terça-feira, 8 de maio de 2007

É SÓ "BOAS NOTÍCIAS"

O poder de compra dos trabalhadores por conta de outrem registou em Portugal, durante o ano passado, a maior descida dos últimos 22 anos, calcula a Comissão Europeia.

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4 Comments:

At 9 de maio de 2007 às 14:49, Anonymous João P. Guerra said...

A economia não cresce, ou cresce a níveis tão modestos que ainda aprofundam mais a divergência com a Europa, o desemprego assenta arraiais acima da média da zona Euro, o poder de compra dos salários desce a níveis dos tempos negros da década de oitenta.

Ou seja, Portugal, tal como está, não interessa a ninguém, sejam empresários, sejam assalariados. Ontem, o Diário Económico revelou que a economia portuguesa está no fundo da tabela da Europa dos 27 e já foi ultrapassada em riqueza por Malta. E a malta ralada!

Estas coisas andam todas ligadas e não há economia, nem riqueza, nem nada sem educação. E nesse particular Portugal é o maior fracasso europeu. É bem verdade que a democracia herdou um País mergulhado no analfabetismo, onde a formação superior era um privilégio de uma minoria. Mas a democracia fez muito pouco em contrário e, acima de tudo, o que fez, fez mal. No plano da educação, rapidamente adoptou o critério de enveredar pela quantidade, quanto mais não fosse para apresentar créditos que não envergonhassem o País lá fora. Resultado, criou um sistema deseducativo de péssima qualidade, com muita gente mal-formada à pressa. E considerando o assunto resolvido, virou-se para o betão, desiderato que dá sempre muito jeito aos partidos.

E assim, três décadas de democracia não formaram nada mais que consumidores desenfreados, que fazem dos níveis de consumo os seus pergaminhos. A par disse, o País tem sido governado por burocratas que não sabem mais que a receita de apertar eternamente o cinto, sem qualquer horizonte. De maneira que já somos mais pobres que Malta, embora certamente com muito mais ricos. Ou, pelo menos, muito mais sinais de riqueza. Enquanto houver crédito à ostentação, a malta ralada!

 
At 9 de maio de 2007 às 14:53, Anonymous JER said...

O ministro da Economia deveria viajar para a China para informar os membros do PC Chinês com quem jantou quando lá esteve de que os salários são ainda mais baixos do que aqueles que elogiou na ocasião.

 
At 11 de maio de 2007 às 21:42, Anonymous JUM said...

Defender mais investimento em alternativa a impostos como o faz o responsável pela economia da bancada do PS é uma mentira para papalvos, os impostos são cobrados pelo Estado e como se sabe os grandes aumentos de impostos decididos pelo Governo foram complementados por uma quebra dos investimentos públicos. O deputado sabe muito bem que para aumentar os investimentos ou o Governo despedia funcionários públicos sem qualquer indemnização ou voltaria a aumentar os impostos.

É evidente que o deputado começa a precisar de argumentos e se conseguisse aumentar os investimentos estaria mais seguro quanto aos resultados das próximas legislativa, mas obrigar os portugueses a suportar a actual carga fiscal só para que o Estado tenha maior margem de manobra para poder fazer obra a tempo de inaugurar antes das eleições é um oportunismo tão perverso como o praticado por Alberto João.

Alberto João tem sucesso à custa das transferências financeiras do continente e Vítor Martins quer igualar a performance do Alberto João à custa dos impostos elevados que os portugueses pagam. Alguém de veria explicar que a economia portuguesa carece de mais investimento, mas de investimento privado decidido por critérios económicos e não de investimentos públicos decididos em função das estratégias e desejos mesquinhos do aparelho partidário do PS.

 
At 11 de maio de 2007 às 21:44, Anonymous JUM said...

O Governo aprovou hoje uma cativação adicional de dez por cento da verba inscrita no Orçamento do Estado de 2007 para aquisição de bens e serviços dos serviços integrados da administração pública e dos serviços e fundos autónomos.

A cativação significa que os serviços não podem dispor de uma verba que lhes foi atribuída no Orçamento do Estado.

Esta medida, que surge através de decreto-lei aprovado na reunião de hoje do Conselho de Ministros, é justificada com o reforço da garantia de que este ano o défice das administrações públicas baixará para 3,3 por cento do Produto Interno Bruto.»
In:Público

O curioso desta notícia está no facto de há dois dias atrás o ministro das Finanças ter criticado as previsões da Comissão. O certo é que algo está a correr mal pois teve que apertar ainda mais o cinto ao Estado para cumprir as metas definidas no orçamento. Isto é, acabou por dar razão ao comissário Joaquín Almunia.

Pergunte-se ao ministro se está a gastar demais ou a cobrar a menos.

 

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