sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

COMO MANUEL ALEGRE, MUITOS, MUITOS, MUITOS, SOCIALISTAS!


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8 Comments:

At 8 de fevereiro de 2008 às 20:11, Anonymous J.G. said...

Manuel Alegre, em entrevista ao Público, afirma não se rever neste PS.
Para já, não se sabe o que é que isso quer dizer, até porque Alegre não se distingue, nem pela subtileza, nem pela densidade política.
Distingue-se, no entanto - e bem de um Soares acomodado, venerando e obrigado -, porque é deputado e, presume-se, porque terá alguns deputados do PS com ele.
E isso, numa maioria absoluta, conta. Sócrates já "cedeu" a esta gente quando removeu Campos e quando falou.
Alegre obriga Sócrates a fingir que é de esquerda e a ter de sair do seu deserto autoritário para se "explicar".
A maçada, para 2009, não é Menezes, se esta desgraça ambulante ainda lá estiver na altura.
A maçada é o PS, algo que Sócrates tinha liquidado, com método, depois das eleições.
Se o PS regressar, como Alegre ameaça, Sócrates e os seus eucaliptos terão de dar ao pedal. Eles não sabem mandar sem ser em absolutismo.
E a possibilidade dele acabar começa a ser real.

 
At 8 de fevereiro de 2008 às 20:35, Anonymous F.T. said...

“Claro que já não me revejo neste PS”, diz Manuel Alegre numa entrevista ao Público.
O mais coerente em alguém que não se revê num partido será sair dele. Porém, percebe-se porque razão o deputado poeta não o faz. Quem o conhece sabe que Alegre é avesso a decisões demasiado definitivas e quem leia a entrevista encontra 1.130.000 votos que Alegre vê divididos (“diluídos”) entre os seus dois pés: o que mantém dentro e o que sugere pôr fora do PS.
Há, então, que ficar no assim-assim e atrelar todos esses votos a um movimento de cidadania, tão espontâneo como bonito e genuinamente socialista, capaz de lhe devolver um protagonismo que lhe renove o estatuto da rebeldia das suas generalidades. Fora delas, Alegre é um desconhecido que se move entre o que não diz e o que até parece que diz e que vive à sombra dos votos daqueles que não ouvem mas que acreditam que até ouvem, saberão lá eles também bem o quê.

 
At 10 de fevereiro de 2008 às 22:11, Anonymous L.Carvalho said...

As declarações de ontem de Manuel Alegre trazem um novo fôlego à política. Sócrates pelos vistos não conseguiu calar Alegre mesmo pondo os patins ao nefasto ministro Correia de Campos. ( a propósito: que será feito dele ?
Onde andará ?).
O buraco negro que há no PS e a afirmação de que o povo português anda triste e desalentado ( cito de cor) é de uma força política notável.
Na mouche.
É o instante decisivo que faltava para abanar um PS moribundo, fanático com o chefe.
Vejam-se as arrogantes declarações de António Costa ao dizer que o Público persegue o pobre Sócrates porque este não lhe "deu" a PT.
Só uma mente doentia podia dizer tal disparate. O melhor é ele ir fazer queixinhas à ERCS.

Manuel Alegre é a voz da autenticidade e será dos últimos políticos a fazerem política com uma ideia, um objectivo, uma ideologia.
Curiosamente na sua crónica de ontem no Sol, Vicente Jorge Silva falava em como as eleições americanas estão a trazer de volta a política com causas, ideais, ideologia.
O tempo do neo-liberalismo, dos políticos de plástico, da predominância da imagem em detrimento da essência, está a acabar.
O eleitor, o contribuinte, já percebeu que os últimos anos de espectáculo na política só trouxeram desemprego, o fim das regalias sociais, a falta de crescimento económico, o aumento das desigualdades sociais.
Nasceram mais ricos e aumentaram os pobres, enquanto a classe média agonizou.
A três anos das presidenciais e a dois das legislativas, a voz de Alegre é já o canto e as armas para tirar a Sócrates o que ele tem a mais: a arrogância e a maioria.

