

A Delphi adiou o encerramento da fábrica em Ponte de Sor para o próximo ano, depois de ter recebido uma nova encomenda.

O fecho da unidade estava previsto para 31 de Dezembro, mas ficou assim adiado para o final do primeiro semestre de 2009.


Apesar do adiamento, a empresa e os representantes dos trabalhadores já chegaram a acordo quanto ao valor das indemnizações, depois de vários meses de negociações.


A fábrica de Ponte de Sor emprega 439 operários efectivos e 80 a contrato.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

PONTE DE SOR - DELPHI



DELPHI

ENCERRA A FÁBRICA


DE

PONTE DE SOR

A


31 DE DEZEMBRO DE 2008



Esta semana os representantes dos trabalhadores chegaram a acordo com a administração da Delphi quanto ao valor das indemnizações a pagar aos trabalhadores pelo encerramento da fábrica Delphi de Ponte de Sor.


Depois de muitas negociações entre administração, trabalhadores e segurança social, chegou-se ao acordo possível em que a administração da Delphi vai pagar de indemnização aos trabalhadores dois meses de salário por cada ano de trabalho.

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

ÚLTIMAS: PONTE DE SOR DELPHI ENCERRA: 500 TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO [ XXI ]

COMUNICADO

DA

DIRECÇÃO DA COMISSÃO

POLÍTICA DO PSD DE PONTE DE SÔR









Pela nossa terra

Caros Concidadãos,

Na sequência do anúncio do encerramento da DELPHI, recentemente fomos brindados em nossas casas, com dois comunicados do executivo municipal, liderado pelo Partido Socialista, comunicados estes, como sempre, no melhor estilo a que já estamos habituados, grosseiros, ofensivos, e, como sempre, depois de 15 anos sob gestão PS, continuam a falar do passado, mas nada informam ou esclarecem.

Releva-se apenas que este executivo socialista, pretende adquirir as instalações fabris a um preço simbólico, que num ápice, qual golpe de magia teria ali, uma ou duas empresas, que absorveriam os futuros desempregados do concelho, mais do que isso, absorveria, 600 a 700 postos de trabalho.

É caso para perguntar: porque não se começa já a fazer um pavilhão para dar a tão interessados industriais?

Questiona-se então que indústrias são estas que fazem depender o seu projecto industrial de naves industriais já construídas?
Ou ainda, (porque se assim é) por que motivo, a câmara não exerceu o direito de compra das instalações da Presvial, como lhe foi proposto pelo PSD?

Ou será que vamos ali ter mais uma cadeia de lojas, com direito a bandeira do município hasteada, para acabar de vez com o comércio local?

Que politica industrial é esta, que em anos de crise económica o município andou a multar alguns industriais do concelho por não terem criado os empregos que prometeram?

Por que ainda não foi capaz de criar um Gabinete de Apoio às pequenas e médias empresas do concelho, aflitas com uma crise económica profunda são ainda por cima sobrecarregadas com processos da ASAE, da Inspecção do Trabalho, do SEPNA, do Ambiente, etc? Que fez a câmara para os ajudar?

E para contrariar este desemprego, onde estão as centenas de postos de Trabalho em Montargil?

Onde estão as contrapartidas à população de Montargil da venda do parque de campismo?

Onde estão as contrapartidas da venda das herdades do município, hotel de 5 estrelas, 200 postos de trabalho?

Uma palavra de louvor e de agradecimento a todos os colaboradores da DELPHI, que trabalharam para que esta empresa tenha sido um marco indelével na história do concelho da região e do país. Afinal, foram uns heróis que aguentaram 30 anos quando tinham já concorrência desleal há muito tempo:

Tinham matérias-primas próximas? Não
Tinham fornecedores próximos? Não
Tinham os clientes próximos? Não
Tinham a energia barata? Não
Tinham os combustíveis baratos? Não
Não se percebe como esta autarquia (ainda) não soube aproveitar o facto de ter a ferrovia junto à sua zona industrial.

Um quadro económico desfavorável a nível mundial e a concorrência dos países de Leste, ajudado pela Comunidade Europeia, da mesma forma que nos ajudou a nós, permite agora esta decisão.

O mínimo que agora se esperaria de um governo e uma autarquia ditos “socialistas” é que procurassem isentar de tributação fiscal as compensações que os trabalhadores irão receber, especialmente aqueles de rendimentos inferiores.

