PONTE DO SOR
PONTE DO SOR, UM ESPAÇO DE LIBERDADE BANHADO PELO RIO SOR
sábado, 7 de março de 2009
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
PONTE DE SOR - MAGALHÃES COM OBRAS!

Tem sido um corre , corre para fazer os preparativos.
Até um alpendre que ameaçava cair em cima das crianças está a ser reparado porque os ditos cujos parecem estar para aparecer.
A pressa era tanta que foi enviado um elemento da Equipa de Apoio às Escolas do Alentejo Norte, (ex. CAE do Alto Alentejo) para inserir os dados dos alunos nos computadores, enquanto nas restantes escolas do concelho de Ponte de Sor, tem que ser cada professor a fazê-lo.
E.E.

Antero
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sábado, 1 de novembro de 2008
TINTIN RESPONDE A JOSÉ SÓCRATES
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Etiquetas: Cimeira Ibério-Americana, José Sócrates, Magalhães, Partido Socialista, Tintin, Vendedor de Banha da Cobra
A DEGRADAÇÃO DA POLÍTICA EXTERNA PORTUGUESA
Eu imagino o ar entalado do ministro dos Negócios Estrangeiros, um homem civilizado e capaz, moderado e diplomata, no bom sentido da palavra, ao ver o que se estava a passar, ao ver o seu primeiro-ministro a fazer de vendedor de cobertores como se estivesse numa feira manhosa, promovendo o verdadeiro computador ibero-americano.
Sócrates, na pele de vendedor de uma empresa privada, a JP Sá Couto, que produz em regime de monopólio um computador que o Estado português compra, sem concurso público, em condições mal explicadas e mal esclarecidas, deu mais um passo num processo bizarro de envolvimento do Estado português como caixeiro-viajante de uma só empresa portuguesa. Imagino o que dirão as outras empresas do mesmo ramo, esmagadas perante esta competição desigual.
eles vendem o Boeing, o Airbus, a Nokia, e nós, o Classmate da Intel.
Ninguém está obviamente contra a chamada diplomacia económica, nem ela em si rebaixa ninguém. Os americanos vendem a Boeing, os finlandeses a Nokia e os franceses o Airbus, os franceses aliás vendem até muito mais do que o Airbus, a julgar pelas armas que Saddam tinha, já o embargo internacional ao Iraque estava em vigor. Mas o caso do Magalhães está a transformar-se numa estranha promiscuidade entre uma empresa privada, na qual o Estado português formalmente não tem qualquer interesse, nem escolheu por qualquer concurso público (o mito urbano é que foram as operadoras de comunicação que decidiram tudo sobre o Magalhães, que apenas depois foi colocado no sapatinho do primeiro-ministro para ele fazer propaganda), e que acaba por se tornar central na política de vendas do Estado português. A JP Sá Couto não trabalha de graça, como é óbvio, e beneficia exponencialmente de ter a diplomacia portuguesa e o primeiro-ministro a vender os seus produtos e a aumentar os seus lucros.
Mas a história só piora cada dia. Ela está a degradar cada vez mais a nossa política externa, com momentos ridículos, pasto dos Gatos Fedorentos, tanto mais que se passam numa cimeira internacional. É penoso ver Sócrates a dar computadores, numa extensão do e-escolinhas, aos chefes de Estado ibero-americanos, perante o sorriso irónico da maioria dos chefes de Estado, que, ou aproveitavam a descontracção para ir ver o correio íntimo ou o site dos jornais da oposição dos seus países (quando ainda sobrevive a oposição), ou o puro desinteresse daqueles que não estão ali para ouvir aquelas brincadeiras um pouco inconvenientes. Sócrates nem sequer se apercebe, que, quando diz que o computador é resistente aos líquidos, pela cabeça daqueles adultos empedernidos, os líquidos que se imaginam não são propriamente nem água, nem leite, nem iogurte.
Mais. Sócrates obviamente nunca faria uma cena daquelas num conselho europeu, e nessa diferença está a rebaixar os seus anfitriões, como se estivesse ali a fazer de sr. Oliveira da Figueira, a trocar umas contas de vidro por ouro entre os tuaregues do deserto. Sócrates falava para os índios. E os brancos na reunião, como Zapatero, estavam noutra. Um desses índios, explicou ele, uma criança grande chamada Chávez, uma criança descuidada e desajeitada, até tinha atirado o Magalhães ao chão para lhe gabar a resistência. E nem sequer passava pelo óraculo da televisão a mensagem de Não tentem repetir isto em casa. Gostava de ver as criancinhas, perante o olhar horrorizado dos pais, a atirar o Magalhães contra as paredes. Experimentem e mandem a conta a Chávez e a Sócrates.
"que não precisam de outro computador" a não ser o "Magalhães"
Eu tinha vergonha de lá estar e ouvir um primeiro-ministro de Portugal a dizer que os seus assessores não precisavam de outro computador para trabalhar a não ser o Magalhães, concebido para as crianças do ensino básico, o que implica que devem passar o dia a soletrar a tabuada com carneirinhos e florzinhas a voar no ecrã. Deve ter sido assim que foi feito o Orçamento pelos assessores, a jogar ao peixinho no Magalhães, até que uma mão invisível saindo da sombra, certamente com um Dell ou um Sony Vayo ou um MacBook Air ou um qualquer computador muito a sério, lá escreveu a anónima alteração da lei do financiamento partidário. Essa não foi feita de certeza num "Magalhães". É que, se fosse verdade que os seus pobres assessores tivessem de laborar nos seus gabinetes de Magalhães à frente, o que obviamente não é verdade, isso diria muito sobre o infantilismo de toda esta conversa.
Não é só que não haja paciência, não há outra coisa, não há a noção de que a nossa política externa não pode estar reduzida a uma imitação europeia de Chávez. Sim, porque não é Chávez que imita Sócrates, é Sócrates que anda a imitar Chávez, e o original é muito melhor do que a imitação. Infelizmente de há muito que a nossa política externa anda por casas de muito má fama, por Angola, pela Líbia, pela Venezuela. Uma, duas, três vezes. Já o disse e repito: aquilo que Sócrates dá verdadeiramente a estes governantes corruptos, demagogos e perigosos não é o Magalhães.
Não é o verdadeiro computador ibero-americano, por singular coincidência ianque e da Intel, que eles querem. Dá-lhes jeito para repetir umas cenas de propaganda, a troco de um navio de petróleo, mas o que Sócrates lhes dá no fundamental é a respeitabilidade de serem unha com carne com um país da União Europeia, cujo primeiro-ministro não se importa de andar de braço dado com eles na rua.A degradação da nossa política externa está não em dar-se com todos os países com que temos relações diplomáticas, não em fazer negócios mesmo com gente pouco recomendável, mas sim na caução e legitimação política dada a regimes opressivos e pouco democráticos. É por isso que Chávez tanto gosta de Sócrates. Ele é o seu europeu de estimação, o seu troféu na União Europeia para atirar à cara dos ianques e de gente como o Rei de Espanha que o mandou calar. É também este atestado de legitimidade que andamos a vender, não é só o Magalhães.
José Pacheco Pereira
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
TINTIN DO JOSÉ SÓCRATES
Não basta fechar a Praça Vermelha para satisfazer o ego.
Não.
Sócrates também é o novo homem da Regisconta, agora transformada no moderno Magalhães.
De tão contente que estava na cimeira ibero-americana de El Salvador, Sócrates, que não tem graça nenhuma, fez uma gracinha.
O que é que ele disse?
Não há um computador mais ibero-americano do que este, desde logo porque se chama Magalhães – e não há nome mais ibero-americano do que Magalhães.
Para além disso, foi pensado para as crianças e por isso é resistente ao choque. O Presidente [Hugo] Chávez já o atirou ao chão e não o conseguiu partir.
Todavia, o nosso sublime timoneiro ainda foi mais longe depois de comparar Chávez a uma criança com instintos simiescos.
Apresentou o Magalhães como «o primeiro grande computador ibero-americano», uma espécie de Tintim: para ser usado desde os sete aos 77 anos.

