sábado, 14 de abril de 2007

QUANTO MAIS SE MEXE NA M..., MAIS MAL CHEIRA


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Ontem, foi divulgado este documento.
Sabem, sou mulher. Por isso mesmo, não me é nada difícil localizar os iogurtes de framboesa, tão apreciados nesta casa, e que se não são rapidamente encontrados no frigorífico side-by-side de família, corro o sério risco de ter de ouvir o lamento " tu prometeste, mamã..." . Pior ainda, é a possibilidade de um dia, a frase poder ser completada com um "... e não cumpriste". Isto para dizer que tenho algum treino visual para reparar nos pormenores. Ontem, ao anunciarem a existência de um segundo certificado de José Sócrates, abri o respectivo o PDF, entretanto disponibilizado pelo Jornal "PÚBLICO" . Não me detive nas classificações. Verifiquei que o documento estava datado ( 96/08/26), assinado pelo chefe da secretaria e...

e...
como sempre, os meus olhos detiveram-se em dois pormenores sem importância:
no papel timbrado da Universidade Independente, no rodapé, entre outras informações, constam o endereço (físico e electrónico) e os números de telefone e de fax ( 351 21 836 19 00 e 351 21 836 19 22). Só que,... em 1996, os números de telefone não apresentavam os indicativos 21, 22, 290, mas sim, 01, 02, 090... etc, como aliás, pude confirmar (a alteração só foi feita em 31 de Outubro de 1999).
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Um pouco mais à frente, consta ainda, um código postal composto por sete algarismos (1800-255), o que é deveras estranho, uma vez que só em 1998 começa a ser utilizada esta nova forma de indicação. clique para ampliar

Conclusão: o certificado parece ter sido emitido, não em 26/08/1996, mas em data posterior a 31 de Outubro de 1999. O problema ("o maior dos problemas") reside no facto de o Gabinete do primeiro-ministro já ter esclarecido, que a data válida era mesmo a do certificado que se encontra na Câmara da Covilhã.
Mais um erro administrativo, que só pode ser imputado à UNI (dirá o Gabinete do primeiro-ministro).

Esta ultrapassou largamente as minhas expectativas...de tão básica que é!!!...

Punctum Contra Punctum

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9 Comments:

At 14 de abril de 2007 às 22:18, Anonymous Anónimo said...

O Partido Socialista está cheio de vigaristas, que cada dia que passa vão sendo desmascarados.
Força pessoal!

 
At 14 de abril de 2007 às 22:23, Anonymous JER said...

Blogues, rumor, boato,...

Foi com este desabafo maldoso que José Sócrates se armou em vítima justificando o que por aí se diz sobre a sua licenciatura pouco brilhante e com tantos erros administrativos que deu para alimentar as páginas de jornais durante três semanas.
A fórmula a que Sócrates recorreu para atribuir a culpa aos blogues lembra-me um cartaz dos últimos tempos do anterior regime onde se recorria igualmente a uma sequência aparentemente lógica: “droga, loucura, morte”.
Agora é "blogues, rumor, boato".

Só que aquilo a que assisti foi ao primeiro-ministro defender-se das “insinuações” dos jornalistas publicadas em jornais ou divulgadas por estações de televisão, recorreu a documentos para contraditar as “insinuações” baseadas noutros documentos publicados em jornais. Só que na hora de indicar o culpado Sócrates evitou acusar a imprensa já que isso ser-lhe-ia prejudicial, optou por recorrer ao aparentemente mais fácil , desancou nos blogues.

Ou Sócrates é ingénuo ou quer-se fazer de tal para melhor se vestir no estatuto de vítima, é tão verdade que os rumores circularam nos blogues muito antes de serem aproveitados nos jornais, como também é verdade que o seu nome foi defendido em muitos blogues muito antes de ele ter tido a coragem ou de ter sido forçado defender-se.

Foi um erro grave de Sócrates cujas consequências vai poder avaliar no futuro pois o somatório dos leitores de blogues já tem um peso considerável na opinião pública.
A verdade é que se a culpa foi dos blogues então Sócrates não percebeu ainda que foi o primeiro governante do mundo que ficou em apuros devido aos blogues, da mesma forma que já tinha sido eleito com a ajuda deles.
Será melhor que Sócrates e os seus assessores aprendam a conviver melhor com esta realidade.