É imoral, vergonhoso até, que se taxe quem perca o seu posto de trabalho por extinção do mesmo.

Estamos fartos desta retórica socialista que se pavoneia pelo estrangeiro apenas com finalidades culturais sem captar investimentos ou ideias para o concelho, nomeadamente na área educativa.

Estamos fartos de comparações com os comunistas, pois esses já foram derrotados nas urnas, tiveram o seu tempo e têm direito a ser oposição, apesar das suas ideias ultrapassadas e irrealistas na defesa de uma sociedade sem classes.

Está gasto o argumento de que até têm feito alguma coisa nos últimos anos, como se isso não fosse um imperativo decorrente de quem recebe dinheiros públicos como se alegadamente fossem seus, aliás, comparem-se as mesmas obras noutros concelhos do Distrito, as Piscinas do Crato, os Estádios em Elvas, o edifício da Câmara de Portalegre, a Praia Fluvial em Fronteira, por exemplo.

Há muito que deixaram de nos convencer que armados em moralistas se venham arvorar os únicos defensores daqueles com necessidades económicas.

O PSD, enquanto oposição séria, atenta e positiva que embora tenha estado de acordo com algumas iniciativas deste executivo, também entende que poderia ter sido feito muito mais e melhor, como por exemplo, no apoio às pequenas e médias indústrias, no apoio ao comercio local, na criação de um cartão do idoso para comparticipação nos medicamentos, numa melhor colaboração com as Misericórdias, proporcionando mais vagas e garantindo mensalidades mais baixas, no apoio ao desenvolvimento de outras modalidades desportivas, numa politica cultural a sério, de que tantos belos exemplos existem no país e mais uma vez, vejam-se dois ou três casos aqui do Distrito, no apoio inequívoco às instituições musicais que tanto têm dado pela nossa terra, enfim, por estes e outros motivos entendemos que era possível fazer melhor.


A Direcção da Comissão Política do PSD de Ponte de Sôr


NOTA: Este comunicado não foi pago pela câmara

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quarta-feira, 11 de junho de 2008

A (Ir)RESPONSÁVEL

O Mundo altamente competitivo em que vivemos é uma realidade incontornável.
Hoje não basta sermos bons, temos que ser os melhores, sob pena de sermos ultrapassados.
O esforço que cada um de nós faz na nossa escola, no nosso emprego, na sociedade deixou de ser uma opção, ao invés, é uma obrigatoriedade para todos aqueles que queiram vingar, tanto nos estudos, como na sua empresa ou ainda na sua comunidade. Mas assim como todo o nosso envolvente é exigente para connosco, também nós temos de o ser para com ele.
Actualmente, o truque não está em ser diferente, está antes em ser mais exigente. Ser exigente, não é pedir o impossível, é exigir o melhor. E é o melhor que eu exijo para Ponte de Sor enquanto munícipe.
Preocupa-me os últimos acontecimentos relativos à panorâmica socioeconómica da minha terra.
O anunciado encerramento do maior empregador do concelho não deixa ninguém indiferente.
No que respeita à juventude pontessorense, ciente do que é o fenómeno da globalização, encara com inquietação toda esta situação.
É a confirmação que a nossa cidade ainda não tem para oferecer aos mais jovens saídas profissionais.
São elas poucas, precárias e cada vez menos.
No caso do fecho da Delphi, interrogo-me sobre uma série de questões.
Não digo que a câmara não tem feito os possíveis para negociar e minimizar os efeitos desta situação.



Mas vejamos,
- Há quanto tempo se sabe que a Delphi iria fechar?
- O que foi feito para se evitar este desenrolar?
- Que alternativas a câmara preparou para as pessoas que a Delphi vai deixar no desemprego?
Há muito tempo que era previsível este desfecho.
O que foi feito para se evitar o encerramento da fábrica (quando falo no passado falo de há 5, 6 anos para cá), acredito que tenha sido muito…mas esse muito parece que foi pouco ou então mal feito.
É dever do estado, em consonância com as empresas, tomar as devidas precauções perante as dificuldades, oportunidades e constrangimentos com que nos deparamos.
Mais responsabilidade ainda tem o estado perante situações que são previsíveis de acontecer.
Localmente, são as câmaras as entidades que devem salvaguardar os nossos interesses enquanto munícipes.