 
At 10 de fevereiro de 2008 às 22:15, Anonymous V. said...

Conheço velhos que ainda não chegaram aos 20 anos de idade; votei em Manuel Alegre para as presidenciais — e voltaria a votar, perante elenco de candidatos igual ao de 2006. Feita a declaração prévia, passo para a urgência: temos de pôr os políticos velhos no lar da Terceira República. Quando se admite que o pateta Alegre imponha uma remodelação no Governo ou se aceita vê-lo a fundar um partido concorrente ao PS, não está mais em causa reconhecer uma doença, trata-se antes de validar a hipótese de já estarmos a ser enterrados. Porque deveria ser óbvio, para quem tenha a antiga 4ª Classe, que Manuel Alegre caducou faz tempo e ainda ninguém o avisou. Se mais provas fossem precisas, a leitura da entrevista conduzida por São José Almeida, que nunca o questiona nas perguntas que faz, exibe um homem ingénuo, ignorante e deslumbrado. Nada disso anula o seu passado, deveria ir sem menção, mas o seu passado não incomoda. É no presente que Alegre é um triste. É triste ler as suas declarações e procurar ligá-las com os acontecimentos da nossa vida profissional, social e pessoal, só para se concluir nada nos dizerem. Não conseguiria verter duas frases dignas de captar a atenção das gerações nascidas nos anos 90, 80, 70 ou 60. O seu olhar está ofuscado com o que viveu in illo tempore, cego para o futuro. Por isso não consegue apresentar uma única proposta que dê que pensar, sequer que falar, sobre qualquer um dos grandes e pequenos temas da actualidade. Por isso nunca soube o que fazer aos votos que recebeu, pois não tinha qualquer outro plano para além da soberba de ocupar o Palácio de Belém. E agora, atingido por uns Blocos que lhe exigiam votos contra o Governo no Parlamento, deu em vociferar por soluções alternativas, mas o coitado barafusta sem fazer a menor ideia de qual seja o processo para as obter; como um esfomeado, numa cozinha repleta de víveres e instrumentos, a berrar para que lhe façam o caldinho. Socialismo? Mas alguém, no século XXI, estará interessado em saber onde é que se escondeu o socialismo ou de que se travestiu? PS? Mas há quem tenha dúvidas do que seja o PS? É a organização a que preside José Sócrates, eis a resposta. Só os atarantados, que deliram partidos angélicos, se esquecem que o poder tem sempre corpo, sexo e vontade de nos foder.


Entretanto, veio à cena uma figura que nem vista se acredita nela. É Garcia Leandro, um general que puseram à frente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo. Ora, que se lembrou esta alimária de fazer? Nada mais, nada menos do que ameaçar com uma sublevação popular. O mais estouvado argumentista de TV teria pudor em tentar vender a história: o director de um organismo que tem como missão prevenir a insegurança é protagonista de uma burlesca chantagem ao próprio regime constitucional. Foi tudo explicadinho por escrito. E a principal razão para pegar em armas não podia ser mais desarmante:

Se sinto a revolta crescente daqueles que comigo contactam, eu próprio começo a sentir que a minha capacidade de resistência psicológica a tanta desvergonha, mantendo sempre uma posição institucional e de confiança no sistema que a III República instaurou, vai enfraquecendo todos os dias.

E dias depois, numa entrevista na SIC Notícias, o general explicou ainda melhor. Deu o exemplo de uma senhora de oitenta e tantos anos, do Norte, que lhe ligou a dizer que isto, o País, estava muito mau e que era preciso que alguém fizesse alguma coisa. E eu estou em crer, e comigo estarão milhares, que se esse telefonema é paradigmático das pressões que o militar está diariamente a sofrer, então não admira que a sua resistência enfraqueça, admira é ainda restar alguma, conhecida como é a capacidade de senhoras octogenárias levarem ao desespero muito herói de guerra. Que se seguirá? A fazermos fé no texto, há acontecimentos que já se inscreveram no grande livro do destino:

Mas a explosão social está a chegar. Vão ocorrer movimentos de cidadãos que já não podem aguentar mais o que se passa. […] quando as grandes explosões sociais acontecem, ninguém sabe como acabam.

