segunda-feira, 9 de abril de 2007

MARIANO GAGO, BRANCO MAIS BRANCO NÃO HÁ!




Para além da decisão em si, a conferência de imprensa do ministro resvalou numa defesa panegírica do aluno José Sócrates que voltou à Universidade e que constituirá um exemplo a seguir por toda a humanidade...
A excesssivamente extensa comunicação do ministro, cheia de lacunas e contradições, mostrou que
é o Governo, antes de mais, que mistura o caso Sócrates com o da Universidade Independente.
O que em nada abona a transparência dos fundamentos desta decisão provisória de encerramento compulsivo.



CAA

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8 Comments:

At 9 de abril de 2007 às 19:36, Anonymous C.A.P. said...

O Peito Ilustre Lusitano
(versão século XXI)


As equivalências e os termos assinados,
Que na ocidental raia Lusitana,
Por cursos nunca antes frequentados,
Passaram ainda além dos seis dias da semana,
Em betão armado e pré-esforçado,
Mais do que prometia a desfaçatez humana,
E entre gente bem mais douta edificaram
Novo currículo, que tanto sublimaram;

E também as notícias gloriosas
Daqueles feitos, que foram omitindo
A Lisura, a Hombridade, as Virtudes valerosas
Das corporações que foram destroçando;
E aquele, que por obras viciosas
Se vai da lei da respeitabilidade libertando;
Sobranceiro, entre pares, no plenário,
Cantarei, se a tanto me ajudar o engenho sanitário.

 
At 9 de abril de 2007 às 19:42, Blogger Pedro Manuel said...

Mariano Gago cumpriu a lei da República - determinando o encerramento provisório da Uni. Após historiar os processos de avaliação e inspectivos da Uni, desde a sua criação, em 1994, o MCES determinou o seu encerramento, tomando por base os relatórios da Inspecção Geral do Ensino Superior. A entidade instituidora da Uni, ao degradar a situação pedagógica, não merecia, aliás, outro tipo de decisão...

Cumpriu-se a lei - dura lex sed lex; dá-se um estalo de luva branca na oposição que assim fica sem argumentos para mandar à cara do governo e molestar o PM, e, por extensão, limita-se o papel dos media - que assim deixam de ter notícias quentes e sensacionalistas com muito sangue, suor e lágrimas para agitar as massas como quem absorve telenovelas sul-americanas..

Confesso, como cidadão, que apreciei a decisão. Veremos agora se o MCES ajuda as centenas de estudantes a fazerem as suas transferências para outras instituições de ensino superior, limitando os danos.

Nota máxima para Mariano Gago, que até soube defender com inteligência o seu próprio PM.

Veremos agora se este despacho provisório do MCES se converte numa situação definitiva.
Pergunto-me o que se irá fazer daquelas instalações que passarão a ficar devolutas.

Por outro lado, fiquei "triste" porque o novo "reitor da CGD" (indigitado), ainda por cima doutorado em Espanha (não se sabe se por correspondência...), já não toma posse e, assim, não poderá pôr em exercício todo o seu saber e experiência.
Algumas leituras mais surrealistas já falam em converter a Uni num entreposto comercial; outros falam numa criação duma grande panificadora para abastecer a zona Centro e Norte do país...
Mas aqui a doutrina divide-se.
Até num centro de patinagem artística já se fala, de forma a que os actuais accionistas e administradores da Uni, actualmente na cadeia, possam depois exercitar-se nessa modalidade desportiva.

E tudo porquê???
É simples: a estrutura accionista da Uni é um bando de "negociantes de cavalos", alguns dos quais estão presos, outros aguardam julgamento como arguídos, que transformaram uma universidade na arena do Campo Pequeno.
Fiquei satisfeito por termos um ministro com coragem e determinação por chamar os "bois" pelos nomes.

Quem disse que este ministro não era um homem frontal e com responsabilidade política enganou-se rotundamente.

PS: Requiem pelos alunos da Uni...

 
At 9 de abril de 2007 às 21:01, Anonymous J.G. said...

Vista pelo lado do direito administrativo, a decisão "provisória" do encerramento compulsivo do estabelecimento "Independente" - com dez dias para as reitorais figuras e a sociedade propriétária se pronunciarem - é correcta. Vista pelo lado político, é um desastre. Vinha no carro e já ouvia o ilustre causídico e penalista Rodrigo Santiago (também ele reitoral figura) a prometer o pior. Por mera coincidência, é advogado do eng. Arouca, aquele que mandava os papéis confirmantes de licenciaturas para o "maneta". Vão ser os piores dez dias da vida política do primeiro-ministro. Bem pode ele ir-se treinando para a entrevista à oficiosa RTP sobre os dois anos do governo. Ninguém - repito - ninguém ouvirá uma palavra se Sócrates começar a debitar o missal do costume e, sobretudo, se os entrevistadores se armarem em acólitos. Dez dias chegam e sobram para lavar toda a roupa suja do mundo. Mariano Gago, na sua santa inocência, fez o que pôde e o que lhe competia. Daqui para diante já não é com ele.

 
At 9 de abril de 2007 às 21:13, Anonymous JOSÉ said...

Diz que é uma espécie de mba


Um dos purismos mesquinhos que tem levado a sucessivas correcções no currículo oficial do Primeiro Ministro, José Sócrates, é o da designação das suas habilitações.

Depois de duas correcções, ficamos a saber que José Sócrates tem um "MBA": Pós-graduação com MBA em gestão de empresas pelo ISCTE, com mais rigor.

