sexta-feira, 5 de agosto de 2005

NO PARTIDO SOCIALISTA É TUDO BOA GENTE?



MINISTRO FOI SÓCIO DE UMA DAS EMPRESAS QUE
ESTÁ A FAZER OS ESTUDOS DO NOVO AEROPORTO

AFINAL HAVIA OTA
Mário Lino foi sócio da Consulmar, uma das empresas que faz os estudos da Ota. Ambos fundaram a sociedade Impacte – Ambiente e Desenvolvimento, de que o actual ministro foi gerente até 1996.

3 Comments:

At 5 de agosto de 2005 às 09:57, Anonymous J. Francisco S.H.Mendes said...

Estou farto, mesmo farto, enjoado, enraivecido.
A MERDA EM PORTUGAL, está em todo lado, nas autarquias, nos organismos regionais, no governo, na banca pública, nas empresas, é MERDA A MAIS PARA ESTE PEQUENO PAÍS QUE ESTÁ CHEIO DE MERDA ATÉ AO TELHADO.
É os despedimentos na CGD, é as obras da Ota e do TGV, é o escândalo da PT, é a nomeação do Armando Vara para a CGD, é a nomeação do Sousa para a CCDR-A, é a nomeação do Troncho para a EDIA, é a candidatura do gajo que quer ser presidente até aos 100 anos, é as cadidaturas de vigaristas e ladrões a presidentes de câmara, incluindo o de Ponte de Sor.

PORRA É MERDA A MAIS...

Só me apetece importar uns mercenários para acabar com esta MERDA TODA e COMEÇAR A ESPETAR UNS TIROS NOS CORNOS DESTES FILHOS DA PUTA TODOS!

Quero lá saber se me chamam de terrorista.
Estou farto.

 
At 5 de agosto de 2005 às 11:45, Anonymous Fernando Sobral said...

DESCULPAS E CULPADOS

Portugal assemelha-se a um «boomerang». Os partidos do bloco central e do rotativismo que governam o país dedicam-se sistematicamente ao mesmo desporto. Atiram-no para acertar no adversário e assim que chegam ao poder este acerta-lhe na cabeça.
Mas nenhum partido aprende com os galos com que fica na cabeça. Pensa sempre que, depois de os esfregar na oposição, eles desaparecem. A sua sorte é que os portugueses esquecem facilmente. Este é um país em que se desculpa com facilidade e se esquece em velocidade de cruzeiro.

Afinal se a Provedoria da Justiça diz que há que verificar se quem tem de pagar logo as multas por infracções na estrada possui dinheiro para isso para evitar desigualdades, porque é que alguém neste país há-de ser penalizado por não cumprir?

Portugal deve ser todo desculpabilizado. Ninguém neste país parece ter a culpa de coisa alguma. Este é um sítio de amigalhaços. Quando se está no poder a atitude que é tomada é simples: os meus amigos são melhores do que os teus. Tudo se reduz a isso.

 
At 5 de agosto de 2005 às 11:48, Anonymous H. Santos said...

CONVERSA FIADA

O que se está a passar com o Governo é grave e leva a que cada vez mais portugueses desistam pura e simplesmente de votar.

Nos tempos que correm, a política não pode brincar com o fogo. Ameaçada pelas propostas sedutoras da democracia directa, apanhada cada vez mais na teia dos populistas de esquerda e de direita e mais preocupada com a manutenção do poder do que com o simples e humilde acto de servir, a política - ou melhor, os seus actores -, arrisca-se a cavar a sua própria sepultura. O que se está a passar em Portugal com o actual Governo e com alguns políticos é grave e leva a que cada vez mais portugueses desistam pura e simplesmente de votar ou se entrincheirem nas barricadas do Bloco de Esquerda ou de movimentos radicais de direita. Recordemos uma ideia simples: José Sócrates foi eleito porque prometeu firmeza, clareza, autoridade, credibilidade e humildade. Os portugueses acreditaram e deram-lhe uma maioria absoluta, convencidos de que o regabofe tinha os dias contados.

Mas o Executivo tem dado vários tiros no pé, que começaram com o primeiro-ministro a quebrar promessas eleitorais e culminaram com as nomeações para a Caixa Geral de Depósitos (CGD). Claro que se pode sempre dizer que Sócrates está a fazer exactamente o que todos os Governos têm feito nos últimos anos - decisões mal explicadas, empregos pagos a peso de ouro para os seus “boys”, obras faraónicas, ambição desmesurada de ficar na História a qualquer preço, partidarização das administrações públicas - e por isso tem direito às mesmas desculpas que os outros tiveram. Errado, muito errado. Porque Sócrates prometeu ser diferente, porque Sócrates prometeu que não se repetiriam casos como o de Celeste Cardona - pelo menos insinuou... - porque Sócrates prometeu competência e não amiguismo, porque a situação do País é preocupante. Ao fim de alguns meses de governação, os portugueses já descobriram que parte da conversa era fiada e os espera mais do mesmo.

As críticas ao Governo só não são mais violentas porque é suportado por uma maioria de esquerda - parece existir em Portugal uma espécie de regra oculta que leva os cronistas do reino a pouparem os Executivos mais à esquerda - e porque as agendas mediáticas ainda não despertaram para o assunto. Veja-se, por exemplo, o caso dos incêndios que, em anos anteriores, fez ‘mossa’ política e provocou acalorados debates sobre falta de meios, de dinheiro e de organização, colocando os ministros da Agricultura e da Administração Interna na linha da frente dos noticiários. Hoje, as redacções esquecem-se que o MAI é António Costa, ‘só’ o número dois do Governo mas que parece passar despercebido perante o ‘vendaval’ de incêndios. Mérito de Costa, certamente, e do seu ‘peso’ político.

Sobre os critérios do Governo para a nomeção de novas administrações nas empresas públicas os casos Galp, CTT e CGD mostram, com toda a transparência, que mais do que o currículo ou o percurso profissional o que continua a contar são as fidelidades partidárias. O resto é paisagem e pura conversa - e ainda falta conhecer o que se irá passar na PT e na EDP. Certamente que agora que a CGD é liderada por um socialista, espera-se que seja um social-democrata a substituir Vítor Constâncio no Banco de Portugal, cujo mandato termina em Dezembro. A bem da tradição e da Nação.

Se a a actuação do Governo mostra que o exercício da política continua sem renovação à vista, a pré-campanha para as presidenciais confirma os piores receios sobre o mesmo assunto. Quando o palco da ‘luta’ já envolve o actual Presidente da República e se percebe cada vez mais o que move Soares e Cavaco, só restam dois caminhos: a deserção ou a trincheira. Quem perde é a democracia.

 

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