segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

AS JANEIRAS DE JOSÉ SÓCRATES

O mês de Janeiro começou a fazer sentir a dura realidade de um ano que houve quem anunciasse melhor que 2006. A verdade, de facto, é que não houve quase nada que já não tivesse acontecido neste início de ano novo…

Já apanhamos com aumentos de preços por todos os lados e em todos os lados!
Nos centros de saúde e nos hospitais, nos medicamentos, nas portagens (mesmo que ainda sem scut), nos transportes públicos, nas rendas de casa, nas prestações de empréstimos (por causa das taxas de juro), no preço do pão, na energia (apesar do lucros das eléctricas), nos impostos dos combustíveis, do tabaco, enfim de tudo um pouco, ou melhor, um grande naco!...


Contas feitas, os aumentos de Janeiro rebentaram já com a inflação que o Governo previra para todo o ano (2,1/%).
O pior não é que tenha rebentado com as previsões do Governo, isso seria o que menos nos importaria; o pior é que também já rebentou com o aumento de 3,1% das pensões mínimas de milhares de reformados; o pior é que, por este andar, se prepara para comer também os 4,4% do aumento do salário mínimo que euforicamente o Governo concedera face à determinação e aos argumentos dos trabalhadores. E se lembrarmos que os funcionários públicos vão ter um aumento de 1% (!?), perceberemos melhor o que vai suceder em 2007.


Há muitos e muitos milhares que assim verão o poder de compra diminuído pelo sétimo ou oitavo ano consecutivo; haverá, porém, outros portugueses (alguns, poucos, bem conhecidos) que continuarão a ombrear com Bill Gates nas listas dos mais ricos do mundo!
Assim se mede a injustiça social em Portugal pelas profundas desigualdades que existem e se agravam, pelos mais caros serviços e bens essenciais entre os países da União Europeia, pelos mais baixos salários e pensões, pelos cerca de dois milhões de portugueses a viver no limiar da pobreza (assumida ou envergonhada).


A dura realidade de Janeiro impõe-nos na memória as palavras de Sócrates na sua mensagem de Boas Festas.
É verdade que poucos se dispõem a ouvir quem nos entra em casa em horas mais ou menos festivas e é também verdade que o pouco que lhe ouvimos se perde na distracção do momento; mas não é menos verdade que por mais que a época tolde a memória ainda lembramos Sócrates andar à volta do progresso do País, da justiça social e da solidariedade!


Será por estas que muitos dizem que o Natal é (também) época de hipocrisia?


H.N.

13 Comments:

At 15 de janeiro de 2007 às 14:04, Anonymous JER said...

Funcionários, filantropos ou mercenários?

Com a questão do vencimento do director-geral dos Impostos corremos o risco de instituir o direito à asneira, tantas são as que temos ouvido nos últimos dias.
Não vou, por agora avaliar, o trabalho do dr. Macedo, apenas refiro que todas as taxas de crescimento que ele próprio divulga reportam-se a anos de referência em que ele próprio era director-geral, ou então em relação ao ano anterior, um dos piores na história do fisco, isto é, o segredo do sucesso do dr. Macedo está no facto dele ser melhor do que ele próprio.
Toda a gente avalia o dr. Macedo dizendo que o seu trabalho é excepcional, esquecendo que é excepcional por comparação com um péssimo trabalho dele próprio. É evidente que se pode argumentar que há uma evolução, da mesma forma que se pode responder que o dr. Macedo foi o grande beneficiário da modernização da máquina fiscal iniciada por Sousa Franco e dos muitos milhões de contos que Manuela Ferreira Leite investiu na informática.

É triste ver um ministro das Finanças, que todos os dias se deita e acorda a pensar na forma de cortar nos rendimentos os funcionários públicos, incluindo os do Fisco, aparecer de forma quase subserviente garantir que dará as cambalhotas necessárias para violar uma lei do seu próprio governo.
O comportamento do ministro das Finanças é ofensivo para os funcionários públicos e, em especial para os seus dirigentes, muitos deles mais competentes que o dr. Macedo, mas que conseguem ver nas suas funções o exercício uma dimensão de serviço público, e não recorrem aos poderes ocultos do Millennium e da Opus Dei.

