segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

POR ESTE ANDAR OS PORTUGUESES...[ II Parte]

A Saúde encerra o ano fechando mais 5 urgências, 1 bloco de partos, 3 SAP.

Para pouca saúde mais vale nenhuma.


Faltará pouco para que ao ministro só lhe reste fechar o próprio Ministério.

O ministro, que ostenta em todas as sondagens o título incontestado de mais impopular membro do Governo, explicou que o fecho de estabelecimentos hospitalares é para o bem das populações.
Os portugueses, que são tendencialmente lorpas, ainda não tinham percebido.
Mas, felizmente, os lorpas dos portugueses escolheram um governo que lhes deu um ministro tão alumiado como o da Saúde para lhes abrir os olhos. Pois não se está mesmo a ver que a solução da saúde é fechar hospitais, como a da educação é encerrar escolas, como a do emprego é liquidar empresas?


E é assim que, para o bem das populações, o ministro meteu ombros à tarefa de desmantelar o Serviço Nacional de Saúde, bandeira de socialistas quiméricos e fora de prazo, reduzindo-o à expressão mais simples de enfermarias para indigentes.
De resto, quem quiser saúde que a pague e a Constituição da República que se dane mais as suas arengas sobre serviços e cuidados de saúde tendencialmente gratuitos.


A cruzada do ministro da Saúde, que atinge este pico empolgante no final do ano, tem sido pregada por uma alegada Comissão Técnica, sem nomes nem rostos, que mais não deve ser que um heterónimo do próprio ministro para as decisões mais impopulares.
De nada lhe serve porque os portugueses, para além de lorpas, são ingratos. De maneira que, sondagem após sondagem, o ministro lá vai caindo, caindo, caindo, caindo, caindo sempre, e sempre, ininterruptamente, nas profundezas da impopularidade.
Bem lhe importará.

No dia em que cair de vez, sobe.

J.P.G.

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12 Comments:

At 1 de janeiro de 2008 às 16:05, Anonymous Anónimo said...

Este filho da puta que se chama Correia de Campos, é mais um da corja que está acabar com todos os meios do S.N.S., paga pelos impostos de todos os portugueses.
Este filho da puta do Correia de Campos que fecha os SAP, as maternidades do interior, as urgências é o mesmo que deixa os hospitais públicos entregues a mãos de privadas nos quais os prejuizos de gestão são aos milhões, em que os administradores ganhão milhares para fazer um gestão de merda igual ao do filha da puta do Correia de Campos.

 
At 1 de janeiro de 2008 às 16:22, Anonymous Anónimo said...

Novo ano começa com a actualização das taxas moderadoras

As taxas moderadoras da saúde sofrem um aumento de 2,1% a partir de hoje, de acordo com a portaria ontem publicada em Diário da República. Nove meses depois de os valores serem actualizados e da introdução do pagamento das cirurgias em ambulatório e internamentos, os serviços de saúde voltam a aumentar de custo.

A cirurgia em ambulatório e o internamento, até então gratuitos, passaram a ser cobrados nas unidades do Serviço Nacional de Saúde.
Na mesma altura, consultas, exames de diagnóstico e todos os outros cuidados assistenciais sofreram uma actualização de 2,3%.

A partir de amanhã, as taxas moderadoras aumentam 2,1%, valor calculado em função da inflação prevista, justifica o Ministério da Saúde.

Assim, uma consulta passa a custar 2,15, 2,9 ou 4,4 euros, dependendo de ser realizada no centro de saúde, hospital distrital ou hospital central.
Da mesma forma, o recurso à urgência é cobrado de forma diferenciada conforme o tipo de unidade de saúde 3,6, 8,2 e 9,2 euros, respectivamente.

A diária de internamento (até dez dias) passa a custar 5,1 euros (mais dez cêntimos do que no ano passado) e uma cirurgia em ambulatório 10,2 euros (eram dez).

No que respeita a exames de diagnóstico, a taxa de um electrocardiograma simples é um euro, de uma radiografia é 1,7 euros e de uma densitometria óssea é de 5,4 euros.
Uma tomografia computorizada será cobrada a 8,1 euros, um electroencefalograma a 6,7, uma ressonância magnética a 20,5 e um exame vascular a 16,2.

