quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

NA MARGEM SUL JÁMÉ...




Na margem Sul jámé...

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12 Comments:

At 10 de janeiro de 2008 às 21:58, Anonymous Manuel said...

Sócrates anunciou Alcochete. Para os distraídos a notícia é não ser na Ota.
Não é - a notícia é ir haver uma obra faraónica de necessidade mais que duvidosa.
Mas os passo está dado. Coincidentemente, há dias assim, a Teixeira Duarte - uma das mais construtoras do país, reviu hoje a sua posição e vai afinal apoiar Santos Ferreira, no assalto ao BCP...

 
At 11 de janeiro de 2008 às 00:07, Anonymous Anónimo said...

A previsão de que o transporte aéreo terá duplicado em 2030 baseia-se em petróleo disponível e barato. Esta realidade é desmentida pela produção de petróleo que já atingiu o seu máximo. A partir de agora, só podemos esperar uma redução cada vez maior do petróleo disponível. Em 2030 teremos uma redução do tráfego aéreo para metade do actual, isto numa perspectiva optimista.
Não podemos esperar qualquer alternativa viável ao petróleo, uma vez que as alternativas propostas são apenas folclore para apaziguar consciências.
Perante este cenário, qual a necessidade de um novo aeroporto? Portela vai chegar e sobrar.

 
At 11 de janeiro de 2008 às 09:12, Anonymous Encavadelas said...

Ó Carlos B. a dor é muita grande! Ainda na te esqueceste do PRD?!

 
At 11 de janeiro de 2008 às 11:10, Anonymous Anónimo said...

e o taveira pinto a pensar que o novo aeroporto seria na seu quintal ou melhor na Ponte de Sôr

 
At 11 de janeiro de 2008 às 20:52, Anonymous R.V. said...

José Sócrates vai acabar só, quanto muito com o seu Karl Rowe – numa mistura de Pedro Silva Pereira, o cérebro visível, e José Almeida Ribeiro, a metade na sombra. É impressionante a forma como o primeiro-ministro abalroa a verdade, num exercício que pode ter uma explicação psicológica. Desta vez há provas além da prova: registos magnéticas mostram a convicção do chefe do Governo na Ota como o único local para o aeroporto.

Ontem, o primeiro-ministro foi incapaz de reconhecer a precipitação (já não se espera que pronuncie a palavra erro) quando anunciou a sua opção por Alcochete. Na margem Sul, como se esperava. Desde que Cavaco se envolveu no processo e chamou o interlocutor à terra, era fácil descobrir o tesouro – e ele estava na pista de Cavaco. É evidente que Sócrates sabe o que fez e disse e é por o saber que, pela primeira vez, se expôs em público. Ficamos a saber – ficaram os seus ministros e colaboradores – que “não há uma política do ministro das Obras Públicas. Há apenas uma política do Governo”. Presume-se que seja extensivo ao colectivo, independentemente do assunto ou área. Mário Lino ouviu calado o que “jamais” julgávamos que alguém com sangue nas veias conseguisse engolir. Se lhe restar algum – e a sua vida pública assim o diz – é óbvio que só pode retirar do episódio as naturais consequências. Por muito menos bateu com a porta Luís Campos e Cunha. E Freitas do Amaral. E, arriscamos, o próprio António Costa. Sócrates não é capaz de partilhar o poder. A não ser com o seu Karl Rowe.

P.S. “Doa a quem doer” a investigação ao BCP vai às últimas consequências – palavra do primeiro-ministro. Sabem a quem não vai doer? A Armando Vara que, pelo sim pelo não, quer manter um recuo na Caixa. Fantástico melga!

 
At 11 de janeiro de 2008 às 21:14, Anonymous JAM said...