É triste ver os políticos da treta deste país a renderem-se a um manipulação abusiva da informação, ao ponto do dr. Macedo se dar ao luxo de violar a constituição, promovendo uma missa que nem no tempo de Salazar alguém se lembrou de promover.
Foi triste ver o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais a participar na missa sentando-se envergonhado na última fila e o ministro a usar o argumento idiota de que a sua celebração tinha sido à borla tentando provar algo que que ninguém entendeu.
O Estado português está assim tão de rastos que qualquer um possa fazer o que lhe apetece desde que isso não tenha custos para o erário público?
Está assim tão rendido ao supranumerário para que este viole a Constituição e se arme em apóstolo do rebanho fiscal?
E ninguém repara que o dr. Macedo é um profissional vinculado ao Millenniu, um banco que é um dos grandes clientes do contencioso da DGCI, que está sob suspeita no âmbito da Operação Furacão e que ainda recentemente subtraiu uns largos milhões de euros num processo que a IGF considerou fraudulento?
Se o dr. Macedo é um mercenário então é preciso dizer que na Administração Pública há gente competente para gerir a DGCI, mas se é um mecenas que veio salvar o fisco, então que seja o Millennium a pagar-lhe o ordenado com os muitos milhões de euros que tem subtraído ao fisco por processos manhosos.
Mas ver um governo que ainda há pouco tempo era acusado de peronista por João Salgueiro tentar manter no fisco um “comissário” do Millenium e ainda por cima pagar-lhe segundo critérios próprios de mercenários é inadmissível.
Como se explica que haja tanta gente a defender que o director-Geral dos Impostos de um país cujo Governo põe os cidadãos a andar de alpargatas ganhe mais do que o presidente dos EUA (310.245€), muito mais do que Tony Blair (270.417€) e quase o triplo daquilo que ganha Jacques Chirac (72.800€ fonte) ou Zapatero (87.500€ fonte).

O Governo faça o que entender, pague ao sr. Macedo o que quiser, mande as suas próprias leis para o lixo, mas não goze com aqueles que sujeitos a sucessivos cortes dos seus vencimentos insistem em dar o seu melhor em nome de um conceito de serviço público.

 
At 15 de janeiro de 2007 às 17:55, Anonymous Anónimo said...

Esta tudo certo, porque ninguem acredita que isto e um Pais a serio, ate aquele tal carrilho vem dizer asneiras para aimprensa, que saia da CM lisboa e focava so no Parlamento porque nao conseguia estar nos dosi lados, ele pensa que os pportugas sao burros?, porque nao diz que no Parlamento nao faz nada e ganha um dinheirao.
Isto nao e um Parlamento e Paralamentar,
Claro estea nao s evao embora pq no estrangeiro ninguem os quer pq nao pretsam para nada.
E o nossoo azar

 
At 15 de janeiro de 2007 às 22:13, Anonymous J.G. said...

NO PAÍS DAS MARAVILHAS

O Portugal "competitivo", desafiante, do TGV, da OTA, da "globalização" e de outras maravilhas que me dispenso de nomear, não consegue transportar de Odemira para Lisboa um ferido grave em menos de seis horas.
O ferido é hoje um cadáver.
As declarações do presidente do INEM, num sítio civilizado, já o teriam posto na rua, na sua rica casinha porventura prudentemente afastada do perigoso "interior".

 
At 15 de janeiro de 2007 às 22:18, Anonymous M.A. said...

A máfia portuguesa continua de boa saúde e na sua habitual alternância (ora agora roubas tu, ora agora roubo eu). Ou melhor, nas suas duas habituais alternâncias: aquela que o estúpido povo português legitima através do voto – ora agora é o PS, ora agora o PSD; e a outra que nem de votos precisa porque se auto-legitima – ora rouba o governo, ora roubam as petrolíferas.

