segunda-feira, 14 de abril de 2008

A VER PASSAR OS AVIÕES!

Covilhã: Aleia vai montar avião até agora vendido em kit e jactos portugueses em 2011


Covilhã, Castelo Branco, 14 Abr (Lusa) - A fábrica da empresa aeronáutica Aleia a construir na Covilhã vai começar por montar um avião ultraligeiro que até agora era vendido em kit (peça a peça) e que hoje foi apresentado no aeródromo da cidade.

Até agora, a falta de uma norma europeia deixava a responsabilidade da montagem do modelo MCR-4S da Dyn'Aero (empresa participada da Aleia), fabricado em Ponte de Sor, a cargo dos seus proprietários.

Essa norma [com a designação NPA21] foi entretanto publicada. Agora vamos pedir a certificação do avião e instalar uma linha de montagem na Covilhã, que deverá começar a produção em Junho de 2009, explicou o presidente da empresa, Jean Quiquempoix.

O MCR-4S é um avião de quatro lugares equipado com motor a hélice de 100 cavalos, com uma carga máxima de descolagem de 750 quilos e com preços a partir de 110 mil euros, consoante as configurações.

A produção deverá alcançar as 250 centenas de ultra-ligeiros por ano no prazo máximo de 18 meses, com um volume de negócios a rondar os 32 milhões de euros.

Isto é apenas o início, realçou aquele responsável. A partir de 2011 está prevista a produção de aviões a jacto, integralmente concebidos, construídos e montados na Covilhã, acrescentou.

Nessa altura, o investimento na fábrica da Covilhã pode chegar aos 10 milhões de euros e criar 100 empregos. O primeiro protótipo pode estar no ar já em 2010.

A Aleia vai funcionar num edifício semelhante a um hangar industrial junto ao aeródromo da Covilhã, cuja ocupação foi hoje protocolada entre Jean Quiquempoix e o presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto.

Terá inicialmente 2.000 metros quadrados e irá crescendo à medida do projecto até aos 10.000 metros quadrados, nos primeiros cinco anos.

Carlos Pinto, autarca da Covilhã, acredita que este pode ser um impulso decisivo para criar um cluster ligado à aeronáutica na Covilhã.

Merece ser acarinhado por nós e pelo Governo para que possa dar origem a algo de novo, realçou.

A Aleia vai trabalhar em colaboração com a Universidade da Beira Interior (UBI), para realização de trabalhos de engenharia e captação de finalistas do único curso de aeronáutica do ensino superior público português.

Cerca de 90 por cento da investigação e desenvolvimento em Portugal passa pelas universidades e, além do mais, há muito que apostávamos nesta área. Por isso, esta ligação é uma ligação natural, destacou o reitor da UBI, Santos Silva.

A empresa Aleia nasce da junção de esforços da da Dyn'Aéro, sociedade francesa que concebe aviões ligeiros e que já está presente em Portugal (Ponte de Sor), e da a Equip'Aéro, uma empresa francesa de equipamentos aeronáuticos com sede em Toulouse.

Do lado português, estão incluídas a Spinworks, gabinete português de estudos aeronáuticos sediado em Lisboa, e a Plasdan, empresa portuguesa ligada à indústria de moldes na Marinha Grande.

LFO.

Lusa

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13 Comments:

At 15 de abril de 2008 às 09:55, Anonymous Anónimo said...

Belo trabalho do Executivo socialista, é assim que capta investimento e cria empregos

 
At 15 de abril de 2008 às 11:33, Anonymous Anónimo said...