Ao contrário do que sucede com os jornais, os blogues reflectem o que os seus autores pensam ou sentem em cada momento, o que se escreve em muitos blogues não é mais do que qualquer cidadão comum comenta com a vizinha ou com o amigo na mesa do café.
Ofendem o primeiro-ministro? Quantos portugueses, incluindo os deputados do PS, já não terão chamado, sacana, filho da mãe ou qualquer outro adjectivo menos recomendável ao primeiro-ministro?

É evidente que uma opinião transmitida na mesa do café não tem o mesmo impacto do que se for escrita num blogue, ainda que este seja lido apenas por umas dezenas de militantes.
Esta atomização da opinião torna ineficazes os tradicionais assessores de imprensa, agora os cidadãos não se limitam a consumir informação, são eles que, mal ou bem, produzem informação.

Quer se queira, quer não o mundo mudou, da mesma forma que mudou quando Abril pôs fim à ditadura e as forças policiais deixaram de poder proibir ajuntamentos de mais de quatro pessoas.
Agora as pessoas podem juntar-se no número que entenderem e até podem escrever a dezenas de pessoas mandando-lhes mensagens de mail ou sms, escrevendo em blogues ou intervindo em fóruns, é uma chatice para o poder mas é assim, quanto mais democracia houver mais difícil é a vida para os políticos, até para os que chegaram ao poder já depois da existência de blogues e ajudados por esses malditos blogues.

Não se pode ter sol na eira e água no nabal, o mesmo José Sócrates que foi levado ao colo até São Bento não se pode queixar agora de que os cidadãos pensam demais e ainda têm o desplante de dizer o que pensam e o que sentem nos blogues

 
At 15 de abril de 2007 às 03:09, Anonymous Anónimo said...

O que é que José Sócrates tem de comum com Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro, Taveira Pinto e Avelino Pereira Torres? É que conseguem dizer as maiores mentiras com aquerla convicção de quem está a falar verdade. É impressionante o descaramento desta gente. Não tenho o mais pingo de vergonha na cara.

 
At 15 de abril de 2007 às 11:56, Anonymous Anónimo said...

Os EUA podem ter muitos defeitos mas e o unico pais que conheco, no qual se este senhorfosse 1º la ja tava demitido, quem nao se lembra de Nixon?? tb foi exonerado de Presidente pq mentiu, so isto.
Os que fogem aos impostos seja quem for sao presos e pagam.
Ja que os nossos politicos falam dos outros que ate ganham mais sejam como eles nao mintam tanto.
Para que a
qer o Sr 1º o diploma, ?? vaidade pura, pq so netsa porcaria d esociedade pinderica e que se da valor a porcaria de diplomas tirados a custa dos rotulos da Farinha 33, pq s eo Sr Jose Socrates aparecer com um diploma dessas universidades perguntam logo em que pais sub-desenvolvido ele o tirou, faz lembrar as cartas d econducao.
"a mulher d ecesar nao pode parecer tem de ser"
Pq nao pediu uma comenda oa ex Presidente Sampaio, ate os alfaiates da esposa foram comendadores, por isso as n/condecoracoes ja parecem os diplomas da UNi e quejandas.
< Ja agora sr 1º Ministro tente entra no Tecnico, ai sim saiem Eng e nao falsidades, mas claro nas oficiais e muito dificil entrar medias altas para serem selectivas

 
At 15 de abril de 2007 às 18:18, Anonymous Anónimo said...

1- Por despacho de 6 de Fevereiro de 2007 da Presidente do Instituto Politécnico de Santarém, foi a António Manuel Balbino Caldeira (novel figura pública graças ao mediatismo que tem sido dado às posições que tem assumido no seu blog "Do Portugal Profundo"), autorizada a renovação do contrato, em regime de tempo integral e exclusividade, para exercer funções na Escola Superior de Gestão de Santarém, por urgente conveniência de serviço, pelo período de dois anos, com efeitos reportados a 17 de Novembro de 2006, com a remuneração correspondente ao escalão 3, índice 210, do estatuto remuneratório do pessoal docente do ensino superior politécnico.

