quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

MAIS DEPRESSA SE APANHA UM MENTIROSO QUE UM COXO

Como é possível ter lata suficiente para suplantar uma aldrabice apanhada ainda com a boca na botija?



Com a maior desfaçatez.


Assim:
Isto não é um relatório da OCDE, acusou o líder parlamentar social-democrata, dizendo que foi encomendado pelo Governo, para efeitos de propaganda, usando um texto de uma especialista da OCDE, mas apenas como prefácio ao estudo. Enganou os portugueses, disse Paulo Rangel.

Os senhores não suportam o sucesso do país, respondeu José Sócrates, lembrando que o relatório foi feito por especialistas internacionais de vários países.


Nota suplementar:
Nos debates parlamentares quinzenais, este primeiro-ministro brilha sempre, pela retórica mais politiqueira e artesanal, da frase feita e do conceito corrido.
Não há dúvida e é preciso reconhecer: em tretas pegadas, não há quem o bata.
É disso que o povo gosta e por isso quem fica a ganhar, sempre, é o primeiro-ministro.
Contrariar e afrontar um habilidoso, com dotes comprovados de aldrabão, não é tarefa fácil, para quem quiser.
É uma arte que se pode aprender, se houver o substracto suficiente para o suplantar.
Pêlo de cão cura-se com pêlo do mesmo cão.
Para aldrabão, só aldrabão e meio.
Rasquice combate-se com rasquice.
Este tipo de rasquice, por exemplo: no sítio do Partido Socialista, havia este título a propósito do assunto.
Agora,
há este.

Mudança rápida, sem explicações e aldrabice à vista desarmada.

José

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10 Comments:

At 28 de janeiro de 2009 às 21:30, Anonymous L.C. said...

Grande família
O pai arquitecto, a prima secretária, o primo publicitário, a namorada jornalista, o tio empresário, o amigo professor de inglês técnico, o outro amigo bancário, o irmão ao Sol, o filho assaltado, a licenciatura dominical...
Há personalidades que ficam na História pelos seus grandes feitos.

 
At 28 de janeiro de 2009 às 21:31, Anonymous J.T. said...

Este ME é um fingidor.
Finge tão completamente
que chega a fingir que é amor
Pela escola, o que ele sente.

E o que o ouve, infeliz
Na televisão, sente bem,
Não o amor que ele diz,
Mas o ódio que ele tem.

E assim, nas calhas da vida
inutiliza a Nação,
esse combóio de corda
que se chama Educação.

 
At 28 de janeiro de 2009 às 23:58, Anonymous Anónimo said...

Isto cheira tudo muito mal, mas o pagode gosta de ser enganado.

Vejam que as sondagens (ao pagode) continua a dar maioria de votos ao PS.

Ou anda tudo a dormir, ou tudo a comer da gamela ou é tudo estúpido.

Bem faço eu que não voto à 15 anos

 
At 29 de janeiro de 2009 às 07:38, Anonymous Anónimo said...

O que é que se passa com o Presidente da Camara de Sines?

 
At 29 de janeiro de 2009 às 11:20, Anonymous Anónimo said...

O que se passa?! Passa-se que o PCP nao tem vergonha na cara.

 
At 29 de janeiro de 2009 às 19:49, Anonymous Anónimo said...

Querem ver as contas? Aqui estão:

EVOLUÇÃO DO RENDIMENTO ANUAL BRUTO DE JOSÉ SÓCRATES COMO GOVERNANTE
E DEPUTADO:

Ano de 1995

CARGO: Secretário de Estado adjunto do Ambiente
RENDIMENTO ANUAL: 8 082 700$00 (40 413 €)
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa na Calçada Eng. Miguel Pais, em Lisboa
VIATURA: Não há registo
DÉBITO: 15 347 065$00 (76 735 325 €) ao MG, por 20 anos

ANO: 1996

CARGO: Secretário de Estado adjunto do Ambiente
RENDIMENTO ANUAL: 12 914 083$00 (64 570 €)
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Na Rua Braamcamp, uma casa no Edifício Castilho. Casa de 95 foi vendida
VIATURA: Rover 111 SL
DÉBITO: Empréstimo do MG foi liquidado no dia 27 de Fevereiro de 1996

ANO: 1997

CARGO: Ministro adjunto do primeiro-ministro
RENDIMENTO ANUAL: 13 531 740$00 (67 658 €)
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no 3.º piso do Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em pleno centro de Lisboa
VIATURA: Rover 111 SL
DÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 €) da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Janeiro de 1998, para compra de habitação, com a duração de 12 anos

Ano 1998:

CARGO: Ministro adjunto do primeiro-ministro
RENDIMENTO BRUTO: 15 021 200$00 (75 106 €)
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no 3.º piso do Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em pleno centro de Lisboa.
VIATURA: Mercedes C 180 DÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da Caixa Geral de Depósitos, em Janeiro de 1998, para compra de habitação, própria com a duração de 12 anos.

