segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

AOS JOVENS LICENCIADOS DO MEU CONCELHO CANDIDATOS A FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS OU DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL


Se é tua intenção ingressar numa das carreiras da função pública ou da administração local gostaria de te dizer algumas coisas antes de te decidires a dar um passo de que te poderá arrepender para o resto da vida.
Optar por ser funcionário público ou funcionário da administração local poderá não ser uma alternativa face às dificuldades do mercado de trabalho, mas é bom que saibas como vão ser os teus quarenta anos de vida profissional.


A primeira constatação que vais fazer é que o que por aí se diz quanto ao mérito é mentira, aquelas que consideras serem boas qualidades profissionais são defeitos num funcionário público ou da administração local.

Esquece o mundo que conheceste e os valores que te ensinaram, na Função Pública ou na Administração Local progrides se fores obediente, prescindires de opinar, fores subserviente e, acima de tudo, se aderires ao partido.

O que por aí se diz sobre avaliação é um grande embuste, a filiação partidária ou a bajulação das chefias sobrepõem-se a quaisquer avaliações. E mesmo que o mérito seja avaliado de pouco mais servirá do que para ajudares o amigo do partido a fazer boa figura e subir na vida, pouco mais vais ganhar do que umas palmadinhas nas costas.


Vais ter um patrão sem memória, de nada serve o que tenhas feito, o teu futuro profissional vai depender da conjuntura política, a qualquer momento o teu futuro se pode desfazer em nome do défice, o teu ordenado pode ser necessário para alimentar obras públicas indispensáveis para conquistar o voto nas próximas eleições.


Esquece o que aprendeste na Universidade, por exemplo, se fores licenciado em economia limita-te aos conhecimentos de aritmética e pouco mais, se pensas que vais colaborar nalgum modelo econométrico desiste, as previsões são feitas a olho, desde a despesa pública às receitas fiscais todas as previsões não passa de meros exercícios percentuais.


Para muitos dos licenciados da FP/FAL a carreira profissional não passa de um processo de desvalorização intelectual, cedo terás perdido muitas das aptidões e conhecimentos adquiridos nas universidades.
Até poderá ser perigoso mudar alguma coisa, para o funcionário é um grande risco querer mudar o que quer que seja, e se isso passar por evidenciar maior capacidade do que a das chefias ou demonstrar que algo foi mal feito do passado deixa de ser um risco e passa a ser uma fatalidade.


Optar por ser funcionário público ou funcionário da administração local é colocares o teu futuro nas mãos de políticos pouco escrupulosos, para quem os resultados eleitorais estão acima de todos os outros valores.

Se numa empresa o teu futuro depende nos resultados dessa empresa no Estado ou na Câmara Municipal o teu emprego depende do resultados eleitorais dos políticos, e se um bom empresário é aquele que melhor gere os bons recursos humanos, um bom político começa a ser aquele que melhor consegue tramar os funcionários públicos ou os funcionários da administração local.


JUM

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15 Comments:

At 12 de fevereiro de 2007 às 20:49, Anonymous Anónimo said...

jum ja reparas t o quão estupido és? q falta de inteligência e informação...

 
At 12 de fevereiro de 2007 às 21:16, Anonymous JUM said...

Uma criança, mal educada que não foi capaz de escrever nada.

 
At 12 de fevereiro de 2007 às 21:24, Anonymous Anónimo said...

Como Pinto da capoeira as galinhas não escapam ao meu galanço e passam a vida a caírem-me às patas.

São muito diferentes, umas cultas outras incultas, loiras e morenas.. .

Não há galinha licenciada que entre para a Câmara Municipal que não me passe pela asa.

Já debiquei galinha portuguesa e estrangeira.

Elas nunca são muito deslumbrantes, mas como eu tenho o Poder e o Dinheiro, o que vale é a Queca!!!

Mas se um dia voltar a casar, o meu casamento vai ser maravilhoso e muito superior ao da minha franguinha.

E sobre a minha vida sentimental não digo mais nada.

Não pio!!!

O Iluminado Todo Poderoso Supremo Comandante, Nosso Guia Salvador Chicken Bugalheira.

 
At 12 de fevereiro de 2007 às 23:14, Anonymous Anónimo said...

Ò Bugalheira !!isso é mesmo verdade??Então tu nunca valeste nada para as mulheres,eu a certa altura até cheguei a pensar que eras dos tais e agora estás assim ??-À Malandro apanhas-te com o Dinheirinho que os Municipes pagam dos impostos e és Homem rico - Isso à uns anos atrás nen te passava pela cabeça.Assim és um grande PORCO....

 
At 13 de fevereiro de 2007 às 00:02, Anonymous Anónimo said...

ia o jum logo todo ofendido...és daqules desgraçados com uma vida triste q refugia-se na net? se não parece...

 
At 13 de fevereiro de 2007 às 09:55, Anonymous Anónimo said...