 
At 1 de janeiro de 2008 às 16:45, Anonymous L.C. said...

Bebé nasce na auto-estrada, Sócrates e Correia de Campos padrinhos?

Uma mulher deu hoje à luz uma menina numa ambulância à entrada da auto-estrada Figueira da Foz-Coimbra, a caminho da maternidade Bissaya-Barreto, em Coimbra, disse fonte dos bombeiros da Tocha, citada pela Lusa.

A grávida seguia da povoação de Arazede (Montemor-o-Velho) para aquela maternidade, mas o bebé nasceu cerca das 19:30 dentro da ambulância, assistida no local por uma equipa do INEM.

O primeiro destino seria o bloco de partos do Hospital da Figueira da Foz, no entanto, como esta valência fechou há um ano, a grávida foi transportada para Coimbra.

Segundo o movimento de cidadãos «Nascer na Figueira», depois do encerramento do bloco de partos na Figueira da Foz, ocorreram sete nascimentos fora das maternidades, três em plena auto-estrada para Coimbra, aos quais se junta o de hoje e que por poucas horas não seria um dos primeiros bebés de 2008/ Portugal Diário

 
At 1 de janeiro de 2008 às 16:49, Anonymous L. said...

É quase imoral e hipócrita fazer votos de bom ano quando é muito claro que no próximo ano tudo será pior graças à corja que está instalada no poder deste miserável rectângulo.

Vai haver mais desemprego, mais miséria, menos assistência na saúde, mais mortos na estrada, mais crime, mais corrupção, menos liberdade...

A única maneira de conseguir com que 2008 seja um ano melhor depende dos cidadãos e do combate - activo e radical - que fizerem à escumalha engravatada que proporciona este estado de coisas.

Por isso, 2008 só será um bom ano se houver luta.
A sério, com danos e consequências. já basta de brandos costumes!

 
At 3 de janeiro de 2008 às 13:33, Anonymous J.G. said...

O dr. Correia de Campos, a extravagância que continua a gerir a saúde no governo de Sócrates, desdobrou-se ontem em entrevistas. O "mote" foi dado pelo presidente da República e Campos, moído e acossado, veio a público defender-se e defender a sua errática "política" de saúde. A uma rádio chegou a dizer que, não fossem as contingências, seria seguramente um dos melhores ministros da saúde do mundo. Sócrates, esse obscuro animal feroz, permitiu a exposição humilhante do seu ministro como quem diz "agora amanha-te". Faça daqui em diante o que fizer - e, cada vez que faz alguma coisa, há um "levantamento" popular -, Correia de Campos passou para o lado da sombra. Está a mais e assim permanecerá até ao dia em que, benevolentemente, Sócrates decidir removê-lo. Campos demonstrou, afinal, que ainda gosta do que vê no espelho o que prova a necessidade urgente de uma consulta de oftalmologia.

 
At 3 de janeiro de 2008 às 21:24, Anonymous Osvaldo Lucas said...

JG
Fiquei sem saber se acha que as explicações e os números indicados por Correia de Campos são satisfatórios(as).

À maioria dos participantes:
Será que os impostos que pagamos são para o SNS ou para ter uma equipa médica a dormir durante +- 8horas de "Atendimento permanente" nocturno?
"Esta concentração de serviços visa, (...)à substituição de SAP (Serviço de Atendimento Permanente) nocturnos, praticamente sem afluência de utentes do SNS, por consultas programadas ao longo do todo o dia." in http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MS/Comunicacao/Intervencoes/20070627_MS_Int_Gestao_Saude.htm

 
At 3 de janeiro de 2008 às 22:54, Anonymous K. said...