Por causa do Lino e do Jamais, Max Weber entrou na treta política, mas confundindo-se os termos, dizendo-se ética da responsabilidade, quando se queria dizer ética da convicção. Esta é uma acção que está sujeita à antinomia da moral da convicção (Gesinnungsethik) e da moral da responsabilidade (Verantwortungsethik). A primeira, incita cada um a agir segundo os seus sentimentos, sem referência às consequências. Diz, por exemplo, para vivermos como pensamos, sem pensar como vivemos, à maneira do pacifista absoluto.


A segunda interpreta a acção em termos de meios–fins e é marcada pelo supra-individualismo, defendendo a eficácia de um finalismo que escolhe os meios necessários, apenas os valorando instrumentalmente, dizendo, por exemplo, como em Maquiavel, que a salvação da cidade é mais importante que a salvação da alma. Mas, as duas, segundo Weber, não são contraditórias, elas completam-se uma à outra e constituem em conjunto o homem autêntico.

 
At 11 de janeiro de 2008 às 21:18, Anonymous José M. Martins said...

O Ministro Lino na célebre frase "jamais" , quis dizer pura e simplesmente que em Alcochete nunca - "jamais " em francês - seria construído o aeroporto.

Vi agora na SIC o teor do que disse o Sr. Ministro Lino.

Não há dúvida que o "jamais" se referia a que nunca seria construído o aeroporto na margem sul, o tal "deserto".

A Sociedade Civil - e o PSD - mobilizaram-se e José Sócrates afinal aprovou a construção do aeroporto em Alcochete!

José Sócrates foi defender o seu ministro Lino, veio dizer que o "jamais" era relativo a associações ambientalistas!

É uma mentirinha , piedosa, que se calhar não fica mal o chefe dizer para defender o seu colaborador.

Não a relevo muito. Foi com reserva mental. Lá no fundo disse que o ministro Lino falou mas não devia.Quem manda sou eu!

O que relevo é o papel de enorme importância da sociedade civil que se mobilizou e pagou estudos que apontaram no sentido de Alcochete ser a melhor opção!

O que significa que é importante o papel de todos nós - blogues - sociedade civil, para partir a pedra em que muitas vezes se transformou a massa cinzenta dos governantes.

Parabéns à CIP, ao PSD, a todos os que lutaram por Alcochete e também a José Sócrates que acabou por decidir bem, transigindo, mudando de opinião.

Dizer mal devemos dizer quando , em consciência, discordamos, mas dizer bem também é prova de maturidade, de verticalidade, porque só não erra quem não faz.


José Sócrates engoliu uma catrefada de sapos vivos! O ministro Lino aguenta-se porque o Poder é bom, mas como é um "brincalhão", ninguém o leva a sério!

Mr. Minister Lino, wellcome to the desert, sorry, it is not a sobremesa, mas um deserto!

E se V. Exª fosse fazer um cursozinho de representação? Tem jeito, movimenta-se bem, tem piada e lá no fundo o senhor nada manda, ninguém lhe liga.

Junte-se ao Dr. Almeida Santos , assim numa espécie de teatro do absurdo - como fez Vaclav Havel quando esteve preso na antiga Checoslováquia - e transformem a peça " Vernissage" num hino contra as bombas nas pontes do Tejo!

 
At 11 de janeiro de 2008 às 23:25, Anonymous F.T. said...

À Quinta-feira o Governo anuncia a sua decisão da localização do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete. Para trás fica o não cumprimento da promessa eleitoral da ratificação do Tratado de Lisboa de Quarta-feira, a revisão em baixa das previsões do Banco de Portugal de Terça-feira e o cenário negro dos números do desemprego revelados pelo Eurostat na Segunda feira. Que importa isso agora, ante a perspectiva de ver o ministro Mário Lino partir montado num camelo? Será na Sexta-feira?

Nota: De entre as medidas preconizadas [quanto ao sistema aeroportuário] destacam-se:
- Retomar o processo relativo ao novo Aeroporto da OTA, redefinindo o respectivo calendário à luz dos dados actuais sobre o desenvolvimento expectável do tráfego e tendo em conta a disponibilidade de financiamento comunitário para a programação do projecto. (Programa do XVII Governo Constitucional, p. 105)

 
At 12 de janeiro de 2008 às 15:38, Anonymous K. said...