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At 13 de fevereiro de 2007 às 09:59, Anonymous Anónimo said...

boa helder já fizes-te das tuas outra vez

 
At 13 de fevereiro de 2007 às 13:33, Anonymous Anónimo said...

Subscrevo totalmente, apenas ressalvando o facto que desse mal nem só os licenciados sofrem, conheço muito bons funcionários, não licenciados, que são postos à margem por não alinharem com o partido, com o chefe, etc .

Especialmente nas autarquias locais são flagrantes os casos, quem não cala não come, e o não come significa, muitas vezes, não lhes ser atribuído trabalho, são os chamados funcionários que foram para a prateleira!
Assim, amigo JUM este país não anda para frente!

 
At 13 de fevereiro de 2007 às 13:35, Anonymous Uma Funcionária da Câmara Municipal said...

Já que nisto de morder a língua e morrer envenenados somos realmente os melhores, vamos lá...

Para quem anda tão ressabiado com os FPs que só vislumbra defeitos, sugiro umas férias(emigração poderia soar um bocado despropositado) na Palestina, esse paradigma da civilização sem Função Pública.

Para os do lado de cá do balcão, principalmente para os que conhecem melhor os direitos do que os deveres e andam preocupadíssimos com a perca de regalias, meus amigos, é aguentar, só cá está quem quer. Há um mundo de oportunidades "lá fora".

Para as eminências que nos governam, e respectivos séquitos de parasitas, entendamos claramente que são um mal muito menor que uma sociedade anarca, mas por favor, tenham um bocado de vergonha na cara e disfarcem um pouco melhor.

Vamos por um bocado deixar de alinhar por baixo, perceber que existe boa e má gente em todo o lado, bons e maus profissionais em todo o lado(não é a mesma coisa!), e que, apesar de nos sentirmos pequeninos e impotentes contra o Sistema, os colegas, o chefe, o patrão, o Governo, Autarcas, etc, a única coisa que depende de nós é, no que nos compete, fazer o melhor possível todos os dias, sem desculpas.

 
At 13 de fevereiro de 2007 às 13:38, Anonymous Anónimo said...

Boas,
Um dos grandes males desta terriola é a confusão que há quanto a quem é funcionário publico.
Há pessoal nos hospitais, nas polícias e em outras actividades.
Todos são funcionários públicos, no entanto, conota-se funcionário publico com o manga de alpaca das finanças.
Porquê?
Porque os das finanças são os piores, os maus, os gajos que sacam a massa das heranças e das contribuições.
Depois pensa-se que os impostos são para fazer coisas esquecendo que a maior fatia é para sustentar essa máquina cheia de gente.
É preciso ter gente e em alguns serviços, haverá gente a menos. Noutros, gente a mais que duplica tarefas e em muitos casos os erros. É isso que irrita a maior parte do pessoal e leva a que seja devidamente aposto o carimbo e o selo branco do desperdício em tudo que trabalha ao serviço do estado misturando quem se serve do estado com quem serve o estado.

Se, como diz o JUM, já foi chão que deu uvas, não deixa de ser uma situação laboral cobiçada por muitos.
Depois de entrar , logo se verá. Trabalhar pouco, ter muitas regalias e a segurança eterna faz crescer água na boca a muita gente.

Principalmente aos que sempre tiveram por perto, um senhor doutor, com muitos conhecimentos.
É o lugar da Terra onde há mais factor Cunha
Não é JUM?

 
At 13 de fevereiro de 2007 às 13:40, Anonymous R.C. said...

Tem toda a razão JUM.
O retrato é fiel e tende cada ano a piorar.
A politização da FP atingiu os limites do absurdo.
O PRACE vem dar a última machadada no que restava da independência face à politica da FP.
Os técnicos que tinham a sua carreira, a sua profissão a defender, vão desaparecer e em seu lugar virão os nomeados politicamente, sem currículo ou habilitação capazes, sem uma carreira e como tal com propensão para a asneira e a corrupção.
É um desastre total o que se avizinha e que se vai traduzir em mais despesa pública e piores serviços prestados pelo Estado.

 
At 14 de fevereiro de 2007 às 22:03, Anonymous J said...

«A alteração do vínculo contratual dos actuais funcionários públicos - defendida pela comissão técnica liderada por Luís Fábrica e sobre a qual o Governo ainda não se pronunciou de forma clara - colide com princípios constitucionais fundamentais, na opinião de diversos especialistas consultados pelo DN. Em causa estão os princípios da segurança jurídica e da protecção da confiança, inscritos na Constituição da República Portuguesa, que sairiam feridos de uma eventual generalização do contrato individual de trabalho aos actuais funcionários públicos, integrados no regime de direito público. » In:Diário de Notícias


Por este andar o ministro das Finanças ainda se colocar os funcionários públicos com dezenas de anos de serviço a recibos verdes.

 
At 14 de fevereiro de 2007 às 22:15, Anonymous Anónimo said...