Entre Junho de 2005 e Agosto de 2006 foi um ver-se-te-avias com a gasolina sempre a subir. Motivo: preço recorde do barril de petróleo, que chegou aos 78 dólares. Os postos de abastecimento, claro, não perderam tempo e acompanharam a subida. Falta é explicar por que é que, desde então, o preço do barril desceu para 55 dólares (uma descida de 30%!!!) e os postos de abastecimento reagiram tarde e a más horas e, quando reagiram, foi para baixar os preços em apenas 10%, metendo assim os restantes 20% ao bolso.

E mesmo essa pequena descida de preço foi sol de pouca dura. Alternância oblige: se em 2006 fomos roubados pelas petrolíferas, 2007 é a vez de ser o governo a roubar-nos ainda mais. Para compensar a baixa de preço do barril, o governo decidiu aumentar o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), o que significa que, entre ISP e IVA, o governo já nos fica com 64% daquilo que pagamos pela gasolina. Saiba-se, portanto, que num abastecimento de 50 euros, 32 euros vão directamente para o cofre de Sócrates & Companhia Ilimitada. A título comparativo, e para que conste, em Espanha o peso dos impostos fica-se pelos 50%.

Deve ser por isso que a última sondagem feita revela que precisamente os dois partidos que nos roubam há 30 anos subiram ligeiramente nas intenções de voto. A lusa estupidez é infinita…

 
At 15 de janeiro de 2007 às 22:27, Anonymous M.A. said...

Um dos lacaios da Tia Lurdinhas (Valter Lemos, aquele que quando era vereador do CDS nem sabia bem o caminho para a Câmara de Penamacor, tal era o número de faltas injustificadas) já anunciou que mais 900 escolas primárias vão fechar em 2007, juntando-se assim às 1500 que fecharam em 2006.
Uma boa notícia para quem, como eu, anseia pelo fecho total e definitivo do país.
Salazar não faria melhor.

Quando, em plena “democracia”, se toma consciência de que, afinal, o ditador que apostava na ignorância do povo até deixava que todas as crianças tivessem uma escola primária perto de casa, ao contrário do que acontece agora, alguma coisa no “reino” está muito podre.

Mas está bem: se já se vai aos hospitais espanhóis parir, abortar e qualquer dia até às urgências (que por cá já estão quase todas fechadas), por que não ir lá também para a escola e substituir a língua portuguesa pela castelhana?
Sempre nos íamos preparando para o futuro.

 
At 16 de janeiro de 2007 às 13:43, Anonymous Anónimo said...

O Macedo rezou pelas almas erradas

Estejam descansados, há mais de um Macedo neste país e desta vez o titular é o padre Macedo, da Igreja do Chiado, que levou os fiéis a rezar junto da estátua de D. José, no Terreiro do Paço, pela alma das vítimas do aborto. Não percebi se das supostas vítimas dos abortos clandestinos ou das do aborto legalizado, mas o padre Macedo enganou-se no local, no Terreiro do Paço há almas penadas mas não são de vítimas dos abortos, as almas que por ali pairam são das vítimas do Santo Ofício que no passado foram ali queimadas por padres de que o Macedo é um herdeiro.

Coitado do Macedo, andou a rezar pelas almas erradas, até porque, como se sabe, os funerais das crianças que morram antes do baptismo não têm direito a qualquer celebração religiosa o que faz do padre Macedo um hipócrita.

 
At 16 de janeiro de 2007 às 13:44, Anonymous Anónimo said...

A PRESSÃO DA SIC/EXPRESSO PARA A RECONDUÇÃO DE PAULO MACEDO

A SIC quase dedicou onyem o telejornal para pressionar o governo a manter Paulo Macedo, recorrendo aos seus peões de brega do costume, o presidente do ST que nas suas posições favoráveis a Macedo só se representa a si próprio, e um Bagão Félix que já se esqueceu de quando tudo fez para demitir o director-geral e nessa tentativa foi incomodado precisamente elo senhor sindicalista.

Porque estará Pinto Balsemão tão interessado na manutenção de Paulo Macedo?
Perante o tiro no pé que o dr. Macedo deu ao recorrer à liturgias católicas para engrandecer a sua imagem e fazer chantagem sobre o Governo para assegurar a sua nomeação cinco meses antes do prazo, a SIC decidiu dar-lhe mais uma ajuda promovendo uma reportagem cujo único objectivo foi demolir as muitas vozes que questionaram o papel do dg dos Impostos.

