quarta-feira, 18 de outubro de 2006

MAIS... LUIZ PACHECO:

Coro de escárnio e lamentação dos cornudos em volta de S.Pedro

Coplas dedicadas às fogosas e vampirescas mulheres daBeira,de quem já Abel Botelho disse o que disse.

Monólogo do primeiro cornudo:

Acordei um triste dia

Com uns cornos bem bonitos

E perguntei à Maria

Porque me pôs os palitos

Jurou por alma da mãe

(Com mil tretas de mulher)

Que era mentira

Tambem,ainda me custava a crer

Fiquei de olho espevitado

Que calado é o melhor

E para não re-ser enganado

Redobrei gozos de amor

Tais canseiras dei ao físico

Tal ardor pus nos abraços

Que caí morto de tísico

Com o sexo em pedaços

Já esperava por isto a magana?

Já previra o que se deu?

Do Além via-a na cama

Com um tipo pior que eu

Vi-o dar ao rabo a valer

Fornicando a preceito

Sabia daquele mistério

Que puxa muito do peito

Foi a hora de me eu rir

Que a vingança tem seus quês

O mais certo é para aqui vir

Ainda antes que passe um mês

Arranjei um bom lugar

Na pensão de Mestre Pedro

Onde todos vão parar

Embora com muito medo

Não passava de uma semana

O meu dito estava escrito

Vítima daquela magana

Pobre tísico,tadito

Dueto dos dois cornudos:

Agora já somos dois

A espreitar de cá de cima

Calados como dois bois

Vendo o que passa na vida

Meteu na cama mais gente

Um,dois,três logo a seguir

Não há piça que a contente

É tudo o que tiver de vir

São Pedro,indignado, pragueja:

É demais,arre diabo-berra S.Pedro,sandeu-

E mortos por dar ao rabo,lá vêm eles p'ró ceu...

Coro, pianíssimo, lirismo nas vozes:

Quem morre como um anjinho...

Quem morre por muito amar...

Coro,agora narrativo ou explicativo:

Já formamos um ranchinho,de cá de cima a espreitar

Aparte do autor das coplas:-coitadinhos

Passam meses,passa tempo e a bela não se consola

Já somos um regimento como esses que vão para a Angola

Fazemos apostas lindas sempre que vem cara nova

Cálculos,medidas infindas,como ela terá a cova!

Há quem diga que por si já não lhe tocou o fundo

Outros juram que era assim do tamanho deste mundo

Parecia uma piscina!-diz um do lado,espantado-

Nunca vi uma menina num estado tão desgraçado

(Aparte do autor,antigo militante das esquerdas baixas)


Num estado tão desgraçado,parece-me ouvir o povo

Chorando seu triste fado nas garras do Estado Novo

O ultimo que cegou cá morreu que nem um patego

Afogado e era mar nos abismos daquele pêgo

O coro dos cornudos acompanhado por S.Pedro em surdina,entoa a moralidade,após ter

limpado as últimaslagrimetas e suspirado como só os cornudos sabem:ahh!

Mulher não queiras sabida

Nem com vício desusado

Que podes perder a vida

Na estafa de dar ao rabo

Escolhe donzela discreta

Com os três no seu lugar

Examina-lhe bem a greta

Não te vá ela enganar

E depois de lhe veres o bicho

E as mamadeiras que tem

A funcionar a capricho

Já sabes se te convem

Mulher calma,é estima-la

Como a santa no altar

Cabra doida,é rifa-la

Que não venhas cá parar

Este conselho te dão

E não te levam dinheiro

Os cornudos que aqui estão

Com São Pedro hospitaleiro

Invejosos,quase todos

Dos cornos que o mundo guarda

Fazem mais um bocado de lamentação

Nota do autor-quase,porque,entretanto alguns brincavam uns com os outros. Rabolices...

Mas se fornicas a rodos tua vida aqui não tarda

Recomeça a moralidade,estilo 'estão verdes,não prestam'

Alguns bêbedos,cornudos despeitados ou amargurados,vozes pastosas (deve ler-se

vinho...velhinho)

Melhor que a mulher é o vinho

Que faz esquecer a mulher

Que faz do amor já velhinho

Ressurgir de novo o prazer

Finale muito católico

Assim termina o lamento

Pois recordar é sofrer

A mãe fode

É bom sustento

E por nós reza o pater



Luiz Pacheco,num dia em que se achou mais pachorrento.

