quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

POR ONDE VAI ESTE P.S.? [Parte III]

Manuel Maria Carrilho embaixador na UNESCO

Representante na missão permanente de Portugal

Manuel Maria Carrilho convidado para, assumir o lugar de representante na missão permanente de Portugal junto da UNESCO, em Paris, substituindo José Duarte Ramalho Ortigão, o actual embaixador.

O Partido Socialista no seu "melhor"


9 Comments:

At 17 de janeiro de 2007 às 16:57, Anonymous Anónimo said...

Mais um grande filho da Puta com um grande tacho.
Este merda que nem foi capaz de ser vereador até ao fim do mandato na CM de Lisboa.

 
At 17 de janeiro de 2007 às 19:56, Anonymous J. Francisco S.H.Mendes said...

Mais uma de outro grande filho da puta do PS, desta vez o da saúde:

«Procedimentos de emergência "foram correctos"
Ministério da Saúde abandona inquérito sobre acidente em Odemira


O Ministério da Saúde anunciou hoje que não vai avançar com o inquérito aos socorros prestados à vítima de um acidente de viação na zona de Odemira, na semana passada, que acabou por morrer. Segundo a tutela, os cuidados de saúde e de emergência médica realizados "foram correctos e cumpriram as normais e orientações de serviço".

"Concluiu-se que as intervenções do INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica], através do CODU [Centro de Orientação de Doentes Urgentes], a acção do Centro de Saúde de Odemira e o acolhimento no Hospital de Santa Maria foram correctos e cumpriram as normais e orientações de serviço", considera, em comunicado, o Ministério da Saúde.

O ministério de Correia de Campos determinou perante esta conclusão, divulgada no final de uma reunião destinada a analisar as formas de melhoria do desempenho da rede de urgência/emergência do Alentejo, "que não há lugar a procedimento de inquérito".

Com a tutela estiveram reunidos o presidente do INEM, a Administração Regional de Saúde do Alentejo, representantes do Hospital de Santa Maria e do Centro Hospitalar de Beja, o presidente da Câmara de Odemira e o governador civil do distrito de Beja.

O PÚBLICO noticiou que, no passado dia 8, um homem de 54 anos sofreu ferimentos graves devido a um acidente rodoviário, mas só deu entrada no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, quase sete horas após terem sido accionados os primeiros meios de socorro.

A vítima foi transportada para o Centro de Saúde de Odemira e assistida, depois, pela viatura médica de emergência e reanimação de Beja, chamada para o local, sendo finalmente transferido de helicóptero para Lisboa, onde acabou por morrer passados três dias.

Segundo o Ministério da Saúde, "nos vários momentos de intervenção foram proporcionadas as medidas de estabilização apropriadas, sem as quais o sinistrado nem sequer teria condições para suportar a viagem". Ainda de acordo com a tutela, "após a admissão no Hospital de Santa Maria, efectuados exames que revelaram múltiplos focos de contusão cerebral, a vítima foi sujeita a craniotomia descompressiva de que resultou normalização da pressão intracraniana". A vítima morreu depois de no pós-operatório o seu quadro clínico não ter melhorado.

Falta de meios neurocirúrgicos condicionaram assistência imediata à vítima

O ministério assume que "a gravidade do acidente e a distância a que ele ocorreu de um centro hospitalar com capacidade de intervenção neurocirúrgica, condicionaram, sem dúvida, o tempo que mediou entre a ocorrência e a entrada no hospital de destino". Porém, frisa que não existe "evidência de que esse lapso de tempo, bem como as manobras entretanto executadas pudessem ter influenciado o desfecho fatal, o qual se deveu essencialmente à gravidade das lesões iniciais".

Na sequência do acidente, o Ministério da Saúde passou em revista "as circunstâncias de baixa densidade populacional e longa distância que condicionam a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde em situações de urgência/emergência naquela região".