 
At 16 de janeiro de 2007 às 13:45, Anonymous Anónimo said...

Eduardo Prado Coelho não se curva perante os encantos do encomendador de missas:

«O dr. Paulo Macedo, que não tenho a honra de conhecer, mandou rezar uma missa, espanto dos espantos, pelos impostos enlutados, e por ele próprio. Julgo que esta mistura de impostos com missas tem algo de extremamente obsceno e que existe em tudo isto uma imensa ambiguidade: estão de luto pelos impostos não cobrados, ou pela dificuldade em cobrá-los, ou estão em luto pelos 23.000 euros mensais que o seu director se arrisca a perder.

Sabemos que existe uma lei em que se estabelece um plafond: quaisquer remunerações não podem estar acima do salário do Primeiro-Ministro. E que a defesa do Estado democrático leva a pensar que uma lei, concorde-se ou não com ela, é para ser cumprida. Mas isto ainda é formal. O que mais me importa é a justa indignação das pessoas comuns que vêem alguém perto deles, e ligado àquilo que lhes é mais sensível, os impostos, ganha aquela exorbitância. A coisa (o escândalo e a inacreditável missa em que Paulo Macedo se fez acompanhar pelos seus funcionários) é hoje motivo de uma espécie de revolta social.

Parece que Paulo Macedo é sensível ao problema dos recursos humanos com que se consegue ir criando um espaço colectivo, Neste sentido tem tido um excelente apoio desse mesmo corpo de funcionários (em que uns são abades, outros vem directamente da catequese). E depois a televisão dá uma ajuda.

A questão que me ponho, e que não tem deixado de me atazanar, é se existem pessoas insubstituíveis. Ou, por outras palavras, se o dr. Paulo Macedo não existisse, o país ia à falência? Só ele sabe, só ele pode, só ele por isso está em condições de o fazer, só ele faz.

Como não sou especialista, sei apenas ele é capaz de fazer (o dinheiro), e a sua diversidade de situações transformarem-se nalguns casos em dor. Assisti a uma horrível conversa que mostra que aparecem pessoas de grande nível a desembaraçarem-se menos mal, mas outras quase analfabetas ouviam um número, frio com uma lâmina, e desatavam a chorar, e a dizer: que vai ser de mim, não tenho esse dinheiro da multa? Porque a multa era igual para todos, fosse qual fosse o montante da prevaricação.

A minha única, mas dilacerante questão, é esta: não haverá neste país alguém com inteligência e sensibilidade capaz de prolongar a maravilhosa herança do dr. Paulo Macedo? É que isto de colocar na Internet os nomes das empresas devedoras é certamente uma boa ideia, mas não tem nada de transcendental. Isto, é claro, se não conseguirmos convencer o dr. Paulo Macedo das vantagens (mesmo para a sua saúde psíquica) de viver apenas com 5.000 euros, modesta quantia, recuo terrível no seu trem de vida, que inclui certamente coisas extraordinárias, que nem estão ao alcance da imaginação dos mortais. Uma vez, suponho que foi o Bracinha Vieira que me disse: quando fui para o Governo, o Ministro da altura (estou em crer que era o Couto dos Santos) disse-me: "você vai ganhar pouco mas não se importe porque não vai ter tempo para gastar o dinheiro". Pelos vistos, o dr. Macedo ainda não descobriu as vantagens de um amor e uma cabana. E gosta de gastar dinheiro em missas cantaroladas: Senhor, dai-nos forças e dinheiro para perseguir os faltosos fiscais. Assim seja. Mas que fique mais barato e menos ostensivamente escandaloso.» In:Público

 
At 16 de janeiro de 2007 às 13:46, Anonymous JUM said...