Correia de Campos veio dar a mão à palmatória e reconhecer a culpa nas críticas que o Sr. Silva lhe fez; dificuldade de explicar as medidas. O Sr. Silva não criticou, nem as medidas nem a politica, só a falta de discurso que convença as pessoas e evite protestos e manifestações a que não podem rotular de comunistas. Propaganda, a propaganda está a ser mal feita, que ainda não conseguiram convencer as pessoas que aquilo que querem é exactamente aquilo que não querem. Coitado do Campos, o Sr. Silva devia saber que isso é tarefa complicada. Todos nós gostamos de saber que há ajuda por perto. Antes, era o velho médico de família a quem se telefonava em caso necessidade, agora as Urgências, aquele local onde está alguém que pode ajudar. Até pode não ter todos os meios de um grande hospital, mas têm lá um médico e algum equipamento de saúde. Pode ajudar e se necessário garantir condições para transferir o doente para um hospital mais bem equipado. Como convencer as pessoas que, o desaparecer daquele elo na sua cadeia de segurança, que os apoia em momentos de aflição, pode ser uma coisa boa. Difícil.
Também difícil de entender é a afirmação do Ministro de que as urgências, agora encerradas, não estão devidamente equipadas e que por isso o seu encerramento é bom para as populações. O melhor para as populações não seria equiparem devidamente essas emergências? Parece-me que sim.
Só mais uma coisinha. «Foi provavelmente a ministra mais impopular de Cavaco Silva e hoje toda a gente reconhece que Leonor Beleza foi uma grande ministra da Saúde», afirmou Correia de Campos à laia de justificação. Foi tão boa, tão boa, sobretudo para os hemofílicos, que nem quero pensar o estado em que estaria hoje o nosso sistema de saúde, se ela não tivesse existido. E como estará depois de ele se ir embora? De fazer inveja a qualquer nórdico, disso estou certo.

 
At 3 de janeiro de 2008 às 22:58, Anonymous João Manuel Silva Martins Patrão said...

O senhor Osvaldo Lucas vive cá no Alentejo?
O senhor Osvaldo Lucas é rico e têm dinheiro para ir aos serviços privados?
O senhor Osvaldo Lucas se vivesse numa zona raiana gostava de ver o seu filho ser parido no estrangeiro?

 
At 3 de janeiro de 2008 às 23:30, Anonymous L. said...

Um sítio onde um ministro ou qualquer outro ilustre não morre nas urgências de um hospital, mas onde uma cidadã morre depois de esperar 4 horas sem ter sido atendida...
E onde ninguém vai ser responsabilizado pela insuficiência de meios materiais e/ou humanos...
ou um sítio onde o polícia-mor fuma (e faz muito bem) em local proíbido, interpretando a lei à sua maneira e que apesar do lugar que ocupa exigir isenção e imparcialidade, se permite ser "convidado" (a entrada custava € 500) da casa..

 
At 3 de janeiro de 2008 às 23:31, Anonymous L. said...

Um sítio onde um ministro ou qualquer outro ilustre não morre nas urgências de um hospital, mas onde uma cidadã morre depois de esperar 4 horas sem ter sido atendida...
E onde ninguém vai ser responsabilizado pela insuficiência de meios materiais e/ou humanos...
ou um sítio onde o polícia-mor fuma (e faz muito bem) em local proíbido, interpretando a lei à sua maneira e que apesar do lugar que ocupa exigir isenção e imparcialidade, se permite ser "convidado" (a entrada custava € 500) da casa..

 
At 4 de janeiro de 2008 às 19:34, Anonymous M. said...

«É para o bem das populações»
A24 foi hoje cortada entre Vila Real e Vila Pouca de Aguiar devido ao gelo.
Como foi recentemente encerrado o SAP de Vila Pouca de Aguiar deveria o senhor Ministro da Saúde explicar aos portugueses como tenciona, nestas situações, transportar os doentes ou explicar melhor como é que o fecho das urgências «é para o bem das populações».

 
At 4 de janeiro de 2008 às 19:35, Anonymous Um Médico Português said...

