quinta-feira, 29 de março de 2007

MAIS DEPRESSA SE APANHA UM MENTIROSO...[parte IV]

Notícias das sarjetas que incomodam o ministro Santos Silva:

Recordamos que a Universidade Independente é a tal onde o Primeiro-Ministro José Sócrates diz ter terminado a licenciatura, num processo nebuloso onde, na altura, trocava correspondência com o próprio Luís Arouca em papel timbrado da secretaria de Estado de que era titular num governo de Guterres, para obter equivalências em diversas disciplinas.Esperemos que isso nada tenha a ver com o alheamento que o ministro Mariano Gago aparentemente usou com o assunto, limitando-se a ordenar à inspecção-geral da tutela
para que desencadeasse «investigações no terreno», enquanto, durante um mês, se desenrolava esta vergonhosa barafunda em mais uma universidade privada.Daí o País estar particularmente atento ao que, de concreto, vai resultar da «advertência» esta semana lançada por Mariano Gago à Universidade Independente.
Aditamento às 13h e 15m.
O noticiário da RTP1 abriu com mais de dez minutos com a grande notícia de um acidente no Rali de Portugal, com alguns feridos. Sem imagens do acidente propriamente dito ( que a TVI apresentou em exclusivo), seguiu depois a falar do jogo de Portugal com a Sérvia. Só ao fim do quarto de hora inicial, deu a notícia, com entrevista de um responsável que alertou para o "perigo do vazio" e para os "oportunismos"...
A SIC e a TVI, abriram com as notícias do caos na Uni, durante mais de dez minutos. A SIC, mencionou o facto de o ministro Mariano Gago, estar a ser criticado pela inoperância, com entrevistas no local e em directo. Notícias de última hora, dão conta de conferência de imprensa para as 18h e 30m, do ministro Gago.

Está aqui o retrato do governo de Portugal, no estado actual: uma RTP atenta e obrigada ao silêncio e um escândalo de proporções enormes que se levanta do horizonte.

Quando foi do caso da Universidade Moderna, o retrato do governo de Portugal era...quase o mesmo!


José

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2 Comments:

At 30 de março de 2007 às 14:35, Anonymous F.S. said...

A Universidade Independente é o fantasma deste Governo. Assusta-o. Passeia pelos corredores do poder e assombra o núcleo duro do executivo. Contra a Universidade Independente, Sócrates não contratou uma equipa de "Caça-Fantasmas". Espera, apenas e tão só, que eles se cansem.
A educação, diz o executivo até à exaustão, para se convencer a si próprio, é uma paixão. A educação é a Julieta do Governo. Sócrates suspira por ela. A ministra, mesmo quando manda fechar escolas, é pelos vistos por uma causa benemérita. A paixão pela educação, pela qualificação, pela requalificação e sei lá que mais, não deixa de se ouvir, dia sim, dia sim. Mas, no caso da Universidade Independente, não podemos deixar de recordar o célebre cardeal de Richelieu, que dizia: "fazer uma lei e não a mandar executar é autorizar a coisa que se quer proibir". Na Universidade Independente, face ao silêncio do Governo, apetece perguntar: porque é que ninguém actua, para além dos alunos que arrombam reitorias? O ministro Mariano Gago, que até agora se desconhecia a existência, entra mudo e sai calado de tudo isto. O Governo parece estar à espera que uma esponja seja passada por cima deste caso para não ser salpicado por ele. Tão célere a fechar hospitais, escolas e a ter decisões firmes, sobre a Universidade Independente, o Governo esquiva-se. A Universidade Independente é o ano zero do Governo de José Sócrates. Antes havia um executivo que falava grosso. Depois, há um que pia baixinho. Por causa dos fantasmas.

 
At 30 de março de 2007 às 14:40, Anonymous R.V. said...

O que acontece na Universidade Independente poderia ser apenas uma história de opereta. Mas não é. Todos os dias há episódios impróprios de gente de bem e ameaças próprias de gente sem escrúpulos.

A detenção do chefe de uma das facções – o vice-reitor Rui Verde – e a constituição como arguido do reitor Luís Arouca teve um efeito perverso: o litígio entre os dois grupos acentua-se na terra de ninguém, território que um professor respeitável reconhece estar "sem rei nem roque". Pamplona Côrte-Real, membro do conselho reitoral da linha Verde, terá, com outros responsáveis, procurado um consenso que durou escassas horas. O que se vive na universidade permite tudo, mesmo o absurdo de se pôr em causa as relações entre dois Estados, Portugal e Angola – apesar das conexões da instituição com interesses angolanos. Permite a vulgarização da ameaça e a sofisticação da habilidade interpretativa enquanto as vítimas desesperam.

Não se percebe por que razão o ministro Mariano Gago não ordena o fecho da universidade e a transferência dos alunos para outras escolas. É o mínimo que se pode fazer por quem acredita num Estado de direito.

 

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