sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O PSD

Quando os Governos se cansam está na hora de as oposições vencerem as eleições.
Em Portugal é isso que se passa desde a época da Monarquia Constitucional, com excepção dos períodos ditatoriais. Será o excesso de jogging que derrotará Sócrates.
Não a inércia de Marques Mendes ou a correria insana de Luís Filipe Menezes.


Sócrates pica-se quando os seus ministros se dedicam à nobre actividade de se deitarem numa cama de espinhos e, assim, pouparem o suor à oposição.
A guerrilha a que se assiste no PSD é como a que se tem observado no BCP.

Aparentemente é sobre a conquista de poder.
Na realidade tem a ver com os poderes e interesses que se movem na sombra.
O verdadeiro poder prefere o poder e o silêncio.
Quem fala muito serve, normalmente, para ter direito de antena e mostrar que tem músculos.
No PSD a fronteira é clara.

De um lado estão as elites que sempre o dominaram e que têm em Mendes um gestor capaz de, um dia, cair para dar o lugar a quem quiser ocupar a cadeira de Sócrates.

Do outro está Menezes, que fez o curso de populismo através de um concurso da farinha Amparo.
Se ganhasse, ficaria com as ruínas de um partido que emigraria para parte incerta.
Entre Menezes e Mendes o PSD com um palmo de juízo sabe o que lhe convém mais. Ou seja, Menezes está muito bem em Gaia a gerir o seu quintal.
A elite do PSD sabe que Sócrates só cairá quando estiver tão frágil que bastará um sopro para se espalhar no chão.
Não precisa de um Menezes para afugentar a classe média, que decide quem ganha e perde as eleições.


F.S.

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2 Comments:

At 10 de agosto de 2007 às 17:59, Anonymous Anónimo said...

O conselho de ministros aprovou, nesta quinta-feira, uma proposta de lei que autoriza o governo a alterar os benefícios fiscais às empresas na Zona Franca da Madeira, prevendo-se uma redução dos impostos pagos pelas empresas no montante de 300 milhões de euros.O regime proposto "mantém, no essencial, as linhas estruturantes do regime anterior", nomeadamente "um regime degressivo dos benefícios concedidos, com a tributação a taxas reduzidas de IRC (3% nos anos 2007 a 2009, 4% nos anos 2010 a 2012 e 5% nos anos 2013 a 2020)".

Andam muito zangados, passam a vida à porrada, mas quando se trata de coisas que lhes são queridas e importantes, são verdadeiros compinchas. O que me chateia mais é que liguem tão pouco a esses 300 milhões e se preocupem tanto em enviar-me cartas a avisar que tenho uma divida de 4 cêntimos de impostos. Não é tanto pelos 4 cêntimos mas, quem sabe se acabasse a mama franca, não me poderiam poupar o incomodo. Ou isso, ou, quem sabe, não voltarem a aumentar os impostos sobre a gasolina, ou baixarem-nos impostos, sei lá, qualquer parvoíce destas. Mas não, preferiram deixar a trabalhar a máquina de lavar da Madeira para alegria de todos...eles.

 
At 10 de agosto de 2007 às 18:03, Anonymous Anónimo said...

Na competição interna de um partido da oposição, um dos candidatos alega ser o melhor para liderar o partido por ter uma estratégia eficiente para fazer a vida dura ao governo.

Na minha qualidade de cidadão apartidário com acentuada ignorância e desmedida inocência utópica, mas muito interessado com o que se passa no País, fico chocado que um líder de um partido, com vocação e intenção de ser governo, faça esta interpretação politiqueira do papel da oposição. Esperava e desejava que os políticos, pelo menos nos discursos públicos, mostrassem colocar em primeiro lugar o objectivo de melhorar os destinos dos portugueses e, portanto, colaborar na governação em todas as suas medias positivas e alertando e criticando o governo em tudo o que seja menos consentâneo com o desenvolvimento sócio-económico do País. Essa, e não a obstrução sistemática, indiscriminada e obsessiva, seria a melhor e mais patriótica actuação da oposição.

Perguntarão como é que esse procedimento se coadunaria com a corrida à alternância democrática, nas eleições periódicas. A resposta pode ser que, certamente, não deixariam de publicitar as suas ideias, propostas e sugestões para a melhor resolução dos problemas fundamentais, evidenciando a sua capacidade como alternativa de governo. E, quanto a propostas e sugestões não aceites que o futuro viesse mostrar serem correctas, poderiam mais tarde dar a conhecer ao País que eles têm soluções melhores e mais pragmáticas que o governo para desenvolver o País e criar mais adequadas condições de vida para os cidadãos.

Desta forma, os partidos seriam mais úteis ao País e granjeariam o apoio esclarecido dos eleitores sem se baixarem ao abuso de fofoquices, tricas partidárias e falsas promessas.

Porém, uma coisa são os ideias de um cidadão interessado pelo futuro do País, e outra coisa são as volubilidades, infantilidades, ambições desmedidas e incompetências dos políticos.

 

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