Alentejo vai ter mais duas viaturas de emergência

Sublinhando que os esforços "devem concentrar-se na melhoria da situação", o gabinete de Correia de Campos anunciou a entrada em funcionamento da segunda viatura médica de emergência e reanimação (VMER) no Alentejo, sedeada no Hospital de Évora, até ao final de Fevereiro.

Até ao final de Junho, será disponibilizada uma terceira viatura, no Hospital de Portalegre, e está preparado um "plano da via verde coronário", que assentará nas VMER e em outras unidades móveis de suporte intermédio de vida.

"Estão a ser acelerados os esforços para facultar formação especializada adicional às tripulações de ambulâncias do INEM e de corporações de bombeiros articuladas com esse intuito", acrescentou a tutela.

O concelho de Odemira, como o de Castro Verde, Serpa e Moura, vão ter, cada um, uma Unidade de Urgência Básica com meios reforçados, depois da aprovação da rede de urgências, recorda o ministério, assegurando que "todas estas medidas estão a ser aplicadas com carácter prioritário".»
Lusa

 
At 17 de janeiro de 2007 às 20:15, Blogger O Semeador ao Pó das Obras said...

Ontem a viatura médica de emergência e reanimação (VMER)de Portalegre estava a funcionar em Março de 2007, depois de ter sido anunciada para Junho de 2006.
Hoje está prevista o funcionamento em Junho de 2007.
Todos sabemos que o actual director do Hospital José Maria Grande (Hospital Distrital) de Portalegre era muito incompetente e já se servia dos bens do estado para dar consultas particulares no mesmo hospital usando meios e funcionários do referido hospital, mas agora fica mais uma vez provado que este "boy" do PS de Portalegre é mesmo um incompetente.
Senhores deputados do PS de Portalegre Senhor Governador Civil de Portalegre estão à espera do quê para se demitirem?
Vocês são cumplices desta situação toda!

 
At 17 de janeiro de 2007 às 23:33, Anonymous A.M. said...

"O que se há-de fazer!?"

Um cidadão, residente no concelho de Odemira, foi "colhido por um automóvel" quando seguia - na sua vida - de bicicleta.
O seu nome, António José Oliveira. Eram 7.30 da manhã, tinha 57 anos e muitos de trabalho e, sem sorte nenhuma, estava no local errado e na hora errada.
Era, do mesmo modo, um cidadão obscuro.
Não tinha cunhas, não era conhecido dos jornais, não era doutor nem escrevia em blogs e consta que nunca foi ao Plateau, ou ao Lux.
Nada o poderia salvar, portanto.
E assim foi.
Há momentos, fatais, na nossa vida. Inimagináveis.

O nosso cidadão, foi levado para o SAP de Odemira, que não "dispõe", esclarece, de meios assistenciais, para tamanha gravidade.
Passavam 3 horas, entretanto, desde o incidente

[Correia de Campos, algures andava em trabalhos ministeriais, com agarrado séquito emplumado. O trabalho governamental é uma canseira afamada. Uma escravidão solene.]

Ao António José Oliveira, cidadão residente no concelho de Odemira, foi-lhe concedido uma "viatura de emergência e reanimação do INEM", vinda de Beja.
Mais 1 hora na espera.
Outra, ainda, para "estabilizar a vítima".
O padecente era, evidentemente, o próprio cidadão e a putativa "estabilização" - 5 horas passadas - era para "evacuar o ferido por helicóptero", para o Santa Maria.
Em Lisboa, capital do império.

Não chegou em vida, o nosso cidadão, ao Hospital de todos os enfermos. 7 horas se passaram.
Azar, como se percebe, existir uma única viatura "com apoio médico" em todo o distrito.
Infelicidade chamar-se António ... José Oliveira.
Infortúnio habitar no distrito de Beja.
Viver em Portugal.
Ser cidadão europeu.

Entretanto, em fugidia observação à TVI, Correia de Campos, o perturbado político, diz não ter "disponibilidade na agenda para fazer comentários" ao sucedido.
O trabalho, afinado, da destruição do SNS assim o exige e (sabe-se) a agenda política nunca acaba.
Depois, rezam as croniquetas, ficou curioso para saber se "alguma coisa de errado funcionou".
Perfeito de humor, este ministro.