A câmara é uma das responsáveis pelo encerramento da Delphi. Ou melhor, é a responsável pelo número de pessoas que vão para o desemprego.
Isto porque,
- Não soube negociar condições mais vantajosas para a permanência da Delphi;
- Não arranjou alternativas para a reinserção profissional dos trabalhadores até agora…e já lá vão tantos anos.
Com a gestão deste processo por parte da câmara, esta dá um sinal, muito negativo, a todos aqueles que gostariam de trabalhar no concelho de Ponte de Sor.
Sempre tive esperança, que após tantos anos de viagens regulares ao estrangeiro do executivo da câmara, tantos amigos que fizeram por esse mundo fora, a câmara conseguisse trazer para Ponte de Sor novas indústrias ou então aumentasse as nossas exportações.
Na realidade, não aumentámos as exportações, não vieram mais industrias, nem tão pouco os amigos!
Temos que ser mais exigentes.
Estas situações são lamentáveis.
As viagens são importantes e concordo com elas, mas não podem ser exclusivamente para lazer, tanto mais que o dinheiro gasto nas deslocações é de todos e os dinheiros públicos devem sempre ser investidos em todos, não gastos apenas por alguns.

Gonçalo Godinho e Santos

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terça-feira, 20 de maio de 2008

ÚLTIMAS: PONTE DE SOR DELPHI ENCERRA: 500 TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO [ XX ]

TRABALHADORES DA DELPHI CUMPREM HOJE O 3 DIA DE GREVE


Os trabalhadores da unidade idustrial Delphi de Ponte de Sor, cumprem hoje o terceiro dia de greve, a paralização teve inicio às 0 horas desta terça-feira.
Para hoje está prevista uma manifestação dos trabalhadores da Delphi pelas ruas da cidade de Ponte de Sor.

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quinta-feira, 15 de maio de 2008

ÚLTIMAS: PONTE DE SOR DELPHI ENCERRA: 500 TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO [ XIX X]

Delphi/Ponte de Sor:
Trabalhadores mantêm greve de terça-feira 20 de Maio de 2008 e manifestação nas ruas de Ponte de Sor




Ponte de Sor, 15 Maio - Os trabalhadores da Delphi em Ponte de Sor, hoje em greve, decidiram manter o protesto previsto para terça-feira, seguido de uma manifestação pelas ruas da cidade, revelou à agência Lusa um dirigente sindical.

A decisão dos trabalhadores foi tomada em plenário realizado durante a tarde de hoje, no mesmo dia em que decorre uma greve de 24 horas em protesto contra o impasse negocial com a empresa em torno das indemnizações, devido ao fecho da fábrica no primeiro trimestre de 2009.

Vamos realizar a greve já marcada para terça-feira, durante 24 horas, e, associada ao protesto, vamos fazer uma manifestação pelas ruas de Ponte de Sor, disse à agência Lusa José Simões, secretário-geral do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA).

A manifestação, segundo o mesmo dirigente sindical, deverá ter início por volta das 16:00, após um plenário de trabalhadores às 15:30, percorrendo várias artérias da localidade, até ao edifício da Câmara Municipal.

Queremos responsabilizar ainda mais a empresa, que não está a dar resposta para encontrar uma solução para toda esta situação, disse José Simões.

O SIMA já tinha garantido, durante a manhã, que a greve de hoje, nos dois primeiros turnos (noite e manhã), rondou os 90 por cento.

No terceiro turno, que deveria ter começado a trabalhar de tarde, a adesão foi mesmo total, segundo José Simões.

Todos os trabalhadores do terceiro turno estiveram em bloco à porta da empresa e não trabalharam, garantiu.

Já a administração da multinacional norte americana, em declarações à Lusa, refutou os números do sindicato, garantindo que a adesão ao protesto, no conjunto dos três turnos, só atingiu os 37 por cento.

Além disso, a administração da Delphi negou que a produção, ao contrário do que o secretário-geral do SIMA tinha avançado, tenha parado.

Confrontado pela Lusa sobre estas garantias, o responsável sindical manteve que a produção esteve completamente parada durante todo o dia devido à greve e exigiu à administração da empresa mais seriedade.

Ao dizerem isso [administração], estão a abandalhar toda a seriedade e credibilidade que deveriam ter. Uma administração que gere uma empresa tem que ter seriedade e honestidade, senão engana-se a si própria, argumentou.

A administração da Delphi, em comunicado enviado à Lusa, garantiu também que a proposta de indemnização apresentada aos trabalhadores [dois salários por cada ano de trabalho] é justa.

