segunda-feira, 24 de outubro de 2005

TOMADA DE POSSE


Ontem, dia 23 de Outubro pelas 17 horas decorreu no Cine-Teatro de Ponte de Sor, a tomada de posse dos orgãos autárquicos do concelho.
Os engalanados eleitos dirigiram-se um a um à tribuna para jurar o seu melhor pela causa pública.
José Manuel de Mattos Fernandes e Fernandes, reeleito presidente da Assembleia Municipal, empossou os restantes membros, os presidentes das Assembleias de Freguesia e os Presidente e Vereadores da Câmara Municipal.
Algumas caras novas desfilaram pelos corredores do cine-teatro. De facto, requer habituação...
A sala estava meio-cheia, apesar dos esforços do presidente reeleito Taveira Pinto, em espalhar convites à população para assistirem ao feito da sua tomada de posse desta maioria absoluta reforçada do PS.
Manuel João, ex-CDU e Courinha, ex-PSD, os eleitos das camisolas trocadas, mal cabiam dentro dos fatos, de tão inchados que estavam.
O sonho de se sentarem nas fileiras destinadas ao PS, tornara-se realidade.


No final, o tão esperado discurso presidencial, mostrou uma vez mais a arrogância disfarsada do reeleito Presidente da Câmara de Ponte de Sôr.
Após um agradecimento geral à população e aos presentes, bastar-lhe-ía a humildade para enaltecer o processo democrático que é a participação do povo e o seu voto, perspectivar o futuro do concelho através de um programa inexistente ou referir dois ou três pontos de actuação prioritária para este novo mandato.
Mas não, Taveira Pinto voltou a desfiar o rol de angústias e a destapar o seu traço esquizofrénico de perseguição aos comunistas, como ele gosta de referir.
No fim, o povo levanta-se, aplaude e sai, satisfeito com o sentimento de dever cumprido e com os seus novos cargos públicos

16 Comments:

At 24 de outubro de 2005 às 15:28, Anonymous Anónimo said...

Toda a gente estranhava por que razão o Dr. Fernandes e Fernandes era socialista quando o pai tinha sido um homem do antigo regime. Mas agora já ficámos esclarecidos. É que não há ninguém que mais se identifique com o antigo regime do que Taveira Pinto.

 
At 24 de outubro de 2005 às 15:31, Anonymous Anónimo said...

Taveira Pinto distribuiu um comunicado em Foros do Arrão em que acusava o candidato da CDU de ter um carro de luxo. Esqueceu-se certamente dos carros do actual presidente da Assembleia Municipal de Ponte de Sor: um Bentley, um Jaguar, etc... Ou será que estes não são carros de luxo?

 
At 24 de outubro de 2005 às 15:34, Anonymous Anónimo said...

As únicas pessoas que podem ter carros de luxo são os socialistas. Em primeiro lugar, porque são as únicas que têm rendimentos para tal. Em segundo lugar, porque não fica bem a um comunista ou a um social-democrata andarem em veículos que deveriam ser usados apenas por socialistas. Para os comunistas e os social-democratas há os utilitários.

 
At 24 de outubro de 2005 às 16:12, Anonymous Alberto said...

O bugalheira é filho de legionário o Zé-Zé era filho de membro da ANP.
Foi o pai do Zé-Zé que colocou o pai bugalheira na Câmara
Os pontessorenses ainda não se esqueceram das persiguições que foram feitas aos membros da candidatura de Humberto Delgado e das visitas do Américo Tomaz e de Marcelo Caetano à vila.
Os anos passam mas a memória não está "branca".
Por isso está tudo explicado.

 
At 24 de outubro de 2005 às 16:17, Anonymous André Macedo said...

PARA QUANDO A AVALIAÇÃO DOS MÉDICOS?

António vive nos Estados Unidos e sofre de fibrose quística, uma doença respiratória que pode reduzir drasticamente a esperança de vida.

Muitas pessoas morrem pouco depois da adolescência, às vezes até antes: vão tendo cada vez mais dificuldade em respirar, os pulmões ficam bloqueados até que, um dia, já não guardam espaço para receber oxigénio.
O problema de António foi-lhe diagnosticado cedo e, desde essa altura, ele é seguido de perto por um médico que não o deixa desviar-se um milímetro do tratamento prescrito. António sabe que é muito importante seguir à risca as recomendações deste médico – foi por isso que os seus pais o escolheram entre centenas de outros.