Do mesmo modo, convidado a pronunciar-se sobre o infeliz facto e o apoio assistencial dado, um irmão do nosso cidadão disse à TVI: "O que se há-de fazer!??".
E, na verdade, está tudo dito.
Que podemos fazer com este ministro, este Ministério, este País?
Pode-se saber?
Ou já não há salvação?

 
At 18 de janeiro de 2007 às 00:07, Anonymous JUM said...

Há poucos dias Manuel Maria Carrilho demitia-se de vereador da CML por ser difícil acumular com as funções de deputado, agora sabemos que está assegurado um tacho em Paris.

Diga-se a MMC que da próxima vez disfarce melhor, não vão os pobres eleitores de Lisboa que votaram nele sentirem-se gozados.

 
At 18 de janeiro de 2007 às 14:00, Anonymous Anónimo said...

Cravinho entrega propostas sem aval da sua bancada

A direcção parlamentar do PS recusa assumir as propostas de João Cravinho que prevêem a criação de uma entidade independente que investigue casos de suspeita de corrupção em altos detentores de cargos políticos e públicos. O PS exclui também a hipótese do enriquecimento ilícito ser crime, por a inversão do ónus da prova - o suspeito ter de comprovar como adquiriu o seu património - ser contrária ao Direito português. Fonte da direcção parlamentar socialista afirmou ao JN que "o PS não apoia medidas que representam um retrocesso num Estado de Direito".

A justificação é que a criação de um organismo, seja tutelado pelo Parlamento ou pelo Ministério da Justiça, colide com as competências reservadas ao DCIAP - Departamento Central de Investigação e Acção Penal - e à Polícia Judiciária. "Seria mais burocracia e gasto de dinheiro desnecessariamente", referiu a mesma fonte, sublinhando que é preciso colocar o DCIAP a funcionar com mais eficácia.Sobre a proposta de Cravinho de indícios de riqueza ilícita ter de ser provada pelo suspeito, alega o dirigente socialista que "é inconstitucional" e contraria o Direito nacional. "Só em Hong- Kong, em Macau ou na China".

Off-shores é para avançar

A mesma fonte assegurou ao JN que as propostas no âmbito do sigilo bancário e a que obriga as entidades financeiras a divulgar a lista de transferências feitas por clientes para paraísos fiscais são "para avançar".

Esta manhã "o assunto fica resolvido", disse, por sua vez, um membro do grupo de trabalho composto por Ricardo Rodrigues, Vera Jardim, Helena Terra e João Cravinho. Ontem, ao fim da tarde, houve uma reunião com a bancada, mas a discussão poderia ter de continuar esta manhã.

Cravinho também aponta o dia de hoje como a última oportunidade para um consenso. Se não houver, entregará as propostas na mesa da Assembleia da República. Não deverão ser agendadas para irem ao plenário, por não terem o aval da direcção, mas serão "tidas em conta" no debate da especialidade. O deputado, que tem de estar em Londres dia 1, renunciará ao mandato entre hoje e essa data, disse ao JN.


João Cravinho revelou anteontem à SIC que tem a noção de que no Parlamento há um preponderância das maiorias sobre a iniciativa individual dos deputados, pelo que se as propostas que apresentou de combate à corrupção não passarem, "cada um que assuma as suas responsabilidades". "Dei melhor que pude com grande determinação. Deixo-a (a proposta) totalmente definida, de acordo com o que está estipulado pelo regimento da Assembleia da República (AR)", afirmou, aludindo ao direito de entregar na mesa da AR, a sua iniciativa legislativa.

"Tenho consciência que no Parlamento há também o jogo das maiorias e se o processo parlmentar determinar de outro modo, cada um que assuma as suas responsabilidades", concluiu.

Ontem, o deputado recusou comentar o processo "Só falo depois de ouvir o último deputado da minha bancada", referiu aos jornalistas.

Alexandra Marques
In:Jornal de Notícias

 
At 18 de janeiro de 2007 às 21:38, Anonymous Anónimo said...