A IGREJA NÃO FARIA CAMPANHA

Que o disse foi D. José Policarpo:

«“Toda a gente ficou horrorizada com a execução de Saddam. A questão do aborto é uma variante da pena de morte”, afirmou esta segunda-feira à margem de uma reunião com párocos da diocese. Para o bispo “a vida não se discute, não vai a votos, mas já que o referendo está aí, então a Igreja tem de tomar também posição.”» [Correio da Manhã]

«Junto à estátua de D. José, o rei que expulsou os jesuítas de Portugal, algumas dezenas de católicos juntaram-se ontem de manhã para rezar o terço, atraindo as atenções dos raros turistas indiferentes à névoa fria que pairava sobre o Terreiro do Paço. Pastoreados pelo padre Dehoniano Macedo, pároco da igreja do Loreto, ao Chiado, intercalavam as rezas com cânticos ritmados em louvor à Virgem. Mais mulheres que homens, mais idosos que jovens, todos irmanados num propósito: "Alertar as consciências das pessoas para combater esse mal que é o aborto." Palavras de uma paroquiana do padre Macedo, apostado neste conjunto de iniciativas "para dar mais visibilidade" ao combate ao aborto. A pensar no referendo de 11 de Fevereiro. "Começámos na noite de Natal e vamos prosseguir", assegura o sacerdote, dizendo que a ideia partiu "de várias pessoas" que costumam escutá-lo na missa dominical.» [Diário de Notícias]

Pergunte-se a D. José se a mentira é pecado.»

 
At 16 de janeiro de 2007 às 13:49, Anonymous JUM said...

A MODERNIZAÇÃO DA MÁQUINA FISCAL FEITA PELO SUPRANUMERÁRIO

Os órgãos oficiais da Opus Dei têm esforçado em convencer-nos de que o dr. Macedo modernizou a máquina fiscal, mas pelo comentário de um amigo do palheiro temos razão para desconfiar.
A máquina fiscal não evoluiu nada, os funcionários são atirados para os balcões sem condições e o sistema informático é usado deficientemente. Mas o dr. Macedo até lançou um call center, à custa do qual lançou mais uns comunicados de auto-elogio:

«Deixe-me só ocupar-lhe um momento com um relato que lhe interessará. Foi nas Finanças de Caldas da Rainha na passada sexta-feira.
Fui tratar de um assunto (IVA) e encontrei a mulher de um amigo meu que ia esclarecer dúvidas sobre o IRS.
A questão era a quantidade de despesas de saúde e o modo como lidar com elas (transportes de ambulância, materiais clínicos, colchão, fraldas, etc).
O marido teve um AVC no Natal de 2005 e ficou semi-paralisado, ocasionando despesas muito variadas. Eu – que conheço razoavelmente as peculiaridades do IRS e muito mais, depois de ter sido grosseiramente ludibriado ao balcão de outro serviço de Finanças – disse-lhe o que me parecia: que as despesas deviam ser inscritas se houvesse receita e indicação médica.
Mas a senhora lá foi ... e eu acompanhei-a, por a conhecer e porque o meu número era logo a seguir.
Elas fez as perguntas e a funcionária começou por dizer que não sabia ... e intervim eu a explicar a situação e a recordar que era necessário documento(s) médico(s) para suporte.
A funcionária confirmou...
No fim da conversa, quando a senhora lhe falou em despesas de carácter clínico com 21% de IVA (que deitou de fora, julgando que não podiam ser apresentadas), a funcionária disse que ... “não vale a pena meter porque o limite é só 50 €”!
Passada essa sessão, a senhora retirou-se e ficou à minha espera, ali no mesmo local, a dois ou três metros. Enquanto me atendia, a funcionária perguntou a um colega como era com as tais despesas de saúde, tendo ele respondido ... o óbvio: com receita médica!
Mas a funcionária nem se dignou chamar a contribuinte para lhe confirmar a informação!

No meu caso, também informou mal mas, por mero acaso, essa informação é irrelevante.
Não lhe parece isto mais um “estado de guerra” do que uma relação de boa fé?...
Não resisto a agradecer-lhe a informação (e a crítica) sobre o “supranumerário Macedo”.
É coisa que é evitada pelos jornais e pelos telejornais.
Será que o seu “amigo” terá mais influência junto dos patrões da imprensa do que parece?
Na posição dele, deve saber muita coisa sobre muita gente. Ou sobre toda a gente?...