A Delphi confia que os trabalhadores, e todas as partes envolvidas, reconheçam isso e acredita que a mesma é do interesse de todas as partes de forma a chegar-se a um acordo o mais breve possível, acrescenta o comunicado.

Para José Simões, tais afirmações não passam de aldrabice.

Acredito que a proposta é justa para a administração, mas não é justa para os trabalhadores e seus representantes sindicais, afiançou.

Os mais de 400 operários da fábrica realizam hoje a segunda greve de 24 horas devido ao impasse no processo negocial com a empresa em torno das indemnizações e outras eventuais compensações.

A fábrica de Ponte de Sor, que emprega 439 operários efectivos, além de cerca de 80 a contrato, produz apoios, mecanismos para portas de correr automatizadas e sistemas de protecção de ocupantes para vários modelos de veículos automóveis.

Os operários defendem indemnizações de 2,8 salários, enquanto a administração propõe dois salários por cada ano de trabalho.


RRL.

Lusa

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

ÚLTIMAS: PONTE DE SOR DELPHI ENCERRA: 500 TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO [ XVIII ]

Delphi/Ponte de Sor: Trabalhadores iniciam às 00h00m de quinta-feira nova greve de 24 horas



Ponte de Sor, 14 Maio (Lusa) - Os trabalhadores da Delphi em Ponte de Sor vão recorrer de novo à greve, na quinta-feira e durante 24 horas, em protesto contra o impasse no processo negocial com a empresa em torno das indemnizações.

A convocação da greve, com início às 00:00 de quinta-feira, foi aprovada, a 06 de Maio, durante um plenário dos trabalhadores da fábrica, que deverá encerrar no primeiro trimestre de 2009.


O secretário-geral do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), José Simões, explicou à agência Lusa que a administração da multinacional norte-americana já demonstrou alguma abertura, mas não a suficiente para responder às reivindicações dos trabalhadores.

Além da greve de quinta-feira, os trabalhadores decidiram realizar outra paralisação, também de 24 horas, na próxima terça-feira
.


Caso a administração da multinacional norte-americana não der uma resposta mais efectiva, depois destas duas greves, os trabalhadores poderão avançar para uma greve mais continuada, segundo o dirigente sindical.


Na altura, se for caso disso, iremos decidir como é que será essa greve mais continuada ou quantos dias poderá durar, limitou-se a acrescentar José Simões.

Em causa está o processo negocial entre os representantes da empresa e dos trabalhadores para acordar o valor das indemnizações e outras eventuais compensações pelo fecho da unidade fabril.


Os operários defendem indemnizações de 2,8 salários, enquanto a administração propõe dois salários por cada ano de trabalho.

Os trabalhadores da Delphi já rejeitaram o valor apresentado pela administração, apesar de terem baixado a sua proposta de 3 para 2,8 salários por cada ano de antiguidade.


A administração da multinacional norte-americana tinha subido o montante das indemnizações a atribuir aos trabalhadores de 1,8 para dois salários por cada ano de trabalho.


A fábrica de Ponte de Sor, que emprega 439 operários efectivos, além de cerca de 80 a contrato, produz apoios, mecanismos para portas de correr automatizadas e sistemas de protecção de ocupantes para vários modelos de veículos automóveis
.


RRL.

Lusa

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

ÚLTIMAS: PONTE DE SOR DELPHI ENCERRA: 500 TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO [ XVII ]

Delphi/Ponte de Sor: Trabalhadores avançam para mais dois dias de greve este mês


Ponte de Sor, (Lusa) - Os trabalhadores da Delphi em Ponte de Sor, que cumpriram ontem um dia de greve, decidiram avançar com duas novas paralisações nos dias 15 e 20 deste mês, revelou fonte sindical.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), José Simões, explicou que a decisão de realizar mais dois dias de greve foi tomada, ontem à tarde, em plenário de trabalhadores.

A administração da Delphi demonstrou alguma abertura, mas não a suficiente para responder ao que os trabalhadores pretendem, pelo que vamos fazer mais duas greves, de 24 horas cada, disse.

O plenário decidiu ainda que, se a administração da multinacional norte-americana não der uma resposta mais efectiva, depois das paralisações a 15 e 20 de Maio os trabalhadores poderão avançar para uma greve mais continuada.

Na altura, se for caso disso, iremos decidir como é que será essa greve mais continuada ou quantos dias poderá durar, limitou-se a acrescentar José Simões.