2- O extracto desse despacho (4480/2007), que não carece de visto do Tribunal de Contas, foi publicado no Diário da República, 2.a série, nº 50, de 12 de Março de 2007.

3- A renovação de um contrato administrativo de provimento como equiparado a professor-adjunto é feita ao abrigo do Estatuto da Carreira do Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico (Decreto-Lei nº 185/81 de 1 de Julho, com as alterações introduzidas pelo Decretos-Leis nºs 69/88, de 3 de Março, 408/89, de 18 de Novembro, 245/91 de 6 de Julho, 212/97 de 16 de Agosto) que, no nº 1 do seu art. 8º, estipula que poderão ser contratadas para a prestação de serviço docente nos estabelecimentos de ensino superior politécnico individualidades nacionais ou estrangeiras de reconhecida competência científica, técnica, pedagógica ou profissional, cuja colaboração se revista de necessidade e interesse comprovados.

4- Mais determina o nº 3 do art. 8º do referido Decreto-Lei que os contratos dos equiparados a categorias da carreira do pessoal docente do ensino superior politécnico, serão precedidos de convite, fundamentado em relatório subscrito por dois professores da especialidade do candidato e aprovado pela maioria dos membros em efectividade de funções do conselho científico, do estabelecimento de ensino interessado.

5- Finalmente (e por agora), nos termos do nº 2 do art. 13º do mesmo Decreto-Lei, o provimento do pessoal especialmente contratado, nos termos do artigo 8.º do Decreto-Lei nº 185/81 de 1 de Julho, considera-se sempre efectuado por urgente conveniência de serviço.

6- Não querendo lançar qualquer suspeição sobre a legitimidade ou legalidade da renovação do referido contrato administrativo de provimento que, certamente, foi devidamente enformada e terá sido, tempestivamente aprovada pela maioria dos membros em efectividade de funções do Conselho Científico da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico de Santarém (facto e data que não conseguimos apurar pelo facto da última acta online disponível desse órgão datar de 30 de Novembro de 2004), conforme prescreve o nº 3 do art 8º do já referido Decreto-Lei nº 185/81, estranha-se que a renovação, por urgente conveniência de serviço, do contrato de António Manuel Balbino Caldeira, cujos efeitos são reportados a 17 de Novembro de 2006, tenha sido feita por um despacho da Presidente do Instituto Politécnico de Santarém de 6 de Fevereiro de 2007, ou seja, aparentemente, 81 dias após o anterior contrato que ligava o docente à escola ter terminado.

7- Será que este atraso que contraria a prática de algumas escolas congéneres como aquela em que exerço funções docentes, em que as renovações de contratos são feitas antes que o vínculo que liga o docente à escola se extinga, é justificável? E qual poderá ser a justificação, quando se trata, como é o caso, de contratações feitas ao abrigo da urgente conveniência de serviço que, nalgumas escolas, apenas é suposto produzirem efeitos a partir da data do despacho.


8- Não conseguimos também entender a razão que terá levado o docente a exercer funções, durante quase 3 meses, numa escola à qual não o ligava qualquer vínculo contratual. É normal e legítimo que tal aconteça?

9- Interrogamo-nos ainda acerca da data em que o referido docente terá recebido os vencimentos dos meses de Novembro (parte) e de Dezembro de 2006, bem como de Janeiro de 2007. Será que esses vencimentos terão sido percebidos em data anterior ao despacho de 6 de Fevereiro de 2007, que autorizou a renovação do seu contrato e fixou o seu nível remuneratório? E se isso aconteceu, qual foi o suporte para o processamento desses vencimentos?

10- Será que a escola, o docente, ou ambos, cometeram, neste processo, alguma irregularidade ou ilegalidade? E se, eventualmente, a(s) cometeram a quem cabe a culpa e quais as suas possíveis consequências?



Quem tiver informações ou possa dar esclarecimentos sobre esta matéria, por favor, escreva para raulventuramartins@gmail.com. Procurarei, no respeito da lei e dentro das minhas limitações, investigar o que for relevante e publicar o que apurar ser verdadeiro e for lícito e legítimo fazer.

