domingo, 12 de setembro de 2010

LIVRO DO JOSE LUÍS PEIXOTO



A mãe pousou o livro nas mãos do filho.



É a primeira frase do novo romance de José Luís Peixoto, nas livrarias a 24 de Setembro. Antes disso, já na próxima terça-feira, queremos levar os leitores ao Livro e oferecer-lhes a possibilidade de receberem das mãos do autor os primeiros exemplares. É mesmo verdade.


O fabrico do Livro chega ao fim na próxima terça-feira, no Bloco Gráfico, a gráfica do Grupo Porto Editora, na Maia. Na última fase deste longo processo, não queremos saber o que se passa pelas imagens que nos enviam - queremos ir lá, e ver de perto os primeiros exemplares a saírem da máquina que encaderna e apara os livros. José Luís Peixoto vai connosco. E queremos levar quatro leitores – leitores desses que lêem todos os romances do autor de Nenhum Olhar, que esperam de pé, nas feiras do livro, por um autógrafo e alguns minutos de conversa. Leitores que merecem ver recompensada a sua dedicação. Não precisam de fazer muito: é só terem uma conta no Facebook, adicionarem-se à página da Quetzal, partilharem o booktrailer do livro que lá está publicado e usarem para ilustrar o post uma frase retirada de um qualquer livro anterior de José Luís Peixoto (que devem identificar). Os leitores que escolherem as quatro melhores frases - as que melhor se relacionarem com o vídeo e as que melhor ilustrarem o estilo de José Luís Peixoto - serão convidados para o pré-lançamento e receberão, das mãos do autor, um dos primeiros exemplares de Livro.


Etiquetas: ,

3 Comments:

At 15 de setembro de 2010 às 12:31, Anonymous Carlos Silva said...

Parabéns José Luís por mais este (espero) excelente trabalho.

 
At 15 de setembro de 2010 às 13:20, Anonymous Anónimo said...

-"Os meus pais foram emigrantes e o 'Livro' trata da emigração
José Luís Peixoto

Qual é o sentimento do autor ao ver o seu livro a ganhar corpo e a sair, completo, na máquina da gráfica?É o sentimento de quando se recebe o livro impresso, encadernado, pela primeira vez. Neste caso, este sentimento, que é sempre de realização ou de felicidade (se é que se pode utilizar a palavra), acaba por ser maximizado tendo em conta o processo e o esforço que para mim foi terminar um romance com este título tão ambicioso.

Por que razão escolheu o ambicioso título Livro para o romance? Existem várias explicações para o título. A que é mais fácil de dizer, e mais evidente, tem que ver com uma personagem, também narrador, que surge já no último quarto do romance, e que tem o nome próprio de Livro. Mas existem outros aspectos: um deles é ser um livro que atravessa todo o romance - e percorre todas as personagens.

É uma história de emigração. Sim. Trata bastante da emigração portuguesa para França. O primeiro capítulo começa em 1948, ainda no momento da infância daquela que vai ser uma das personagens principais, depois acompanha a vida dela e de outras personagens até aos nossos dias. E essa vida acaba por ser muito marcada pela emigração.

O José Luís Peixoto tem familiares emigrantes? Os meus pais foram emigrantes em França, nos anos sessenta. Eu nasci já em Portugal, depois de eles voltarem. As minhas irmãs mais velhas: uma delas nasceu em França, a outra foi para lá pequena e passou a infância. Sempre tive essa mitologia, não por a ter vivido mas por sempre me falarem da França como um lugar muito diferente, e que tinha o simbolismo grande de ser o antes de eu nascer.

Cinco leitores seus assistiram ao nascimento, na gráfica da Porto Editora, do seu novo romance. Escreve a pensar nos leitores? A ideia do leitor acaba por ser implícita. Não é exactamente escrever para os leitores (até porque os leitores são uma identidade vasta e abstracta), mas um texto faz-se para o humano. Ou para os outros. Os outros são pensados no momento da escrita. Se fosse só um processo que envolvesse unicamente a mim e aos meus critérios, de certeza que o resultado seria diferente. Por outro lado, não sei se teria a mesma vontade de o partilhar.

Conhecia algum destes leitores? Conhecia uma pessoa pela Internet, e outra já estive no mesmo lugar que ela, mas não a conhecia ainda pessoalmente. De alguma forma, já nos conhecíamos através da leitura: fiquei muito contente por ser acompanhado por pessoas que prezam os meus livros, num momento como este.

F.M.

 
At 18 de setembro de 2010 às 00:26, Anonymous Anónimo said...

Boas a todos
Vou comprar de certeza, porque quero ver com os meus próprios olhos, que mais um escritor que escreve um livro sobre o tema da imigração, não tem nem nunca terá coragem de escrever o que realmente se passa com 99,9% dos emigrantes: o total desapreço pelo país que os viu nascer e a falta de "tomates" para dizer o que realmente passam pelos paises de destino.
Os emigrantes portugueses são como os ucranianos, brazileiros e afins, passam fome revoltam os caixotes do lixo, entre outras coisas que não falo. Ao menos os Ucranianos, Brazileiros e outros não regrassam de férias para a familia montados em grandes bombas, só para o pessoal ver que vivem lá como reis enquanto estão a passar fome.
Espero que o livro fale disso também.
Histórias de amor qualquer um escreve, mas a verdade...

 

Enviar um comentário

<< Home