terça-feira, 11 de março de 2008

MARCHA DA INDIGNAÇÃO [ II ]

A senhora que aparece na imagem, em protesto veemente e de gritos, contra a ministra da Educação e a política do governo socialista, é mulher de António Costa, antigo ministro do mesmo governo, putativo nº 2 do partido e candidato futuro a um cargo de relevo em executivos de pendor socialista.
Aí a vemos a protestar contra a política que supostamente o próprio marido, ajudou a aplicar.
António Costa fez parte da equipa que elaborou o programa do Governo, incluindo o da Educação que agora a própria mulher contesta.
Que se pode dizer disto?
Que António Costa e a mulher não aceitam a política de Educação deste governo?
Que aquele aceita e esta não?
Ainda há uma terceira hipótese:
A de que... se nem em casa, o antigo ministro Costa, consegue convencer a própria mulher da bondade e acerto destas políticas educativas, poderão vir todos os ministros e mais o primeiro deles, para a tv, tentar explicar ao povo a excelência da avaliação proposta para os professores, o estatuto da carreira e a modificação operada que será tudo em vão.
Como de facto, parece ser.
Aliás, não foi a própria ministra, Maria de Lurdes, quem declarou publicamente que compreendia as razões dos protestos dos professores?
Um dia destes, ainda a veremos numa manifestação contra as suas próprias políticas...de estatísticas e quadros sinópticos, com matriz ISCTE.


José




Fotos de Photoman

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1 Comments:

At 11 de março de 2008 às 23:54, Anonymous Anónimo said...

Educação: Professores mais decisivos para o futuro do País do que políticos - D. José Policarpo
11 de Março de 2008, 21:45

Lisboa, 11 Mar (Lusa) - O cardeal-patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, considerou hoje que os professores são mais decisivos para o futuro do País do que os políticos e financeiros.
"Os professores e educadores são um grupo decisivo para o futuro do País, mais decisivo do que os políticos, técnicos e financeiros", sustentou D. José Policarpo, em declarações à Rádio Renascença, à margem do lançamento das Obras Escolhidas de D. António Ribeiro, em Lisboa.
D. José Policarpo apelou ainda à "calma, "à reflexão mais profunda" e a que haja "muita compreensão" perante "as dificuldades sentidas" pelos docentes, que "se dedicam à tarefa fundamental, inventiva e árdua que é educar".

As declarações do responsável máximo da Igreja Católica em Portugal surgem três dias depois do protesto nacional de professores contra a política educativa do Governo PS.

 

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