terça-feira, 29 de abril de 2008

PORTUGAL "ESTÁ" CADA VEZ "MELHOR"!...









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5 Comments:

At 30 de abril de 2008 às 00:07, Anonymous K. said...

«A Comissão Europeia deixou ontem um alerta sobre a crise alimentar. Nas previsões de Outubro, esperava uma subida de 10% no preço da comida em 2008. Agora diz que o aumento será de 39% por causa da especulação – o pior será sentido na primeira metade do ano, com um salto homólogo superior a 54%. Esta tendência é verificável nos números mais recentes – o ‘Food Price Index, medido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agricultura e a Alimentação, subiu 57% em termos homólogos em Março.»

Segundo José Sócrates tudo “são boas notícias para Portugal e para os portugueses.
A crise mundial do capitalismo global está aí, (nem era necessário ser economista para ver que esta globalização acabaria por alastrar a pobreza e arrasar com os mercados), o petróleo já quase batei nos 120 dólares por barril, o dólar afunda-se, os preços das matérias-primas e dos alimentos não para de subir assim como os juros. O desemprego aumenta e a única coisa que desce é o nosso poder de compra com os salários as não acompanharem a inflação (nem a mentirosa, onde metem montes de produtos supérfluos só para esconder a realidade, porque a verdadeira, a que tem a ver com o mais importante que é a alimentação, dessa nem vale a pena falar).
Mas, o nosso Engenheiro está muito contente porque o nosso crescimento vai ser semelhante ao Europeu. Mesmo que seja, o que duvido, esquece-se é de dizer que não é por estarmos melhor, por irmos crescer mais, mas sim por os outros irem crescer menos.
A infelicidade dos outros serve na perfeição para esconder a nossa. Dança de felicidade o Engenheiro nos braços de umas finanças que só “brilham” à custa de mais e maiores impostos.
Prometem-se aeroportos, TGS’s, terminais, auto-estradas e sei lá que mais, tudo em milhares de milhões, como se fossemos ricos. Este sistema caminha rapidamente para o seu fim e estes discursos de felicidade não passam de peneiras para tentar tapar o Sol e para que não tenham de mostrar a sua impotência para alterar o rumo dos acontecimentos.
Quando tudo estoirar, eles fogem e já têm os seus quartos guardados nos Clubes dos Bilderbergs, a nós que cá teremos de ficar é que a desgraça vai cair em cima.

 
At 30 de abril de 2008 às 14:25, Anonymous J.P.G. said...

A crise da economia tem origens diversas, internas ou externas, conjunturais ou estruturais, mas não tem fim. Nunca, jamais. Parece uma maldição que caiu sobre Portugal e a maioria dos portugueses. Outros países enfrentam crises e resolvem-nas. Portugal sai de cada crise para mergulhar, cada vez mais vulnerável, no ciclo da crise que se segue. De comum entre todas e cada uma das crises só há o facto de os sacrificados serem sempre e só os mesmos.

Escrevia eu nesta coluna que a maior injustiça da sociedade portuguesa é a extrema desigualdade e eis que vem a OCDE revelar que Portugal apresenta valores de desigualdade social que estão 11 por cento acima da média dos países da Organização. No mesmo dia, contas da Comissão Europeia confirmaram que Portugal deverá completar, em 2008, o terceiro ano consecutivo de perda do poder de compra dos salários.

Os tecno-burocratas só entendem a linguagem dos números. Os homens e mulheres, as crianças e os velhos que estão por dentro dos números são algo de virtual para os tecno-burocratas. A pobreza é insubsistente; palpável é a riqueza, entendida como número e volume de ricos. E é entre chavões e compêndios que procuram explicações para a desgraça da economia tal como a têm desgovernado. E é assim que o Comissário Joaquin Almunia explica o “problema” da inflação, paga pelos “mais pobres”, com o “mau funcionamento do mercado”.

O “mercado” é um chavão com as costas largas. Serve para tudo, até para explicar a supressão dos mercados internos pelas políticas ditas de “austeridade”. Pelo caminho que a economia tem seguido, o único mercado que se vê no horizonte é o mercado de escravos.

 
At 30 de abril de 2008 às 14:59, Blogger miguel said...

Gosto muito do titulo desta notícia, demonstra que afinal o nosso país não se encontrava tão imune à crise como se por aí dizia. Demonstrando que a politica agricula e económica estabelecida pela união europeia se encontra errada.
Pese embora que mesmo a nível nacional, seja dificil saber se o actual governo se encontra a fazer uma boa ou má governação, analisando-se todo o cenário exterior. Onde o mais gravoso é o estado de desnorte e ataraxia que vive na politica nacional, onde o nosso presidente fala da sua preocupação perante o estado de ignorancia para com certos acontecimentos e a sua constante negligência para assuntos politicos, quando o seu próprio partido se encontra “partido” numa busca incessante e mortal pelo poder interno. Fazendo-nos uma introesppecção ‘se isto vai mal, como podemos mudar, se uns fazem mal, os outros nem com eles próprios conseguem coexistir pacificamente”.
Assunto para o qual eu já tinha alertado no passado dia 20 ao texto dos “SES”.....