Sócrates prepara PS para guerra na Função Pública

José Sócrates preparou ontem os deputados socialistas para uma nova frente de batalha contra o Governo. Na abertura das jornadas parlamentares do PS, que ontem começaram em Óbidos, o primeiro-ministro avisou que "a reforma da Administração Pública está em marcha e vai fazer-se". Mesmo na questão mais polémica dos vínculos contratuais, Sócrates advertiu os sindicatos que o Governo não vai desistir de premiar o mérito, assentando a progressão de carreiras na avaliação do desempenho individual. Essa será a grande prioridade do Governo para 2007, garantiu o primeiro-ministro, dois dias depois de ter assegurado uma vitória para o partido no referendo do aborto.

"Como é possível ter deixado que os nossos regulamentos tenham progredido desta forma caótica na proliferação de carreiras?"questionou o secretário-geral socialista."É preciso premiar o mérito e haver carreiras com base na avaliação do desempenho", afiançou.

"Não é possível continuar com uma regulamentação do século passado", alegou ainda o líder socialista, garantindo que depois do PRACE e da mobilidade dos funcionários públicos, este é o momento de introduzir o sistema de avaliação aos serviços e às pessoas, porque aí é "que está a pecha" do sector. "A negociação com os sindicatos já começou e é para ser levada até ao fim", anunciou perante quase uma centena de deputados presentes.

Certo é que os primeiros passos dessa negociação já mereceram forte contestação dos sindicatos. Isso aconteceu na última semana, depois de se conhecer a intenção de alargar o contrato individual de trabalho na administração a sectores como a educação e saúde, que são entendidos pelo Governo como funções não nucleares do Estado.

Também ontem, o DN noticiava que alguns deputados socialistas queriam aproveitar as jornadas parlamentares precisamente para questionar o Governo sobre os contornos desta reforma. Sócrates, assim, antecipou- -se às eventuais dúvidas, deixando clara a estratégia do Governo.

A reforma da administração pública não será, porém, o único tema a merecer a atenção do Executivo este ano. Haverá também a reforma das universidades, referiu, não adiantando nada mais face ao calendário que já tinha proposto ao Parlamento nesta matéria que a revisão do financiamento das universidades, assim como da sua autonomia e estatuto da carreira docente, estarão prontos para aprovar até Março deste ano.

PCP também contesta

Também ontem, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou o Governo de estar a "redesenhar o Estado" ao serviço dos interesses dos grupos económicos e financeiros, "a pretexto da delimitação da natureza dos vínculos laborais".

"A agora anunciada intenção do Governo de resumir às chamadas áreas de soberania aquelas que constituirão as funções nucleares do Estado, a pretexto da delimitação da natureza dos vínculos laborais, constitui uma incontornável confissão do projecto em curso de redesenhar o Estado ao serviço dos interesses dos grupos económicos e financeiros", afirmou Jerónimo de Sousa.

Em conferência de imprensa para apresentar as conclusões da reunião do Comité Central do PCP, Jerónimo de Sousa manifestou-se contra a "alienação das funções e responsabilidades sociais do Estado", considerando que o Governo socialista "há muito vem prosseguindo" tal caminho.


Nomeações



passam a excepção

Para acabar com a variedade de vínculos na administração pública, o Governo pretende que passem a existir apenas dois a nomeação (só para funções nucleares) e contrato individual (que se alarga, no projecto, às áreas da educação e saúde).



Causas para despedimento

Hoje, o fim do vínculo vitalício só pode ser accionado com fundamento disciplinar. O Governo quer fazer alterações e ontem a OCDE pediu o seu alargamento.



Regime especial para depois de Junho

O ministro das Finanças já anunciou que quer mudar o número de carreiras do regime geral e do regime especial. Hoje, existem, respectivamente, 653 e 119. Para já, só as do regime geral estão em cima da mesa - as outras, só no segundo semestre.



Supranumerários



e avaliação

Outra das dificuldades da reforma para já, o quadro de excedentários aguarda a aprovação das leis orgânicas dos serviços; a avaliação muda também este ano.

In: Jornal de Notícias
14/Fev/2007

PORQUE SERÁ?

 
At 15 de fevereiro de 2007 às 13:49, Anonymous Anónimo said...

Assim vai a renovação da função pública:

Mais de 3000 estagiários dispensados em Março.

In:Diário de Notícias de 15/02/07

 
At 16 de fevereiro de 2007 às 12:49, Anonymous JUM said...

ACABO O ESTÁGIO

«O Governo vai dispensar mais de três mil jovens que em Março concluem os 12 meses de estágio na função pública. A surpresa não está no fim do estágio, que desde sempre esteve anunciado para Março, mas no facto de o Governo ter optado por dispensar a generalidade dos estagiários. Com efeito, apesar das lamentações de muitos dirigentes que gostariam de manter alguns destes trabalhadores, o Governo já deixou claro que não há margem para contratações. »
In:Diário de Notícias

É o lado antipático das medidas simpáticas.

Sugira-se a Sócrates que avalie se estes jovens estiveram mesmo a fazer um estágio curricularmente útil ou se foram tratados como mão-de-obra barata.

 

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