ANO: 1999
CARGO: Ministro adjunto do primeiro-ministro
RENDIMENTO ANUAL: 15 021 200$00 (75 106 €)
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp
VIATURA: Mercedes C 180
DÉBITOS: Crédito na CGD de 15 000 000$00 (75 000 €) para comprar casa

ANO: 2000
CARGO: Ministro do Ambiente (desde 25/10/1999)
RENDIMENTO ANUAL: Não há registo
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, em Lisboa. Contrato de promessa de compra e venda da fracção autónoma ‘CJ’ - 7.º G, Bloco 2, em Lisboa, R. Francisco Stromp, n.º 5A, 5B, 5C e 7, Rua Cipriano Dourado nº24
VIATURA: Mercedes C 180 e SL 230
DÉBITO: Empréstimo da CGD para comprar casa

ANO: 2001

CARGO: Ministro do Ambiente
RENDIMENTO ANUAL: 82 045,21 €
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, no coração urbano de Lisboa
VIATURA: Mercedes 230 SL
DÉBITOS: empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da Caixa Geral de Depósitos (CGD), em Janeiro de 1998, para compra de habitação, com a duração de 12 anos

ANO: 2002 (?)

CARGO: Deputado
RENDIMENTO ANUAL: Não há registo
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no Edifício Castilho, em Lisboa. Fracção no 7.º andar G, Bloco 2, R. Francisco Stromp, n.º 5, 5B, 5C, 5 e 7 e Rua Cipriano Dourado n.º 24, em Lisboa, em comum com a mulher
VIATURA: Mercedes C 180, e 230 SL
DÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da CGD

ANO: 2003

CARGO: Secretário-geral do PS/Deputado
RENDIMENTO ANUAL: 54 493,78 €
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Apartamento no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, no coração urbano de Lisboa
VIATURA: Mercedes 230 SL e Peugeot 607.2.21 HDS
DÉBITOS: Empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da CGD, em Janeiro de 1998, para compra de habitação, com a duração de 12 anos

ANO: 2004

CARGO: Secretário-geral do PS/Deputado
RENDIMENTO DE TRABALHO DEPENDENTE: 49 837 €
RENDIMENTO DE TRABALHO INDEPENDENTE: 6000 e
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, em Lisboa.OBRIGAÇÕES: 2500 e na SAD do BenficaVIATURA: Mercedes SL 230DÉBITO: empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 e) da CGD, em Janeiro de 1998, para compra de habitação, por 12 anos

ANO: 2005

CARGO: Primeiro-ministro

RENDIMENTO ANUAL: 89 637,01 €
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, em Lisboa.
OBRIGAÇÕES: 2500 e na SAD do Benfica
VIATURA: Mercedes 230 SL
DÉBITOS: Crédito na CGD de 15 000 000$00 (75 000 €)

ANO: 2006

CARGO: Primeiro-ministro
RENDIMENTO ANUAL: 100 511,04 €
PATRIMÓNIO IMOBILIÁRIO: Casa no Edifício Castilho, na Rua Braamcamp, em Lisboa.
OBRIGAÇÕES: 2500 € no capital da SAD do Benfica
VIATURA: Mercedes 230 SL
DÉBITOS: empréstimo de 15 000 000$00 (75 000 €) da CGD, em Janeiro de 1998, para compra de habitação própria, com a duração temporal de 12 anos

 
At 29 de janeiro de 2009 às 21:35, Anonymous Anónimo said...

Afinal o pseudo-relatório da OCDE sobre a educação do 1.º Ciclo, não é da OCDE... É de um conjunto de peritos da OCDE! Então? Foi um estudo encomendado pelo Governo Socialista...

Então está visto... "Nenhum cão morde a mão que lhe dá de comer!"

Grande relatório! Foram analisado 7 autarquias, 6 socialista e a outra é a de Gondomar!