No Público de hoje, um leitor que assina como Sérgio Paulo Leal Nunes e é professor, residente em Lavra, Matosinhos, escreve:

" Um MBA não é por definição um Master Business Administration, ou seja, um mestrado em Gestão. Claro que é um curso de pós-graduação, como aliás, um doutoramento. A questão está em saber se o curso pós-graduado, confere um grau de académico ou um diploma.
Um "MBA" que não confira o grau académico de mestre, nos termos da lei, não é um MBA. Pode ter conteúdos mais profundos e interessantes, ter professores mais bem qualificados e reconhecidos, saídas profissionais mais bem remuneradas e perpspectivas de carreira mais aliciantes, mas não é um mestrado. Como tal, não se pode designar por Master...Qual o sentido de um curso de "mestrado em..." que não conduz ao grau de mestre?
A confusão é tal que já tive um aluno que me questionou: por que razão não fazem um MBA em Real Estate” ? Outra vez fui questionado sobre a qualidade de um “MBA em Finanças”. Apeteceu-me responder: vamos almoçar um cozido à portuguesa de lampreia!

Perante estes esclarecimentos do pleno conhecimento de todos os vitais e jornalistas que sufragam as dores de um primeiro-ministro disposto a "sacudir a pressão", porque é que continua a farsa»?! Porque é que não se esclarece tudo, de uma só vez e em vez de continuar a representação?

 
At 9 de abril de 2007 às 21:16, Anonymous M. said...

Não me interessa se o Sócrates é ou não engenheiro. Interessa-me é saber se é mentiroso ou não. De resto o diploma não o faz nem mais nem menos competente, mas o carácter fá-lo ou mais ou menos confiável.
Confesso que me irrita o ar de prima-dona, de virgem ofendida ou de miúdo birrento que o Sócrates normalmente ostenta, mas o que verdadeiramente me preocupa é ser governado por alguém que NUNCA exerceu uma actividade profissional! É incrível que um dos mais altos cargos do país seja exercido por uma pessoa sem vivência laboral. É legítimo questionar a experiência de vida do primeiro-ministro, o seu conhecimento acerca da dureza do trabalho-trabalho, o que sabe sobre as relações empregador-empregado, o que é produzir para defender um posto de trabalho, o que custa receber um salário baixo e às vezes nem receber, como funcionam as empresas e o mercado de trabalho, como é a economia nacional na prática, quais os problemas sociais que afectam o dia-a-dia de muitas camadas da população...
Ora, tendo sido sempre um menino mimado e protegido, que nunca trabalhou nem "frequentou" a vida real, Sócrates só sabe a teoria (se souber) e, como tal, para si é fácil tomar as medidas que toma marimbando-se para o transtorno que causa a milhões de portugueses, enquanto permite as alcavalas que sabemos aos seus pares... igualmente iluminados, elegantes e cheios de direitos "especiais". Assim chegámos ao descrédito absoluto deste arremedo de democracia.

 
At 10 de abril de 2007 às 17:56, Anonymous P.P. said...

undo Mariano Gago, ministro não sei bem do quê, o Senhor José Sócrates teve um percurso académico exemplar.
Disse o Gago que Sócrates andou num "CESTO" ano! Ainda bem que a minha licenciatura só chegou ao Quarto. Por nada deste mundo desejaria terminar o meu curso numa coisa tão apertadinha como um Cesto. Um quarto ainda vá lá... Tem espaço para muitas actividades curriculares... O cesto é um espaço digno para um cão... com ou sem licenciatura.
Mas louvável, deveras louvável, é a afirmação de que o percurso académico de José Sócrates foi exemplar. Porquê? Então não sabe? Segundo notícias de hoje, parece que José Sócrates já dizia, em 1993, que era Licenciado em Engenharia. E, em 1995, foi nomeado por António Guterres para o cargo de Secretário de Estado, como sendo o "Engenheiro José Sócrates...".
Ora bem, a ver se nos entendemos. Um percurso académico destes é deveras notável. Pois se há coisa muito pouco comum é alguém increver-se numa Universidade, em 1995, para obter uma Licenciatura que já possui. Exemplar, não acham?
QUEM FALA ASSIM É GAGO!
PS: Em tempos, disse um director de uma empresa onde trabalhei: "Em Portugal, há muitos Doutores e Engenheiros. O que faltam são Senhores".
Neste momento, parece-me evidente que José Sócrates deixou de merecer ser tratado por Engenheiro... Mas, não sei bem porquê, parece-me que lhe assenta pior o tratamento de "Senhor José Sócrates".
PPS: Encontro-me por terras onde os "Choques Tecnulógicus" se movem a energia "a vapor". Prometo regressar e voltar a picar o ponto no que se refere a mentiras descaradas, a faltas de vergonha, a hipocrisias e a desonestidades intelectuais.

 
At 10 de abril de 2007 às 18:21, Anonymous J.G. said...

Mariano Gago "regozija" com o "exemplo" do "aluno" Sócrates que acumulou, com notas magníficas, tantos saberes depois de "voltar à universidade" que ele, ministro, quer encerrar.

O que um homem tem de fazer para estar ministro.

 
At 10 de abril de 2007 às 20:30, Anonymous Anónimo said...

Sem ir às aulas as notas eram de 18, quando fez o bacharelato não conseguiu mais que um reles 12. Lá está a culpa era dos professores. O homem sozinho faz milagres e não em reles cadeiras mas nos "cadeirões" dos cursos.
Por isso é que o homem detesta tanto os professores.

 

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