7 Comments:

At 18 de outubro de 2006 às 00:20, Anonymous O Plagiador said...

Manhã cedo.
O Presidente Pinto vai à piscina.
O Jardineiro está.
Olha para o chão.
O Presidente Pinto
Então efectivamente a Legionella?
O Jardineiro
Tenho andado a investigar.
Ontem vi uma Legionella.
Segui e encurralei-a ali no canto. Da Piscina.
Aquela Legionella Parecia uma barata. Pisei-a.
Evidentemente as circunstancialidade da Matéria
O aulismo da Legionária ..
O jardineiro atalha,
Admito-o plenamente e diria mais
O hiperbolismo hiper -realista …
O Presidente Pinto ficou deleitado
O jardineiro continua
A dialéctica água, salmonella, eleições
O vereador estava gostando de falar com o Jardineiro.
Fez-se silêncio.
Senhor Presidente Pinto, estou verdadeiramente pesaroso.
Concomitantemente rogo-lhe que esqueça o que lhe disse no jardim .
O Presidente Pinto
O que vai vai. Por falar em concumitantemente.
Tem augustas saudades de Jardinar?

Deixa cair as calças e pede.
Então monde-me aqui o besugo. Á mão.
Como é prática do meu municipio.
Enquanto eu recito aquele poema.
Leve levemente.

O Empregado deve bater no patrão leve, levemente

 
At 18 de outubro de 2006 às 20:54, Anonymous Anónimo said...

pois...

 
At 18 de outubro de 2006 às 20:55, Anonymous Anónimo said...

pois...

 
At 18 de outubro de 2006 às 20:55, Blogger taveirapinto said...

pois...

 
At 18 de outubro de 2006 às 20:57, Anonymous Anónimo said...

qetyweryerwyerwywey

 
At 19 de outubro de 2006 às 14:19, Anonymous O Plagiador said...

O PROBLEMA DO PARTIDO

O senhor Norberto era do PS.
Passei a vida a ser discriminado. Humilhado. Só por ser socialista.
O partidarismo é uma realidade em Portugal.
Mas Norberto estava decidido.
A Minha filha, vai-se casar com um PSD. Gestor. Milionário.
A filha tinha dezoito anos. Bem bonita.
Venha cá Rita.
Estou a ficar velho. Tens de me jurar.
Juro Pai.
Casa com um PSD. Ricaço. Vinga o teu pai das humilhações que tem sofrido.
Está bem pai.
O que Rita não disse é que estava apaixonada.
Pelo Tiago. Rapaz muito honesto. Simpático. E socialista.
Tiago não quis acreditar quando ouviu.
O teu pai está gagá, Rita. Vamos. A gente casa. Depois conta-lhe.
O Mais importante é o amor.
Dito e feito. Tiago e Rita apareceram num domingo. E contaram ao Sr. Norberto.
Já estavam casados.
A reacção foi dramática.
Minha filha. Casada com um socialista. Como eu. Tudo menos isso.
Norberto pegou na caçadeira. Matou-se com um tiro na goela.

O Problema dos partidos em Portugal é muito complicado

 
At 19 de outubro de 2006 às 14:21, Anonymous O Plagiador said...

DISCÓRDIA


Manuel chega a casa.
A mãe espera-o para a janta.
Mãe…
Manuel?
Quero lhe dizer…
Que estou enamorado…
Manuel … que bom!
É a filha do Doutor ?
Não mãe…
Já sei é a Paulita do senhor Director…
Não, não é mãe…
Então… então é a lígia do Advogado…
Não mãe, não é…
Então Manuel.
O Silêncio contrai de repente a mesa de jantar.
É o Ricardo.
A Mãe não quer acreditar. Engasga-se. Levanta-se. Tosse . Grita.

O RICARDO? MAS FILHO… O RICARDO É DO PS!!!


A política é cada vez mais um factor de discórdia familiar

 

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