Segundo o mesmo dirigente sindical, mais de 90 por cento dos trabalhadores da Delphi em Ponte de Sor aderiram à greve de ontem, que decorreu até às 24:00.

Quanto ao Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás (Sinquifa), garantiu que a adesão se cifrou nos cem por cento no turno da noite e nos 92 por cento durante o dia, provocando a paralisação total da produção.

Contudo, fonte da administração da multinacional norte-americana, contactada pela Lusa, rebateu os números de adesão avançados pelos sindicatos, garantindo que esta não ultrapassa os 48 por cento.

O protesto foi convocado devido à falta de resposta da administração da empresa às propostas de indemnizações, na sequência do anúncio do encerramento da unidade no primeiro trimestre de 2009.

A fábrica de Ponte de Sor, que emprega 439 operários efectivos, além de cerca de 80 a contrato, produz apoios, mecanismos para portas de correr automatizadas e sistemas de protecção de ocupantes para vários modelos de veículos automóveis.

Na origem da convocação da greve está o processo negocial entre os representantes da empresa e dos trabalhadores para acordar o valor das indemnizações e outras eventuais compensações pelo fecho da unidade fabril.

Os operários defendem indemnizações de 2,8 salários, enquanto a administração propõe dois salários por cada ano de trabalho.

Os trabalhadores da Delphi já tinham rejeitado o valor apresentado pela administração, apesar de terem baixado a sua proposta de 3 para 2,8 salários por cada ano de antiguidade.

A administração da multinacional norte-americana tinha subido o montante das indemnizações a atribuir aos trabalhadores de 1,8 para dois salários por cada ano de trabalho.

Na segunda-feira à noite, a poucas horas do início da greve, foram mantidos contactos entre representantes dos trabalhadores e da empresa, mas as partes não chegaram a qualquer acordo.

O Sinquifa também já se pronunciou sobre o impasse nas negociações, considerando que a administração da Delphi não pode deixar de ter em conta o drama que é perder o posto de trabalho e não ter à vista qualquer alternativa de emprego.

RRL/MLM.

Lusa

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

ÚLTIMAS: PONTE DE SOR DELPHI ENCERRA: 500 TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO [ XVI ]

DELPHI

TRABALHADORES

EM

GREVE



Delphi/Ponte de Sor: Operários entram em greve às 00h00m de terça-feira


Ponte de Sor, Portalegre, 05 Mai (Lusa) - Os trabalhadores da Delphi em Ponte de Sor iniciam às 00:00 de terça-feira uma greve de 24 horas, devido ao impasse no processo negocial com a empresa em torno das indemnizações.

A convocação da greve foi aprovada, a 22 de Abril, durante um plenário dos trabalhadores da fábrica, que deverá encerrar no primeiro trimestre de 2009.

As negociações continuam a não avançar, disse hoje à agência Lusa o secretário-geral do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), José Simões.

O dirigente sindical admitiu que os operários avancem com novas acções de luta, incluindo mais paralisações, caso a empresa não parta para negociações sérias com os representantes sindicais dos trabalhadores.

Em causa está o processo negocial entre os representantes da empresa e dos trabalhadores para acordar o valor das indemnizações e outras eventuais compensações pelo fecho da unidade fabril.

Os operários defendem indemnizações de 2,8 salários, enquanto a administração propõe dois salários por cada ano de trabalho.

Os trabalhadores da Delphi já rejeitaram o valor apresentado pela administração, apesar de terem baixado a sua proposta de 3 para 2,8 salários por cada ano de antiguidade.

A administração da multinacional norte-americana tinha subido o montante das indemnizações a atribuir aos trabalhadores de 1,8 para dois salários por cada ano de trabalho.

A fábrica de Ponte de Sor, que emprega 439 operários efectivos, além de cerca de 80 a contrato, produz apoios, mecanismos para portas de correr automatizadas e sistemas de protecção de ocupantes para vários modelos de veículos automóveis.

Em comunicado hoje divulgado, o Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás (Sinquifa) considerou que a administração da empresa ainda está a tempo de evitar a greve.

Basta que responda satisfatoriamente à contraproposta dos trabalhadores, garante o Sinquifa.

Os sindicalistas alegam que a administração da Delphi não pode deixar de ter em conta o drama que é perder o posto de trabalho e não ter à vista qualquer alternativa de emprego.


