quinta-feira, 30 de outubro de 2008

TINTIN DO JOSÉ SÓCRATES

Não chega a corridinha no primeiro calcetão disponível.
Não basta fechar a Praça Vermelha para satisfazer o ego.
Não.
Sócrates também é o novo homem da Regisconta, agora transformada no moderno Magalhães.
De tão contente que estava na cimeira ibero-americana de El Salvador, Sócrates, que não tem graça nenhuma, fez uma gracinha.
O que é que ele disse?
Não há um computador mais ibero-americano do que este, desde logo porque se chama Magalhães – e não há nome mais ibero-americano do que Magalhães.
Para além disso, foi pensado para as crianças e por isso é resistente ao choque. O Presidente [Hugo] Chávez já o atirou ao chão e não o conseguiu partir.
Todavia, o nosso sublime timoneiro ainda foi mais longe depois de comparar Chávez a uma criança com instintos simiescos.
Apresentou o Magalhães como «o primeiro grande computador ibero-americano», uma espécie de Tintim: para ser usado desde os sete aos 77 anos.


Desta nem a dupla Pino/Lino se lembraria.
A criatura levou vinte e dois exemplares do fantástico Magalhães para oferecer aos colegas da latinidade tropical e ibérica.
A cimeira é ibero-americana, bimbo-americana ou uma mistura das duas?
Nunca a toponímia foi tão adequada.


J.G.

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10 Comments:

At 30 de outubro de 2008 às 21:23, Anonymous Anónimo said...

Qualquer dia é o Bugalheira que anda a vender os Magalhães nas suas visitas de turismo aos estrangeiro.

 
At 30 de outubro de 2008 às 21:31, Anonymous Anónimo said...

Não, o Pinto Bugalheira como é um maior vendedor de banha da cobra que o Sócrates, faz o seguinte, oferece lixo aos pretos.
Eu explico melhor:
- O município tem carrinhas velhas, finge que as manda arranjar à oficina do pai da corrupta da D.Adelaide (maluca) este factura a reparação sem a fazer, o município paga, os pretos recebem a carrinha, que no fim de 1 mês já não funciona, o pai da D.Adelaide recebe o graveto, que depois dá ao Pinto Bugalheira...

 
At 30 de outubro de 2008 às 21:38, Anonymous P.G. said...

Cimeira ibero-americana vira «momento de promoção» do Magalhães

Sócrates usou a sua primeira intervenção para promover o computador para crianças.
(…)
Durante mais de cinco minutos, Sócrates apresentou o Magalhães como sendo «o primeiro grande computador ibero-americano», dizendo mesmo que é uma «espécie de Tintim: para ser usado desde os sete aos 77 anos».

«Não há um computador mais ibero-americano do que este, desde logo porque se chama Magalhães ¿ e não há nome mais ibero-americano do que Magalhães», disse, acrescentando que todos os seus assessores usam diariamente o Magalhães para o seu trabalho.

Sócrates oferece Magalhães a chefes de Estado

«Não precisam de mais nada», reforçou, acrescentando que o Magalhães é um «computador de última geração», dotado de um processador da Intel, construído em Portugal e que está a ser distribuído nas escolas do ensino básico em Portugal.

«Foi pensado para as crianças e por isso é resistente ao choque. O Presidente Chávez já o atirou ao chão e não o conseguiu partir», disse Sócrates, arrancando sorrisos dos Chefes de Estado e do Governo.

Isto é ridículo, demasiado ridículo, mas verdade se diga que esta cimeira é sempre marcada por episódios caricatos deste tipo, onde o terceiro-mundismo está sempre a espreitar sob a fina camada de verniz pseudo-modernaço.

Não havendo Fidel… e já tendo Chávez tido os seus momentos de glória… resta-nos o nosso engenheiro.

Entretanto, ficamos finalmente a perceber porque José Sócrates pareceu tão mal assesorado em matéria de Educação na última entrevista ao DN.

 
At 30 de outubro de 2008 às 21:42, Anonymous Anónimo said...

o que fez Magalhães (Fernando) por este nosso Portugal?

- o ter nascido cá?

- isso também eu

 
At 31 de outubro de 2008 às 00:02, Anonymous Anónimo said...

É verdade, ouvi o discurso e não queria acreditar no que o eng. disse parecia um verdadeiro vendedor de feira ambulante, a tombola das panelas, comprem comprem que é sempre a ganhar, até pode pisar que nunca parte. Deve ter um mau conselheiro de imagem.

 
At 31 de outubro de 2008 às 19:24, Anonymous Anónimo said...

Então mas isso dessas negociatas:Pintos Bugalheiras/Malucos e Maluquinhas ainda não acabou??? e que é que o Tonto do Bugalheira apanha mais da Maluquinha??
Nunca tu pensaste que alguma vez apanhavas mais alguma coisa a não ser da mal feita de Poiares...
Estás feito num herói..

 
At 31 de outubro de 2008 às 21:56, Anonymous Francisco said...

A D. Adelaide é a especialista em maroscas a mando do Bugalheira ela e o D. Normando.
Basta ver o que aconteceu com o concurso de contratação do ROC (revisor oficial de contas) para o município.
A D. Adelaide e D. Normando contactadas pelo pensionista D. João da Pensão, fazem um concurso à maneira para ele ser o ROC que ganha o concurso. Este indica por e-mail quem devem convidar e eles convidam, ele o D. João da Pensão ganha o concurso. Isto tudo se passa com conhecimento e a mando do Bugalheira. Mas como estes filhos da puta são paus mandados do Bugalheira, está tudo bem. Numa verdadeira democracia estes senhores já tinham sido expulsos da Administração Pública, por corrupção e gestão danosa.

 
At 31 de outubro de 2008 às 22:02, Anonymous Anónimo said...

mas afinal quem é a mal feita de poiares???? vá já que falaram no assunto.....quem tem coragem de falar???

 
At 31 de outubro de 2008 às 22:24, Anonymous Anónimo said...

É a besta da mulher do Bugalheira mais novo.

 
At 1 de novembro de 2008 às 21:03, Anonymous Alfredo Barroso said...

Sinto-me envergonhado ao ver o primeiro-ministro do meu país a desempenhar o papel de vendedor de banha da cobra numa cimeira de chefes de Estado e de Governo. De cada vez que a cena passa na televisão, sinto vontade de me enfiar num buraco. A cena revela falta de sentido de Estado, falta de bom senso e falta de vergonha. Não é verdade que – como ele diz – o computador «Magalhães» seja um produto genuinamente português e, ainda menos, ibero-americano. Mas, mesmo que o fosse, um mínimo de pudor deveria ter impedido o primeiro-ministro de vestir a pele de um vulgar promotor de vendas de um produto comercial que está bem longe da excelência. Para o engenheiro José Sócrates, a ausência de oposição à altura e de alternativa credível, em Portugal, convenceu-o de que tudo lhe é permitido aquém e além-mar – por cá, na Europa e na América Latina – sem medo de que o ridículo dê cabo dele.

 

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