São ideias poderosas. Pelos vistos, cidadãos que não aguentam o que se passa vão ficar passados, movimentando-se na via pública. Por outro lado, ninguém sabe como acaba uma explosão social, facto que admite a possibilidade de acabar bem, ou até muito bem. Mas, qual a causa? É a desvergonha excessiva, como acima se lê. Esta categoria sociológica, a desvergonha, na base da revolta anunciada, talvez até nem fosse excessiva caso o pessoal do BCP não tivesse os salários e prémios que tem. O general aponta o canhão e não faz prisioneiros:

O modo como se tem desenvolvido a vida das grandes empresas, nomeadamente da banca e dos seguros, envolvendo BCP e Banco de Portugal, incluindo as remunerações dos seus administradores e respectivas mordomias, transformou-se num escândalo nacional, criando a repulsa generalizada.

Cá está. O que o povo não aguenta, dia após dia, é a política remuneratória do BCP para os seus altos quadros, aquela que Cavaco também tinha denunciado. E com razão, toda, pois é uma vilania repulsiva que não deixa dormir descansados os trabalhadores, chegando a causar desavenças nos seios familiares. Algo tem de ser feito, e muito rapidamente se quisermos atenuar os danos do que aí vem. Como primeira medida, proponho eu nesta carta a Garcia, há que tentar que Paulo Teixeira Pinto devolva algum dinheiro dos 10 milhões de euros que recebeu como indemnização. Mas quanto? Quanto é que seria justo ter dado ao Paulinho? Isso o general não esclareceu, até porque ninguém lho perguntou. Apenas nos deixou uma linha muito ampla de acção:

Corrija-se o que está errado, as mordomias e as injustiças, e a tranquilidade voltará, porque o povo compreende os sacrifícios se forem distribuídos por todos.

É uma solução notável, porque de resultado imediatos. Basta corrigir o que está errado, e depois corrigir as mordomias, para finalmente corrigir as injustiças, e já está. Fica feito. A malta recolhe a casa, em paz, povo unido. A malta quer é que os sacrifícios toquem a todos, é só isso e não custa a perceber. Por exemplo, em vez de 10 milhões, o que é justo é que o Teixeira Pinto meta só 9 ao bolso. Assim já estaria bem. Dizia adeus a 1 milhão que era para ter consciência de quão difícil está a vidinha, e não se ficar para aí a rir.

Então, segundo a arcana lei de que os iguais se atraem, Alegre aplaudiu o levantamento de rancho:

[…] quando um general como Garcia Leandro vem dizer o que diz, o Presidente tem de estar muito atento e tem de ter várias maneiras de intervir, no sentido de abrir janelas para as pessoas respirarem e voltarem a ter esperança.

É óbvio que o poeta é mestre da palavra, do dizer: quando as coisas cheiram mal, tem de se abrir as janelas. E as declarações do Leandro cheiram mesmo muito mal:

Já fui convidado para encabeçar um movimento de indignação contra este estado de coisas e tenho resistido.

Que temos aqui? Um maduro com a necessidade de informar a Nação de haver grupos que o querem à frente de manifestações contra este estado de coisas. A expressão promete uma agenda variada, podendo ser qualquer coisa, desde o tal dinheirinho que está a ser mamado pelas administrações de bancos privados que fazem à volta de 500 milhões de euros de lucro declarado por ano, passando pela arquitectura das manchetes dos jornais e o nervoso dos comentadores, e chegando ao que anda Paulo Bento a fazer nos treinos. O general conta-nos que tem resistido, não que tem recusado ou que recusará. Ele pega na pena para nos dizer que ainda não espaventou a espada. Cruzada com a notícia da diminuição da sua resistência psicológica, que o próprio veicula, podemos esperar para breve um desfile em casaca ou um passeio numa camisa-de-forças.