Pelos vistos, a opção foi acertada. Os exames que faz regularmente provam que o seu estado de saúde é melhor do que os outros pacientes com a mesma doença e que são seguidos noutros hospitais. Não só a sua esperança de vida parece ter aumentado, como a sua qualidade de vida deu um salto extraordinário. Mas qual é o truque para a vantagem que António leva sobre os outros? Se o protocolo clínico (ou seja, a terapia usada) é, em traços largos, idêntica de hospital para hospital, onde estará a diferença?
Simples.
O médico dele não se limita a aplicar a receita geral indicada nos manuais, faz muito mais do que isso, é mais exigente e procura melhorar os detalhes todos os dias, porque sabe que os grandes avanços só podem ser alcançados através das pequenas conquistas diárias. Ou seja, todos os seus pacientes seguem dietas mais rigorosas, cumprem mais exercícios de respiração, tomam religiosamente todos os medicamentos, mesmo quando as análises dizem que, naquele momento, não há problema nenhum. O controlo médico pode ser sufocante, mas o resultado é fantástico: às vezes, a capacidade pulmonar destes doentes é superior à das pessoas saudáveis.

Se aplicássemos aqui o critério de avaliação profissional que Sócrates quer justamente impôr aos funcionários públicos diríamos que o médico de António não é “bom” nem “muito bom”: ele é “excelente”. Acontece que, em Portugal, nunca o poderíamos saber. Ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, por cá os hospitais e os médicos não são avaliados e a informação não circula. Ninguém pode saber com rigor – com os números em cima da mesa – qual o hospital que tem conseguido melhores resultados nas cirurgias ao cancro da próstata ou da mama ou do pulmão. Essa informação, apesar de vital, não existe. Em Portugal, os pais do António teriam de confiar no que se diz deste ou daquele médico, nunca poderiam fazer uma escolha fundamentada numa altura decisiva. E como não há transparência, todos os médicos são sempe os melhores. Ou seja, sabemos onde se come uma boa pizza ou qual é o carro mais veloz. Não sabemos quem nos pode salvar a vida. Temos uma ideia geral

 
At 24 de outubro de 2005 às 18:55, Anonymous Anónimo said...

Já agora pedia ao Zé da Ponte, se possivel para publicar aqui o discurso da tomada de posse.Ainda n consegui perceber como é que pessoas destas são eleitas para cargos públicos.Realmente Ponte de Sor e principalmente o concelho tem aquilo que merece.

 
At 24 de outubro de 2005 às 19:26, Blogger JoaquimMarquesMachoqueira said...

O problema não é o carro que se tem, mas a forma como é adquirido.

 
At 24 de outubro de 2005 às 21:12, Anonymous Anónimo said...

Ninguém será recordado pelo carro, pela roupa... mas sim pela pessoa que foi enquanto viveu.

 
At 24 de outubro de 2005 às 21:12, Anonymous Anónimo said...

Ninguém será recordado pelo carro, pela roupa... mas sim pela pessoa que foi enquanto viveu.

 
At 24 de outubro de 2005 às 21:15, Anonymous Anónimo said...

O senhor presidente para ser correcto não devia usar o carro da autarquia a não ser quando se encontra em serviço. ´
A política e o poder cega os homens. Um político devia ganhar o ordenado mínimo, assim se veriam os verdadeiros políticos.

 
At 24 de outubro de 2005 às 22:59, Anonymous Anónimo said...

É por isso que o que come ora à direita ora à esquerda, e, quem os deixa comer, são abominações...

 
At 25 de outubro de 2005 às 10:09, Anonymous JUM said...

O QUE É FEITO DA HONRADEZ?

Já repararam como em Portugal a palavra honradez está em desuso, raramente é usada e quase desapareceu do nosso léxico, e nem vale a pena recordar como em tempos passados muitas pessoas consideravam a honradez como uma herança importante que podiam deixar aos seus filhos.
Agora o importante é deixar fortuna, quanto mais melhor, pouco importa a forma como foi alcançada.

A palavra contava, era assumida, substituía a assinatura nos negócios, mas agora não vale nada e nas empresas ou na Administração Pública quando a conversa é para ser a sério alguém diz “depois mande-me isso por escrito”.
Em tempo li um acórdão do Tribunal Europeu de Justiça em que a peça central era um esclarecimento dado por telefone, algo que em Portugal seria literalmente impossível.

A nova classe de novo ricos, especialistas na fuga ao fisco, no desvio de subsídios ou na especulação imobiliária não se têm limitado a alterar a nossa paisagem para nela caberem os seus símbolos de sucessos feitos de betão, estão também a promover uma profunda mudança de valores que legitima o seu sucesso.

A corrupção é aceitável desde que não seja visível e o colectivo tiver a sensação de que beneficia dela até é tolerada, do autarca diz-se “ele enriqueceu mas fez mais do que os outros”, a fuga ao fisco é um acto heróico digno de um Robim dos Bosques, a usura transformou-se em negócio.
O cidadão honrado passou a ser um parvo, um papalvo, ou, nas melhor das hipóteses, um ingénuo.