Começou a propaganda socialista com vista às eleições!

GOVERNO SOCIALISTA MENTIROSO!

 
At 30 de janeiro de 2009 às 00:14, Anonymous JAM said...

As bombas noticiosas surgidas ontem, e os títulos das páginas dos jornais de hoje, entre cartas rogatórias, estudos ditos da OCDE, Dias Loureiro, BPP e BPN, com desenhos de casas da autarquia da Guarda, ao espalharem suspeitas pelas personalidades cimeiras da nossa casta banco-burocrática, produziram aquilo que, em estratégia, se qualifica como o point of non return e quase entram nas raias do chamado out of control. Por outras palavras, a trapalhada atingiu o clímax, quando se vão confirmando os milhões de desempregados previstos para esta crise da geofinança global.

Quando o poder judicial passou a confundir-se com as parangonas jornalísticas, resta-nos ter esperança no sentido de missão dos nossos magistrados e dos nossos polícias, mas sem que se lhes possamos pedir juízos de valor políticos ou até de moral social. Nem sequer uma intervenção presidencial discursiva conseguiria inverter esta descida para o abismo. Por outras palavras, a democracia portuguesa está a viver a sua pior crise desde 1974.

Uma das tentações do poder situacionista poderá ser a de consultar as sondagens e de confirmar aquilo que intuitivamente é perceptível: há uma maioria sociológica incomodada que não acredita que o primeiro-ministro de Portugal possa estar envolvido naquilo que são as suspeitas do nosso tradicional aliado e pretenso protector. Só que confundir este bom senso com um apoio a uma regeneração protagonizada por Sócrates não leva a qualquer repetição da maioria absoluta, porque dramatizar o processo é tão tolo quanto um imediato abandono do poder pela actual governança.

Outra das tentações socráticas poderá ser a de detectar a eventual rede de agências clandestinas de informação e contra-informação, interessadas na confusão, para a salvaguarda ou restauração de certos poderes fácticos. A serenidade do PSD, do PP e do PCP tem dado espaço para que os poderes institucionalizados driblem a ofensiva. E mesmo que se confirme a teoria da conspiração, seria pior emenda do que o soneto atirarmos as culpas para o parco jornalismo investigação que esteve na base da fuga de informação para a opinião pública.

A saída policial ou judiciária para a crise será sempre lenta e garantística, porque estas são as regras do jogo que escolhemos. Só uma saída moral regeneradora poderia refazer a destruição pouco criadora a que assistimos. Por mim, quase tudo passa por um acordo global dos partidos do Bloco Central, se estes se mostrarem dispostos à liquidação da mentalidade de Bloco Central de interesses em que assentam. PS e PSD deveriam também pedir aos outros partidos parlamentares que, em colaboração com Belém, se estabelecesse um novo contrato social que mostrasse ao povo como o sistema está pronto a defender o regime, num combate frontal às causas que levam à corrupção e ao consequente indiferentismo.

Cada dia que passar sem esta ousada procura de regeneração será mais uma facada na democracia e no Estado de Direito. Democracia não é partidocracia e democracia sem povo, ou contra o povo, é mera usurpação. O velho Afonso Costa, depois do sidonismo e da Grande Guerra, nunca mais voltou à liderança do partido que mandava na I República, porque, entre outras coisas, tinha sido enredado por vigaristas internacionais e caído numa esparrela de que não beneficiou pessoalmente, mas que o inibiu para sempre. É evidente que já não há Afonso Costa, nem as forças vivas de então, nem possibilidade de revoltas militares e constantes tumultos de rua. O actual regime tem mecanismos institucionais que permitem a solução, assim haja homens que queiram e sonhem. É a hora!

 
At 1 de fevereiro de 2009 às 20:09, Blogger Nelson said...

Caro Blogger,
Chamo-me Nelson Morais, sou jornalista (pode verificar em http://www.ccpj.pt/jornalistas/cpj_n.asp) e gostaria de falar consigo sobre assunto acerca do qual muito se escreveu neste blogue em 2007, pelo menos, e eventualmente sobre outros. Importar-se-á de enviar um e-mail para o meu endereço electrónico (nelsonsnmorais@gmail.com)?
Obrigado
Nelson Morais

 
At 5 de fevereiro de 2009 às 19:19, Anonymous Anónimo said...