Manuel Alegre adorou a imagem bélica da explosão social, vai usá-la até à sua implosão. E seria o militante mais feliz no PS se um par de taralhoucos desatasse a queimar caixotes de lixo e a mandar pedradas à polícia no cumprimento da generalíssima profecia. Este Manuel Alegre é o mesmo que verbalizou, há meses, do alto da sua perspicácia e bom-senso: Eu não subestimaria o Dr. Menezes. É, pois, um alucinado. E hoje reuniu 200 idosos num hotel para formalizar a sua candidatura ao papel de rabugento-mor do reino.

Os velhos jarretas não têm culpa nenhuma de quem lhes dá atenção. A culpa é dos imbecis. A culpa é sempre dos imbecis.

 
At 11 de fevereiro de 2008 às 22:35, Anonymous Domingos said...

A teoria de que Manuel Alegre vale um milhão de votos não existe apenas na sua cabeça e nas de umas dezenas de seguidores. Mas qualquer veleidade na fundação de um novo partido serviria apenas para entreter esses acólitos e por, a prazo, acabar com a credibilidade do deputado-poeta. O percurso do extinto PRD de Ramalho Eanes é, a esse propósito, um manual de ensinamentos.

O peso de Manuel Alegre está hoje mais naquilo que ele representa politicamente e menos na contabilidade estatística. Ele assume-se com vaidade como a voz da liberdade num partido que chama patarata a Ana Gomes, negligencia as propostas e críticas de Cravinho, secundariza as opiniões de Ferro Rodrigues por alegadamente estar desfasado da realidade, vê um inimigo público na Imprensa menos acéfala. O Partido Socialista é muito o espelho da nação avesso à criatividade e à crítica na mesma medida em que promove a cultura do cinzentismo. Esse é, de resto, o defeito de que enformam os detentores do poder, acabando por se servir mais a eles próprios e menos à coisa pública.

Manuel Alegre, ao criar as "correntes de opinião" que juntam apoiantes numa crítica uníssona à governamentalização do PS e ao estado do país, está a preencher espaços de poder. Mas está sobretudo a dizer que o "buraco negro na esquerda, na democracia e no próprio partido" foi criado pelos socialistas que governam ou que vivem à conta do Governo, os que ele apelida de "socialistas oficiais".

Ora, Sócrates não se pode dar ao luxo de chegar a 2009 com um milhão de votos a pensar ficar em casa nas eleições. O "pensamento único" que Alegre quer contrariar é aquele que dá maiorias.

 
At 11 de fevereiro de 2008 às 22:50, Anonymous Anónimo said...

AINDA HÁ SOCIALISMO NO PS?

Manifestamente, a remodelação de Sócrates não sossegou Manuel Alegre. Afinal, a nova ministra da Saúde, a dra. Jorge, não passava de uma quase anónima apoiante da candidatura presidencial do "milhão de votos". Sexta-feira, já Alegre veio repetir que "não se revê neste PS". Na opinião dele, "este PS" optou pela "via ges-tionária", que na essência não se distingue da "conservadora", e criou na sociedade política portuguesa "uma alternância sem alternativas". Pior: "ainda haverá socialismo" no PS? Ainda lá "se fala de socialismo"? Alegre acha que não. O partido está entregue a uma "nomenclatura impenetrável" e, fora da "muralha de betão armado" que a rodeia, o bom povo anda na rua "à espera de uma Maria da Fonte qualquer ou de um salvador qualquer, seja ele quem for".