Aleia pretende construir aviões a jacto na Covilhã a partir de 2011

Prevista uma colaboração científica estreita com a Universidade da Beira Interior


A empresa aeronáutica Aleia pretende instalar na Covilhã, até 2011, uma unidade industrial capaz de produzir aviões ultraligeiros mas também aviões a jacto, integralmente concebidos, construídos e montados na Cova da Beira. O investimento da empresa, com capitais portugueses e franceses, poderá ascender a 10 milhões de euros e criar cerca de 100 postos de trabalho em cinco anos.
O primeiro passo para a concretização do investimento foi dado ontem na Covilhã, com a assinatura de um protocolo entre a autarquia e a empresa que prevê a cedência de cerca de 2 mil metros de terrenos do aeródromo da cidade para a instalação do primeiro hangar industrial. Esta unidade, que deverá estar activa dentro de um ano, vai funcionar como uma linha de montagem de aviões ultraligeiros que já são vendidos pela Aleia mas em kit, ou seja, peça a peça.
Foi voando sobre a Covilhã que o secretário de Estado da Indústria e Inovação, Castro Guerra, "baptizou" este ultraligeiro - o MCR-4S, com capacidade para quatro passageiros - e manifestou apoio ao projecto, admitindo a hipótese de o investimento vir a ser reconhecido com o estatuto de Projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN) (ver caixa).
A expectativa da Aleia - que surgiu da junção das empresas francesas Dyn"Aéro e Equip"Aéro e das portuguesas Spinworks (gabinete de estudos aeronáuticos) e Plasdan (indústria de moldes da Marinha Grande) - é de que a fábrica consiga produzir cerca de 250 ultraligeiros por ano, o que significaria, de acordo com a empresa, um volume de negócios próximo dos 32 milhões de euros. Estes aviões, que terão um custo aproximado de 110 mil euros, são utilizados sobretudo para lazer e pequenas deslocações profissionais, em percursos que não excedam os 2 mil quilómetros. O projecto apresentado ontem pela empresa prevê uma colaboração muito estreita com a Universidade da Beira Interior (UBI), tanto no desenvolvimento de trabalhos de engenharia como na captação de finalistas do curso de Engenharia Aeronáutica, um dos poucos no ensino público português.
"Escolhemos a Covilhã pela qualidade das pessoas. Encontrei uma universidade muito boa e muito bem equipada na área da aeronáutica, encontrei solidariedade e vontade junto de todos os parceiros. Reunimos todas as condições para levar a cabo o projecto", justificou ontem Jean Quiquempoix, o presidente da Aleia.
A partir de 2011 está prevista a produção de aviões a jacto que, ao contrário dos modelos ultraligeiros, vão ser integralmente produzidos na Covilhã. Será na produção destes aviões a jacto, que vão incorporar nova tecnologia portuguesa, que a colaboração da UBI será mais intensa. "Vamos disponibilizar os nossos laboratórios nas áreas da engenharia electromecânica e aeronáutica para, juntamente com a empresa, colocarmos o nome da Covilhã nestes aviões", declarou Manuel dos Santos Silva, reitor da UBI.
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A companhia estima uma facturação de 32 milhões de euros, se conseguir construir 250 ultraligeiros
por ano
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A companhia estima uma facturação de 32 milhões de euros se conseguir construir 250 ultraligeiros por ano

André Jegundo
No:PÚBLICO

 
At 15 de abril de 2008 às 11:33, Anonymous Anónimo said...

Projecto pode ter classificação PIN

15.04.2008




O secretário da Indústria e Inovação, Castro Guerra, admitiu que o fabrico de aviões na Covilhã possa vir a ser classificado como um projecto de potencial interesse nacional (PIN). "Os PIN têm regras e valores associados e ainda não conheço os montantes neste caso. Temos de apreciar em concreto. Mas do ponto de vista da dimensão qualitativa, deve sê-lo", referiu.
Castro Guerra falava no aeródromo da Covilhã, no final de um encontro com diversas entidades, nomeadamente com Jean Quiquempoix, presidente da empresa aeronáutica Aleia, que ali vai instalar uma fábrica de aviões.
"Vai ser um projecto com novos modelos, com tecnologia feita em Portugal", realçou Castro Guerra. "E, desde que se conjuguem os técnicos, a universidade e os financeiros, teremos muito prazer em apoiar o projecto com os instrumentos de financiamento de que dispomos", garantiu o secretário da Indústria e Inovação.
Segundo Castro Guerra, o envolvimento que existe entre a UBI, a Aleia, a Câmara da Covilhã e investidores privados já sinalizados mostra que o projecto está a "arrancar bem, sem ambiguidades" e que poderá avançar também com uma candidatura ao QREN.