Deputado socialista deposita diplomas na Assembleia
PS não vai agendar projectos de lei anti-corrupção de João Cravinho


O deputado socialista João Cravinho anunciou hoje que irá entregar no Parlamento dois projectos de lei em matéria de corrupção, mas o grupo parlamentar já garantiu que não os irá agendar por considerá-los “não adequados nem consistentes”.

A decisão de “depositar na Assembleia da República” os dois diplomas em matéria de corrupção, além de duas propostas de alteração à Lei de Acesso a Documentos Administrativos, foi anunciada por João Cravinho numa breve declaração aos jornalistas à saída da reunião do grupo parlamentar do PS.

“Apresentarei, tão brevemente quanto possível, dois projectos de lei e duas propostas sobre alteração à Lei de Acesso a Documentos Administrativos”, afirmou o deputado socialista.

Ainda segundo João Cravinho, os dois diplomas relativos à alteração da Lei de Acesso a Documentos Administrativos “são consensuais”.

Relativamente às duas iniciativas em matéria de corrupção, que João Cravinho se recusou a especificar, uma “não tem consenso” dentro da bancada parlamentar socialista, e “outra [das propostas] tem matérias consensualizadas” e outras, que o deputado reputa de “essenciais, não consensuais”.

Cravinho deixou reunião de bancada antes do fim

João Cravinho, que se recusou a responder a qualquer pergunta dos jornalistas, admitiu ainda ter atingido o limite do seu poder enquanto deputado.

“Cheguei ao limites dos meus poderes enquanto deputado”, disse.

Minutos depois desta declaração de João Cravinho, que saiu da reunião da bancada ainda antes desta ter terminado, o líder parlamentar do PS, Alberto Martins, disse que os socialistas apenas agendarão para discussão em plenário o “pacote” das dez iniciativas “que geraram consenso”, no qual não estão incluídas as propostas de Cravinho.

“As proposta do deputado João Cravinho não são adequadas nem consistentes”, declarou Alberto Martins.

Deputado de partida para Londres

No início do mês soube-se que João Cravinho vai renunciar ao mandato de deputado do PS na Assembleia da República, para ser administrador do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), em Londres.

A designação para o cargo foi feita pelo Governo português, para um mandato de três anos.

Na altura, o deputado afirmou que não sairia do Parlamento “sem deixar definido na íntegra o pacote anti-corrupção, imprescindível para o desenvolvimento do país”, referindo-se às conclusões do grupo de trabalho criado no PS com base em três diplomas seus.

Lusa/Jornal PUBLICO

 
At 18 de janeiro de 2007 às 21:56, Anonymous João G. said...

Vera Jardim, deputado como João Cravinho, detectou "inseguranças" jurídicas no tão falado projecto deste último contra a corrupção. Cravinho já está noutra, de malas aviadas para Londres e, como é lúcido, já deve ter percebido que os seus camaradas estão apenas interessados em voar baixinho na matéria. Quando não se quer fazer grande coisa, recorre-se aos jargões do direito: imprecisão, insegurança, incerteza e por aí fora. Não admira, pois, que Salazar corra o risco de, quase quarenta anos depois da sua morte, vir a ser o "político do ano". Não era ele que recomendava "decididos até onde ir, não devemos ir mais além"?

 
At 18 de janeiro de 2007 às 21:56, Anonymous João G. said...

Vera Jardim, deputado como João Cravinho, detectou "inseguranças" jurídicas no tão falado projecto deste último contra a corrupção. Cravinho já está noutra, de malas aviadas para Londres e, como é lúcido, já deve ter percebido que os seus camaradas estão apenas interessados em voar baixinho na matéria. Quando não se quer fazer grande coisa, recorre-se aos jargões do direito: imprecisão, insegurança, incerteza e por aí fora. Não admira, pois, que Salazar corra o risco de, quase quarenta anos depois da sua morte, vir a ser o "político do ano". Não era ele que recomendava "decididos até onde ir, não devemos ir mais além"?

 

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