Mas Manuel Alegre não tenciona abrir uma cisão ou fundar partido. Por três razões. Porque existe "boa gente" no PS. Porque não considera o PS "pernicioso para a democracia". E porque "as pessoas" têm com o PS "uma relação sentimental, quase religiosa", quase "mística", e, mesmo detestando Sócrates, não querem "romper" com a sua igreja. Por tudo isto, Alegre pensa em coisas mais vagas como "criar um mecanismo de debate" e uma "corrente de opinião" no próprio partido, para "quebrar" a tal "muralha de betão armado", e talvez, como na campanha para a Presidência ou na campanha de Roseta para a Câmara de Lisboa, em apadrinhar de longe um "movimento de cidadãos", efémero e confuso, que, sem ele evidentemente perceber, é a versão pacífica e moderna da "Maria da Fonte".

Vasco Pulido Valente

 
At 12 de fevereiro de 2008 às 00:20, Anonymous J.P.G. said...

Anedotas sobre “governar à direita” e “piscar o olho à esquerda” já se contam em Portugal desde o tempo de Marcelo Caetano. O próprio Caetano as contava, ao serão, nas “Conversas em família”.

E contava quinta-feira 7 a revista “Visão” que o Governo vai pôr brevemente em cena uma política de “esquerda” dedicada ao eleitorado “social”. Ou seja: com as legislativas à vista, o Governo iria “virar” para o terreno onde se ganham eleições, passando a ter em conta os pobres, a classe média exaurida, os jovens sem saída profissional, os desempregados e os empregados precários, os pensionistas desfalcados, os coitados. Quanto a governar, governa-se à direita, que é onde param as clientelas e os interesses.

O primeiro sinal da “viragem à esquerda” teria sido a demissão do ferrabrás da saúde, quando no SNS já não há praticamente mais nada de útil para fechar. Mas o sinal decisivo da “viragem à esquerda” seria constituído, a tempo das legislativas de 2009, pela promoção da candidatura do PS para perder a eleição presidencial de 2011 para a reeleição de Cavaco Silva. Tratar-se-ia de Manuel Alegre, o candidato com que o PS acenou mas que não quis apoiar em 2006, quando se tratava de ganhar a eleição. Um tal cenário pode dar um excelente enredo de comédia política, de drama psíquico ou de farsa filosófica, mas ninguém poderá crer em semelhante desfaçatez.

Pelo contrário, o mais certo é que o PS queira esquecer por completo o calendário da eleição presidencial de 2011 até à eleição legislativa de 2009. Porque ao PS só lhe resta, quanto a 2011, uma de duas hipóteses: apoiar Cavaco Silva ou promover um candidato obsequente que não belisque nem ao de leve a ‘pax romana’ que reina de Belém a São Bento.

 
At 12 de fevereiro de 2008 às 20:00, Anonymous C.L. said...

Manuel Alegre quer uma alternativa ao pensamento único no PS. Edmundo Pedro, outro histórico do partido, não se revê nas decisões da actual liderança e diz que é preciso repensar o partido.

Não tem descanso, Sócrates. Ainda mal se refez da mini-remodelação, precipitada pelas críticas do ex-candidato presidencial, e já tem novamente Alegre à canela. Cada vez mais afoito (e acompanhado) nas críticas.

É natural este "despertar". O PS tem vivido na sombra da liderança incontestada de Sócrates. Mas os que não pensam pela sua bitola e que têm a coragem de discordar (poucos, diga-se) sabem que o PS corre o risco de se tornar num deserto. Tal como o PSD, depois de Cavaco.

Não é posição cómoda para Sócrates, avesso à contestação. Que fazer? Ostracizar Alegre? Não. Alegre é, por natureza, um "guerrilheiro". E é nessa posição que os guerrilheiros rendem mais. Sócrates sabe-o. Por isso vai continuar acomodando as críticas de Alegre, fazendo pequenas cedências. Até porque sabe que o principal desafio não vem de Alegre (guerrilheiros não dão bons secretários-gerais). A sua atenção está virada para outras figuras, como José Seguro. Um dirigente à procura de apoios para se afirmar como alternativa. Mas Seguro sabe que o seu tempo, a chegar, está longe.

Significa isto que Sócrates pode dormir descansado? Não. Porque Alegre vai tentar forçar o Governo a guinar à esquerda.

 

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