Garanto-lhe: em 5 casos - de importância muito grave e menos grave – de pedido presencial de informações aos balcões das Finanças, em pouco mais de um ano, 4 foram de informações erradas, erróneas e (que coincidência!) sempre prejudiciais para o contribuinte.
Não lhe parece isto mais um “estado de guerra” do que uma relação de boa fé?...
Não resisto a agradecer-lhe a informação (e a crítica) sobre o “supranumerário Macedo”.
É coisa que é evitada pelos jornais e pelos telejornais.
Será que o seu “amigo” terá mais influência junto dos patrões da imprensa do que parece?
Na posição dele, deve saber muita coisa sobre muita gente. Ou sobre toda a gente?...»

 
At 16 de janeiro de 2007 às 13:55, Anonymous JER said...

Todos contra a "Flexisegurança"

Os patrões já disseram que não queriam pagar mais um tostão para a Segurança Social, já pagam menos do que deviam e muito mais do que gostariam. Os sindicatos chumbaram a ideia sem grandes delongas. No meio, o Governo engasga-se, sabe que mais cedo ou mais tarde vai ter que mudar as regras que regem um mercado de trabalho dos tempos da Revolução Industrial, mas adia dizendo que há muito a estudar.
Porque são todos contra a “Flexisegurança”?
Os patrões são contra, aceitam a “flexi” mas a “segurança” está a mais, bom seria um mercado de trabalho sem regras e sem quaisquer esquemas contributivos para a segurança social.
A oposição dos sindicatos também é fácil de entender, principalmente a dos sindicatos do PCP, o seu modelo orgazinativo assente em células, líderes sindicais e controleiros políticos dá-se mal com a mobilidade, a solução é a oposição à mudança. Os mesmos sindicatos que disseram cobras e lagartos da legislação laboral introduzida por Bagão Félix não tardarão muito a tornarem-se nos líderes da sua defesa. Incapazes de mudar, os nossos sindicatos apostam a sua sobrevivência no imobilismo económico, acima do interesse dos trabalhadores está o poder das estruturas partidárias que vivem das estruturas sindicais e dos disfarces que estas proporcionam.
Para o Governo só é bom o que dá lucro imediato, só consegue ver a longo prazo se estiverem em causa lucrativas obras públicas do tipo gasta agora e paga mais tarde, o que pode resultar e despesa sem resultados a curto prazo fica para um horizonte temporal que não colida com a gestão dos calendários eleitorais. O longo prazo mede-se pelo impacto das decisões nos próximo défice orçamenta, eos ministros não passam de "patrões de costa", temem navegar sem terra à vista.
Talvez se compreenda que Cavaco Silva tenha ido falar do tema para o local mais longínquo possível de entre os que a sua agenda diplomática proporcionou.

 
At 16 de janeiro de 2007 às 14:06, Anonymous Anónimo said...

Taxa média de inflação atingiu os 3,1 por cento
Metade dos trabalhadores por conta de outrem perdeu poder de compra em 2006



Metade dos trabalhadores por conta de outrem em Portugal deverá ter perdido poder de compra em 2006, tendo em conta apenas os seus rendimentos de trabalho e a subida de preços registada no ano passado.

O cruzamento dos dados da inflação divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirma uma subida média dos preços de 3,1 por cento, com os dados oficiais sobre aumentos salariais em Portugal, permite verificar que estes aumentos foram inferiores à subida dos preços para mais de dois milhões de trabalhadores por conta de outrem. Estão nesta situação mais de 730 mil funcionários públicos, mas também mais de 1.300.000 empregados do sector privado.

Na função pública, os aumentos salariais em 2006 não ultrapassaram 1,5 por cento; no sector privado, os dados conhecidos sobre a contratação colectiva, que englobam pouco mais de 1,3 milhões de trabalhadores, mostram que os aumentos médios implícitos nos contratos que entraram em vigor até Setembro tinham subjacente um aumento salarial médio de 2,8 por cento. Como os dados do INE relativos ao inquérito ao emprego mostram que no terceiro trimestre do ano passado havia pouco mais de 3,9 milhões de trabalhadores por conta de outrem, conclui-se que cerca de metade destes deverá ter perdido poder de compra.