No:PÚBLICO

 
At 15 de abril de 2008 às 11:36, Anonymous Anónimo said...

O executivo da Covilhã é do PPD/PSD.

 
At 15 de abril de 2008 às 11:48, Anonymous Teresa Maria Gonçalves said...

Algo vai mal no concelho da Ponte de Sor!
O dr. João Pinto não tinha construído o campo de aviação da Água de Todo Ano, para servir a empresa de construção de aviões em peças?
Afinal a empresa de aviões em peças vai assentar bases na Covilhã, porque este municipio da Beira Baixa ofereceu melhores condições!
O dr. João Pinto em apenas um mês, vai averbando derrotas atraz de derrotas, vê as empresas instaladas no concelho da Ponte de Sor abalar para outras terras e outras gentes.
E nós "a ver passar os aviões" para outros campos de avição...

 
At 15 de abril de 2008 às 12:00, Anonymous Anónimo said...

100 empregos
Projecto de fábrica de aviões na Covilhã apresentado ontem na Covilhã.
A empresa de aeronáutica Aleia apresentou ontem segunda-feira o projecto de uma fábrica de aviões na Covilhã, investimento que pode chegar aos 10 milhões de euros e criar 100 empregos até 2011.
Mais 100 Postos de Trabalho que se foram.
Porque terá sido?

 
At 15 de abril de 2008 às 13:20, Anonymous Anónimo said...

o executivo socialista é o de ponte de sor

 
At 15 de abril de 2008 às 13:58, Anonymous Anónimo said...

Os 100 postos de trabalho voaram para a Covilhã pela incompetência, pelas promessas nunca cumpridas, do Pinto e dos seus camaradas iguais a ele.

 
At 15 de abril de 2008 às 20:47, Anonymous Anónimo said...

Digam-me só uma coisa: Saiu alguma norma comunitária que impossibilita a montagem dos avioes pelo proprio dono do aviao? Foi isso que percebi? entao quer dizer que aquela merda toda com fabrica de avioes em Ponte de Sor vai de cona?

 
At 15 de abril de 2008 às 20:47, Anonymous Anónimo said...

Digam-me só uma coisa: Saiu alguma norma comunitária que impossibilita a montagem dos avioes pelo proprio dono do aviao? Foi isso que percebi? entao quer dizer que aquela merda toda com fabrica de avioes em Ponte de Sor vai de cona?

 
At 15 de abril de 2008 às 22:49, Anonymous Anónimo said...

Este tipo de industria aeronautica (ligeira) muitas vezes não passa do projecto.

Pois é um sector onde todos os dias aparecem novas máquinas que deixam muito rápidamente as demais para trás.

Tem uma forte concorrencia de países de leste como por exemplo Republica Checa e outros.

Esta ideia de termos uma industria aeronautica, não passa de areia para os olhos do pagode, para manter este entretido.

Senhores politicos, tenham vergonha e deixem de gozar com este triste povo.

Exemplo de projectos falhados:

Cidade do Cinema em Cascais
Fábrica de aviões em Évora

 
At 16 de abril de 2008 às 02:10, Anonymous Anónimo said...

e agora como é que fica o aval que a câmara deu à empresa (sim a câmara é fiadora), com garantia bancária para montar o projecto, comprar o terreno, e construir a fábrica?

Façam uma coisa: metam o pinto dentro de uma aeronave e leven-no para bem longe!

 
At 12 de outubro de 2011 às 21:29, Anonymous Anónimo said...

Tanta treta...afinal o que resta de tantas promessas...será que uns quantos se GOVERNARAM? Ponte de Sor está fechado, mesmo o aérodromo está sem ninguém tudo fechado tudo ás moscas e com uma pista daquelas...magnifica que deve ter custado uns milhões...e a Covilhã? Deve ser o mesmo...um dia destes passei por lá de avião e os Bombeiros andavam a jogar á bola...aviões nadaaaaaaaaa...nem aterrei...porque a pista tinha sofrido algo que me pareceu uma inundação.....

 

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