 
At 25 de outubro de 2005 às 13:04, Anonymous Lino said...

O Socialismo como fonte de maleitas

Eu não sou adepto de teorias da conspiração, mas vou formulando uma tese, nos meus tempos livres, que aponta para o Socialismo como fonte de maleitas.
Os valiosos argumentos que sustentam esta aturada reflexão são dois: a vaca louca e a gripe das aves.

Reparem Vossas Excelências no que a seguir se expõe:

Aquando do advento guterrista, o mundo encarregou-se de enlouquecer as vacas.
Se bem se recordam, o nosso Ministro da Agricultura, Gomes da Silva, trinchou com a sua dentição um cérebro de uma vaca que, dizia ele, estava de perfeita saúde e recomendava-se.
Naquele tempo viviam-se momentos de terror com as vacas.
Será que este bitoque é a minha sentença de morte, era a interrogação que corria o espírito daqueles que ousadamente escolhiam o bovino para a refeição.

Depois a direita assumiu o poder e houve descanso no mundo animal.

Hoje, em 2005, após os Socialistas terem reconquistado o poder, somos novamente confrontados com uma golpada no mundo alimentar.
Desta feita, as aves andam engripadas.
Há um e outro cientista que já afirmam que estamos perante o fim da humanidade.
Uma perfeita desgraça e uma morte pouco digna.
Sempre achei que o homem devia morrer de ataque cardíaco, a bordo de um iate milionário, divorciado mas rodeado de modelos fotográficos.
Ou então, numa visão mais nobre, de uma bala perdida numa caçada com os herdeiros britânicos. Nunca, mas mesmo nunca, de uma gripe provocada por aves.

Esperei, durante todo o fim-de-semana, pela imagem do Presidente Dr.Taveira Pinto e do Prof. Dr. Fernandes e Fernandes a papar um franguinho.
Achei que isso podia salvar o negócio dos aviários e da espécie do nosso Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sôr.
Nada.

 
At 25 de outubro de 2005 às 14:09, Anonymous Anónimo said...

Estimado ouvinte, já que agora estou consigo
Peço apenas dois minutos de atenção
É pra contar a história de um amigo
Casimiro Baltazar da Conceição

O Casimiro, talvez você não conheça
a aldeia donde ele vinha nem vem no mapa
mas lá no burgo, por incrível que pareça
era, mais famoso que no Vaticano o Papa

O Casimiro era assim como um vidente
tinha um olho mesmo no meio da testa
isto pra lá dos outros dois é evidente
por isso façamos que ia dormir a sesta

Ficava de olho aberto
via as coisas de perto
que é uma maneira de melhor pensar
via o que estava mal
e como é natural
tentava sempre não se deixar enganar
(e dizia ele com os seus botões:)

Cuidado, Casimiro
cuidado com as imitações
Cuidado, minha gente
Cuidado justamente com as imitações

Lá na aldeia havia um homem que mandava
toda a gente, um por um, por-se na bicha
e votar nele e se votassem lá lhes dava
um bacalhau, um pão-de-ló, uma salsicha

E prometeu que construía um hospital
Uma escola e prédios de habitação
e uma capela maior que uma catedral
pelo menos a julgar pela descrição

Mas... O Casimiro que era fino do ouvido
tinha as orelhas equipadas com radar
ouvia o tipo muito sério e comedido
mas lá por dentro com o rabinho a dar, a dar

E... punha o ouvido atento
via as coisas por dentro
que é uma maneira de melhor pensar
via o que estava mal
e como é natural
tentava sempre não se deixar enganar
(e dizia ele com os seus botões:)

Cuidado, Casimiro
cuidado com as imitações
Cuidado, minha gente
Cuidado justamente com as imitações

Ora o tal tipo que morava lá na aldeia
estava doido, já se vê, com o Casimiro
de cada vez que sorria à plateia
lá se lhe viam os dentes de vampiro

De forma que pra comprar o Casimiro
em vez do insulto, do boicote, da ameaça
disse-lhe: Sabe que no fundo o admiro
Vou erguer-lhe uma estátua aqui na praça

Mas... O Casimiro que era tudo menos burro
tinha um nariz que parecia um elefante
sentiu logo que aquilo cheirava a esturro
ser honesto não é só ser bem falante

A moral deste conto
vou resumi-la e pronto
cada qual faz o que melhor pensar
Não é preciso ser
Casimiro pra ter
sempre cuidado pra não se deixar levar.

Letra e música: Sérgio Godinho

 
At 25 de outubro de 2005 às 17:43, Anonymous CONSEGUIREMOS! said...

.

 
At 27 de outubro de 2005 às 11:25, Anonymous Manuel Carvalho said...

Pobre Pinto Bugalheira tão novinho e já REFORMADO...

 

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