MLM.
Lusa

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quinta-feira, 1 de maio de 2008

1º DE MAIO DIA DO TRABALHADOR

Não sei quanto tempo mais vai este dia 1º de Maio ser festejado como o dia do trabalhador.
Com a desculpa de acabar com o trabalho precário esta nova lei laboral que o governo pretende aprovar, torna-nos a todos precários, sem qualquer segurança no emprego e defesa contra a prepotência de um qualquer patrão.
É por isso que esta marcha de quem trabalha ameaça vir a tornar-se a marcha dos desempregados.
Está na hora de mostrarmos que ainda somos gente, que ainda sabemos e queremos lutar por uma vida digna, que nos recusamos a aceitar este caminho que nos escolheram.

Queremos ser senhores dos nossos destinos e não desistiremos enquanto não o conseguirmos, nem que para isso tenhamos de despedir os Senhores que nos oferecem só miséria.


K.

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terça-feira, 22 de abril de 2008

ÚLTIMAS: PONTE DE SOR DELPHI ENCERRA: 500 TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO [ XV ]

Operários aprovam

greve para

06 de Maio




Ponte de Sor, Portalegre, 22 Abril (Lusa) - Os trabalhadores da Delphi em Ponte de Sor aprovaram hoje a convocação de uma greve de 24 horas para o dia 06 de Maio, devido ao impasse no processo negocial com a empresa em torno das indemnizações.

A opção pela greve foi tomada, hoje à tarde, durante um plenário dos trabalhadores da fábrica, que deverá encerrar no primeiro trimestre de 2009.

As negociações não avançaram nada, disse hoje à agência Lusa o secretário-geral do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), José Simões.

Depois da greve, convocada para 06 de Maio, segundo o dirigente sindical, os operários admitem novas paralisações, caso a empresa não avance para negociações sérias com os representantes sindicais dos trabalhadores.


Em causa está o processo negocial entre os representantes da empresa e dos trabalhadores para acordar o valor das indemnizações e outras eventuais compensações pelo fecho da unidade fabril.

Os operários defendem indemnizações de 2,8 salários, enquanto a administração propõe dois salários por cada ano de trabalho.

Os trabalhadores da Delphi já rejeitaram o valor apresentado pela administração, apesar de terem baixado a sua proposta de 3 para 2,8 salários por cada ano de antiguidade.

A administração da multinacional norte-americana tinha subido o montante das indemnizações a atribuir aos trabalhadores de 1,8 para dois salários por cada ano de trabalho.

A fábrica de Ponte de Sor, que emprega 439 operários efectivos, além de cerca de 80 a contrato, produz apoios, mecanismos para portas de correr automatizadas e sistemas de protecção de ocupantes para vários modelos de veículos automóveis.

MLM.

Lusa

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sexta-feira, 18 de abril de 2008

DELPHI, YAZAKI E AUTORIDADE NACIONAL DA PROTECÇÃO CIVIL

Pode, à primeira vista, haver poucas ou nenhumas ligações entra a Delphi, a Yazaki Saltano e a Autoridade Nacional da Protecção Civil (ANPC), mas se lembrarmos que entre as centenas de funcionários destas empresas que acabam de perder o seu emprego, se encontram alguns bombeiros, facilmente nos apercebemos de que esta é uma oportunidade de retribuir a quem se sacrificou pelo seu País e por quantos nele vivem.

Numa altura em que a profissionalização do socorro está na ordem do dia, com a criação de equipas profissionais em diversos concelhos, a prioridade, por uma questão básica de justiça, deveria ser dada a quantos acabam de perder o emprego e necessitam, mais do que nunca, da solidariedade das instituições ou entidades que serviram.

Sugerimos, quer ao
Governo, quer à ANPC, que avalie da possibilidade de contratar os bombeiros e outros voluntários que sempre deram o seu melhor ao serviço dos seus semelhantes e que agora necessitam de ajuda.

VERÃO VERDE

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quarta-feira, 16 de abril de 2008

ÚLTIMAS: PONTE DE SOR DELPHI ENCERRA: 500 TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO [ XIV ]

Delphi: Operários admitem formas de luta mais rígidas

Os trabalhadores da Delphi em Ponte de Sor admitiram hoje adoptar formas de luta mais rígidas caso se mantenha até terça-feira o impasse no processo negocial com a empresa em torno das indemnizações.