Esta situação deverá manter-se em 2007, pelo menos para a função pública, já que o aumento salarial estipulado unilateralmente pelo Governo volta a não ir além dos 1,5 por cento. Este aumento não permitiria qualquer ganho de poder de compra mesmo que a taxa de inflação prevista pelo Governo para 2007 se viesse a concretizar. Na sua proposta de Orçamento do Estado para o corrente ano, o Governo prevê que os preços, em média, não subam mais do que 2,1 por cento. No entanto, no mesmo documento, o Governo previa que a evolução média dos preços em 2006 não deveria ultrapassar os 2,5 por cento. E na proposta de Orçamento para 2006, a previsão do Governo ficava-se por uma subida dos preços de 2,3 por cento.

Transportes e combustíveis fazem disparar preços

A subida da inflação em 2006 fica marcada pelo disparar do preço dos transportes. Os dados do INE mostram que esta classe, sozinha, explica mais de um terço da subida média de 3,1 por cento verificada no conjunto do ano. A subida da classe de transportes não será estranha ao facto de no ano passado ter havido dois aumentos do preço dos passes sociais. O primeiro, a 1 de Janeiro, de 2,3 por cento; e o segundo, em Julho, com uma subida intercalar de 2,65 por cento.

A subida dos passes sociais foi justificada na altura pelo Governo com a subida do preço dos combustíveis nos mercados internacionais, subida essa que também se fez sentir em Portugal. Assim, juntamente com os transportes, a classe de preços dos produtos alimentares e bebidas não-alcoólicas e a classe de preços referente à habitação, água, gás e outros combustíveis explicam, em conjunto, quase outro terço da subida registada. "Em 2006, à semelhança do que se verificou no ano anterior, a classe que mais contribuiu para a formação da taxa de inflação (...) foi a dos transportes", sublinha o Instituto. Do lado contrário a esta subida de preços esteve a classe das telecomunicações, a única a registar uma diminuição de preços.

Tudo somado, os preços em Portugal atingiram uma subida média de 3,1 por cento, o valor mais alto desde o ano de 2003.

Vítor Costa
In:PÚBLICO

 
At 17 de janeiro de 2007 às 00:32, Anonymous JER said...

NEGÓCIO ESCLARECEDOR

A notícia relativa à venda de uma herdade que pertencia ao professor Rosado Fernandes, um dos nomes mais sonantes do nosso mundo agro-político, ontem publicada no JN e que um amigo teve o cuidado de a transcrever e enviar-me por mail é uma das explicações para o atraso da nossa agricultura e mesmo para se poder perceber a grande diferença entre as economias espanholas e portuguesa.

Depois de ler isto só se pode chegar a uma conclusão: por favor, vendam as herdades e as empresas a empresários espanhóis! Portugal não é mais do que uma imensa herdade de Fonte de Frades.

«Uma herdade que, depois do 25 de Abril e durante cerca de 20 anos pouco ou nada produziu, é hoje uma das mais bem sucedidas do Alentejo. Durante anos propriedade de Rosado Fernandes, dirigente da Confederação dos Agricultores de Portugal, deputado ao Parlamento Europeu e à Assembleia da República - que a herdara do seu bisavô, Piteira Fernandes, que a comprou em hasta pública -, a herdade de Fonte dos Frades está hoje em mãos espanholas. Cerca de 18 milhões de euros foi o valor investido na aquisição das terras, plantação das oliveiras e aquisição de máquinas. Só na construção do largar, a funcionar desde Novembro, foram investidos 3,5 milhões de euros. Com cerca de 630 hectares de olival, a propriedade tem 180 mil pés de oliveira e a actual campanha deverá render cerca de oito milhões de quilos de azeitona. A próxima campanha deverá render 15 milhões de quilos, atingindo um máximo de 23 milhões de quilos. Com 15 trabalhadores no quadro, a empresa dá trabalho a outros 40 sazonais. "A forma de trabalhar dos portugueses é boa e adaptaram-se aos nossos métodos", conta José Luís de Prado. O proprietário garante que a Fonte dos Frades é uma empresa "de excelência na qualidade e produtividade" e admite que, dentro de 2/3 anos, atingirá a "velocidade cruzeiro".»

 

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