E para que estudei eu o esterno-cleido-mastóideu?
Sabe o sr. das 17:28 que os médicos portugueses têm uma preparação semelhante à dos americanos e alemães? Os livros, as aulas práticas, o acompanhamento pelos monitores e assistentes e o marranço, sim, essas infindáveis noites e directas de estudo, com um ou outro devaneio que um homem não é de ferro, embora com outros métodos, são iguais aos melhores? Se os neurónios forem de boa qualidade aí temos nós óptimos profissionais. Até porque o espírito português dá-se bem com a arte médica.
Acontece que a grande porca burocrática tem que ir meter o nariz na boa prática. Atente-se na entrada de um Centro de Saúde. Parece uma quermesse. Setas, bolas, rectângulos de todas as cores. Uma delícia para as crianças e os " avançados" mentais que tantas vezes dirigem estas unidades de saúde. 1º andar - planeamento familiar e aconselhamento de como se faz um menino. 2ºandar - Interrupção Voluntária da Gravidez. Direita: aconselhamento psicológico. Esquerda: apoio familiar. Suba as escadas e terá vacinações, nutricionismo e vegetarianismo para a esquerda. Para a direita o bar que só serve o pessoal do Centro. Suba o lance de escadas e vire à esquerda: sala dos utentes (não se diz doentes!) que estão invariavelmente à espera de uma voz vinda de um altifalante que berra um número. O utente é um número! Não se esqueçam, é só isso. Mais um número para mostrar a Bruxelas. 3º andar: cocó e chichi. Para as meninas, meninos, homens, mulheres, deficientes. Também o inevitável mictório reservado ao pessoal. Estamos no 4º andar. É o mais pequeno. Parecem e são por vezes águas-furtadas. É o mais pequeno. Já me esquecia. Aí estão os médicos, quando estão. Quando não estão de baixa, não foram para um congresso, não foram visitar a prima... Pode o cidadão ter por acaso a sorte de estar um. Que o atenda. Que o ouça. Que lhe palpe o fígado e vesícula. Que lhe atente nas suas hemorróidas. Que lhe faça um exame neurológico. Que o trate como uma pessoa portadora de doença e de ser humano necessitado de ajuda. Que FALE consigo! Pode acontecer...
Mas todos estes médicos estão presos em infindas cadeias de papelada, de uma rede de informação médica. São pagos mal. Tudo isto é uma pelintrice, um non-sense, uma estupidez. Há televisões espalhadas por todo o Centro, altifalantes e as inevitáveis setas e sétinhas. Como as de S. Sebastião. O médico começa a desinteressar-se, a baldar-se, quase a odiar as fichas que a sua secretária lhe atira para cima da secretária. Ou que se atira para cima da secretária (?). O médico, neste ambiente está tão ou mais doente que os utentes/doentes. Talvez 10% do tempo útil destes caravanserás sejam dedicados a praticar Medicina. Os restantes são um tirar ficha, fecha braguilha, senta-levanta. Olhe que esqueceu o P1. Então pai quando é que o Dr. lhe marcou a consulta para o Urologista em Lisboa por causa da próstata e de andar a mijar às pinguinhas? Marcou para 31 de Setembro. Bom médico. Não te esqueças de entregar os chocolates à senhora do guichet. Agora filho, vamos embora que tenho o carro estacionado numa zona reservada e apanho multa. Mas paizinho, não vê que está todo mijado? O que é que importa se me vão ver a próstata em Setembro e para mais em Lisboa? E ficamos felizes. E vamos morrendo alegremente. Hi, diz o filho como esta gaja é boa. E, o pai, olha pelo canto do olho e lá vai mais uma mijadela. Enquanto esperam o elevador dos utentes. Não esquecer para desfrutar de tudo isto, que tem que pagar a taxa moderadora. Nunca esqueça a senhazinha! Pague a taxa, mesmo que esteja todo mijado.

A propósito quem é o sr. Correia de Campos de que para aí se tem falado tanto nos últimos dias? Se calhar algum que se esqueceu de pagar os 5 euros da espórtula. Não esqueça a sua senha. Depois pode ir morrendo alegremente. A Segurança Social agradece. E o orçamento. Vá ao seu Centro de Saúde mais próximo! Trate-se! São os próximos outdoors que já vejo espalhado pelas esquinas, substituindo os da rapariga do gás. E para que estudei eu o esterno-cleido-mastóideu?

 

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