No plenário realizado hoje à tarde, os operários reiteraram a sua proposta de indemnização de 2,8 salários por cada ano de trabalho, na sequência do fecho da fábrica, no início de 2009, disse à agência Lusa o secretário-geral do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), José Simões.

De acordo com o sindicalista, os dirigentes da empresa, que hoje participaram nas negociações com os representantes sindicais dos trabalhadores, solicitaram um período de tempo para ponderar, até terça-feira.

Por isso, foi convocado um novo plenário para terça-feira, dia em que haverá decisões», garantiu o dirigente do SIMA.

No caso de se manter o impasse, sem acordo entre as partes, os trabalhadores, segundo José Simões, admitem adoptar formas de luta mais rígidas, mas escusou-se a avançar a possibilidade de greve.

Os trabalhadores da Delphi rejeitam o valor apresentado pela administração, apesar de terem baixado a sua proposta de 3 para 2,8 salários por cada ano de trabalho.

A administração da multinacional norte-americana tinha subido o montante das indemnizações a atribuir aos trabalhadores de 1,8 para dois salários por cada ano de trabalho.

A fábrica de Ponte de Sor, que emprega 439 operários efectivos, além de cerca de 80 a contrato, produz apoios, mecanismos para portas de correr automatizadas e sistemas de protecção de ocupantes para vários modelos de veículos automóveis.

A unidade, segundo asseguraram à Lusa os sindicatos, deverá encerrar no primeiro trimestre de 2009.

Lusa


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terça-feira, 15 de abril de 2008

SALAZAR E PONTE DE SÔR

O representante dos trabalhadores da Delphi de Ponte de Sôr verberava ontem o Governo por saber, há um ano, que a fábrica ia fechar e nada ter feito para garantir novos postos de trabalho.

Compreende-se a angústia dos trabalhadores. Numa região onde praticamente não há indústria, e onde os serviços se limitam a meia dúzia de restaurantes, lojas e empregos autárquicos, o encerramento de uma multinacional é um drama. Mas uma coisa é compreender a sua angústia; outra é pactuar com disparates. Porque nenhum Governo pode garantir postos de trabalho. Embora meio país e a esmagadora maioria da classe política acredite nesta ideia: ainda no fim-de-semana Luis Filipe Menezes dizia que as regiões do interior não deveriam pagar impostos? (uma teoria que a experiência desmente).

São atitudes como esta que explicam o atraso em que nos encontramos: se quando uma empresa fecha as portas a única coisa para que nos viramos é o Governo, apetece perguntar para que serviu o 25 de Abril?

O dr. Oliveira Salazar, do fundo da sua tumba, deve estar a rir às gargalhadas. Quase 40 anos depois da sua morte, o país continua a pensar dentro do quadro mental que nos deixou. Apesar do 25 de Abril. Apesar da União Europeia. Apesar da abertura de fronteiras?


C.L.

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sábado, 12 de abril de 2008

ÚLTIMAS: PONTE DO SOR DELPHI ENCERRA: 500 TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO [ XIII ]



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EXPRESSO

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sexta-feira, 11 de abril de 2008

ÚLTIMAS: PONTE DO SOR DELPHI ENCERRA: 500 TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO [ XII ]

Delphi/Ponte de Sor: Sindicatos preocupados com "conturbado processo" negocial


Évora, 11 Abril (Lusa) - Os representantes sindicais dos trabalhadores da Delphi em Ponte de Sor manifestaram hoje preocupações junto do governo com o conturbado processo negocial em torno das indemnizações, a atribuir na sequência do fecho da fábrica, no início de 2009.

Os dirigentes do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) foram recebidos hoje à tarde, a seu pedido, pelo gabinete do primeiro-ministro para análise da situação criada com o anúncio de encerramento da fábrica, que emprega 439 operários efectivos, além de cerca de 80 a contrato.

O secretário-geral do SIMA, José Simões, disse à agência Lusa ter sido informado da existência de empresas portuguesas e estrangeiras interessadas em adquirir a fábrica alentejana.

Uma possibilidade que já tinha sido anunciada, a semana passada, pelo presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

Basílio Horta indicou, sem revelar nomes, que há duas empresas portuguesas interessadas na compra das instalações da Delphi em Ponte de Sor.

O secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação, António Castro Guerra, também já adiantou que o governo iniciou o processo negocial com a Delphi (que tem seis unidades industriais em Portugal) e com dois potenciais compradores, que a querem substituir na produção de alguns dos produtos daquela empresa.

