quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

A GENTE

A gente

Da minha cidade

É feita de barro encarnado

Mole, lasso, aderente

À sola de senhor presidente



A gente

Da minha cidade

Mente

Naturalmente

Traindo com o mesmo à vontade

Com que adula de frente



A gente da minha cidade

Arrasta o rosto p’lo chão

Vergada pela vaidade

Da sua estreita ambição



A gente da minha cidade

Não há-de

Morrer na guerra

Nem p’la Pátria, nem p’la terra



À gente da minha terra

Falta-lhe o granito da serra



In: Rexistir

4 Comments:

At 17 de janeiro de 2007 às 16:50, Anonymous J. Francisco S.H.Mendes said...

Mais um retrato fiel da cidade da ponte.
Parabéns ao autor do poema, é Ponte de Sor sem tirar nem por.

 
At 18 de janeiro de 2007 às 19:14, Anonymous Anónimo said...

Até parece escrito por algum que conhece bem o nosso concelho, se bem que, em boa verdade, seja também um retrato do nosso país. Nós somos mesmo assim... mloes, sabujos e subservientes.

 
At 18 de janeiro de 2007 às 21:57, Anonymous Maria Luís S. said...

O autor do Poema "GENTE", podem ficar descansados que é de Ponte de Sor, conhece como ninguem a realidade da cidade.

 
At 18 de janeiro de 2007 às 23:35, Anonymous Anónimo said...

Claro que é de ponte sor...e é um dos piores pontessorenses em termos políticos: fez muitas promessas, mas passou-se sempre para o lado do inimigo...ou já estão esquecidos?

 

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