“Um texto muito bem escrito, só pecando por um ponto de vista um quanto ou nada já estigmático dos nossos dias. Pois todo ele é um esteirar de ideias, onde, se retira uma conclusão que de certo modo periclita nos intervenientes directos da democracia de um país, como o nosso, claro.
Visto que, a falácia e busca incessante de poder é tal, que não importa as consequências, que independentemente os portugueses venham a sofrer. Demonstrando assim o estado gotoso e de descrédito por toda a politica nacional, sendo este o fruto do intento de muitas pessoas querer ser gondoleiro e nunca terem ido a Veneza, em que a permuta no check-in do aeroporto é tal, que ainda parte o avião em piloto automático sem tripulação e passageiros....

 
At 1 de maio de 2008 às 12:29, Anonymous Anónimo said...

Combustíveis aumentam 14 vezes desde o início do ano. Um escândalo!
Pura e simplesmente não se entende o aumento dos combustíveis, já que o preço do petróleo bruto em euros tem-se mantido sem grandes alterações nos últimos 12 meses. Trata-se, pois, de pura especulação das petrolíferas em Portugal, já que o seu custo no mercado internacional não se tem alterado tão substancialmente, quando são feitas as contas em euros (o que está a acontecer é uma desvalorização do dólar e não nenhuma forte subida do preço do petróleo no mercado internacional).
Ao governo até é óptimo, uma vez que serve para aumentar as suas receitas. Infelizmente o povo é que é completamente enganado com esta autêntica farsa.

Os preços dos combustíveis aumentaram 3 cêntimos, o gasóleo, e 2,1 cêntimos, a gasolina sem chumbo 95, segundo números divulgados pela Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis que considera a subida "escandalosa".
"É absolutamente escandaloso. Esta é a décima sétima alteração desde o início do ano, com apenas três no sentido da baixa e as restantes a representarem aumentos", explicou o presidente da ANAREC, Augusto Cymbron, em declarações à Lusa. Segundo os dados a que tivemos acesso, o preço do gasóleo passará dos actuais 1,299 euros para os 1,329 euros e a gasolina sem chumbo 95 passa dos 1,430 euros, para os 1,451 euros.
"É uma especulação pura, porque mesmo que o barril de petróleo suba em dólares, os euros mantém-se os mesmos. Não há justificação nenhuma", referiu o responsável, desafiando as refinarias a mostrar as facturas do que paga por cada barril que compram. "Só assim é que as pessoas verão de facto o que se está a fazer", concluiu Augusto Cymbron, dizendo ainda que o Governo fecha os olhos a estas subidas porque representam mais receita, através do IVA, para os seus cofres.

 
At 1 de maio de 2008 às 19:10, Anonymous R.V. said...

* Gasolina aumentou 2 cêntimos e gasóleo 3 cêntimos.

* Ministério da Economia não quis comentar. Actualização: Manuel Pinho escreveu à AdC para que esta "proceda urgentemente à análise da formação do preço dos combustíveis, de forma a garantir que esse preço traduza adequadamente os custos da produção". Os "custos da produção", topam? E é para tranquilizar os portugueses, para que estes fiquem a saber que tudo está bem. Haja paciência...

* Autoridade da Concorrência não prevê nenhuma acção de investigação sobre cartelização.


Pois não comentam mas eu comento:

* O Estado recolhe mais IVA de cada vez que o preço base sobre;

* A Galp Energia tem em Portugal uma quota de mercado de produtos refinados de 51% e de aproximadamente 37% no mercado de retalho de combustíveis;

* A Parpública – Participações Públicas, (SGPS), S.A, ou seja o Estado, é o terceiro maior accionista da Galp Energia, com 7,004% (logo depois da ENI S.p.A e da Amorim Energia, B.V., ambas com 33,34%);

* O crude que compramos expressa-se em euros e não em dólares.

Portanto, o Estado não comenta nem investiga o que se passa no mercado de combustíveis controlado em 51% por uma empresa*, da qual é o terceiro maior accionista.

Pelas receitas de IVA, que se tornam maiores a cada aumento do preço base, esse mesmo Estado é ainda parte interessada desse mercado de combustíveis que não comenta nem investiga.

Há uma um adjectivo para isto: chulo.

 

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