Quanto ao conturbado processo negocial em torno das indemnizações, José Simões reiterou que os trabalhadores da Delphi rejeitam o valor apresentado pela administração, apesar de terem baixado a sua proposta de 3 para 2,8 salários por cada ano de trabalho.

A administração da multinacional norte-americana subiu o montante das indemnizações a atribuir aos trabalhadores de 1,8 para dois salários por cada ano de trabalho.

As negociações vão manter-se nos próximos dias entre os representantes dos trabalhadores e a administração da Delphi.

A fábrica de Ponte de Sor produz apoios, mecanismos para portas de correr automatizadas e sistemas de protecção de ocupantes para vários modelos de veículos automóveis.

A unidade, segundo asseguraram à Lusa os sindicatos, deverá encerrar no primeiro trimestre de 2009.

MLM.

Lusa

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quinta-feira, 10 de abril de 2008

DELPHI NUM BLOG DE BD




O que diz o pivô, um blogue em banda desenhada. Corrosivo, criativo e inovador.

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ÚLTIMAS: PONTE DO SOR DELPHI ENCERRA: 500 TRABALHADORES PARA O DESEMPREGO [ XI ]

Delphi/Ponte de Sor: Operários baixam proposta de indemnização para 2,8 salários


Ponte de Sor, 10 Abril (Lusa) - Os trabalhadores da Delphi em Ponte de Sor rejeitaram hoje o valor das indemnizações apresentado pela administração, mas baixaram a sua proposta de 3 para 2,8 salários por cada ano de trabalho, disse à agência Lusa fonte sindical.

José Simões, secretário-geral do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), adiantou que as negociações se vão manter nos próximos dias entre os representantes dos trabalhadores e a administração da Delphi, na sequência do fecho da fábrica no início de 2009.

A administração da multinacional norte-americana tinha subido o montante das indemnizações a atribuir aos trabalhadores de 1,8 para dois salários por cada ano de trabalho, o que foi rejeitado pelos sindicatos.

A multinacional norte-americana, segundo os sindicatos, tinha iniciado as negociações com uma proposta de indemnização de 1,8 salários por cada ano de trabalho, mas os trabalhadores decidiram terça-feira, em plenário, reivindicar três salários por cada ano de antiguidade.

Na reunião de quarta-feira, a administração subiu um pouco a proposta, mas não satisfaz, disse à Lusa o secretário-geral do SIMA.

De acordo com o mesmo dirigente sindical, corroborado por Francisco Godinho, do Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás (Sinquifa), a administração inseriu algumas cláusulas adscritas à proposta de indemnização.

Segundo os sindicalistas, as principais são que os trabalhadores não podem faltar, nem tão pouco fazer greve, e têm que manter os níveis de produtividade.

Esta proposta da administração foi hoje rejeitada pelo plenário de trabalhadores, que decidiu, contudo, baixar de 3 para 2,8 a sua proposta de indemnização por cada ano de trabalho.

Os operários reiteraram ainda propor à Delphi outros apoios de carácter social, como o prolongamento da segurança social e do seguro de saúde, suportados pela empresa, por tempo ainda a negociar.

Os trabalhadores exigem ainda que os impostos resultantes da atribuição das indemnizações sejam suportados pela empresa, além de apoios específicos para os jovens e casais que trabalham na fábrica.

A fábrica de Ponte de Sor emprega 439 pessoas [efectivos, além de cerca de 80 a contrato] e produz apoios, mecanismos para portas de correr automatizadas e sistemas de protecção de ocupantes para vários modelos de veículos automóveis.

A unidade, segundo assegurou na última sexta-feira à Lusa um dirigente do Sinquifa, Francisco Godinho, deverá encerrar no primeiro trimestre de 2009.

No último trimestre deste ano, começam já a sair os primeiros trabalhadores do quadro, acrescentou, frisando que os primeiros a sair, já no próximo Verão, serão os cerca de 80 operários contratados.

O presidente da AICEP, Basílio Horta, já indicou, sem revelar nomes, que há duas empresas portuguesas interessadas na compra das instalações da Delphi em Ponte de Sor.

O secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação, António Castro Guerra, também já adiantou que o governo iniciou o processo negocial com a Delphi (que tem seis unidades industriais em Portugal) e com dois potenciais compradores, que a querem substituir na produção de alguns dos produtos daquela empresa.


MLM/HYT/RRL.

Lusa

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