Desta nem a dupla Pino/Lino se lembraria.
A criatura levou vinte e dois exemplares do fantástico Magalhães para oferecer aos colegas da latinidade tropical e ibérica.
A cimeira é ibero-americana, bimbo-americana ou uma mistura das duas?
Nunca a toponímia foi tão adequada.
J.G.
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sábado, 11 de outubro de 2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
PUBLICIDADE DA TRETA
Um sucesso, garantia-se, que já tinha 4 milhões de encomendas ainda antes de ser instalada a primeira pedra.
Um investimento que iria criar 1000 postos de trabalho qualificados, na zona de Matosinhos, graças à diligência do Governo.

A apresentação foi ontem.

Com pompa e circunstância a imprensa andou dois dias a anunciar o primeiro portátil português.
O Magalhães é um computador inspirado no navegador, diziam ontem as televisões em coro.
Para dar credibilidade à coisa, o mais famoso relações públicas nacional e o presidente da Intel subiram ontem ao palco do Pavilhão Atlântico para a apresentação mundial deste computador de baixo custo.
Um único problema.
Não só o computador não tem nada de novo como a única coisa portuguesa é a localização da fábrica e o capital investido.
A novidade mundial ontem apresentada, já tinha sido anunciada a 3 de Abril - no Intel Developer Forum, em Shangai - e foi analisada pela imprensa internacional vai agora fazer quatro meses.
O tempo que tem a segunda geração do Classmate PC da Intel, que é o verdadeiro nome do Magalhães.
De resto, o primeiro computador mundial para as crianças dos 6 aos 11 anos, características que foram etiquetadas pela imprensa lusa por ser resistente ao choque e ter um teclado resistente à agua, já está à venda na Índia e Inglaterra.
No primeiro país com o nome de MiLeap X, no segundo como o JumpPC.
O nosso Magalhães é isso mesmo, uma versão produzida em Portugal sob licença da Intel, uma história bem distinta da habilmente vendida pelo governo para criar mais um caso de sucesso do Portugal tecnológico.
Fábrica da Intel nem vê-la e os tão falados 1000 novos postos de trabalho ainda menos, tudo se ficando por uma extensão da actual capacidade de produção da fábrica da JP Sá Couto.
Serão 80 novos empregos, 250 se conseguirem exportar para os Palops.
Os tais 4 milhões, que já estavam assegurados, lembram-se?
Só que as 4 milhões encomendas não passam de wishfull tinking do nosso primeiro. E muito pouco credível.
Em todos os países onde o computador está à venda é produzido através de licenças com empresas locais.
Como explicou o presidente da Intel, a empresa continua à procura de parceiros locais para ganhar quota de mercado com o Classmate PC, não o Magalhães.
A guerra de Intel é outra, como se pode perceber no relato que um dos mais reputados sites tecnológicos - a Arstechnica, do grupo editorial da New Yorker - faz da apresentação da Intel e do governo português: espetar o derradeiro prego no caixão do One Laptop for Child, o projecto de Nicholas Negroponte e do MIT para destinar um computador a cada criança dos países do terceiro mundo.
É essa a importância estratégica para a Intel.
O resto é fogo de vista para português ver.

Mas isso não quer dizer que aceite gato por lebre.
Não seria nada mau sinal se a imprensa nacional, que andou a vender uma história ficcionada, também cumprisse o seu papel.
P.S.
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