A DEBORAH

O Governo divulgou um pomposo documento intitulado "Políticas de Valorização do Primeiro Ciclo do Ensino Básico em Portugal", elaborado por cinco peritos ditos independentes.

O perito português foi nomeado subinspector-geral da Educação em 1.1.2007 e veio a ser nomeado presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores em 1.11.2008. O CCAP existe na dependência directa do membro do Governo responsável pela área da educação (art.º 134 do DL 15/2007, de 19 de Janeiro). Parece pois tratar-se de um independente que, à data do documento (Dezembro de 2008), estava na dependência directa do Governo!

Este verdadeiro oxímoro dialéctico não impediu o PS, nem o Ministério da Educação, nem o primeiro-ministro (este em plena Assembleia) de garantirem a independência dos peritos.

Mas temos ainda a Deborah.

"A Deborah", assim ternurentamente tratada com a familiaridade dos grandes pelo primeiro- -ministro, como se viu na televisão, escreveu o prefácio. O PM chegou a afirmar no Parlamento que o relatório tinha sido assinado por ela.

A dama é chefe de divisão das Políticas de Educação e Formação da OCDE desde meados de 2007. É uma economista que não publicou até hoje, que se saiba, uma única linha sobre questões de educação a não ser o tal prefácio (ver a lista actualizada do que ela escreveu em http/econpapers.repec. org/RAS/pro105.htm).

Pois a Deborah prestou-se a vir a Lisboa armada em lavandisca promocional só para servir um objectivo do Governo socialista: o de fazer passar a ideia de que se tratava mesmo de um relatório da OCDE.

E diz muito ufana que a avaliação feita "segue de perto a metodologia e abordagem que a OCDE tem utilizado para avaliar as políticas educativas em muitos países membros ao longo dos anos". Vejamos.

Na pág. 26 informa-se que a avaliação teve por base um "relatório abrangente", preparado pelo próprio ministério, descrevendo as medidas e fornecendo muita informação e dados. "Foi estudado antes da visita de seis dias a Portugal de uma equipa internacional para entrevistar os principais actores educativos e visitar um pequeno número de escolas".

De págs. 87 e 88 deduz-se que, em 14 reuniões, os peritos se avistaram com 2 secretários de Estado, 4 elementos dos serviços centrais, 7 dos serviços regionais, 3 do IGE, 4 peritos, 3 coordenadores dos programas de formação contínua de professores, 3 elementos das associações profissionais de professores, 5 coordenadores de escolas do primeiro ciclo do meio urbano e outros 5 do meio rural, 3 membros da Confederação das Associações de Pais, 5 do Conselho das Escolas, 3 do Conselho Nacional de Educação, 4 dos sindicatos e 7 representantes das autoridades locais (Guimarães, Gondomar, Santo Tirso, Amadora, Ourique, Lisboa e Portimão, sendo que "só" seis destas sete autarquias são PS).

De derrear um cristão! Umas 57 pessoas, pelo menos, mais as deslocações e os encontros do Minho ao Algarve, 11 escolas, cinco direcções regionais, tudo isto numa lufa-lufa, tudo isto numa maratona esfalfante, tudo isto sem tempo para fazer chichi, tudo isto em seis dias, seis, num inglês dos intervenientes lusitanos, que se supõe mais ou menos pedestremente técnico, e num português dos quatro peritos estrangeiros, que não pode deixar de ser ágil e escorreitíssimo, para eles terem conseguido perceber e qualificar tanta coisa em tão pouco tempo.

Talvez por isso, a adjectivação seja bastantemente esbaforida: "ambição" e "rapidez" sem paralelo internacional, "ampla melhoria", "excelente relatório nacional" (o tal preparado pelo ministério), "impressionante conjunto de dados", "enorme sucesso" (p. 13), "visão política clara", "elevado conhecimento estratégico", "resposta corajosa e imaginativa" (p. 17), "desenvolvimentos impressionantes" (p. 18), "excelente modelo de formação contínua", "impressionante leque de informação" (p. 19), "liderança decisiva e visionária", "modelo admirável" (p. 44), "grande sucesso", "professores bastante entusiasmados" (p. 47), coisas assim.

Se é assim que a OCDE trabalha, estamos bem aviados! Resta saber quem é que intermediou toda esta batota e quanto é que ela custou.


Vasco Graça Moura
No:Diário de Notícias
4 de Fevereiro de 2008

 

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