6:00 PM
Anónimo disse...
Outra coisa:

Convinha que António Balbino Caldeira, autor do portugal profundo, viesse esclarecer a ligação à Nova Democracia e a conclusão de um mestrado na Universidade Lusiada de V. N. de Famalicão conhecido bastião deste partido. Não chega acusar para quem tem telhados de vidro.

6:04 PM
Anónimo disse...
Portugal gosta de falar dos politicos, esquecendo ou não logrando dizer a par, que Portugal é constituido, desde o barbeiro ao dentista passando pelo Juiz, por politicos. Só que, existem uns, mais competentes, com mais amigos que até chegam a Ministros. Ora ora.

6:08 PM
Anónimo disse...
O trabalho universitário do Licenciado António Balbino Caldeira, autor do portugal profundo, consiste em 11 horas semanais pagas a peso de ouro pelos nossos impostos (€ 4890,80, dando-lhe o tempo necessário para invectivar com o seu grupelho o bastão de Fafe na Net.

 
At 15 de abril de 2007 às 21:37, Blogger Zé da Ponte said...

O Anónimo que escreveu o último comentário, além de Socialista é BURRO, em 9 de Abril de 2007, o pontedosor.blogspot.com publicou o texto que se transcreve da autoria do António Balbino Caldeira, pessoa séria e honesta, não metida em nenhum partido, que desde o inicio tem denunciado as vigarices do sr. Zé Sócrates, aquele que "diz que é Engenheiro sem o ser".
Deve ler o mesmo com muito atenção, pode ler o mesmo na página deste blogue e abrir os links, para ver onde os PS é mestre das vigarices:

Zé da Ponte


«QUEM SE METE COM O PS...


ou a ameaça da retaliação esperada

Acabo de ver que recebi ontem um ataque pessoal do líder do Partido Socialista em Aveiro, Raúl Ventura Martins do blogue Margem Esquerda.

Do Portugal Profundo gosto de clareza: portanto publicarei o próprio ataque. Verão os leitores o nível da retaliação que esta gente pratica. Mesmo se o ataque é de pólvora seca, por não apontar de ilegal à instituição onte trabalho, nem a mim próprio.

Quem é Raúl Ventura Martins? É um ex-comissário nacional do Partido Socialista (XIV Congresso), actual líder da concelhia de Aveiro do PS e membro da Assembleia Municipal de Aveiro (o mesmo de que fala aqui o Jorge Ferreira do Tomar Partido e que o nosso comentador Vítor aqui identifica), docente do quadro enquanto professor adjunto - em funções? - do ISCA de Aveiro, gestor e consultor que ainda, nas suas próprias palavras, "Licenciado em Finanças pelo - ISE; Mestre em Estudos Europeus - U. Minho; Professor Adjunto do Ensino Superior; Consultor de Empresas; Desempenhou funções como: Vicepresidente da CRCB; Administrador do grupo PEC; Presidente da APA" (APA- Administração do Porto de Aveiro); e ainda de acordo com o comentador FM: "foi presidente da Federação Distrital do PS durante alguns anos. Chefiou o Matadouro de Aveiro". Já há outras referências nos comentários e outras que me chegaram por outra via mas, porque sujeitas a confirmação ou pessoais, não as cito. Se alguma destas referências que aqui ponho estiver menos correcta, corrigi-la-ei sem demora.

Não lhe quero diminuir o valor, portanto mantenho-o como comissário nacional do Partido Socialista: é que uma vez comissário, sempre comissário.

Transcrevo abaixo o conteúdo do ataque pessoal para o corpo do meu blogue para que os leitores saibam o nível da vingança violenta do sistema:

"Domingo, Abril 08, 2007
Do Portugal Litoral, Arenoso e Pouco Profundo

1- Por despacho de 6 de Fevereiro de 2007 da Presidente do Instituto Politécnico de Santarém, foi a António Manuel Balbino Caldeira (novel figura pública graças ao mediatismo que tem sido dado às posições que tem assumido no seu blog "Do Portugal Profundo"), autorizada a renovação do contrato, em regime de tempo integral e exclusividade, para exercer funções na Escola Superior de Gestão de Santarém, por urgente conveniência de serviço, pelo período de dois anos, com efeitos reportados a 17 de Novembro de 2006, com a remuneração correspondente ao escalão 3, índice 210, do estatuto remuneratório do pessoal docente do ensino superior politécnico.
2- O extracto desse despacho (4480/2007), que não carece de visto do Tribunal de Contas, foi publicado no Diário da República, 2.a série, nº 50, de 12 de Março de 2007.
3- A renovação de um contrato administrativo de provimento como equiparado a professor-adjunto é feita ao abrigo do Estatuto da Carreira do Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico (Decreto-Lei nº 185/81 de 1 de Julho, com as alterações introduzidas pelo Decretos-Leis nºs 69/88, de 3 de Março, 408/89, de 18 de Novembro, 245/91 de 6 de Julho, 212/97 de 16 de Agosto) que, no nº 1 do seu art. 8º, estipula que poderão ser contratadas para a prestação de serviço docente nos estabelecimentos de ensino superior politécnico individualidades nacionais ou estrangeiras de reconhecida competência científica, técnica, pedagógica ou profissional, cuja colaboração se revista de necessidade e interesse comprovados.
4- Mais determina o nº 3 do art. 8º do referido Decreto-Lei que os contratos dos equiparados a categorias da carreira do pessoal docente do ensino superior politécnico, serão precedidos de convite, fundamentado em relatório subscrito por dois professores da especialidade do candidato e aprovado pela maioria dos membros em efectividade de funções do conselho científico, do estabelecimento de ensino interessado.
5- Finalmente (e por agora), nos termos do nº 2 do art. 13º do mesmo Decreto-Lei, o provimento do pessoal especialmente contratado, nos termos do artigo 8.º do Decreto-Lei nº 185/81 de 1 de Julho, considera-se sempre efectuado por urgente conveniência de serviço.6- Não querendo lançar qualquer suspeição sobre a legitimidade ou legalidade da renovação do referido contrato administrativo de provimento que, certamente, foi devidamente enformada e terá sido, tempestivamente aprovada pela maioria dos membros em efectividade de funções do Conselho Científico da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico de Santarém (facto e data que não conseguimos apurar pelo facto da última acta online disponível desse órgão datar de 30 de Novembro de 2004), conforme prescreve o nº 3 do art 8º do já referido Decreto-Lei nº 185/81, estranha-se que a renovação, por urgente conveniência de serviço, do contrato de António Manuel Balbino Caldeira, cujos efeitos são reportados a 17 de Novembro de 2006, tenha sido feita por um despacho da Presidente do Instituto Politécnico de Santarém de 6 de Fevereiro de 2007, ou seja, aparentemente, 81 dias após o anterior contrato que ligava o docente à escola ter terminado.
7- Será que este atraso que contraria a prática de algumas escolas congéneres como aquela em que exerço funções docentes, em que as renovações de contratos são feitas antes que o vínculo que liga o docente à escola se extinga, é justificável? E qual poderá ser a justificação, quando se trata, como é o caso, de contratações feitas ao abrigo da urgente conveniência de serviço que, nalgumas escolas, apenas é suposto produzirem efeitos a partir da data do despacho.
8- Não conseguimos também entender a razão que terá levado o docente a exercer funções, durante quase 3 meses, numa escola à qual não o ligava qualquer vínculo contratual. É normal e legítimo que tal aconteça?
9- Interrogamo-nos ainda acerca da data em que o referido docente terá recebido os vencimentos dos meses de Novembro (parte) e de Dezembro de 2006, bem como de Janeiro de 2007. Será que esses vencimentos terão sido percebidos em data anterior ao despacho de 6 de Fevereiro de 2007, que autorizou a renovação do seu contrato e fixou o seu nível remuneratório? E se isso aconteceu, qual foi o suporte para o processamento desses vencimentos?
10- Será que a escola, o docente, ou ambos, cometeram, neste processo, alguma irregularidade ou ilegalidade? E se, eventualmente, a(s) cometeram a quem cabe a culpa e quais as suas possíveis consequências?"

O motivo do ataque socialista é a vingança, a represália, por ter investigado e publicado sobre as dúvidas públicas relativas ao percurso académico do primeiro-ministro José Sócrates e a sua utilização do título de "engenheiro".