«O socialista João Cravinho desferiu fortes críticas contra a escolha de Alcochete para albergar o novo aeroporto internacional de Lisboa, denunciando o que descreve como manipulação da opinião pública e de interesses económicos como motivos para a opção agora tomada.» Dinheiro Digital

Não sei o que quer dizer, mas é no mínimo interessante. João Cravinho, ex-Ministro do Equipamento e Planeamento do Território de António Guterres, autor da decisão OTA.
Uma posição governamental que mexe com muitos negócios, muito dinheiro, muitos interesses e muitas possibilidades.
Todos queremos acreditar que nada de menos claro tenha feito e nunca ouvi nenhuma suspeita que me possa levar a julgar que tenha sido de outra forma. Se esta ideia for a correcta, então será um homem realmente honesto, pois consegue resistir à tentação.
Lembro-me depois da sua luta, como deputado, pela aprovação de uma lei anti-corrupção contra a vontade do seu próprio partido.
Difícil para o PS explicar porque não desejava aprovar a lei e lhe impôs diversos cortes.
A coisa chegou ao ponto de João Cravinho ser convidado por Sócrates para a administração do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, João Cravinho aceitou, houve uma despedida emocionada daquela casa onde trabalhou durante tantos anos, reafirma a sua vontade de ver o projecto lei, que deixa para trás, ser aprovado e ruma a Londres numa manhã de nevoeiro.
Não sei se foi de manhã ou se estava nevoeiro agora que, na altura da decisão de Alcochete para local do novo Aeroporto de Lisboa, que chegou e não teve duvidas de ir contra a ideia, feita e vendida, de que Alcochete é melhor que a OTA.
Vem comprar uma guerra com o Sócrates? Vem só em defesa daquilo que pensa ser o melhor para o País? Vem só defender a sua escolha original e defender a sua honra? Veio por interesses económicos? Políticos?
Ou veio simplesmente em resposta a alguma estratégia socretina?
Será que a decisão ainda pode dar a volta? Se pensarmos nos imensos interesses da alta-finança que anseia pelos negócios de muitos, mesmo muitos milhões, custa a crer que haja quem atire a toalha ao chão.
Se lhe juntarmos as trapalhadas publicas do BCP, do que se vê e do muito que se pode imaginar, não posse deixar de ficar espantado com o à-vontade, com a falta de vergonha na cara e com o desprezo que mostram em relação à justiça e á “ralé” que vive neste jardim á beira Europa plantado.

 
At 12 de janeiro de 2008 às 15:39, Anonymous J.G. said...

Uma noite destas, no "Solar dos Presuntos", em Lisboa, jantavam dois antigos alunos da defunta Independente e um ex-quadro da Carris. Têm em comum serem os três do PS, embora exerçam funções muito diversas. O ex-quadro da Carris é agora "consultor" e comenta o país num programa que passa às quartas-feiras à noite na Sic-Notícias. Também é "senador", no Correio da Manhã, onde partilha "correio" com um "senador" de outro partido. Os dois ex-alunos da Independente também não estão mal. Um, tinha acabado de impedir o país de referendar o "tratado de Lisboa" em nome da "ética da responsabilidade". O outro, vai com o dr. Santos Ferreira para a administração do BCP depois da "experiência" adquirida na CGD onde o colega universitário o tinha colocado há dois anos. Com os votos do banco do sr. Ulrich e de outras criaturas institucionais, "contados" em alguns jornais, o dr. Santos Ferreira deverá ser o próximo presidente executivo do BCP. Até lá, Cadilhe fará o seu "número" e, tanto quanto puder ser fiel a si próprio, será implacável. O regime está, uma vez mais, de parabéns. O "Solar" é um restaurante tão bom como outro qualquer para comemorar. E, com um bocadinho de sorte, talvez deixem fumar.