Este ataque não é nada que não soubesse que me iria acontecer. É apenas uma amostra das consequências profissionais e pessoais que sofrerei por ter afrontado o poder absoluto e o sistema. Estou preparado para as consequências que começo a sofrer - os leitores também sabem que as sofrerei.

Entrei na Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico de Santarém em 1999 de forma limpa. Não conhecia ninguém no Instituto, nem conhecia ninguém que conhecesse lá alguém. Vi um anúncio no Público, salvo erro a um domingo, e não tinha esperança alguma de contratação - enviei até os papéis por fax. Fui admitido por mérito, suponho - já que não tinha qualquer cunha - entre, salvo erro, 29 candidatos. Devido a problemas internos da escola, a minha contratação (como todas as outras de equiparados na escola daquela época foram objecto de impugnação judicial), sob a argumentação de que o procedimento de admissão dos equiparados não poderia revestir a forma de um concurso, com selecção de candidatos por currículo e entrevista, e eu fui colocado na situação de "recorrido particular" que nem sabia o que era. O caso foi finalmente resolvido após três anos, a minha admissão não suscitou mais dúvidas e os meus contratos têm sido sucessivamente renovados.

Quando entrei no Politécnico de Santarém há sete anos, trabalhava como consultor na Câmara Municipal de Vagos, onde comecei a trabalhar sem qualquer conhecimento prévio ou favor. Mesmo conhecendo a prática relativa à polémica da exclusividade e as soluções legais possíveis, imediatamente deixei de trabalhar na Câmara.

Sou equiparado (ou "aqui parado", como brincam os colegas dos politécnicos...) a professor adjunto - o que significa que não estou no quadro. Pertenço, ao lado dos "escravos" - não estou do lado dos "senhores". No fio da navalha, sempre sujeito à apreciação superior e à roda dos alcatruzes do poder das instituições públicas, tenho feito o meu serviço, cujo valor, baixo ou alto, pode ser atestado junto de alunos e colegas.

Não sou ingénuo, que a punição do sistema eliminou a réstea que ainda existia no menino emocional que era: não concorri ao lugar de professor-adjunto do quadro para a área de Marketing (a que pertenço, tenho formação e lecciono) cujo prazo acaba de terminar. Menos uma chatice para o sistema. Estou lá na escola, enquanto me deixarem e sairei quando me puserem fora - e vão fazê-lo.

Nos politécnicos, como na administração pública portuguesa, é comum a contratação e a renovação dos contratos ser feita com efeitos reportados ao passado, devido ao atraso burocrático comum. É uma situação muito desagradável para os docentes envolvidos porque provoca angústia naqueles mais sensíveis, relativamente aos seus vínculos precários.

Relativamente aos procedimentos da renovação do meu contrato, o Conselho Científico terá concluído (que não estive presente), mediante o processo instruído para o efeito, que se justificava a renovação do meu contrato. Quando me foi solicitado, preenchi a declaração de renúncia de outras funções e exclusividade conforme solicitado pelo Conselho Directivo da Escola Superior de Gestão (ESG) do Instituto Politécnico de Santarém. O Conselho Directivo terá depois feito a proposta de renovação de contrato e enviado ao Politécnico, seguindo os trâmites burocráticos da administração. Diz o comissário nacional do PS, e eu verifiquei que é verdade, que a senhora presidente do Instituto Politécnico - de quem eu creio que o senhor comissário nacional do PS não tem razões para duvidar - terá despachado em 6-2-2007 a autorização para a minha contratação. Finalmente, em 21 de Março assinei o contrato administrativo de provimento.

Como é da lei, a não denúncia do contrato pela entidade patronal no prazo que o contrato e a lei estipulam, tem a consequência da renovação do vínculo anterior - também por aí não tinha ficado sem vínculo. Mais ainda, a contratação e a renovação de contratos na administração pública portuguesa - abra-se a excepção do ISCA de Aveiro onde trabalha o comissário socialista onde, se admite a hipótese, nunca terá sido celebrado nenhuma contratação nem renovação com atraso face à data em que começou a produzir efeitos... - é comum fazer-se com atraso. Não devia acontecer, mas acontece. Não creio que tenha sido cometida qualquer ilegalidade ou irregularidade pelo Instituto Politécnico no meu contrato ou nos dos meus colegas que seguiram trâmites iguais.

Aliás, não tendo havido denúncia do contrato pela entidade contratante (o Politécnico de Santarém) nos termos da alínea a do art. 14.º do Dec.-Lei 185/81 de 1 de Julho (Estatuto da Carreira do Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico) Decreto-Lei nº 185/81 de 1 de Julho, com as alterações introduzidas pelo Decretos-Leis n.os 69/88, de 3 de Março, 408/89, de 18 de Novembro, 245/91 de 6 de Julho e 212/97 de 16 de Agosto) até trinta dias antes do termo do contrato, este é automaticamente renovado. Não sou jurista, portanto a demonstração da ilegalidade ou irregularidade fica para os entendidos que convido a pronunciarem-se. Do Portugal Profundo não creio que o Instituto Politécnico de Santarém cometeu qualquer irregularidade ou ilegalidade, nem eu próprio - mas, se existirem dúvidas fundadas, investigue-se e puna-se sem dó nem piedade.

É ainda triste envolver a senhora presidente do Instituto Politécnico de Santarém, bem como os serviços deste Instituto, num ataque pessoal a um cidadão que, no exercício legítimo e responsável do direito de cidadania, escreveu sobre o percurso académico e a utilização de título de engenheiro pelo primeiro-ministro.

Realço que não tive desde o início a mínima esperança de não sofrer as consequências pessoais e profissionais de ter ousado perguntar e escrever sobre as dúvidas do percurso académico do primeiro-ministro e a utilização do título de "engenheiro".

As ameaças são apenas o prenúncio da punição esperada. Não me admiram, nem demovem.

Sei, porque já o sofri em conjunto com a minha família, que a violência da resposta do sistema será terrível. Quando lhes for possível, serei punido profissionalmente com o despedimento - não renovação do contrato ou outra fórmula ou motivo qualquer aparentemente mais subtil, que tenho a certeza não será fundado na minha prestação académica - e perseguido judicialmente e pelos serviços policiais ainda de forma mais intensa, desproporcionada e absurda.

É o Portugal que temos e que quero ajudar a mudar. Não me vou embora. Estou e sou.



António Balbino Caldeira
Do Portugal Profundo»

 
At 15 de abril de 2007 às 22:03, Anonymous M. said...

Mais Lenha para o Fogueira...


A existência de dois certificados de habilitação com seis notas divergentes e distintas datas de conclusão da licenciatura levou a direcção da UnI a divulgar um comunicado no qual admite que alguns desses documentos "poderão ser forjados". O PÚBLICO informa ainda que o documento que aceita transferência de Sócrates para a UnI não foi assinado pelo reitor, ao contrário do que estabelecia a lei. O dossier das habilitações de Sócrates ameaça transformar-se num caso de polícia.

 
At 15 de abril de 2007 às 22:05, Anonymous JUM said...

CANUDO DE SÓCRATES: RECORDE DE ERROS ADMINISTRATIVOS

«Luís Arouca, que em 1995 respondeu a uma carta de José Sócrates dirigida ao reitor da UnI solicitando a entrada na universidade, e que aprovou o seu plano de estudos, não era o reitor.

O cargo era então ocupado pelo catedrático de Coimbra Ernesto Costa, que confirmou ao Expresso a situação, escusando-se a prestar esclarecimentos. ‘‘É um processo complexo’’, disse.»
No:Expresso

Os erros administrativos no processo de Sócrates começam a ser um verdadeiro recorde o que nos leva a questionar o ministro que disse que a UnI foi inspeccionada e funcionava bem na época a que se reportam os factos.

Proponha o diploma de Sócrates para o Guiness pelo recorde em erros administrativos.

 
At 15 de abril de 2007 às 23:42, Anonymous Anónimo said...

Está visto que o diploma deste individuo, foi um bónus, de alguém do PS , para um deputado deste partido.

Porqu~e não admiti-lo de uma vez por todas'

Não vêm que quanto mais se escarafuncha, mais porcaria vem ao de cima?

Eu sou apartidário, não voto à mais de 15 anos e estou-me nas tintas para a politica e para os politicos.
Confesso que admiro a firmeza deste primeiro ministro nas medidas impopulares que toma.

Porque não admitir que que a sua licenciatura não foi clara?

 

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