 
At 13 de janeiro de 2008 às 13:14, Anonymous Anónimo said...

eh pah se dizem que a opçao Alcochete tem vantagens comparativas tudo bem. Eu também acho que ali fica melhor e também acho que o aeroporto é para ter começado "ontem". Não digo isto por estar a espera que o aerodromo de POnte de Sor vá dar algum apoio porque nisso não acredito (há quem acredite no pai natal, por exemplo). Apenas parece-me melhor porque os estudos do LNEC assim o indicam. Também não censuro quem tenha feito investimentos na OTA (quem tinha dinheiro para os fazer, só fizeram aquilo que qualquer pessoa no seu perfeito juizo faria). Infelizes que tiveram pouca sorte mas que, neste tempo todo, já conseguiram sacar alguma paca. No entanto, não sendo novidade alguma, não acredito na imparcialidade na escolha de Alcochete para albergar o novo aeroporto. A CIP nunca tem dado ar de sua graça ao longo do tempo. Só recentemente é que acordou para esta problemática do aeroporto. Porque é que acordaram?
Algum novo membro com interesses nos órgãos sociais desta entidade? Algum vice-presidente com reforma milionária? Ou com amigos (melhores amigos)com grandes negócios turisticos lá pos lados de troia?
Conheço quem tenha expressado felicidade por não ter sido escolhida a OTA porque, na sua mesquinhice tipica de portugues sem guito em que, quem vinga na vida tem de ser encarado com desconfiança (ideias parvas que certos partidos políticos inseriram na sociedade e que continuam a dizer: "quem tudo tem e tudo pode"). Mas essas mesmas pessoas não se apercebem do raio de alcance e de beneficiação que um investimento destes acarreta. O nosso incontornável amigo Belmirão, com o seu investimento, de costas bem quentinhas na CIP, em troia, é um dos principais beneficiados disto tudo.
Isto só para expressar que realmente acho a escolha Alcochete mais vantajosa mas não consigo dar algum mérito à CIP por não acreditar numa unica palavra no Francisco Van Zeller quando diz que o estudo feito pela entidade a que preside. Isto quando o estudo è financiado por interessados (obviamente e até acho normal por se confirmar que é verdade) e tem como vice-presidente tipos como Mira Amaral que desde sempre apadrenhou os investimentos do Belmiro de Azevedo. Não acredito que não tenha havido algum almoço entre estes dois amigos antes de se iniciar o estudo da CIP

 
At 13 de janeiro de 2008 às 13:23, Anonymous J.E.R. said...

Ingenuidade autárquica?

Em todo o debate que se tem feito em torno do novo aeroporto de Lisboa o pior desempenho tem cabido aos autarcas que estão muito mais preocupados com as receitas camarárias do que com o impacto económico e social de uma infra-estrutura destas dimensões e características.
Em vez de colocarem condições e fazerem exigências no caso de o aeroporto se vir a localizar nos seus concelhos, os autarcas dão provas de uma grande gulodice e apenas estão preocupados com as receitas que poderão arrecadar no futuro. As populações são enganadas e vemos velhotes que recebem a pensão mínima a darem entrevistas a televisões, manifestando a sua alegria pelo facto de o aeroporto ficar ao lado da sua aldeia.

É evidente que um grande investimento gera actividade económica, a curto prazo criará emprego e a médio e longo prazo contribuirá para a fixação de empresas e, em consequência, para a fixação de população e expansão urbana. Para os autarcas, ávidos de receitas e de comissões, será um grande negócio mas uma boa arte da população não sentirá quaisquer benefícios, tendo mesmo que suportar um aumento significativo do custo de vida.

Os autarcas deveriam estar mais preocupados em proteger em defender os interesses das suas populações e em prevenir as consequências ambientais resultantes da implantação de um novo aeroporto, em vez de apenas pensarem nos seus próprios benefícios.

 

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